
De 5 a 7 de Fevereiro voltam as Entrudanças à Vila de Entradas do (no) Campo Branco (e Campo de Ourique).
A não perder, se estiver aqui pela Planície.
Haja alguem que se importe a sério com o alimento do espírito
Afixado por: hammer em janeiro 24, 2005 11:30 PMEste comentário, foi o que deixei no Carlos "ideias soltas".
Depois de ler o comentário anterior, achei que não seria despropositado, botá-lo aqui.
(E será de todo utopia, que as gentes mais letradas se organizem localmente, em busca da razoabilidade?)
Francisco, este seu "post" de divulgação de uma actividade cultural que se quer, ao mesmo tempo, turística, fez-me "acordar" uma ideia que há algum tempo estava adormecida. Provavelmente, seria um pequeno texto para a Torre... (se entender dar-lhe outra visibilidade, está à vontade)mas para já faço-o como comentário - aqui vai:
Vamos imaginar que é possível fazer um trabalho científico que tenha como objecto a análise da “condição” do turismo, enquanto actividade económica, no sentido de promover o crescimento e o desenvolvimento regional, e sob que modelo teórico-metodológico, pode estruturar e configurar novas valências para uma região como o Alentejo. Um objectivo directamente vinculado ao objecto do trabalho consistiria na análise da coerência e propriedade da aplicação do conceito de cluster, formulado por Michael Porter, bem como o de cadeia produtiva, à actividade do turismo, conformando um cluster turístico. Em paralelo procurar-se-ia examinar, como é que a condição de uma configuração de cluster de turismo poder ser considerada como um modelo de desenvolvimento regional.
E se chegássemos à conclusão que a competitividade e sustentabilidade do desenvolvimento turístico, com base endógena, pressupõe a internalização da produção de tais inputs, através da criação de novas actividades produtivas e do fortalecimento das já existentes, visando eliminar pontos de estrangulamentos e implicando no adensamento dos encadeamentos sectoriais, para frente e para trás, que integram a estrutura produtiva da economia da região.
Deste modo, o “nosso” pressuposto cluster constitui o modelo viabilizador do alcance e sustentação do desenvolvimento regional, como resultado da interacção entre a função de especialização – o turismo, e o território – o destino turístico e o seu entorno próximo. Talvez por ser tão aliciante esta hipótese que nos atrevemos a pensar a sério em dar corpo a tão pertinente “empreitada”, aliás, emergem timidamente indicadores nesse sentido.
A crer em alguns estudos mais recentes, nomeadamente os de Daniel Bessa, o Alentejo será a surpresa, pela positiva, no desenvolvimento do país. Vejamos o que afirmou ao Público (24/01/05): “Bessa defende que o Estado deve ter uma acção que seja "equilibradora" quando estão em causa regiões deprimidas. Nas suas intervenções, tem lembrado que algumas cidades do interior, apresentam um nível de vida aceitável, que se aproxima da média nacional, e que isso se deve ao "gasto público", bem como à presença do sector público administrativo. E exemplifica com o Alentejo, que nos últimos anos tem apresentado níveis de rendimento sempre superiores. Em sua opinião, a região alentejana "irá ser uma boa surpresa, porque a indústria do Turismo vai desenvolver-se o que só é possível porque antes se fez o Alqueva", que poderá contribuir para mudar o modelo de desenvolvimento económico da região.”
Nem tudo está perdido...basta acreditar!