O Alentejo está a sofrer uma seca muito grande. As pastagens não se desenvolvem convenientemente, as searas também não e as plantações de regadio estão, por falta de água para rega, fortemente ameaçadas. Mas o Alentejo não está assim
, pelo que não se compreende que haja animais a morrer de sede.Sejamos francos: 'animal' é todo aquele que deixa morrer um ser vivo à sua guarda por falta de água, à sede. A morte pela sede é atroz e não pode ser infringida aos animais a troco de subsídios. É uma chantagem inconcebível e que, num país normal, deveria ser alvo de averiguação e procedimento criminal.
Salvaguardando os agricultores sérios e empenhados - que também os há - e que estão de facto com a 'corda na garganta, é o desamor à terra e aos animais que temos vindo a verificar por este Alentejo fora que marca atitudes deste calibre e deste grau de barbaridade.
O desaparecimento deste tipo de "agricultores" e a sua substituição por agricultores estrangeiros não é um mal menor... Já começa a ser uma solução.
Aqui deixamos os nossos sinceros votos que alimárias destas vão para o 'raio que os parta'.
Por todos os deuses do olimpo!... Mas, sendo assim, é caso para dizer: o que custa não é viver, mas saber viver...
Afixado por: Ana em janeiro 20, 2005 11:45 PMNão conhecendo exactamente esta realidade não me custa nada aceitar que estamos num país corrompido!
Afixado por: hammer em janeiro 20, 2005 06:40 PMNovamente bem visto
Afixado por: rpdelgado em janeiro 20, 2005 05:07 PMBem pensado... acutilante e corajoso... felizmente ainda há HOMENS que sem mêdo dizem as verdades.
Afixado por: xico manel em janeiro 20, 2005 03:36 PM
Concordo em tudo com o seu pensamento. Também aquí no concelho da Idanha, que é um pouco o prolongamento do Alentejo para norte do Tejo temos desses agricultores de pacotilha. Não semeiam nada, não tratam de nada, não colhem a azeitona, não limpam nada. Só fazem aramadas e deitam para dentro gado, que de vez em quando arrombam tudo e vão estragar aquilo que é dos outros. Mas têm gipes, motos 4, fazem férias, dão festas e recebem subsídios pelos motivos mais disparatados. Havia muito mais a dizer, mas...
Não me é fácil, aqui do alto do meu 1º andar, aquilatar da seca que por aí grassa.
Mas estou contigo, nessa acusação!
Só para comparação:
O Ano passado, em pleno Alentejo, numa propriedade familiar, em pleno estio, uma anciã quase morreu (ficou muito mal), para dar continua e metodicamente, água a balde, aos seus animais e estes sobreviveram…