novembro 24, 2008
BPN apoiou a campanha presidencial de Cavaco Silva?
Das palavras do tão maquiavélico quanto melifluo Marcelo proferidas ontem à noite ficaram-nos três questões:
1ª.- O Cavaco foi financiado pelo BPN?
(Em caso de resposta afirmativa à primeira questão surgem-nos duas outras:)
2ª.- Quem intermediou este financiamento?
3ª - A que valor ascendeu este financiamento?
Mesmo que todas estas questões tenham respostas que incluam 'sim, pá!', 'pipa de massa' e 'Dias Loureiro' o que importa saber será se o Presidente age politicamente condicionado, ou não...
Para já, para já, uma conclusão óbvia:
A bem da transparência democrática a lista dos financiadores das campanhas políticas deve ser pública. São estes 'nadas' que poderão dar credibilidade (da boa e da verdadeira) aos políticos.
novembro 22, 2008
Publicidade Institucional:
A RTP Lava Mais Branco
Essa de um governo ser uma nódoa que não caía porque se lavava com benzina já lá vai há muito! Agora, com enzimas Judite, Clara e polarizador Lusa, qualquer porcaria se desvanece, qualquer corrupção se esquece.
novembro 21, 2008
Políticos Credíveis
É impressão nossa -causada talvez pela insana monotonia dos tons outonais aqui da Planície-, ou nos últimos tempos políticos credíveis e corrupção em alta escala têm andado terrivelmente associados?
novembro 20, 2008
Avaliação de Professores
Hoje, a senhora ministra anunciou a simplificação de um acidente. A avaliação deixou de ser uma estúpida complicação e transformou-se numa simples estupidez.
Assim, e para já, se era impossível que houvesse inspectores pedagógicos suficientes para avaliar os professores avaliadores nas suas áreas disciplinares agora essa impossibilidade passa a ser hilariante. A divisão da classe em duas mantém-se e a subjectividade, num modelo punitivo (as quotas, ao que parece, mantêm-se), continua a campear. E ficamo-nos por aqui...
novembro 19, 2008
Sócrates - Uma anedota em sua honra
O pai afectivo do Magalhães diverte já algumas tertúlias mais báquicas de fim de tarde. A última que ouvimos reza mais ou menos assim:
Vítima de uma tremenda e aparentemente inexplicável falha técnica num dos Magalhães, o Sócrates sucumbiu.
O Primeiro, ao que se apurou depois, tentava demonstrar aos seus colegas europeus as capacidades impermeáveis do portátil azul mergulhando o aparelho num balde cheio de água que, a seu pedido, o quase caninamente fidelíssimo e muito prestabilíssimo Silva Lopes lhe providenciara. Ao que parece o 'Engenheiro' esquecera-se de retirar o aparelho da corrente e finou-se electrocutado.
Fatal falha técnica!
Ainda com os eflúvios asfixiantes dos fumos e cheiros a carne assada e a plástico derretido no ar, os ministros portugueses presentes naquela importante reunião interministerial improvisaram logo ali uma espécie de 'mini conselho de estado'. Ali mesmo, o Teixeira ds Santos, o Lino, o Pinho, o Silva Pereira, o Luís Amado e o Santos Silva tentaram uma solução para o enrodilhado cadáver.
O Teixeira dos Santos, economicista, propôs que o Primeiro se findasse onde morrera, em Bruxelas. Ao fim e ao cabo, o homem que deixava o seu nome ligado ao Tratado de Lisboa, merecia repousar até ao fim do tempos na capital da Europa, em Bruxelas. E depois evitavam-se as trasladações e os transportes, e o diabo a quatro...
O Lino, pá! não concordou. O Lino propunha-se erguer um mausoléu à saída da terceira ponte. Secretamente, apaixonava-o a ideia de transfomar aquela obra numa espécie de hino ao seu desempenho ministerial.
