Esta frase do famoso cómico americano assola-nos várias vezes. Ligamo-la muito frequentemente a uma série inglesa que colocava um jovem arrivista 'torie' a confessar ter má imagem dos eleitores britânicos.
Que eleitorado poderia votar em políticos como ele e os seus pares?
Pode o leitor achar que com os males dos outros pode ele bem.
Concordamos. O 'ponto' nem sequer é esse...
Vem isto a propósito da revolta que uma mãe madrilena, dirigente de uma das, salvo erro, três(?!) associações de familiares das vítimas do '11-M', manifestou, entre muitas lágrimas, face ao aproveitamento político que os partidos espanhóis têm feito desta tragédia. Disse-o no Parlamente espanhol.
Desassombradamente.
Foi aplaudida e foi confortada pelos deputados.
Criticou ainda, no processo eleitoral que então decorria, o alarmismo de uns e o triunfalismo 'eleitoraleiro' de outros. Recusava às vítimas a função de armas de arremesso entre os partidos, como sucedeu então.
Pediu-lhes apenas que trabalhassem para os seus eleitores (nos quais, como fez questão de dizer, se incluia) e que evitassem novas tragédias.
É isto que dói... quando é que os políticos começam a reconhecer inteligência aos seus eleitores? Quando estes, definitivamente, deixarem de votar?
Em calhando...
No dia que se deixe de votar, os políticos ficam a ganhar porque o sistema aproveita tudo e mesmo sem votos os imbecis hão-de querer ir beber o mel do poder. Enfim é a vida caro Nunes como te tratam por essas bandas.
Um bom Natal para todos vocês.