outubro 30, 2003

Nunca fora medroso. Mas aquilo era demais...

Parou à porta antes de entrar.
Nervoso, entrou com o pé direito.
Meditabundo, cofiava a barba na zona do queixo.
Choroso, limpou as lágrimas.
Nunca fora medroso. Mas aquilo era demais...
Levantou-se humilhado.
Logo voltaria noutra altura. Desculpou-se.
Voltou a pedir desculpa e saíu.
Sentia-se cobardemente esfarrapado.

Um dia destes arrancaria aquele dente.
Estava decidido.

Publicado por Francisco Nunes em outubro 30, 2003 07:47 PM