O Pinho, mansamente, recordou a necessidade de estabelecer alguma paz social entre o operários despedidos das indústrias de lanifícios. 'A Covilhã, pá! agradecia uma coisa assim em grande, uma coisa que mostrasse àqueles operários que não estão esquecidos'.
Afectuoso, o Silva Pereira recordou que seria bonito que o José voltasse para a aldeia onde foi menino e foi feliz. 'Uma campazinha assim bucólica, com roseiras, com perfumes silvestres e chilreios de passarinhos... ai, isso é que era....'.
Para os seus botões, apesar de muito discreto e elegante, o Luís Amado praguejava. Estava farto daquelas bacoquices e pepineiras. 'Uma mariquice pegada!' No momento certo, considerou: ' Caros colegas, o senhor Engenheiro José Sócrates deve ser enterrado em Portugal. O Primeiro-Ministro de Portugal deve ser depositado em Lisboa sob o manto diáfano e protector do espírito das Tágides lusas.'
Incomodado por se ter deixado ultrapassar naquela estimulante discussão, o Santos Silva irrompeu assertivo: 'Que melhor morte para este herói da política portuguesa do que morrer servindo o seu país e -melhor ainda!- servi-lo mesmo depois de morto?!' Saboreando com gosto o silêncio espectante que se estabelecera, o brilhante sociólogo do Porto rematou com uma estocada avassaladora: 'Proponho que o enterremos em Jerusalém! Depois de estabelecer em Lisboa a paz entre os Europeus e o progresso da Velha Europa, ao lado de Cristo, Sócrates fortalecerá a união entre o Cristianismo, o Islamismo e o Judaísmo'.
Apanhada de surpresa aquela assembleia de circunstância emudeceu.
De súbito, do fundo da sala, um tipo moreno e atarracado deixou cair os caixotes que carregava e largou, em pânico, aos gritos:
- Em Jerusalém não, pá! Ora essa! Tá tudo doido, ou quê?
Interessados, os membros da assembleia voltaram-se e procuraram identificar aquele português que, como tantos outros, ganhava as suas sopas longe da pátria. António Crispim tinha sido o nome que em Pias um casal de proletários agrícolas dera no leito de nascimento a este intempestivo e inesperado interveniente. Fora a procura de melhores condições de vida que atirara o Toino para a Bélgica 'à procura da vida'. Ali estava...
Contrariado e amuado, Santos Silva lá perguntou ao nosso patrício o que é que o incomodava na possibilidade de sepultar um Primeiro-Ministro do alto jaez de Sócrates ao lado de Cristo.
-Oh, Doutor! Oh, Doutor! Atão você nã vê que essa terra é manhosa? Hã? Atão vocemecê nã sabe que já houve gajos que foram enterrados aí e ressuscitaram? Ora essa!... Pergunte aos padres que eles dizem-lhe.
Ironias à parte, é preciso um certo grau de inteligência para se perceber uma ironia e um certo grau de velhacaria para a ignorar.
Ironias à parte, não deixa de ser irónica a incapacidade da rapaziada da comunicação livre deste país para, numa altura destas, andar a levar e trazer da Manuela, do Martins, do Sócrates, da Maria, do Paulo...
Juízo, pá!! ...e isso.
novembro 18, 2008
Idiotice por idiotice...
É idiota -dizem alguns- pedir a um professor que tenha uma opinião sobre o seu processo de avaliação. Por outro lado - dizem outros- é idiota avaliar um professor sem lhe pedir uma opinião sobre o seu processo de avaliação. Por outro lado, é completamente imbecil -e até um bocadolas para o ilegal e para o imoral- avaliar um professor com base na avaliação que deu aos seus alunos. Já arvorar em titular um desgraçado que se vai ver forçado a avaliar o colega que lhe apresentou a escola e a colega de outra área disciplinar, é imbecil ao quadrado. Mas idiota, idiota, idiota, é alguém acreditar que esta avaliação, feita numa época de contenção orçamental, se destina a premiar quem quer que seja. E estamos nisto...





