janeiro 27, 2004

Mello é encarregado de negociar a venda de Portugal a Aznar

'É com muita honra que vejo o Sr. Presidente da República e o Sr. Primeiro Ministro empossarem-me desta nobre missão que espero cumprir com denodo e êxito.' - Afirmou o respeitável empresário.

Questionado sobre a preparação do contrato de venda a propor aos espanhóis o velho Mello afiançou que a 'venda do Alasca pelos czares aos americanos é um documento actual e bastante inspirador...'


As sondagens aos portugueses mostram que estes, perante a questão 'Quanto é que lhe cabe na venda desta badana?', pensam que a 'sua parte' vale 32.000 Euros e emprego. (Alguns valorizaram a sua parte até aos 250.000 Euros!)

Aznar riu-se destas pretensões lusas e disse-nos:
-Hombre, pués que esta todo mundo loco en Portugal?!... Para que queremos nosotros esa complicación?
E concluiu:
- Tendrián que pagarnos ustedes una fortuna para que lo aceptemos... (abalou da nossa beira atirando imensos 'todos locos', entredentes).

Sua Magestade o Rei fechou o semblante perante a possibilidade de aquisição de Portugal. Como bom negociador atirou:
- A mim me encanta Cascais... pero...
O suor que lhe escorria 'em bica' da testa deixou claro o entusiasmo de Sua Magestade por esta possibilidade.
Astuciosamente atirou:
-Nem que lo cielo me tombe sobre la cabeza!
A nós ninguém nos engana: 'Quem desdenha quer comprar!'


Enigmaticamente os espanhóis 'de rua' ameaçaram-nos com agressões físicas perante esta possibilidade... Especialistas, contactados a este propósito, sugerem a hipótese de insegurança no cidadão espanhol comum face à potência do nosso arrojo e espírito empresarial...

Na Catalunha disseram-nos mesmo:
-Hombre! Mas xulos nom... (xulo, em catalão significa empresário... -deve ser isso...)

Os bispos lusos mostraram-se muito satisfeitos com esta ideia. 'Já estávamos fartos de tentar evangelizar alentejanos... Em conjunto com a igreja espanhola podemos abraçar grandes causas!'

O mundo do desporto propõe uma gestão das selecções nacionais semelhante à praticada pelo Reino Unido. 'Ia ser chato não darmos uns passeios por altura dos JO, dos MA ou dos MF... Gostávamos de passear juntos...'
Deram-nos a entender que, caso seja esta a solução apresentada, estariam francamente de acordo com a venda do 'cantinho à beira mar escarrapachado'.

Confrontado com todas esta declarações, horas depois, Aznar, entre 'gafanhotos e de olhos esbugalhados', lembrando vagamente o 'ainda nosso' Ferro Rodrigues proferiu as seguinte palavras lapidares:
-Non coño. Non!

Fontes bem informadas garantem-nos que a Intersindical já congemina uma greve ibérica, melhor, uma greve nacional junto ao Palácio da Moncloa.
Carvalho da Silva não desmentiu. Limitou-se a afirmar que 'a Inter e os trabalhadores portugueses se devem adaptar às novas circunstâncias'.

Santana Lopes anda, ao que dizem, satisfeito. Já fez saber que tentará influenciar os coreógrafos do Parque Mayer para que contratem bailarinas espanholas.

Esperamos obter mais reacções a este destino nacional dentro em breve...

Publicado por Francisco Nunes em janeiro 27, 2004 11:13 AM | TrackBack
Comentários

E o que será feito com os Açores e a Madeira???

Afixado por: Peixoto em janeiro 27, 2004 01:34 PM

Os Mellos desta praia lusitana querem ser espanhóis apenas pelo facto de não saberem francês. Ou chinês. Xangai é uma excelente oportunidade para um lucro rápido, eficaz, com direito a herança.
Devo acrescentar - à paranóia pátria de alguns "posts" - que a dita "Espanha" está cheia de caraMellos iguais aos de cá, bimbos é o que mais lá há, pimbas é um ver se te avias, e são especialistas em matéria de "cromos". As publicações rascas portuguesas foram todas beber à Hola e congéneres. Gran Hermano, Operación Triunfo...
Estes "espanhóis" nada têm a ver com os países e as culturas apanhadas na rede da globalização espanhola: catalunha, país basco, etc. Seria interessante perguntar a esses países se querem ser "espanhóis".

Afixado por: yluso em janeiro 27, 2004 02:30 PM
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