junho 08, 2006
'Penso assim: se fiz bem foi com a ajuda de Alá e se estou errado é por minha culpa e por culpa do diabo.'
O Zarqawi, depreende-se do que diz o El Mundo, era um piegas infantil de 'primeira água'. Fazia poemas todos coisinhos e decoradinhos à mãe, aos irmãos... Enfim! Não se consegue ver por entre os seus escritos o bandido sem escrúpulos que degolava pais de família com a mesma leveza de quem bebe um copo de água.
O El Mundo conta-nos ainda que o rapaz era de uma família berbere jordana muito respeitada. Por ser violento e beberrão a mãezinha pô-lo numa madrasta -uma daquelas escolas em que só se marra o Corão e em que no intervalo se aprendem a fazer uma bombazitas- para que se tornasse um rapazito à maneira.
Os ensinamentos religiosos fizeram-no largar o álcool e orientaram-lhe a violência para as causas do Islão. Na errância que iniciou pelas guerras santas em nome de Maomé, acabou por conhecer o Osama e tornar-se seu confidente e amigo do peito.
O moço morreu no Iraque há umas horas.
Temos esperança -quando queremos ser ingénuos também conseguimos, irra!- que não venha a ser idolatrado.
Ao fim e ao cabo este tiozinho matou muita gente... mesmo que os seus bonequitos alarmantemente 'abichanados' possam parecer desmenti-lo...
'A pau', pois!
Publicado por Francisco Nunes em junho 8, 2006 10:45 PM
Seria heroi se tivesse vivido na epoca de A.Henriques, heroi morto.
O ZarKawi era um herói da resistência iraquiana, como o Afonso Henriques o foi em Portugal ao matar muitos mouros e castelhanos... Era bom que o F.Nunes conseguisse ver as coisas com a lucidez que a imprensa dominada pelos EUA e UE nao deixa ver. Não devia troçar desta morte. Os heróis respeitam-se.