"[...] eu sou um anarquista que com-
bate e liberta... Numa palavra: eles
são pseudo-anarquistas, e eu sou
anarquista".
in: 'O Banqueiro Anarquista'; Fernando Pessoa; Lisboa, 1922
Ontem demos connosco a reler o Banqueiro Anarquista do Fernando Pessoa.
Curioso como os 'autores sérios' são capazes do humor mais inteligente. Com os actores acontece a mesma coisa: os papéis de comédia interpretados por 'actores sérios' são quase sempre imperdíveis.
Duvidamos portanto que a comédia seja inacessível aos não iniciados. Ao contrário, a comédia e o humor presisam do inesperado, da fuga ao banal, de sangue novo... e do bom uso da inteligência.
Deve ser, aliás, por isso que Portugal já não tem graça nenhuma: são sempre os mesmos intérpretes, e o mesmo argumento. Sempre, sempre...