Depois dos artigos do último Diário do Alentejo, a propósito da 'regionalização / descentralização, mais gente começa a 'voltar o bico ao prego'...
Até Pita Ameixa se prepara para arrepiar caminho. Previdente, prepara já a terra para uma nova sementeira. - Mas os sulcos frescos deixam sempre marcas visíveis para quem as queira ver...
O Pita Ameixa, muitas vezes, faz-nos lembrar aqueles rapazitos que lêem uns 'canhenhos', não muitos, para poderem ganhar discussões. Dissémos bem: 'Ganhar discussões'! O importante é não perder a face. A ilusão de se controlar todos os acontecimentos.
Este homem, que se vangloria de sempre ter defendido uma ComUrb para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, afirma que "o que se pretende é apenas ganhar campo negocial para se partir de uma posição forte para uma possível negociação com uma outra ComUrb do Alto Alentejo". Acusa ainda o PCP de fugir ao diálogo, impedindo uma posição consensual, e ignora a posição do PSD.
Estas posições tergiversam, mentem e falaciam:
-Não é entre si que os Alentejanos devem ter força negocial. Os Alentejanos devem ter força negocial face a todos os poderes da Comunidade Europeia. Devem afirmar-se como uma região portuguesa unida, com objectivos e com potencialidades.
- A preocupação do dirigente do PS local é manter o seu poder. Criar a sua 'Taifazita'. Foi a última posição do Raúl dos Santos que motivou esta sua prosa no Diário do Alentejo, e não qualquer necessidade séria de repensar o que tem vindo a propôr aos alentejanos. Mas quanto ao artigo do seu homólogo de Ourique o autarca de Ferreira nada diz... A frontalidade e a clareza de posições não é o forte dos políticos locais. Respondem-se e correspondem-se de uma forma cifrada e inacessível para os cidadãos mais desprevenidos.
- O Pita é um homem de 40 anos. Afirma ser 'desde sempre favorável a uma ComUrb'... -Tal e qual como todos os 'democratas de sempre' que surgiram por esse Alentejo a seguir ao 25 de Abril-.
Como 'desde sempre'?
Desde quando?
Isto quer dizer o quê?
Este tema é 'velho' de 10 anos! Se tanto...
- A CDU, no Baixo Alentejo, é a única força que tem uma visão para um Alentejo forte e reivindicativo. O Alentejo foge-lhe, em termos eleitorais, para o PS. As suas sedes não se renovaram de gente. Os seus militantes são os mesmos de há anos a esta parte. Os jovens que lhe aderem fazem-no quase por folklore...
Mas pensam em termos regionais. Habituaram-se a isso...
- A CDU não faltou ao diálogo. - Desta vez não! - A CDU reagiu a uma tomada de posição unilateral (... bilateral - PS + PSD) sobre a alteração das 'regras do jogo'. A Associação de Municípios do Distrito de Beja tinha fins e objectivos definidos. Tinha defeitos (grandes) mas os seus estatutos estavam definidos.
- O Ameixa, a ser verdade que está preocupado com os seus eleitores e com os seus interesses, devia preocupar-se em saber a sua opinião. Em consultá-los.
Isso sim, fá-lo-ia forte. Isso seria, de facto, democrático. Isso dar-lhe-ia força negocial.
O seu correlegionário Blair faz-se forte -fez-se forte- no contexto europeu ameaçando a França e a Alemanha com um referendo.
Um exemplo para o PS do BAAL!
- Mas espantemo-nos! O Pita Ameixa quer fazer-se forte para negociar com outra ComUrb!!
Qual?!
A de Évora?!!! Estará a dar as ComUrbs da Visão como certas? E a outra possível e potencial ComUrb quererá negociar com ele? E negociar o quê?
Respondemos: -quer negociar a divisão de cargos e de os poderes. Só isso! Não há nenhum pragmatismo em preparar negociações com realidades virtuais!
- E, para quem defende o diálogo, não há novidades a mais sempre que o Pita 'bota faladura'?
Será a isto que se chama 'diálogo faseado?
Um diálogo sem regras? Às escuras?...
... Um diálogo 'à político', na óptica e na versão de Pita Ameixa?!
Numa questão desta importância os políticos locais negoceiam puxando o chapéu para os olhos, massajando o queixo e afagando a nuca?
Negoceiam na perspectiva de ver onde é que o 'outro' quer chegar?
Em que é que um 'negócio' nestes moldes se distingue de um negócio de feira corredoura de gado!? Na qualidade das gravatas?
- O Pita Ameixa não achará 'autista' colocar os concelhos mais populosos e/ou mais ricos do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral de fora das suas jogadas (Beja, Serpa, Santiago do Cacém, Sines, Castro Verde)?
