janeiro 27, 2004

A Regionalização promete...

No mesmo jornal a grande confusão...

A Notícia de primeira página (itálico):
Encontro será a 14 e 15 de Fevereiro em Montemor-o-Novo
Congresso Alentejo XXI já tem inscrições abertas.
2004-01-22 14:33:52


O Editorial do Diário do Alentejo (bold):
Editorial
A falsa reforma
.

A douta e pertinente temática:
'Alegando a necessidade de o congresso “dar um salto qualitativo” e “iniciar um novo ciclo equilibrado entre o seu legado histórico e os desafios que se colocam à construção de um melhor futuro” para a região, o secretariado decidiu que o encontro será subordinado à temática “Alentejo, Região Portuguesa e Europeia: Os Desafios da Globalização e do Desenvolvimento”.

A independente formulação de vontades em prol do Alentejo:
'Independentemente das posições partidárias, o quadro político e a natureza desta “descentralização” obriga a uma fundação consistente, que a ajude a progredir com a energia e resultados possíveis para a região. É óbvio que esse alicerce reside na Associação de Municípios de Beja, onde os 18 concelhos já estão juntos há mais de 20 anos.'

A necessidade de reflexão e a certeza nos frutos já saboreados e a saborear... Tudo preservando o Alentejo:
'Ciente que estes encontros “deram, ao longo do tempo e em condições específicas, uma importante contribuição para a preservação da unidade territorial e para a consolidação da unidade do Alentejo[...]”.

Fartos de ideias peregrinas e de irresponsabilidades...
'Desperdiçar essa conjuntura, em nome de ideias peregrinas que ponham em causa a eficácia do processo, pode ser uma grande irresponsabilidade.'

De qualquer forma é preciso que todos estejamos alerta...
'[...]a região “tem vindo a sofrer profundas alterações estruturais” e, desse modo, “está confrontada com velhos e novos problemas que equacionam, de forma iniludível, o seu futuro”. Algo que leva o secretariado a dirigir um apelo “à participação das instituições, entidades e cidadãos alentejanos”.

António José Brito : Director do Diário do Alentejo na posse da Associação de Munícipios controlada por figuras como Pitta Ameixa

'Recorde-se que, actualmente, o secretariado do congresso é constituído pelas câmaras municipais de Beja, Évora, Portalegre e Sines, Associação de Defesa de Alqueva e “Diário do Alentejo”. António José Brito a coberto do número de membros do secretariado. Provavelmente votou contra esta declaração...


Estão a ver porque é que a regionalização é uma loucura? Há saltos para a piscina de toda a forma e feitio... e esta não tem água... Quando tiver!...

Abaixo seguem os artigos completos... podem chamar-nos tudo... Manipuladores é que não!


Encontro será a 14 e 15 de Fevereiro em Montemor-o-Novo
Congresso Alentejo XXI já tem inscrições abertas
2004-01-22 14:33:52


