Depois da desbunda que tem sido a publicação completamente alucinada e extra-terrena de concursos de colocação de professores que tocam a realidade, como convem, apenas tangencial e esporadicamente.
Depois de apostar o seu hilariante futuro político (chama-lhe, babado de riso, a sua responsabilidade política) no 'apuramento de responsabilidades'.
Depois de o seu secretário de estado, euforicamente alcoolizado e sorrindo com um ar angélico que não escondia -bem ao contrário!- o regabofe que lhe assolava o espírito, ter feito o mesmo.
Depois de, rebolando-se agarrado ao estômago e, com os olhos vermelhuscos e lacrimejantes , pedir uma auditoria isenta ao Ministério das Finanças.
Depois de, a seguir a uma divertida sessão de filmes dos irmãos Marx, evitar alegremente, publicar os resultados dos concursos de colocações de professores antes das Europeias.
Depois de tudo isto, o David 'the Kid Pândego' Justino voltou a fingir falhar na sua propalada aposta de conseguir fazer uns concursos sofríveis. Segundo as nossas fontes, propositadamente.
Obviamente!...
Fontes próximas deste pândego (a quem pagámos umas 'biorras') garantem que os próximos passos da sua alegre campanha passam por fomentar um engano que o coloque a dar aulas em Barrancos.
Considera ainda a hipótese de colocar um jovem professor de 23 anos, a leccionar pelo 1º ano na Ilha do Pico - cuja identificação omitimos não vá o moço, armado em parvo, dar cabo da graça - como Ministro da Educação.
Quanto a nós estes 'golpaços' seriam perfeitamente magistrais!
Imbuídos deste espírito começámos já a ter algumas ideias e propomos a este curtido, que faz da política uma alegria, outra situações deveras 'muita lôcas':
1.- Colocar o Durão como professor de Educação Física na zona das Antas.
2.- Colocar a Manuela no Conselho Executivo da Escola Alemã como responsável pelas verbas.
3.- Atirar o Portas para o ensino tecnológico.
4.- Colocar o Presidente da República a dar aulas na Madeira.
Aqui que ninguém nos ouve sabemos que o Ministério da Educação aceita mais sugestões para futuros desenlaces para os próximos concursos.
P.S.: O nosso vizinho do Monte do Serro da Águia deu-nos uma 'dica muita gira': Fazer tantos concursos que os professores acabem colocados onde estavam.
(Gostámos, até porque toda a gente ganhava... ganhavam os gaijos que ganharam uma pipa de massa a vender computadores novinhos ao M.E.; ganhavam os putos desempregados arrebanhados para ler verbetes e impressos de concurso; ganhava o bom humor do Justino; ganhava o nosso bom humor; ganhavam os sindicalistas que convenceram os associados que estavam a fazer alguma coisa; ganhavam os professores que não iriam para o desemprego...).
Aqui na Planície, depois de uns copos no próximo fim-de-semana, contamos apresentar mais algumas idéias divertidas.
Publicado por Francisco Nunes em junho 14, 2004 11:42 PM | TrackBackEsta "estória" dos concursos de profs, é uma coisa impensavel. Até no pós-25 de Abril, as coisas funcionavam melhor,e os profs eram bem comocados, e eram até raras as queixas. A época era de mudanças, num dia estava um director de serviços e noutra semana lá encontravamos outro. Com a estabilidade a esse nível, que temos, como explicar este descalabro? Durante 10 anos fui professora do Secundário, depois fui para o Conservatorio de Musica, conheci muitos colegas doutros sítios de Portugal, e nunca ouvi "estorias" tão mirambolantes como as que ouço agora. Cá pra mim, era fazer uma "desparatização" no Ministério, e reabri-lo com gente responsável...
(No seu comentário-acrescentei uma "resposta" minha... E obrigada por me "aturar"...)