Quando o Inverno se adivinhava nas pastagens serranas do centro de Portugal, lá por Outubro, estava na hora de demandar climas mais amenos para os homens e pastagens menos geladas (senão cobertas de neve) para os animais.
Conforme podiam, a pé os mais humildes, em carros de tracção animal os mais abastados, ei-los que demandavam o Campo de Ourique.
Passada a Beira Baixa era este o percurso seguido:
Vila Velha de Ródão (Até 1888, data da construção desta ponte sobre o Tejo, a transposição do rio fazia-se por barca. Esta operação podia demorar dois ou três dias.)
Nisa
Alpalhão
Vale do Peso
Crato
Alter do Chão
Fronteira (Aqui o caminho bifurcava-se)
(Por Oeste)-----------------------------(Por Este)
Cano-------------------------------Sousel
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Mouchão----------------------------|
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Monte da Broa----------------------Ponte sobre o Tera
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Ribeira de Tera--------------------Vimieiro (passagem a Leste)
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Monte da Estrada (Voltam a encontrar-se aqui os percursos)
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Penedos
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Estação do Vimieiro
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Venda do Duque
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Ribeira do Vale Pereiro
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Monte da Chaminé
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Anta
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Monte do Barrocal
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Rio Dejebe (Transposição da 'ponte velha' perto da estrada Évora /Azaruja)
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Montinho do Ferro
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Monte do Evaristo
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Monte da Caeira
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Campos de Évora (Os caminhos voltam a bifurcar-se em função do tranporte dos homens)
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(Sem carro,-----------------------------------(Com carro)
seguindo a Canada Real - que, em-------------|
grande parte, assentava numa------------------|
antiga estrada romana)--------------------------|
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Aguiar (pelo meio da população)-----------( Zona do actual Campo de Aviação)
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Hortas Velhas--------------------------------|
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Santuário de Nossa S.ra de Aires---------Torre de Coelheiros
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Água de Peixes-------------------------------|
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Vila Ruiva (pela ponte romana)-------------Santana
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Palheta----------------------------------------Quinta dos Pretos
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Delicada----------------------------------------|
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Figueiras----------------------------------------|
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Assentins---------------------------------------|
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Cuba--------------------------------------------Vale do Mendro
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Torre do Pinto----------------------------------Vidigueira
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Pombalinho-------------------------------------|
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Quinta da Saúde-------------------------------S. Matias
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Beja (O Percurso para o Algarve, também chamado 'Estrada
dp Serro', assentava numa estrada romana, daí as expressões
'calçada e caçadinha')
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Estrada da Calçada
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Monte da Calçadinha
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Calçada
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Balhamin
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Rascas
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Linhares
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Marselonas
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Grous
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Charnequinha
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(entre Vale Fanado e Louriçais)
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Monte do Canal
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Monte da Perdigoa
O Monte da Perdigoa, situado entre dois cursos de água, a ribeira de Cobres e a de Entradas, criava uma cerca natural onde o gado era contado e vistoriado à entrada no Campo de Ourique. Existia aí uma estrutura (de que ainda restam alguns 'restos') que permitia que os homens do rei fiscalizassem toda esta acção. A sua atenção era redobrada à saída. Nesta altura o gado era contado e retirada a parte do rei (em média duas cabeças por cem...).
Esta situação verificou-se até meados do século XVIII. Nesta altura era pertença do rei toda a Comarca de Campo de Ourique. O Fisiocratismo em ascensão veio a vedar as terras... A partir desta altura cabia aos concelhos a gestão dos movimentos dos gados bem como o controlo das actividades agrícolas, que se pretendiam desenvolver, por forma a que se harmonizassem (tempos de passagem, acesso às águas, queimadas...).
Ficará para mais tarde uma análise mais detalhada de todo este processo...
Publicado por Francisco Nunes em abril 12, 2004 11:32 PMFico a aguardar.
Afixado por: vmar em abril 13, 2004 12:54 AMObrigado pelo comentário e pela informação adicional.Quanto a este texto confirma, felizmente, a excelência de que existe alternativas ao cinzentismo. Certamente que nos vamos "vendo" por esta "blogosfera".
Albardeiro
Bem esgalhado amigo Francisco!
Vou imprimir. Sempre me interessei por estas questões!
Gostei, são tempos que já lá vão!
Afixado por: canzoada em abril 15, 2004 11:32 PM