De quando em vez olhava para a grande porta daquela estação de comboios.
Os carros pretos alinhavam-se paralelos ao grande edifício amarelo.
Uma mulher vistosa distraía-o a espaços.
Por pouco tempo.
Uma pequena fracção de tempo.
Um 'cagagésimo'.
Rapidamente voltava a olhar para aquele portão e fingia que arranjava o telefone.
Era este o seu disfarce: técnico de telefones.
Era um técnico naquele escritório de representações.
A presença dos carros aliviou-o de algum erro decorrente da má leitura da notícia do jornal.
Naquele lugar estratégico, no escritório onde trabalhava a prima, vê-los-ia com toda a certeza.
Tinha curiosidade em ver os homens que iam estabelecer aquele Tratado.
A sua prima entredentes:-Metes-me em cada uma...
Encolheu-se. Ela também lhe devia favores... e uma vez não são vezes.
Queria ver as suas caras.
As suas roupas.
Queria ver como falavam e se mexiam.
A sua avó sempre falara mal daqueles homens.
Ia vê-los.
Nunca vira um 'tratante'...
Compadre,
Aqueles gajos que a gente sabe, hoje foram para o galheiro! Nunca mais lhe ponho os pés nos poiais. Porra que um homem não é de pau!
adorei o..."cagagésimo...".e pensando bem o Ferro Rodrigues será responsável por mais inovadores vocabulos da já complicada lingua portuguesa...(lol)
Afixado por: Valeria Mendez em novembro 26, 2003 01:27 AM