Nós, fartos de discursos ocos de puro eduquês, em que se confunde demagogia pós-modernista com pazadas de sofismas circulares e quilos de retórica bacoca, aplaudimos a iniciativa e aconselhamos a sua frequência. O ensino artístico, comprovadamente, disciplina, corrige, amadurece e enriquece os jovens.
A propósito: após anos e anos de reestruturações, de reformas e de contra-reformas ministeriais os alunos do ensino oficial têm Educação Musical apenas 45 minutos por semana... e só no 2º Ciclo.
Publicado por Francisco Nunes em junho 5, 2006 06:46 PMMuito obrigado pela referência, Francisco.
Abraço
Afixado por: Carlos a.a. em junho 6, 2006 06:10 PMAmigo pontapé já respondi a este desafio. Obrigado.
Um abraço,
Francisco Nunes
Caro Francisco,
corrija-me se estiver errado. E garanto-lhe que prefiro estar.
SE PERCEBI BEM:
- Os docentes fazem a sua autoavaliação (RELATÓRIO CRÍTICO???) de 4 em 4 anos. Mais ninguém – pais, alunos, colegas, pessoal não docente – participa nessa avaliação;
- Não existe outro mecanismo de avaliação de desempenho dos docentes para além desta autoavaliação;
- Os docentes podem estar 4 anos sem ser avaliados. Logo, podem estar a trabalhar mal (ou bem) 4 anos sem que ninguém se aperceba;
- A autoavaliação é entregue pelos professores ao Conselho Executivo da escola onde leccionam, de forma a ser apreciada;
- Caso a avaliação seja de “SATISFAZ”, o docente sobe de escalão;
- Caso a avaliação seja de “NÃO SATISFAZ”, a progressão é suspensa;
- 99,99% dos docentes obtêm a classificação “SATISFAZ”;
- 0,01% dos docentes obtêm a classificação “BOM”;
- Em 2005, nenhum docente em Portugal obteve a classificação “NÃO SATISFAZ”;
- A diferença entre o “SATISFAZ” e o “BOM”, tem apenas a ver com prestígio social, não pressupondo qualquer “retribuição pelo mérito”;
- Todos os maus professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão contentes com os actuais critérios de avaliação;
- A maioria dos bons professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão descontentes com os actuais critérios de avaliação;
- Os sindicatos dos professores, sendo avessos a toda e qualquer proposta de alteração dos processos de avaliação desempenho, defendem, apenas, os interesses dos maus professores;
- A maioria dos bons professores (por serem avaliados com “satisfaz”) estão de acordo com a revisão dos processos de avaliação do desempenho, apesar da sua voz não ser representada por nenhum sindicato ou organização.
EM CONSEQUÊNCIA DESTA AVALIAÇÃO, CONCLUI-SE QUE:
- Não existem, formalmente, MAUS professores em Portugal. O que é, eventualmente, mau!
- Não existem, formalmente, BONS professores em Portugal. O que é, certamente, péssimo!
PS - Eu também acredito que o ensino artístico, comprovadamente, disciplina, corrige, amadurece e enriquece os jovens. E não só os jovens...
Afixado por: pontapé na lógica em junho 5, 2006 09:21 PM