Não se estranha que uma anestesista, de repente, mate duas pessoas?
______________________________ Podia ter discutido naquele dia com o marido...
Não se estranha que, no mesmo período de tempo, tenha morrido gente noutros hospitais durante a anestesia?
______________________________ O Complot dos anestesistas...
Não se estranha a preocupação de não ouvir especialistas exteriores à Inspecção Geral de Saúde?
______________________________ Desconfiemos dos especialistas propostos pela Ordem...
Não se estranha que se reafirme a confiança em métodos e anestésicos apesar do ocorrido?
______________________________ Nunca devemos desconfiar do que é nosso...
Não se estranha que a médica leve 3 meses de suspensão por ter, supostamente, matado dois pacientes? Não seria pouco?!...
______________________________ Tem que haver humanidade...
À cautela não queiram ser anestesiados com o medicamento anestésico genérico "Propofol"... Dizemos nós...
P.S.: Armados em parvos ficámos a pensar... Quanto é que uma empresa de medicamentos teria de pagar de indemnizações às famílias dos pacientes falecidos por esse país fora durante as operações?
... Parvoíces!! Toda a gente sabe que essas coisas escabrosas só acontecem em Itália!... Uf!
Director Clínico e Anestesista Acusados das Mortes no Hospital de Lagos
Por CATARINA GOMES
Sexta-feira, 28 de Maio de 2004
A Inspecção-Geral de Saúde (IGS) acusou formalmente o director clínico do Hospital de Lagos e a médica anestesista de terem responsabilidade nas duas mortes que ocorreram em Março passado, no bloco operatório daquela unidade de saúde. Foram instaurados oficialmente dois processos disciplinares.
Terminou assim a fase de inquérito, tendo a IGS considerado haver matéria suficiente para acusar os dois clínicos de responsabilidade nas mortes. Recorde-se que Albertina, de 44 anos - que iria ser operada a um pequena fístula, ao abrigo do programa especial do combate às listas de espera - e Rui de 35 - que ia retirar um quisto nas costas - sofreram pagagens cardio-respiratórias depois de terem recebido anestesia.
A IGS inicia agora dois processos disciplinares, que poderão levar cerca de três meses, e em que serão ouvidas testemunhas e os clínicos acusados. O desfecho poderá ir de uma simples repreensão, à suspensão temporária de funções, até à medida mais grave de expulsão do Sistema Nacional de Saúde. A médica anestesista continuará suspensa e o bloco operatório encerrado. A IGS vai agora fazer chegar aos dois arguidos as respectivas acusações, lê-se na nota do Ministério da Saúde a que o PÚBLICO teve acesso.
Torna-se assim mais forte o que já era sugerido pelo relatório preliminar da IGS, conhecido em Abril: a de que terá existido erro médico. O relatório final é o resultado da análise de vários elementos, como "os processos clínicos, relatórios de autópsias, registos administrativos", assim como "depoimentos, não só dos participantes directos na assistência prestada, mas também de outros intervenientes, incluindo familiares dos doentes falecidos". Do processo constam também pareceres, relatórios de avaliação e peritagens técnicas de médicos de anestesiologia e do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento.
O relatório final confirma também a exclusão do medicamento anestésico genérico propofol como tendo sido responsável ou tendo contribuído para as mortes. Recorde-se que foi a Ordem dos Médicos (OM) quem aventou esta tese.
A nota do ministério cita a este propósito o "Esclarecimento da Direcção do Colégio de Anestesiologia da OM", incluído no processo de inquérito: "Não existe qualquer razão substantiva que ponha em causa a confiança dos utentes no acesso às diferentes técnicas anestésicas praticadas em Portugal por médicos credenciados, incluindo o recurso a todos os fármacos anestésicos disponíveis no mercado".
O relatório vai agora ser remetido aos serviços do Ministério Público dos tribunais de Lagos e de Portimão (onde correm já processos por participações feitas pela IGS), que avaliarão se existe matéria criminal. E ainda à OM, onde corre também processo relativo à médica anestesista
in: Público
Os mortos é que deviam ser processados pelas chatices que estão a dar aos médicos.
O que vale aos médicos é a Ordem que os defende com unhas e dentes.....
O país da impunidade esconde-se por trás de 2 ou 3 processos mediáticos. O estado a que a falta de justiça chegou é o espelho dos muitos que passaram pelos sucessivos governos gastando os milhares de miflões de contos da UE em coisas que a Portugal e aos portugueses de nada serviram!
Afixado por: carlos a.a. em maio 29, 2004 01:15 PM