O Manuel Azinhal comparou, com toda a acutilância, as pretensões de alguns políticos locais à criação de taifas na Península.
As taifas foram pequenos ou minúsculos reinos, pequenas ou minúsculas circunscrições políticas e administrativas que surgiram da fragmentação do Emirato de Córdova. Foi o princípio do fim da presença islâmica na Península.
Este processo iniciou-se no século XI com a revolta de uma dinastia de Huelva.
Foi bizarra e algo romântica a vida destes pequenos territórios.
Estes pequenos reinos disputam-se. Guerreiam pelos territórios. Mentem quanto às suas origens (alguns destes régulos, descendentes de berberes ou de 'sírios', fazem-se passar por descendentes de árabes); intrigam pela riqueza e fausto das suas cortes; pela presença entre si dos poetas mais prolixos e mais graciosos; pelas bailarinas...
Bebiam vinho, gostavam de poesia, de luxo e eram relativamente tolerantes.
No século XI o actual território português era posse de quatro taifas que se guerreavam e de cuja acção variava a estabilidade das linhas de fronteira e a segurança das gentes:
Da foz do Douro até ao paralelo de Sines todo o país pertencia à taifa de Badajoz.
A taifa de Mértola abrangia o Sul do Baixo Alentejo, abaixo de Sines.
A taifa de Silves corresponde ao actual Barlavento Algarvio.
A taifa de Faro estava impressa no Sotavento
A taifa de Sevilha confrontava-se com Moura e Serpa.
O Guadiana separava a taifa de Faro da taifa de Huelva.
À excepção da taifa de Faro, antes da Reconquista definitiva de Portugal, todas as terras do Alentejo e do Algarve estiveram momentaneamente nas mãos dos reis portugueses.
Em 1249 Afonso III cria o país europeu com as fronteiras mais antigas da Europa.
Estes reinos, se unidos tinham tudo para ter sucesso. Divididos não resistiram muito aos reis cristãos que desciam em conquista ou em rapina uma e outra vez...
As fronteiras mais antigas salvo seja, e Olivença?
Afixado por: Jumento em abril 12, 2004 01:20 AMAs fronteiras mais antigas salvo seja, e Olivença?
Afixado por: Jumento em abril 12, 2004 01:20 AMQuem sabe, sabe!
Gostei do rigor, coisa que geralmente anda arredada do luso retângulo.
Caro Francisco Nunes, sou um leitor "fiel" do seu blog, aliás, o mesmo acontece com o do Isidoro..., digamos que é uma forma de não estar tão ausente das ligações telúricas, isto para dizer que sigo com atenção as ideias e debates que aqui vão surgindo. Gostei do "post" sobre os taifas... e está tudi dito! No entanto, se quiser ler um pouco mais sobre a história dessa região, e a maçada não for muita, pode consultar o seguinte endereço - www.albardeiro.blogs.sapo.pt
Depois diga qualquer coisa. Um abraço.
Estamos então perante a possibilidade de próximamente passarmos a ter taifanados na gestão das autarquias, só mesmo o Francisco se
poderia lembrar duma destas.
Diria Tramados com as Taifas...
um abraço,
Francisco Nunes
Será que a história se repete? Depois das taifas implantadas qual o rei que aparecerá e acabará por dominar essas taifas? Será o rei de Castela?
Afixado por: vmar em abril 13, 2004 12:52 AM