Foi este o resultado da votação a uma proposta apresentada pela Argélia de condenação do Estado de Israel no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
(Qualquer que fosse o resultado Israel não era obrigado a nada porque, previdentemente, não pertence a esta organização).
A favor da condenação:
Brasil,
China,
Rússia,
França,
Angola,
Chile,
Paquistão,
Espanha,
Argélia,
Benin,
Filipinas.
Abstenções:
Grã-Bretanha,
Alemanha,
Roménia
Contra:
Estados Unidos
Desta votação retiram-se algumas evidências:
- os Estados Unidos estão cobardemente reféns dos israelitas.
- os Ingleses descansaram no previsível veto americano.
- a Alemanha não quer mais atritos com os EUA. Talvez queira também sair um pouco da órbitra da França.
- a Roménia se quer tornar numa aliada americana no Velho Continente. Pode retirar evidentes vantagens desta atitude face aos seus vizinhos.
- a Espanha afasta-se da órbitra americana.
- a Rússia 'namora' a França nos fora internacionais. Este país mantém, uma luta feroz, e não muito humanitária, com o terrorismo islâmico.
Entre os países que votaram a favor da condenação de Israel podem-se apontar ainda duas linhas orientadoras na lógica dos seus votos:
- os países islâmicos pretendem evitar problemas com a sociedade dos seus países.
- os países não islâmicos pretendem evitar hostilizar os países islâmicos.
- este atentado deixa em péssimos lençóis os o Egipto, a Argélia que luta arduamente contra o fanatismo fundamentalista, o Paquistão que tem entre a sua população muitos elementos Pashtun...
Uns e outros serão sinceros quando duvidam da utilidade deste tipo de acções.
Mesmo que as suas motivações humanitárias sejam mais do que suspeitas. (A China já não se faz pagar das balas dos seus executados face às famílias dos sentenciados...).
Sobressai de todo este imbróglio que 'os maus' continuam a marcar pontos...
Os israelitas puseram em causa os esforços de aproximação entre a Europa e os Estados Unidos.
Os países islâmicos moderados ficaram com menos margem de manobra face às suas populações.
Os americanos ficaram ainda mais reféns da política do Sharon.
As populações muçulmanas viram crescer a sua raiva e os seus complexos de inferioridade face ao Ocidente.
Os grupos de fanáticos terroristas e fundamentalistas islâmicos viram cimentar-se - e talvez crescer- a sua base de apoio.
Cada vez mais, a palavra moderação é vista como traição entre as sociedades de Israel, da Palestina, dos EUA, e do mundo islâmico...
Vivemos num mundo triste...
... Que tristeza de Mundo!
A hipocrisia reina!
Afixado por: canzoada em março 28, 2004 06:22 PMگهارب ال اندالوس
Afixado por: andalus em março 27, 2004 11:13 PMO direito internacional está moribundo.
Será preciso sacrificar quantos seres humanos?
TODOS, SEM EXCEPÇÃO!
Um punhado de bandalhos, reclamando para si o domínio do mundo, pretende exaurir o planeta de recursos, de esperança, de vida...
Qual será o interesse?
Em nome de que Deus?
Da globalização dos crimes contra a humanidade.
E, não se envergonham!
Um abraço
Rodrigo Ribeiro
Afixado por: Rodrigo Ribeiro em março 27, 2004 04:29 PMComo se a eliminação do lider religioso palestiniano, fosse suficiente para por fim às
suas motivações. Quando o Sharon se fôr embora e Israel souber escolher um lider que opte pela via do diálogo e como logo a devolver a parte do território que usurpou e se deixar de bombardear os palestinianos, provávelmente as acções terroristas diminuirão de intensidade, enquanto isso não acontecer, terão sempre o resultado da sua raiva.
Falamos da condenação de um porco fanático e assassíno? Para grandes males, grandes remédios...
Não faz cá falta nenhuma. Mas, claro que preferia que apodrecesse na prisão...
Os Estados Unidos não estarão reféns dos Judeus eles são maioritáriamente Judeus...
Afixado por: jgonçalves em março 26, 2004 08:00 PM