Um dos paradigmas da, agora tão propalada e tão ignorada, ética republicana foi Cincinato. Exactamente, o senhor representado aí na posta abaixo.
Ora esse senhor abominava a demagogia, o nepotismo e a possível perda da independência da sua República.
Não tinha fundações nem ambicionava benesses estatais, nem esbirros 'por conta'... nada. A República de Roma chamava-o e ele acorria. A República serenava e ele voltava para a sua lavoura.
Era um cidadão de uma República sem principes e sem outros donos que não o conjunto dos cidadãos. Provavelmente foi tendo em atenção a sua atitude que o escultor o representou nú, despojado de riquezas.
O simples facto de a ética precisar de especificação (republicana) deve dar azo a suspeitas. Será que há uma ética para cada regime político? Ou para cada situação? É melhor não ir por aí.
Helas! Questões de ética nunca foram o forte do cidadão JSampaio. Acho a sua aproximação ao assunto ideal, ridicularizando a abstrusa noção. Como diziam os romanos, "ridendo castigat mores", caro FNunes.