Coleira de cão pastor (espólio das "Vozes das Terras Brancas - Associação de Cante Alentejano" de Casével)
Vida durita a dos pastores... nas cidades as pessoas não se apercebem que a sobrevivência do Homem, até há bem pouco tempo, era feita apesar da Natureza. Hoje faz-se à custa Dela.
Mas é aborrecido ouvir alguns tipos de comentários que as associações ecologistas e ambientalistas fazem das pessoas do mundo rural... às vezes nem se apercebem da infantilidade do tipo de observações que aduzem...
Na casa do meu avô havia coleiras dessas. Não fiz por elas em bom tempo, agora, azar!
Contava-me ele que quando os rafeiros pressentiam os lobos, vinham ao monte, e só paravam de ladrar quando lhe metiam as coleiras. Abalavam então novamente para junto das ovelhas.
Ignorância meu caro Francisco desses pseudo-defensores da natureza que desconhecem. Mas também já há muito que ninguém os leva a sério.
Afixado por: congeminações em agosto 11, 2004 05:34 PM Prezado amigo Francisco, este comentário também tem a ver com os "posts" anteriores, de facto até arrepia quando esses pseudo(s) qualquer coisa falam sobre assuntos como se estivessem a falar dos adereços "Kitchs" domésticos, contudo, são eles que fazem opinião... Sobre as "nossas coisas" telúricas apenas para dizer (reproduzindo as palavras de Prado Coelho)que a paisagem é um valor cultural. É património. É memória do olhar. É prazer dos olhos. A paisagem é o que deve resistir a uma sociedade de mercado. A paisagem é um valor que se opõe ao espírito utilitarista.
Um abraço.
Alves Caeiro