junho 05, 2006

Carlos Araújo Alves - «Perspectivas para uma Nova Escola - os desafios da sociedade digital global»

           No próximo dia 9 de Junho, pelas 18 horas, o nosso amigo Carlos Araújo Alves irá proferir ,  na Galeria Fernando Pessoa do CENTRO NACIONAL de CULTURA, na Rua António Maria Cardoso, 68 (ao Chiado), em Lisboa, uma conferência sob o título

«Perspectivas para uma Nova Escola - os desafios da sociedade digital global».

Se o prezado leitor passar por aqueles lados, dê um salto até ao Centro Nacional de Cultura.

 

   Nós, fartos de discursos ocos de puro eduquês, em que se confunde  demagogia pós-modernista com pazadas de sofismas circulares e quilos de retórica bacoca, aplaudimos a iniciativa e aconselhamos a sua frequência. O ensino artístico, comprovadamente, disciplina, corrige, amadurece e enriquece os jovens.

   A propósito: após anos e anos de reestruturações, de reformas e de contra-reformas ministeriais os alunos do ensino oficial têm Educação Musical apenas 45 minutos por semana... e só no 2º Ciclo.

Publicado por Francisco Nunes em junho 5, 2006 06:46 PM
Comentários

Muito obrigado pela referência, Francisco.

Abraço

Afixado por: Carlos a.a. em junho 6, 2006 06:10 PM

Amigo pontapé já respondi a este desafio. Obrigado.

Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em junho 5, 2006 11:14 PM

Caro Francisco,

corrija-me se estiver errado. E garanto-lhe que prefiro estar.

SE PERCEBI BEM:

- Os docentes fazem a sua autoavaliação (RELATÓRIO CRÍTICO???) de 4 em 4 anos. Mais ninguém – pais, alunos, colegas, pessoal não docente – participa nessa avaliação;

- Não existe outro mecanismo de avaliação de desempenho dos docentes para além desta autoavaliação;

- Os docentes podem estar 4 anos sem ser avaliados. Logo, podem estar a trabalhar mal (ou bem) 4 anos sem que ninguém se aperceba;

- A autoavaliação é entregue pelos professores ao Conselho Executivo da escola onde leccionam, de forma a ser apreciada;

- Caso a avaliação seja de “SATISFAZ”, o docente sobe de escalão;

- Caso a avaliação seja de “NÃO SATISFAZ”, a progressão é suspensa;

- 99,99% dos docentes obtêm a classificação “SATISFAZ”;

- 0,01% dos docentes obtêm a classificação “BOM”;

- Em 2005, nenhum docente em Portugal obteve a classificação “NÃO SATISFAZ”;

- A diferença entre o “SATISFAZ” e o “BOM”, tem apenas a ver com prestígio social, não pressupondo qualquer “retribuição pelo mérito”;

- Todos os maus professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão contentes com os actuais critérios de avaliação;

- A maioria dos bons professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão descontentes com os actuais critérios de avaliação;

- Os sindicatos dos professores, sendo avessos a toda e qualquer proposta de alteração dos processos de avaliação desempenho, defendem, apenas, os interesses dos maus professores;

- A maioria dos bons professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão de acordo com a revisão dos processos de avaliação do desempenho, apesar da sua voz não ser representada por nenhum sindicato ou organização.

EM CONSEQUÊNCIA DESTA AVALIAÇÃO, CONCLUI-SE QUE:

- Não existem, formalmente, MAUS professores em Portugal. O que é, eventualmente, mau!

- Não existem, formalmente, BONS professores em Portugal. O que é, certamente, péssimo!

PS - Eu também acredito que o ensino artístico, comprovadamente, disciplina, corrige, amadurece e enriquece os jovens. E não só os jovens...

Afixado por: pontapé na lógica em junho 5, 2006 09:21 PM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?