A medida tem um nome: Relógio Despertador.
O presidente argentino, Néstor Kirchner, perante a acusação de tratar mal os funcionários públicos retorquiu:
"¿Cómo no me voy a enojar con algunos funcionarios que para moverlos hay que ponerles diez relojes despertadores juntos?".
Concordamos com a idéia mas discordamos da escala: é pouco rigorosa.
Numa altura em que se procura avaliar os funcionários públicos lusos, e partindo do princípio que a excelência está nos 'zero despertadores', consideramos que fica muita gente 'no mesmo saco'. Depois é difícil avaliar o funcionário que está activo e desperto mas só faz disparates face a um outro que, não tão activo, é eficiente.
Propomos a escala "despertador/relógio de pêndulo".
Os funcionários eficientes serão avaliados de 0 a dez despertadores; os ineficientes seriam avaliados de zero a dez relógios de pêndulo.
Todo o funcionário cujo trabalho tenha que ser refeito mais de duas vezes por mês passaria para a escala "relógio de pêndulo". Estes seriam os funcionários que 'mais valia que estivessem quietos'.
Há muitos... não se estejam para aí a rir os incrédulos leitores!
Os funcionários seriam avaliados da excelência à extrema ineficiência de 'O Despertadores' até '10 Relógios de Pêndulo'.
Nas repartições públicas poderia ser afixada numa vitrina um quadro como este:
DESPERTADORES
0- Manuel Vicente (Chefe de secção)
1- Carlos Vicente e Maria VIcente
2-
3-
4- Joana Vicente e António Vicente
5-
6-
7-
8- Manuel Silva
9-
10-
RELÓGIOS DE PÊNDULO
0-
1-
2- Carlos Jesuíno
3-
4-
5-
6-
7- António Lopes
8-
9-
10- Manuel Carlos
Observações:
O facto de os funcionários melhor classificados serem todos Vicentes seria pura coincidência.
O Manuel, apesar de bom rapaz, teria que se interessar mais pelas mesas de voto para a Junta de Freguesia.
A sorte do Manuel Carlos seria o seu cartãozito de militante...
Por aqui nem sequer a adopção dessa medida teria sucesso em termos de controle dos funcionários públicos.
Afixado por: congeminações em agosto 10, 2004 09:24 PM