Lembrámo-nos desta posta a partir do editorial de hoje do Le Monde...
Aquele chefe de estado era um indivíduo inteligente.
Astuto.
Em certa medida era um humanista.
Um humanista de vistas largas.
Tinha um tique: detestava perder.
Fora ensinado a não poder perder. A não perder.
Como ministro dos negócios estrangeiros de uma super-potência, a derrota era mais que uma derrota. Era uma impossibilidade. Uma inconsistência histórica. Uma negação da lógica. Um arrepio da História.
Ele não podia perder.
Quando caíu um muro, caíu um regime. Um século. Um estrondo. Um enorme
BBBAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAANNNGGGG...
...e depois...slopsch.
Ele, esperto, trocou um cargo por um país. Ganhou um país.
Agora poderia ter perdido uma eleições. Mas não perdeu...
... Corre o risco de ganhar uma guerra civil,... ou uma humilhação!
Mas nunca perdeu. Nunca!
Só o tempo o poderá enganar... estúpido - o tempo-, mas constante!
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