'Amor', Paula Rego
A Paula Rego desenhou o Amor como se vê: uma 'tronga de beiço caído'.
Cá para nós isto parece-se mais com a história recente deste país: aptos para um 'flirtzito', inaptos para uma paixão consistente.
A desilusão surge depressa... afinal, é só o tempo de passar a bebedeira de cerveja, apanhada no bailarico de aldeia tocado à concertina e à sanfona, ao sofrego magala escanzelado.
Ele tomará um banho de água fria, ela chorará pelos cantos e suspirará de olhos vagos.
Ele é a nossa ambição, ela é a nossa constante desilusão. Coisas de 'tronga'... 'tronguices', portanto.
O quadro tem muito mais a ver com a profundidade de um sentimento do que com a caducidade de um flirt. Por oposição, em contraste, a ironia é aceitável.
Afixado por: ACarvalho em setembro 21, 2005 06:53 PMA Paula Rego retrata a banalidade e o sofrimento.
É uma pintora de excepção.
O humor nunca choca ninguém, por isso o aceito,mesmo sobre um quadro lindo como este!