Os portuenses normais parecem sofrer de 'americanite': são óptimas pessoas
mas fazem os possíveis por nos fazer crer que não...
No Porto:
- Ouvem-se músicos de 'primeira água' nos sítios mais improváveis.
- Há Jazz de qualidade em incógnitos bares de hotel (experimentem o do Vila Galé...).
- Fala-se com gente simpática e prestável.
- Passeia-se ao sol no 'Parque da Cidade'.
- Saboreia-se a visão do Douro beijando, entre pedras e areia, o Oceano na Foz.
- Embebedamo-nos de cheiros, cores e sons no Bulhão (ou Bolhão? ...vimos as duas grafias).
- Levam-se os 'rebentos' tanto a museus modernos e bem apetrechados como a curiosas e tétricas catacumbas.
- Toma-se café no Magestic no meio de jovens bloquistas 'armados aos cucos', de senhoras de idade, de advogados e de mulheres de futebolistas, enquanto se apreciam as compras da Lello... (recusámos a FNAC e a VIA CATARINA: desagradou-nos a invasão da Rua de Santa Catarina por espaços tão chochos e vulgares...).
Os taxistas não buzinam.
Os automobilistas não acham que os forasteiros devam conhecer o trânsito da sua cidade.
Comem-se tripas na Ribeira.
Filetes de pescada com arroz de feijão.
Experimenta-se o funicular.
Aprecia-se o granito em que se construiu esta cidade nas obras intermináveis do metro.
Porto: adoramos-te!
(...apesar do Futebol, dos Pintos, dos Loureiros, dos Lellos, dos Narcisos, dos Meneses, dos generais do império, dos emplastos, do PSD local, do PS local, dos 'dois mundos sociais' ...)
O nome é outro mas é o mesmo albardeiro. Também estou em sintonia com o Francisco. Será também por isso que os portuenses também gostam do Alentejo. Deve haver aqui uma química qualquer. O problema, tanto para uns como para outros, deve ser esses que se encaixam nesse seu (também meu) apesar...!
Um abraço.
Nesta tua descrição falta apenas um local e uma vista. O local a Leitura, ou toda a Rua da Fábrica, com as suas livrarias, os seus alfarrabistas, os seus recantos de livros.
Um olhar a cidade como um corpo feminino, com cor, odores e amores passados.
Concordo contigo, com esse sentimento de Porto.
Pelo que posso inferir, o Francisco viajou até ao Porto, e aproveitou bem.
Passei pelo seu blogue, com intenção de confirmar se continuava inactivo, se tal fosse o caso, tencionava enviar-lhe um e`mail, para tentar saber se estava tudo bem.
Espero que tenha regressado revigorado e com vontade de partilhar umas postas inspiradas com a comunidade.
Um abraço
Rodrigo Ribeiro
Afixado por: Rodrigo Ribeiro em abril 18, 2004 06:04 PMPodias ter dito qualquer coisa, Francisco! Também estou por cá, pelo Porto, mas abalo hoje ainda hoje para aí!
Abraço
Para além dos pormenores que o Francisco referiu
que são incontestáveis, ainda há outra realidade que é a comunicabilidade dos portuenses, o custo da sua gastronomia que é francamente mais barata que em Lisboa, assim como os preços praticados nos estabelecimentos comerciais de venda a retalho, filosofia diferente daquela que têm os comerciantes de Lisboa.
Voltamos já....dizia o Francisco a 13. Só voltou a 18. Já havia preocupações no ar. Não há razão para apoquentações, o compadre foi ao Porto. E não deu a viagem por mal empregue, pelo relato acima. Ainda bem.
Afixado por: vmar em abril 18, 2004 10:38 PMO Francisco rabiscou exemplarmente o que igualmente me leva a gostar do Porto.
Afixado por: Isidoro de Machede em abril 19, 2004 01:30 PM