julho 10, 2006

Ramos-Horta 4 anos depois

  À guatemalteca 'Prensa Libre' de 2 de Setembro de 2002 Ramos-Horta concedeu uma entrevista em que, com a sua arrogância característica, fez saber que em Timor não se repetiriam os erros de muitos países latino-americanos e africanos que, após a independência, se limitaram a substituir as velhas elites por outras, em muitos casos -dizemos nós- ainda mais déspotas e cleptocráticas. Os exemplos de situações assim são de todos conhecidos... ramoshorta.jpg
  Dizia o político, nessa ocasião, que a existência de 'um compromisso profundo -moral e ético- para resolver os problemas de Timor', a 'determinação', 'uma estratégia nacional de desenvolvimento sustentável' e a possibilidade de o gás e do petróleo renderem nos  anos que se seguiriam centenas de milhares de dólares para uma população de 800 000 habitantes seria o suficiente... Pedia, então, 5 anos para que se pusesse em prática esse desiderato.
   Passaram quatro anos. Depois de , ao que se diz, Alkatiri ter firme e rigorosamente negociado com os autralianos o gás e o petróleo do Mar de Timor, Ramos-Horta, com pézinhos de lã, acaba de chegar ao poder...
   Das duas uma: Ou vai cumprir o que prometeu ao periódico guatemalteco, ou vai trair completamente as suas palavras.
   Estamos cépticos. A aliança deste político com os australianos não augura nada de bom para Timor. Recordemos que a Austrália apoiou a Indonésia, que a Austrália fez tudo para guardar a parte de leão das jazidas subaquáticas do Mar de Timor para si, que 'envenenou' a vida interna de Timor sempre que pode, que chegou a hostilizar a forças policiais portuguesas. Recordemos que Ramos-Horta sempre tentou controlar a seu gosto as tropas que poderiam intervir em Timor, ultrapassando o Primeiro-ministro e  Xanana Gusmão. Sem mais nem quê, é bom recordá-lo, R-H convidou os brasileiros para o corpo militar que assegura a paz em Timor.
  Podemos enganar-nos, mas lá que sempre foi suspeita a actividade política do senhor... Especialmente quando descobriu que lhe era muito difícil assegurar uma eventual eleição para secretário-geral da ONU. (O homem, para esse efeito, chegou a vitimizar a actividade política dos americanos, coitados! 'Presos por terem cão, e presos por não o terem...) Pois...
   Acha o leitor que é preciso ouvir o homem?

Ouça-o.

    E Então? Han? Ficou mais seguro? Nós também não...

   —¿Qué podría marcar la diferencia entre Timor y otras naciones que no han podido revertir situaciones de opresión y exclusión?

   —Que nosotros tenemos un compromiso profundo —moral y ético— para resolver los problemas de pobreza existentes en Timor. También, determinación para hacerlo. De hecho, ya hemos adoptado una estrategia nacional de desarrollo sostenible, la cual está basada en miles de consultas a diferentes sectores del país. La estrategia cuenta, además, con la simpatía de la comunidad de donadores, quienes nos apoyarán durante tres años con más de 300 millones de dólares para echarla a andar.

   —¿Es eso suficiente?

   —No. Otra de nuestras ventajas es que somos pocos —800 mil habitantes— y que contamos con riquezas potenciales como el petróleo y el gas natural. En dos años, ambos productos estarán generándonos cientos de millones de dólares anuales, los cuales destinaremos al presupuesto nacional. Además, con la política en favor de los pobres vamos a generar empleo y al mismo tiempo a consolidar las instituciones democráticas del país."
Publicado por Francisco Nunes em julho 10, 2006 11:33 PM
Comentários

Amigo Manuel,
quanto ao 'cada vez melhor', isso só o vinho do Porto... de qualquer modo, obrigado pelas suas palavras.

um abraço,

Afixado por: Francisco Nunes em julho 11, 2006 01:11 AM

cada vez melhor. continue com a mesma força é o que lhe desejo por muitos e bons anos.

manuel

Afixado por: manuel em julho 11, 2006 12:28 AM
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