setembro 12, 2005

José, bates? Sim, com afinco.

A peregrinação lusa por terras de África ainda marca a sua benfazeja presença.
Esta edificante história conta-se em 'três penadas':
Gerindo uma fazenda com o curioso nome de 'Capanga', o senhor José Marques Pinto dava-se conscienciosamente ao feito civilizador de arrear boa e justificada porrada aos pretos. 'É para isso que eles servem' -dizia sempre com um ar meigo e paternal. Até que, maldita a hora!, uma associação manhosa que não conhecia os pretos de lado nenhum se meteu no assunto e pôs o justo homem em tribunal.

O tempora, O mores!

Devemos dizer que estamos de acordo com o incontornável Mário Soares no combate a estas manias da globalização que, tanto na net, como na economia, como na justiça, são cegas às particularidades locais. Já é uma falta de visão universalista este síndrome da universalidade de critérios. Está mal isso, pá!
Ao fim e ao cabo o homem só tentou corrigir ad aeternum erros humanos graves -como o é o roubo- tornando impotentes os seus justiçados.

Cá para nós os Angolanos até têm uma sorte incrível. Têm ao seu serviço um bravo justiceiro lusitano e o santo dos Santos que os impede de ter dinheiro para gastar em vícios. Boa vida, a de Luanda...


NOTÍCIAS

Cidadão português no banco dos réus na Huíla

07-09-2005


O tribunal da província da Huíla começa, esta quarta-feira, no Lubango, o julgamento do cidadão de nacionalidade portuguesa de nome José Marques Pinto, por agressão e cárcere privado.
José Marques, gerente da fazenda Capanga, nos Gambos, é acusado de ter torturado pelo menos 18 trabalhadores da fazenda que dirige por, alegadamente, terem roubado bois no princípio do ano de 2003.

O processo crime corre os seus trâmites legais desde Junho de 2003 e foi desencadeado pela Associação de Defesa dos Direitos Humanos “Mãos Livres”, que apresentou, em conferência, provas fotográficas e filmagens dos maus-tratos a que foram submetidos os autóctones.

Jeremias Simão, coordenador da Associação, fez saber que as provas são evidentes e disse também que pelo menos 11 dos 18 trabalhadores apresentam lesões corporais graves, inclusive de impotência sexual.




in: Rádio N'gola Yetu

Publicado por Francisco Nunes em setembro 12, 2005 10:02 AM
Comentários

Ora se têm. Um presidente que lhes consome os seus
principais recursos em proveito próprio e tendo sido
tão crítico do Mobutu, afinal procede da mesma
forma, sem os angolanos, eliminado que foi o Savimbi
consigam alguém que o consiga depôr.Com um abraço do Raul

Afixado por: congeminações em setembro 12, 2005 12:57 PM
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