in: New Yorker; Robert Mankoff
- Globalização?... Olha, desde que não se instale no meu quintal, não tenho nada contra a globalização.
Francisco, não é provocação, acredite, é apenas uma "pequena" reflexão à sua "ilustração": E o que me ocorreu foi que Globalização é a especulação financeira, esta nuvem de gafanhotos que trucida economias e moedas nacionais, e devasta populações e sociedades. Global é a internet, esta rede horizontal e descentralizada: uma estrutura, um formato e uma dinâmica que constituem um dos emblemas mais formosos da nossa época. Globais são as empresas que se referenciam cada vez mais nas suas taxas de lucro e cada vez menos nos seus interesses dos estados e das sociedade de origem. Globais são as organizações não-governamentais que lutam por valores e propósitos que independem de estados particulares (Amnistia Int., Médicos sem Fronteiras, Greenpeace, etc.). Cada vez mais globais são os encontros e reuniões mundiais (Davos e Porto Alegre) que tentam articular os interesses das elites e dos povos numa escala planetária.
Sob os nossos olhos Francisco, está um processo revolucionário em curso. Subversão de padrões. Instabilidade. Mutações. Areias movediças. Intranquilidade, angústias, crises de identidades. São questões muito sérias numa outra escala tão importantes como a nossa incompetência "doméstica" em não conseguir colocar "profissionais a ensinar nas escolas do nosso País? Estes são alguns dos nossos desafios.
Amigo Francisco, um abraço.
Alves Caeiro
(Ps): Sobre a Globalização (desculpe o atrevimento)pode consultar, entre muitas coisas,
CAEIRO, Domingos Alves,(2000); “A Globalização Económica”, in Problemas Sociais Contemporâneos, Lisboa, Universidade Aberta.
Provocação?!
Qual provocação?
Só pelo seu comentário já valeu a pena ter postado este 'boneco' do Robert Mankoff. Definiu claramente a boa (movimento cívico global) da má globalização.
Para quando uma medida global como a assinatura e efectivação de Kioto?
Amigo Alves Caeiro obrigado pelo comentário.
Um abraço para si e para o Zeca,
Francisco Nunes