janeiro 16, 2006
E se em vez de um Procurador com óculos a República se munisse de uma Procuradora?
Três notas prévias:
1ª.- Fosse este um país dirigido por políticos sérios e o trabalho do Procurador não seria visível.
2ª.- Este país não tem a sorte de ser dirigido por políticos, aliás, um país em que 28% da rapaziada, - 28!! - se emprega por cunhas talvez não mereça ser governado por políticos sérios...
3ª.- Se calhar, e vendo bem as coisas, até fomos nós que corrompemos os nossos políticos. Se calhar fomos nós que, deixando o caminho livre para que os tachistas e oportunistas -que, muito grosso modo, são 3 milhões entre nós- enxameassem os aparelhos partidários, facilitámos a ascensão aos políticos que temos. Se calhar...
Adiante: Cá para nós, se houvessem políticos sérios que verdadeiramente quisessem 'limpar a corja' que se apoderou dos centros de poder deste país, não haveria dúvida nenhuma quanto à escolha a fazer... Um Procurador para esta hilariante república seria, sem sombra de dúvida, esta senhora:
Fosse este país dirigido por políticos que se preocupassem com o facto de alguns dos seus pares não serem sérios e não haveria dúvida nenhuma nesta escolha. Seria uma escolha com condições: as condições impostas por esta senhora magistrada.
Publicado por Francisco Nunes em janeiro 16, 2006 08:42 AM
Mas o compadre ensandeceu? Então a mulher que disse que Portugal era o paraíso do tráfico internacional de dinheiro sujo, e que isso era do conhecimento de todos os políticos da nossa praça... Havia de ser bonito!
Agora a sério: A Drª Maria José Morgado, não tenho dúvidas, seria uma excelente ideia.
Um @bração do
Zecatelhado
Francisco, depois de todos estes anos em que os filhos (machos) das portuguesas não conseguiram "dar conta do recado", eu diria, agora sério, que já é tempo de construir ou aprofundar uma identidade de compromissos para que a agenda política e social inclua o princípio da igualdade entre os sexos, da parceria, com o respeito radical aos direitos humanos para a consolidação da democracia.