Num restaurante próximo da esquadra da PSP da Vila Expo decorreu o encontro desta irmandade.
A proximidade da policia não era
nem fortuita nem leviandade.
Era plano bem armado do Zeca
para fugir à autoridade.
Toda a gente que compareceu
se mostrou à altura do evento.
Não era escusada a presença de ninguém.
É assim a verdadeira fraternidade.
Mesmo assim, connosco fica
a pena, de quem se ausentou
não é vã crítica, não é economicismo:
mas quem o ponto não marcou,
não combate o absentismo.
Depois da paparoca,
estava na hora da palavra.
Não ficou mal o Zeca
que ao discurso medo nunca mostra.
Arrancou decidido,
num discurso com sentido.

Falou ao coração de todos
mesmo ao do mais distraído.

E como o Zeca não é de coisas
ao passado não se amarrou.
Com a mão que tinha para fumar
o futuro nos indicou.

O padrinho desta casa
da palavra do Zeca se comoveu
Fez um discurso tão rápido
que para a fotografia mal deu.
Mesmo assim ficámos contentes!
Fez-nos uma homenagem sem precedentes:
veio vestido de amarelo,
de amarelo se apresentou.
Estão as cores cá da Planície
mais felizes e mais valentes.

Na hora das prendas
o Inventor se destacou
ao capitão da catrineta
esta prenda o Sapador ofertou.

Ficou contente o Zeca
que o rumo da nossa barca já apontara.
Sentido perante a sua biografia
expressou-se com esta cara.
Nada mais disse, pouco mais falou:
nos seus olhos húmidos
uma lágrima rolou.

Para terminar em beleza
outro poeta se levantou.
Rijo o Setembro e a Dezoito,
para o ouvir a blogosfera se calou.
Fica aqui o recado
oh Zeca não é bajulação!
Se quiseres fazer mais jantaradas,
Força! Entra em acção.
Foi bom este evento
falar com o Luís Ene,
ou com o Vítor Marques
a qualquer um dá alento.
Mas a blogosfera não pára
e sangue novo recebe,
será por isso que o Francisco
ao seu blogue chamou Melga?
Sem ferrete nem maldade
ele sabe onde se inspirou...
O Rodrigo revimos,
o filósofo cá da irmandade.
Brincarmos com o nome do seu blogue,
é chalaça: não é maldade.
Estivémos para o referir no fim
era óbvia a piada.
Mas como a juventude é susceptível
falamos já e ninguém discute:
à Amnésia nos referimos,
já não passa o dislate.
Bons amigos lá da esquerda,
ao Raúl e ao Gonçalves,
foi um gosto conhecê-los.
Algo nos diz cá dentro
que vamos voltar a revê-los.
Fica portanto dito:
Serão o Blogquisto e o Congeminações
sempre alvo das nossas atenções.
Está o mundo mudado,está o tempo alterado!
Não é espanto para ninguém,
nem o caldo está entornado,
que um doméstica esperta,
da cozinha para a internet
passe pela festa do Zeca Telhado.
A todos gostámos de ver
se mais nada se escreve
se mais ninguém se refere
não é por mal: é superstição.
Tem que haver um pretexto
para outra reunião.
Um grande abraço apertado a todos.
Até que enfim. Já perdi a conta às tentativas de colocar aqui comentário.
Grande veia poética, Francisco!
Parece que tudo correu de feição.
Fico feliz por o Francisco ter ficado satifeito.
Um grande abraço,
Esquerda, direita, nesta coisa de blogs, como já hoje afirmei são mais as coisas que nos unem, do que as que nos dividem.
O importante será a solidariedade e amizade, coisas caras a quem se sente humano.
Então o problema não era só meu o Victor também o sentiu, é que já aqui tinha vindo mais que uma vez tentar deixar ficar um comentário e népia, puto de hipótese. Já inclusivamente tinha posto o Norton a correr na convicção de algum virus. Mas o problema deveria ser local. Foi para mim muito grato ficar a conhecê-lo pessoalmente e tal como aqui refere haverão outros pretextos para que nos voltemos a juntar.
Afixado por: congeminações em setembro 19, 2004 10:37 PMFoi um belo jantar, vale a pena repetir.
E este é um belo post.
Belo post Vítor! Já que aqui puseste sem reclamações vou, se calhar, publicar algumas fotos dos personagens aqui retratados :) abraço.
Afixado por: ognid em setembro 19, 2004 11:52 PMIsto é que é poetisar ! Grande Abraço. Para a próximo o Cagalhoum vai lá estar :)
Afixado por: Finurias em setembro 20, 2004 01:07 AMPois um jantar contado assim em poesia não é para quem quer, é para quem pode.
Disse muito bem, vizinho Francisco:)
"Às vezes, temos inveja
dum momento bem passado.
Não por por pura vã maldade,
Mas pelo grato prazer,
de Amigos conhecer,
E lhes poder oferecer
sei lá...um Poema, um Fado.
Cantado com a Saudade,
de coisa nunca vivida
Porém sempre bem sentida
pois no fundo a amizade
é fruto belo e sagrado
que podia ser selado
junto a Vós, cantando um Fado!"
Valéria Mendez
de facto, só para quem pode! belo post sim senhor... um abraço apertado da alentejana pandora (que na opinião de muitos nao sabe, graças a Zeus, disfarçar o sotaque!)
Afixado por: pandora em setembro 20, 2004 05:45 AMFrancisco,
bom dia :)
mais logo escrevo o meu post sobre o jantar [estive a ressacar :P] e peço desculpa a quem de direito, não há nada como falar cara a cara e esclarecer estes mal-entendidos q só a net causa.
1 abraço.
excelente post :)
Afixado por: GolfinhU em setembro 20, 2004 08:59 AMUm posta poética inspirada e bem humorada...
A Cereja Heróica, no topo do bolo de flores e frutos de texturas e aromas variegados...
Mistura inebriante de perfumes a dar alma ao ambiente de são convívio e fraterna amizade em que decorreu o jantar/encontro promovido pelo irmão Zecatelhado.
Um abraço
Rodrigo Ribeiro
Ontem tentei deixar aqui um comentário, sem sucesso, na minha ronda pelos blogjantaristas. Excelente. Magnifico.
Afixado por: Luis em setembro 20, 2004 12:39 PMAmigo Francisco! Que pena tenho eu de não ter assistido a este jantar...não sabia dele, pois a culpa é minha que ando distraido. Gostei de ver a foto que o Victor publicou, vim até cá e descubro esta veia poética em forma de filme de acção com policias jantaradas e tudo! Da minha janela, aquele abraço amigo.
Afixado por: azenhas em setembro 20, 2004 09:54 PMum grande abraço ao amigo Francisco Nunes que tive a honra e o prazer de conhecer e reafirmar mais uma vez, os seus exelentes posts, que são uma referência para a cultura do Nosso País.
Afixado por: sapador florestal em setembro 21, 2004 08:34 PM