Zezé Camarinha vai ser vacinado contra a gripe das aves e terá doses reforçadas de Tamiflu a pedido, é o que dizem, das embaixadas nórdicas e britânica em Lisboa. Fontes fidedignas garantiram-nos ainda que um destes embaixadores refutou qualquer preocupação exclusiva e egoísta com a saúde pública do seu país.
-I think that this is, above of everything, a humanitarian question. The poor guy works hard with very small birds and little doves. It's what I hear... -Referiu enigmaticamente, e em muito mau inglês, o embaixador estrangeiro.
Publicado por Francisco Nunes em março 18, 2006 12:01 AMFrancisco, não é para dizer grande coisa, sobre este seu "post" (melhor, sobre esta aventesma do camarinha) mas sobre o cumprir da promessa, aliás, se não estou equivocado, prometida na chafarica do Alentejanando, ou seja, falar do Fialho e dos seus Gatos. Como alguém já o escreveu, Fialho o maior filho da Esperança, o maior bastardo do Desespero, onde puderam coexistir num só homem, tanta fé e tanta descrença. O que nos cativa então em Fialho e o faz, em nosso entender, mais actual hoje do que no seu século ? Supomos que foi o ele ter dado, aos géneros considerados plebeus, a categoria de géneros nobres, e de uma página de jornal, por exemplo, destinada ao efémero, redigida sobre o joelho, ter extraído texto que continua ainda bastante presente e mais vivo do que a maioria da cronística platinada dos nossos hebdomadários, muito semelhante à romaria domingueira dos papalvos nos centros comerciais. Também como alguém disse o que o que assombra em Fialho é o raio ecléctico não tanto dos géneros mas dos assuntos que cultivou. Nunca escolheu. Deu-se. Conforme vinham, assim os punha no fogo e lhes dava forma, tantas vezes inacabada, tantas vezes nem sequer revista. Fialho tinha requinte e tinha arte. Por isso, não pode ser esquecido. Continue Francisco... Conforme puder e o tempo disponível o deixar, irei fazendo alguns comentários sobre os “felinos”!
Afixado por: Albardeiro em março 18, 2006 03:19 PM