
A nossa homenagem ao fim da estadia entre nós de um grande homem e de um maior músico.
Que descanse em paz.
À LAIA DE POST SCRIPTUM:
Já agora recordemos o que escreveu José Carlos de Vasconcelos sobre este músico no Jornal de Letras, nº14, de 1 de Setembro de 1981 -já lá vão quase 23 anos-.
"Paredes é nome de guitarra
Quando a ouço, estremeço todo por dentro. Atenção: sou um cristal. Posso quebrar. Esta guitarra está cheia de mistério: é uma laranja azul a crescer dentro do peito. E se existem deuses eles andam, loucos, à solta pelas suas cordas de sol, de mar e de memória. Esta guitarra toca, vibra, no mais antigo de mim. E no mais futuro.
De mim? De nós. Dos que nascemos aqui - à beira água, à beira mágoa, à beira sonho - há oitocentos anos. E temos um coração de povo, aflito, batendo descompassadamente sobre o lado esquerdo. Esta guitarra chamada Paredes. Esta guitarra que tem um povo por dentro. Esta guitarra que chora, canta e sonha Portugal."