dezembro 29, 2003

O Fiasco de Bruxelas: Prelecções de um advogado medíocre...

O Mário Soares devia ter ido para casa assim que chamou 'dona de casa' a uma senhora que provou que tinha mais estofo moral que ele (apesar de ser francesa...).
Não foi.
Ainda teve tempo de entumescer o Portas (apesar de ser o Portas).
De mentir quanto aos sofrimentos de exílio por que passou junto de liceais.
Enfim... Teve tempo de se armar em Soares.
Não contente, tem uma crónica na Visão que, muito modestamente, apelida de 'Ensaio'.
Sim senhor... -E-n-s-a-i-o-. Nem mais!
Com o título 'O fiasco de Bruxelas', o Mário reflecte sobre as causas da não assinatura da Constituição Europeia.
Moderadamente culpa toda a gente. O leitor, nesta altura fica menos crítico...
Depois, refere a brilhante política diplomática britânica. Insinuando que esta tem muitas culpas neste 'peditório'.
Fala dos espanhóis e dos polacos. Estes sim!... são de facto umas bestas... Vejam lá! Querer que se cumpra o que tinha sido acordado em Nice, numa cimeirazeca sem qualquer importância!...
Assim sendo, a França e a Alemanha vão provar a estes desgraçados que têm que lhes vir 'beber às mãos'... Como é?...
Grande Márinho! É boa pessoa e reconhecido -ainda- a Paris e à sua boémia e aos subsídios que recebia do SPD.
Sim senhor!
Também era o homem de mão do Carlucci... mas isso agora não vem ao caso...
O que estranhamos, Márinho, é que não dês importância ao que esses dois energúmenos políticos do revisitado Império Carolíngio assinem ou deixem de assinar!
Bolas Márinho!
Se não queriam Nice, não assinavam!
Os espanhóis e os polacos não terão razão em exigir que se cumpra o assinado? Han?
Os agricultores polacos não poderão exigir o mesmo que têm os agricultores franceses? Então porquê?
Por que 'carga de água' é que a Esquerda insiste em ver neste imbróglio apenas conflitos e ressentimentos nacionalistas (este termo não é inocente) de alguns países?
Mas está tudo parvo?
Então o exemplo de alemães e de franceses a furarem impunemente o Pacto de Estabilidade não significa nada?
Cáspite!
Então Portugal subjugou-se a quem?
O Marinho, a este propósito, e para não dizer o óbvio disse que cabia a Mário Ruivo (outro Mário), a instalação da Agência Europeia para a Segurança Marítima...
Oh Márinho!... Já reparaste que estes bombons sá saíram a quem não fez frente aos carolíngios do século XXI? Ou já te esqueceste que o Durão andou a falar muito com estes senhores. Se calhar demasiadamente...
Márinho!...

Publicado por Francisco Nunes em dezembro 29, 2003 06:32 PM
Comentários

Não tenho nada contra a existência dos ditos quer
eles quer elas. Mas já não estou de acordo com uma medida destas e explico. Para uma criança o
normal é ter um pai e uma mãe e provávelmente causar-lhe-á grande perturbação dispor de dois homens ou duas mulheres, na qualidade de um e de
outra, acariciando-se ou beijando-se defronte à mesma a qual não compreende e não será fácil fazê-la compreender que aqueles dois sujeitos ou sujeitas representam o seu pai adoptivo e a sua mãe, razão porque discordo da medida.

Afixado por: congeminações em dezembro 30, 2003 10:18 PM