Mote
Perdigão perdeu a pena:
não há mal que não lhe venha.
Perdigão, que o pensamento
subiu em alto lugar,
perde a pena de voar,
ganha a pena do tormento.
Não tem no ar nem no vento
asas com que se sustenta:
não há mal que lhe não venha.
Quis voar a u'a alta torre,
mas achou-se desasado;
e, vendo-se depenado,
de puro penado morre.
Se a queixumes se socorre,
lança no fogo mais lenha:
não há mal que lhe não venha.
___________________________________ Luís Vaz de camões
Alain Oulman,em 77 musicou este poema de Camões e deu-o a Amália.No mesmo ano Amália gravou-o e editou-o no album Cantigas numa Lingua Antiga. Uma preciosidade !!!
Afixado por: valeria em março 21, 2004 07:43 PMEsta nossa amiga Valéria é um manancial de informação. Bem haja Valéria.
Afixado por: vmar em março 21, 2004 09:04 PM