O Rapaz tinha de facto jeitinho. Era muito claro que sim!
Naquele discurso em cima de um palanque, para trabalhadores rurais, para o padre da terra e para a professora primária de óculos, apoiou as suas convicções (confessáveis) em três citações de três grandes homens:
Leibniz;
Meternich e
Clemenceau.
No fim, para não citar mais ninguém, recitou um poema da sua autoria. Recitou-o de braços abertos, de olhos revirados e atirando gafanhotos para a atmosfera.
O poema referia o 'Grande Ulisses', a quem ele comparava os pacatos cidadãos, o cavalo de Tróia, perfeitamente comparável à Oposição e a bela Helena, igual às mulheres do campo que, basbaques, o ouviam.
No fim, o Deputado do Distrito, abraçou-o com grandes palmadas comovidas nas costas; completamente eternecido. Choroso.
Agarrando energicamente o delfim pelo cotovelo deu-lhe públicas e gritadas palavras de apreço.
O mais importante no seu discurso: A COERÊNCIA INTELECTUAL!