maio 31, 2006

E quando a espuma se desfizer?

espuma.jpg    Estes são dias cinzentos para a Educação.
   Estes são dias de espuma. Dias tristes. Assustadores.
Por entre a  espuma das palavras ocas, estão tristes  todos aqueles que trabalham sem o devido reconhecimento. Expostos.
     Tristes também, todos os que falam -e gritam- sem conhecimento, sem ver para além da espuma.
   Tristes professores que -sendo pais (alguém se lembra disso?!)- vêem cair, uma por uma, toda e qualquer esperança de se consolidar alguma exigência, alguma  eficiência no sistema de ensino.
   Tristes os que teorizam sobre teorias. Mais tristes os que sofrem as consequências da demagogia de bizantinos teóricos do nada. Tristes todos os que por acreditar na Mudança, se encontrarão, sem apelo nem agravo, vítimas. Tristes, aqueles que devendo estimular, devendo emular, desincentivam e imolam a troco de nada. A troco de uma fátua fama.
   Assustadores os tempos que poderão chegar se a espuma, ao desfazer-se arrastada pelo mar, nada de bom deixar. Só o caos. Só o fim. Só o nada.
Mais triste, mais só, mais nada: esse... só Portugal.

 

 

Publicado por Francisco Nunes em maio 31, 2006 05:09 PM
Comentários

Assim de repente, que me lembre tenho 6 familiares directos que são professores e nenhum deles está mal na vida...

Profissões sem reconhecimento do esforço e trabalho efectuados há muitas. Eu não sendo professor estou na mesma situação. Obviamente que uma coisa não implica a outra...

Agora, eu continuo é sem perceber porque é que todos os anos temos mais candidatos que vagas e a malta mais nova se sujeita quase que a mendigar trabalho na area.

Se me disserem que esta classe assegura muito do futuro do País, ai concordo, que deviam ter outras condições, isso também, mas não está mal só para os professores.

Afixado por: rpdelgado em junho 1, 2006 11:39 AM
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