julho 17, 2006
Confrarias e choques térmicos.
Não conseguiremos nunca perceber o que leva as lusas confrarias ao chapéu, aos coletes, aos casacos, às capas, aos gibões e aos capotes.
O caso é ainda mais grave quando as confrarias alentejanas recorrem ao mesmo tipo de indumentária. Convem relatar, a este propósito, que ainda anteontem, cinco bacanos resolveram hostilizar -e bater!- um ensopado de beldroegas com safio e queijo de cabra curado. -Foi uma luta, ao que depois constou, eivada de sucesso e bastante agradável.- À laia de sobremesa, uns quentinhos 40º à sombra e seis ou sete golpes de estado e, pelo menos, umas quatro sangrentas revoluções culturais. À beira desta gente não havia Cromwell, nem Mao Tsé Tung, nem Mouzinho da Silveira, nem revolucionário, nem reformador nenhum que lhes chegasse aos calcanhares (por sorte não foi preciso elaborar nenhuma acta de conferência, bolas!...). Mas não é este o ponto!
O ponto é que se procura entre nós -também lá estávamos, pois então!...- o prazer da boa erva. A malta, em última análise, quer é erva. (Calma!!!! O objectivo não é ver cores muito bonitas!...). O que é um facto é que a expressão 'comer o relvado', entre nós, perde qualquer sentido metafórico. Dêem-nos um campo de futebol já com um relvado pouco exigente em termos 'étnicos' e muito inclusivo de um desses estádios modernaços do Euro, um bico de gás e um panelão que nós, literalmente, papamo-lo.
Tanto assim, que depois de termos atacado as beldroegas, começamos a ter sentimentos muito meigos em relação às acelgas. Já nem falta muito tempo...
'Qual é a relação dessas 'taradices' com as confrarias?'- pergunta o leitor enfadado. Explicamos: Numa hora de loucura ainda sonhámos intimamente com uma 'confraria das ervas', ou coisa do género. O que nos desanimou nem foi a potencial simpatia que uma confraria destas poderia desencadear entre a rapaziada do Bloco. O que nos levou a desarmar, mesmo, foi a roupita que as confrades usam. Como é que os confrades alentejanos aguentam umas farpelazitas destas, já nem dizemos em Julho... mas em , vá lá... Abril ou Outubro?!

Desistimos rapidamente dessa ideia assustados... Ao fim e ao cabo o excesso de calor pode criar perturbações graves a qualquer um. Depois, o que nós queremos criar é mais uma seita e não tanto uma confraria. As confrarias, pá! se virmos com atenção, têm assim uma conotação algo eclesiástica e benfazeja... E a malta quer é ser lixada e fazer cair o Governo e um gaijo chamado Status Quo -não o conhecemos... mas com um nome destes é um biltre apanascado. De certeza! . Ponto.
Ah! já agora: Foi um prazer enorme ter como companheiros de lucta revolucionários virulentos e duros como (por ordem alfabética) o Carlos, o Isidoro (de quem esperamos que não leve os primeiros parágrafos desta posta demasiado a peito), o Pedro e o Piotr.
Um abraço forte aos quatro e um sentido obrigado pelo tempo que disponibilizaram para aturar este biltre que se escreve imbecil e presumidamente no plural majestático!
Publicado por Francisco Nunes em julho 17, 2006 12:33 AM
Boa! A roupa não, tens razão, não é só pelo calor, mas para tirar aquilo tudo num rápido é que deve ser uam canseira!
Já quanto à acta pois aí é que te enganas, olha, peço desculpa mas editei-a mesmo.
Abraço, Francisco, grande, a ti e a todos! O que a gente leva é mesmo a amizade como aquela que encheu o nosso dia de Sábado! O resto, o resto é restolho!