...mais se lhe arrima. Este é um daqueles ditados com o seu quê.
Desconfiamos até que o alcance deste ditado se espraia para lá das 'primas de sangue' e roça os pergaminhos das primas donas.
Explicamos: O Louçã e o Mário são, indubitavelmente, representantes maiores das primas donas políticas cá do sítio. A apetência destes dois políticos pelo estrelato é enorme.
A aproximação e o respeito mútuo que um trotskista, o Louçã, e um social-democrata, o Soares, nutriram (e nutrem?) entre si seria estranho em qualquer lado do mundo.
Em Portugal não... Em Portugal não se estranhou -bem ao contrário!- a colagem de muitos elementos do Bloco à candidatura de Soares. Esta colagem, que teve a menina Joana como bandeira, não se lhe restringiu.
Como já se diz habitualmente: 'isto é normal em democracia'.
Deixando de lado a questão óbvia de saber-se porque é que os portugueses começam a estar fartos desta normalidade democrática fica ainda outra questão, bem mais grave. Fica a questão de saber-se se será boa esta emigração -que se verificou muito fácil- da rapaziada do Bloco para a área do PS.
Fica a questão de se saber se a candidatura do homem da Fundação não serviu de teste para novas, e mais eficientes, aproximações dos trotskistas à área do poder.
Tememos que sim. Tememos que tenha sido um teste e sim, tememos que tenha sido um teste bem sucedido.
Uma prova? Já o amigo leitor reparou que socialistas e bloquistas são unânimes em achar que o candidato da Fundação -depois de todas as gralhas e malcriações, depois de todos os dislates e verrinosos ataques pessoais- teve um discurso coerente e benéfico para o país? Já reparou que, e apesar do que ficou dito, seja considerado pelos intalectuais destas áreas, como uma candidatura que tinha um discurso válido? Han?
E mais: temos a certeza que a menina Joana e os 'seus cometas' serão muito melhor recebidos no Bloco, que o Manuel Alegre e os seus apoiantes no PS.
Coisas de primas... (donas, claro!).
Publicado por Francisco Nunes em janeiro 30, 2006 11:31 PM