- O Pita acha que é assim que se faz política? É esta a noção de 'política para a cidadania' que este grande 'homem de estado' defende? O Pita achará que as pessoas não se aperceberam que os 2 ou 3 debates promovidos foram uma farsa na qual os cidadãos sem cargos políticos foram ultrajados?
- O Pita não é um verdadeiro democrata. A sua maneira de fazer lembra-nos a telenovela a que muita gente assistia quando ele era miúdo.
O Pita Ameixa faz política como os coronéis da 'Gabriela Cravo e Canela'.
Lembram-se?... 'As jogadas'? A imprensa controlada? As chantagens? As ambições desmedidas de poder?...
Esperemos que não use jagunços...
De qualquer forma parece que o Pita, agora, já não arrebita... tanto.
Notícia completa doDiário do Alentejo abaixo:
O processo de descentralização continua a dar que falar no distrito de Beja e Luís Pita Ameixa, que sempre defendeu a criação de uma Comunidade Urbana (ComUrb) para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, acusa os comunistas de faltarem ao diálogo no sentido de se chegar a uma posição consensual. .A CDU tem falado sempre em diálogo, mas não o pratica, é mentira quando diz isso, pois quer sempre diálogo, mas para toda a gente ter de, obrigatoriamente, entrar na posição deles, que é rígida., disse ao .DA..
Para o presidente da Federação do Baixo Alentejo (FBA) do PS e autarca em Ferreira do Alentejo, .o PCP está a avançar de acordo com uma liderança autista, que está um pouco desligada do mundo real e, sobretudo, que é nada conhecedora do que é a vida autárquica e da importância que tem a colaboração entre os autarcas e entre as autarquias.. Para o dirigente do PS a suspensão de funções dos eleitos pela CDU no seio da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) uma decisão .completamente desajustada..
Pita Ameixa revela que o PS está disponível a chegar a uma posição consensual e que para tal até já passaram das palavras aos actos. .Apresentámos, no seio da AMDB, uma proposta concreta por escrito, no sentido de que todos aceitassem que se formasse, para já, uma ComUrb do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral por transformação directa da AMDB, mas onde admitíamos, uma vez criada essa ComUrb, entrar em negociações com a ComUrb . ou outra . do Alto Alentejo, para ver se era possível ter algum acordo no futuro., explica.
O autarca garante que manter uma capacidade política própria de representatividade de um determinado território, tal como existe agora a AMDB, é .essencial. para o PS, que está, contudo, disponível para abdicar um pouco desta opção em detrimento de uma posição mais .centrista.. .Abrimos aqui uma janela de oportunidades de diálogo e a resposta que tivemos foi essa, com uma teimosia em fazer uma associação de fins específicos, o que para nós é inaceitável, pois trata-se de retirar força à AMDB e ao próprio distrito de Beja..
Neste capítulo da desejada transformação da AMDB numa associação de fins específicos pelos comunistas, Pita Ameixa assegura que tal é uma .fraude à lei., pois .o que se pretende fazer é uma associação de fins gerais usando a figura legal de associação de fins específicos.. .Querem usar a lei das associações de fins específicos para obter efeitos contrários àqueles que esta pretende prosseguir: a isso chama-se . é uma figura jurídica . .fraude à lei. e nós não podemos aceitar isso., esclarece.
Relativizando a importância deste processo, Pita Ameixa afirma que o PCP .hiper-valorizou. a questão e fez dela .quase uma coisa de vida ou morte., com muito .dogmatismo e monolitismo. à mistura. .O processo de descentralização que está em cima da mesa é um processo que parece que se há-de de construir ao longo dos anos. É um processo em aberto e que tem um grande ponto de interrogação em relação ao que será no futuro, e por isso é que devemos avançar para ele de uma forma pragmática, cuidadosa e prudente. Portanto, temos de cumprir a lei e dar passos em frente defendendo os interesses da nossa terra., conclui.
É pena que os interesses das população fiquem suplantados por interesses partidários ou de caciques. Mas este não é um problema exclusivo do Alentejo, é um drama nacional.
Afixado por: vmar em maio 24, 2004 01:04 AMO jornal do Ameixa, vugo Diário do Alentejo, vem esta semana muito rico em contorcionismos mentais a propósito da "descentralização".
Estou de acordo com todo o que dizes sobre o dirigente distrital do PS. Não há pachorra para este senhor...!!!
Mas falarei mais para diante sobre este assunto, pois, como previ, há novos desenvolvimentos.
Abraço
Afixado por: carlos a.a. em maio 23, 2004 07:33 PM