O Império de Carlos Magno ocupava as actuais França, Alemanha, Itália (até Roma), Suiça, Áustria, Bélgica, Holanda e Eslovénia.
Em 843, no Tratado de Verdun, este Império dividiu-se pelos herdeiros de Carlos Magno: Carlos, o Calvo; Lotário I e Luís, o Germânico.
Eram os herdeiros de um território, de um património. Dividiram-no. Ninguém sabia o que era nacionalismo, patriotismo... Aos que se levantavam cedo para trabalhar isso pouco interessava. Havia de haver sempre quem mandasse...
Em 2004 atribui-se o 'Prémio Carlos Magno' a um Inglês pelo seu trabalho em prol da Europa.
O inglês (Pat Cox) agradeceu.
Carlos Magno, na tumba, sorriu. Os seus herdeiros estão a portar-se muito bem. Até já arranjaram súbditos anglo-saxões...
Os europeus que se levantam cedo para ir trabalhar não deram pelo acontecimento. Não lhes interessa. Nem interessa que lhes interesse...
Tem que haver sempre quem mande...
É que o pessoal que se levanta cedo para ir trabalhar deita-se normalmente cedo para se poder levantar e não tem tempo para acompanhar estes e outros acontecimentos, porque só fazem serão para ver um desafio de futebol.
Afixado por: congeminações em maio 23, 2004 04:40 PMFico sempre na dúvida se os meus comentários são oportunos, porque muitas vezes lanço-me em dissertações que aparentemente nada tem que ver com o tema da posta, mas como eu considero que tudo está interligado, deixo-me levar...
Talvez o Franscisco se lembre de eu ter publicado uma posta onde mencionava que faltava a humanidade fazer a revolução espiritual, ou melhor, como eu na altura emendei, e estou a citar de cabeça, a revolução das "coisas" do espirito, que em meu entender incluem a ética, a estética, o desenvolvimento da criatividade, da consciência crítica, enfim... eu agora não me vou alargar, mas enquanto essa revolução não acontecer, e espero conseguir um dia explicar cabalmente a minha visão da "coisa", que de forma alguma pode ser estática, o cidadão comum jamais conseguirá libertar-se do jugo das maquinações políticas que sufocam a liberdade, corrompem a comunicação e deturpam a essência da civilização.
Um abraço
Rodrigo Ribeiro
Afixado por: Rodrigo Ribeiro em maio 23, 2004 06:50 PMParece-me que estou de acordo com a visão do Rodrigo Ribeiro.....aprender a usar a cabeça (pensar) é algo de imprescindível ao homem (aos portugueses então nem se fala).
Afixado por: vmar em maio 24, 2004 12:49 AMExcelente blogue.
Esta é a minha forma de agradecer:
Perguntei ao céu onde estava o medo
Se na beleza ou nessa habilidade
De usar a palavra como um segredo
Como fazem homens e Xerazade.
Pediu-me depois que apontasse o dedo
E então soltasse a áurea autoridade,
P'ra que a beleza pudesse nascer,
Com as palavras belas a crescer.
albertovelasquez.blogspot.com