outubro 23, 2005

Rankings: uma época tão divertida quão perigosa.

   Temos a ideia, e expressámo-la inúmeras vezes, que em Portugal 'não há cão nem gato' que não perceba umas 'lascas valentes' de trânsito, nem umas 'pesadas arrobas' de educação. Constatamos, entre sentimentos divididos de angústia e de expectante diversão, os resultados, as ilações e as conclusões dessa douta presciência: Um hino ensurdecedor ao disparate. Consideramos que a coisa pode ir mais longe, que  ainda pode refinar-se e que até temos ministra para isso...
   Daqui da Planície lançamos um repto:

   Que a EB 2,3 + Secundária de Ourique e o Liceu Francês do Porto troquem o seu corpo docente. Já!

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Publicado por Francisco Nunes em outubro 23, 2005 12:57 AM
Comentários

Os comentários a este post fazem-me lembrar uma reunião de professores (será que não é?). Fala-se de tudo menos do que é possível fazer. Trocar alunos? Trocar professores? Por favor... mas alguém, na vossa ESE ou Universidade, vos enganou acerca da carreira que estavam a escolher?


Afixado por: bicho da mina em outubro 25, 2005 03:11 PM

substituam os alunos de Ourique pelos do liceu francês no Porto e depois falamos

Afixado por: Manuel em outubro 25, 2005 01:44 PM

Que frustrante deve ser trabalhar numa escola no meio de tanto fatalismo... Se não há nada a fazer porque se esforçam? Seria mais fácil deixar a "pasta" para que acredita!
Adoro a subtileza com que são aventadas as culpas para os alunos e respectivas famílias, como se a escola fosse uma realidade alheia à sociedade e vice-versa. Imagino o dia em que pais e alunos assumam a mesma postura - Culpar a escola.

Afixado por: bicho da mina em outubro 24, 2005 08:53 PM

Os rankings são uma treta. Há é sim, professores efectivos da tanga, que só se queixam porque não ficam com a sexta ou a segunda-feira livres no seu horário semanal de 35 horas pagas, e de muito menos cumpridas nas escolas, mas completadas a dar explicações ou a trabalhar em centros de formação, ou projectos pessoais anualmente acordados nisto enaquilo. Há sindicatos da merda que defendem os queixosos e os acusadores da mesma causa e que marcam greves políticas e não reenvindicativas sérias. São do contra e a favor. Defendem tudo e acusam tudo. E depois... há pais que não acompanham os filhos em coisa alguma e que acham que é o Estado e as escolas que têm de lhes dar tudo. Só os que assumem seriamente as suas responsabilidades e deveres tem direito a reclamar. O resto ? O resto é treta pura. Como nada disso acontece neste país do faz de conta andam a pagar os justos pelos pecadores. Haja seriedade nesta merda. A educação é muito mais que o horário a cumprir efectivamente pelos profes, muito mais do que os pais que acham tudo mal ou tudo querem sem exigirem nada aos filhos, muito mais do que as reformas aos 65 anos, muito mais do que um a ministra ou um ministro alucinados bem ou mal intencionados, muito mais que sindicalistas histéricos com greves e declarações agendadas a longo prazo para justificar as quotas que cobram e os dinheiros que gastam e os dias de greve que eles próprios não descontam. Poupem-me e ponham as bandeiras pretas às janelas. Pensemos pelas nossas próprias cabeças. Também trabalho no ensino escola há muitos anos e já vi muita coisa que não me agrada. Só se pede seriedade no que se faz.

Afixado por: Alfredo Tiradentes em outubro 23, 2005 09:47 PM

Entendo:) Mas parece que há quem não entenda...

E há os programas longos e que não criam sinergias entre si, e há os manuais que estão de acordo com os interesses das editoras, e há a política na educação sem uma política de educação a sério, e há os sindicatos verticais na educação, e há disparates como o receio das turmas de nível, e há a falta de autoridade dos professores, e há a falta de autoridade do Estado, e há os programas televisivos abomináveis, e há a desresponsabilização dos pais... e há os rankings.

Afixado por: Planície Heróica em outubro 23, 2005 06:52 PM

Não bastaria trocar o corpo docente... era necessário que os alunos com todas as condições em casa também trocassem!
Entendes?!

Afixado por: mfc em outubro 23, 2005 04:45 PM

Uma falácia todos esses estudos.
São comparações sem pés nem cabeça.
Todos sabemos e aceitamos simpaticamente que o ensino nunca esteve bem e nada fazemos, quer por professores, quer por alunos.
Na verdade, não há dois alunos iguais, não há dois professores iguais, não há escolas iguais.
E o paradoxo é que os programas sendo embora iguais, na prática são aplicados e assimilados de modo diferente.
Quer pelas condições da escola, pelo número de alunos na turma, quer pela situação social de alunos e professores.
Mais do que estabelecer tabelas de sucesso ou de insucesso, há que atribuir condições iguais.

Afixado por: jgonçalves em outubro 23, 2005 11:43 AM
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