Volta a estar na boca de toda a gente a 'Questão de Olivença'.
Avaliamo-nos como orgulhosos alentejanos e patriotas. Parece-nos, no entanto, que o patriotismo que transpira deste tipo de situações é parecido àquele que se vive com os eventos ditos 'desportivos'. Paixões adolescentes. Fulgores sem consistência.
'Foguetes e pexaninhas', como dizia o outro...
Esta é porém uma questão que não nos deixa indiferentes. Melhor, esta questão diverte-nos bastante!
O 'Tuga', neste tipo de situações, tem muita dificuldade em se aperceber do ridículo. Lembramo-nos sempre do barco de guerra que se comprou por subscrição pública(!!!!) a seguir ao Ultimatum britânico por causa do muito falado mapa côr-de-rosa. Com aquele barco que, para além de adornar vertiginosamente, estava mal equipado e a cair literalmente aos bocados, pensavam os exaltados patriotas republicanos fazer frente à maior frota de guerra de então.
Há uns tempos um grupo de maduros e um almirante já falecido propunham-se tomar Olivença com 600 homens! Não tomaram essa iniciativa. Foi pena! Teria sido um fartote...
Outros, mais teóricos, pretendem associar Olivença às negociações sobre Gibraltar e Ceuta. Brilhante! Para resultar basta que o Q.I. dos negociadores britânicos e espanhóis não ultrapasse o valor 45/50...
Quando os jornalistas verificaram que os actuais oliventinos se assumem como espanhóis a hipótese de um referendo caíu... as reformas, os ordenados, a segurança social espanhola... disseram.
Com o título 'Olivença, Alentejo, Portugal' publicámos no dia 25 de Fevereiro esta posta.
"Olivença é nossa! É.
Mas não merece mais uma guerra.
Não merece mais nenhuma morte.
Não merece nem um órfão.
Não merece uma mãe em pranto.
Não merece uma viúva.
Não merece um tiro.
Olivença faz doer devagarinho. Mansamente.
E dá-nos uma lição de História.
Mostra-nos o nosso génio.
A nossa alma.
A nossa força.
Entretanto as pedras talhadas por mãos portuguesas descansam, os Gamas repousam na Matriz e os santos falam connosco (em português).
Respeitemo-los... em silêncio.
Só!"