Aqui na Planicie até já nos zangámos uns com os outros... (Não, não somos do Benfica, somos bons lagartos do Alentejo, na engorda, ao Sooool....)
Zangámo-nos bastante.
Zangámo-nos quando nos questionámos sobre se a verdade e a estratégia que vamos expôr a seguir se poderão aplicar ao nosso Clube. Como o lema deste Blogue copia o lema do grande Fialho de Almeida, resolvemos honrar a memória deste grande alentejano da Cuba, com casa em Vila de Frades... Assim resolvemos ser sérios, coerentes e, como o Fialho, arranhar bastante e sem temer.
Temos, depois de alguns uísques e algumas nódoas negras, a solução para o fim desta promiscuídade que ameaça o nosso País. É Fácil. Genialmente fácil (desculpem a imodéstia...).
Para afastar os políticos do futebol:
- Obrigá-los a ouvir as explicações e estratégias dos misters dos clubes das distritais antes dos jogos.
- Obrigar todos os políticos a assistir aos treinos do, -por exemplo-, Rio Ave ao lado dos reformados e preguiçosos fanáticos lá da terra.
- Obrigar todos os políticos a assistir às Assembleias do Glorioso Benfica.
- Obrigá-los a inscreverem-se como membros de uma qualquer lista e andar à porrada se fôr preciso.
- Obrigá-los a serem colegas de quarto dos jogadores da Selecção depois de uma derrota.
- Obrigar os políticos a falar de Kant com o Gabriel Alves. O Gabriel usará a sua terminologia futebolística para explicar a sua 'grelha' da Crítica da Razão...
Para afastar os 'homens do futebol' da política:
- Obrigar cada um dos plantéis dos clubes de futebol da Primeira Divisão, um todos os domingos,a dirigir-se, em peso, para uma estação privada de televisão para falar da actualidade desportiva e do 'momento' do seu Clube.
Como 'paineleiros':
Manuel Alegre (que deverá ler um dos seus poemas sobre um fundo escuro todas as noites),
Pacheco Pereira (decidido a defender as arbitragens),
Francisco Louçã (explicando aos jogadores que eles são elementos involuntários da engrenagem que aliena as massas... ),
o Sr. Juiz da Relação de Lisboa (o que quis partir a merda da câmara do gaijo da SIC),
a Edite Estrela (apontando todos os erros de sintaxe proferidos pelos intervenientes (paga para ser cáustica...),
o Manuel Monteiro que exporá as estratégias a adoptar pelos clubes portugueses face aos clubes estrangeiros,
o Vasco Pulido Valente que discordará de tudo e
o Padre Melícias vestido 'à civil´(explicando como o futebol faz parte da vida...).
Como moderadora a Manuela Moura Guedes (depois de visionar fotografias de crianças vítimas de violência doméstica.
- O treinador/poeta/palhaçodestavida, Artur Jorge, encerrará o programa com um pensamento seu comentado obrigatóriamente pelo 'nosso' João Pinto.
-Depois do programa todos os seus intervenientes se dirigirão à Assembleia da República onde ouvirão durante uma hora os discursos dos tribunos compulsivamente.
Prevemos que estas duas vertentes da sociedade portuguesa se afastassem uma da outra muito higienicamente...
Para que a Igreja se afastasse desta gente bastava que todos os elementos acima tivessem assento no Concílio de Bispos Portugueses.
Aí a Edite não perdoava nenhum erro de sintaxe; o Gabriel Alves dava as suas opiniões no sentido de catapultar a Igreja para a vitória; o Pacheco Pereira entraria em polémica dura com o Bispo de Braga e o Vasco Pulido Valente discordaria, agarrado ao copo, de todas as opiniões veículadas dando sonoras gargalhadas. O grande treinador desta vida faria metáforas tendo como base a vida de Cristo e a vida de um palhaço treinador desta vida. O Manuel Alegre corrigia-lhe a métrica, perante todos, apesar da discordancia metodológica do Vasco.
O Sr. Juiz da Relação, aliado do Bispo de Braga, sentar-se-ia entre o padre Melícias e a Manuela Moura Guedes. Estes assessoravam o Louçã que estaria encarregado de fazer o resumo do que se tinha passado no Concílio. O Manuel Monteiro faria a acta.
No final o Manuel e o Loiçã tentariam acertar as conclusões globais do encontro.
O João Pinto daria uma opinião qualquer no início de um de cada três Concílios. Essa opinião deveria ser obrigatoriamente discutida e analisada por todos.
( Caso isto não resultasse...
bem, aqui entre nós, já teríamos trabalho 'apalavrado' em Espanha...)