Apesar das polémicas centradas no modelo e na sua finalidade, o Congresso sobre o Alentejo – agora sob a nova denominação Congresso Alentejo XXI – vai mesmo realizar-se nos próximos dias 14 e 15 de Fevereiro, em Montemor­-o-Novo.
A menos de um mês do evento, já está definido o tema geral e os temas específicos que presidirão ao debate. Alegando a necessidade de o congresso “dar um salto qualitativo” e “iniciar um novo ciclo equilibrado entre o seu legado histórico e os desafios que se colocam à construção de um melhor futuro” para a região, o secretariado decidiu que o encontro será subordinado à temática “Alentejo, Região Portuguesa e Europeia: Os Desafios da Globalização e do Desenvolvimento”.
Além deste tema geral, estão determinados três temas específicos relacionados com três áreas cruciais da vida da região: “Despovoamento: Como Contrariar a Tendência?”; “Base Económica: Diversificação e Sus­tentabilidade, Emprego e Inves­timento”; “Ordenamento: Integridade Territorial, Equilíbrio e Solidariedade”.
Neste momento, segundo sabe o “Diário do Alentejo”, o número de inscrições já é significativo, mas até ao dia 7 de Fevereiro continua aberto o período para quem queira confirmar a sua presença em Montemor.
Este congresso pretende ser um momento de viragem, depois das sucessivas polémicas levantadas por autarcas do PS, que há muito se recusam a participar na iniciativa por considerarem que está “manipulada” pelos comunistas. Depois de diversas reuniões realizadas nos últimos meses, com o objectivo de ultrapassar essas divergências e criar um modelo novo para o congresso, ainda não está confirmado que os eleitos do PS estejam presentes. Justificam-no, fundamentalmente, pelo facto de o congresso “estar esgotado e precisar de ser completamente reformulado”.
Daí, de algum modo, o esforço feito pelo actual secretariado para tentar imprimir “um novo ciclo” ao congresso, a começar pela própria desiganação que, como já foi referido, passa a ser Congresso Alentejo XXI.
Ciente que estes encontros “deram, ao longo do tempo e em condições específicas, uma importante contribuição para a preservação da unidade territorial e para a consolidação da unidade do Alentejo”, aquele órgão considera que a região “tem vindo a sofrer profundas alterações estruturais” e, desse modo, “está confrontada com velhos e novos problemas que equacionam, de forma iniludível, o seu futuro”. Algo que leva o secretariado a dirigir um apelo “à participação das instituições, entidades e cidadãos alentejanos”.
Recorde-se que, actualmente, o secretariado do congresso é constituído pelas câmaras municipais de Beja, Évora, Portalegre e Sines, Associação de Defesa de Alqueva e “Diário do Alentejo”.

Editorial
A falsa reforma

Está em marcha um novo desenho administrativo de Portugal. O actual Governo, apoiado por PSD e PP, adversários frontais do processo de Regionalização, decidiu avançar para algo a que chama “descentralização” e criou uma nova legislação, que passa pela criação, um pouco à la carte, de áreas metropolitanas, comunidades urbanas e interurbanas, entre outras soluções. Seria muito mais interessante que, ao invés desta solução de recurso, ainda encarcerada em muitas dúvidas, o Governo tivesse usado a sua apregoada veia reformista para introduzir em Portugal o processo de Regionalização – esse sim, capaz de criar condições ao País para avançar à mesma velocidade e não, como hoje acontece, com uma faixa litoral, em acelerado desenvolvimento e um interior cada vez mais desertificado e pobre. Houve, é certo, um referendo pouco participado, que graças aos votos desse litoral que nada se importa com o interior, resultou no chumbo de uma reforma essencial. Consciente das suas culpas, o PSD quer emendar a mão, mas o caminho, sabemos muito bem, não é este que está anunciado. De qualquer modo, é preciso tomar decisões e as autarquias, no âmbito das associações de municípios, começam a tomar decisões sobre a delimitação dos novos territórios administrativos. No Alentejo, os municípios do centro – que correspondem basicamente ao distrito de Évora – já decidiram por uma Comunidade Urbana do Centro Alentejo. Em Portalegre, provavelmente, a solução será semelhante, na lógica do norte do Alentejo. Em Beja e no Litoral Alentejano, ainda subsistem dúvidas, mas parece inevitável que terá de ser criada uma Comunidade Urbana do Baixo Alentejo. Independentemente das posições partidárias, o quadro político e a natureza desta “descentralização” obriga a uma fundação consistente, que a ajude a progredir com a energia e resultados possíveis para a região. É óbvio que esse alicerce reside na Associação de Municípios de Beja, onde os 18 concelhos já estão juntos há mais de 20 anos. Desperdiçar essa conjuntura, em nome de ideias peregrinas que ponham em causa a eficácia do processo, pode ser uma grande irresponsabilidade.
António José Brito

Publicado por Francisco Nunes em janeiro 27, 2004 04:13 PM | TrackBack
Comentários

Eu sabia, estimado Francisco Nunes, eu sabia que era um homem de fé...!

Não será tarde esse Congresso XXI para se pensar a regio descentralização?

Afixado por: carlos a.a. em janeiro 28, 2004 02:05 PM
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