Depois envergonhou-se.
Não era violento. Nunca batera assim em ninguém, mas o gaijo estava a pedi-las. Estava, estava!...
Lá que respondesse aos professores...
Que urinasse da varanda...
Que dissesse asneiras...
Que fosse trapalhão...
Que cuspisse no chão da carruagem do Metro...
Que não desse o seu lugar às velhotas...
... nem às grávidas...
Tolerava...
Era tolerante.
Agora comer com as mãos!...
Num restaurante de luxo!...
Deu-lhe um soco nos dentes.
Educadamente levantou o indicador direito.
Pediu ao empregado que sentasse aquele energúmeno correctamente e que apanhasse os dois molares ensanguentados.
Depois, educadamente, terminou a sua refeição.
Estava mesmo a pedi-las...
Publicado por Francisco Nunes em novembro 27, 2003 11:50 PM