julho 24, 2006
Katiushas
Esta imagem do Líder Iraniano com os moços do Hezbollah em Teerão, ainda não tem um ano. Pouco depois do registo deste momento único de amizade entre rapazes xiitas que se compreendem e se respeitam, o doido ex-guarda revolucionário e actual presidente do Irão, proclamou perante uma audiência ululante, que se 'apagasse Israel do mapa' -assim mesmo.
Agora, depois da estranha coincidência (mais outra!) de três soldados israelitas terem sido raptados, num curto espaço de tempo, pelos cavalheiros do Hamas e do Hezbollah, Israel reage.
'Não devia fazê-lo da forma como o faz!' gritam o grande Zapatero e esse humanista chamado Chirac. É que, pá! 'Há uma reacção desproporcionada!', acrescentam. Esta, ao que parece, é uma opinião que arrasta muita gente...
De resto, e a avaliar pelas doutas opiniões exaradas (tanto pela lúcida malta da direita que defende os valores do Ocidente e é anti-sionista visceral, como aquelas que são proclamadas pela rapaziada da esquerda bloqueira e blogueira que detesta os valores capitalistas do Ocidente e defende os direitos das minorias) o estado de Israel, apesar de continuar a ser atacado por 'katiushas' iranianos, está, repetimos a boutarde, a reagir desproporcionadamente.
Se calhar, é preciso dizer que há muito tempo que a sociedade israelita, e não estamos propriamente a falar de um amontoado de analfabetos e exaltados fanáticos, não estava tão unida numa causa comum. Belicistas militantes de sempre e pacifistas de há pouco, unem-se para lutar pela sobrevivência do seu país.
Israel não pode correr o risco de se tornar um 'bombo da festa' à mercê de tarados pirotécnico-religiosos e, muito menos, se pode submeter à situação de ser um protectorado da ONU, ou, pior ainda! da Comunidade Europeia. Israel tem que poder defender-se dos seus vizinhos. Esse é um direito que assiste a qualquer estado. A ONU, aliás, tendo reconhecido o Estado de Israel -o que até pode ter sido uma decisão discutível- deveria ter forçado o Hezbollah ao desarmamento e à desmilitarização, deveria ter forçado o Hamas ao respeito pela soberania de um estado vizinho. Nunca o fez. Nem nunca o faria...
Objectivamente, Israel foi atirado para um conflito que, no momento presente não lhe convinha. O mesmo sucedeu ao seu aliado americano que, mais uma vez, vai ter que tomar posição num conflito do Médio Oriente -o lobby judeu e os interesses económicos assim o obrigam. Tendo em atenção o que se passa no Iraque, no Afeganistão, no Korfur, na Somália, no Irão, na Coreia do Norte... certamente esta não seria a melhor altura para os 'States' abrirem mais uma frente de batalha.
Uma coisa, nesta trapalhada, é certa: não dava muito jeito aos militares israelitas uma troca de F16 por Katiushas... mesmo que o fight back se tornasse mais equilibrado. Esses negócios, digamo-lo, são sempre demorados, mais ainda quando as partes negociais se chamam Israel e Irão -lembram-se?- como acontece aqui.
Cá para nós, -e para muito político europeu- o que é francamente desproporcionado é o preço a que o crude chegou... É que nem Israel nem o Líbano sáo grandes produtores de petróleo.
Publicado por Francisco Nunes em julho 24, 2006 09:01 AM
Obrigado atodos pelos comentários.
Um abraço,
Francisco Nunes
Essa maralha da foto, são todos eles bons cachopos
Caro Francisco,
Talvez haja muita má consciencia por aí, ou apenas anti-semitismo. Quando os meninos se portam mal fazem judiarias, não é?
Ja agora, lembro a chamada de atençao do ZM Fernandes no editorial do publico, lembrando que "les compagnons de route se retrouve" ou parecido, sobre a posiçao desse grande defensor da "paz" o eurodeputado Miguel Portas ao citar (coincidencia?) o bem amado presidente-guarda-da revoluçao do Irao, para expor as suas ideias.
Gostei da sua análise
Abraço
Boa malha! Bem esgalhado!
É assim mesmo, há gajos que só aprendem com a morte!
Agora a sério, acho que sim, mas por outro lado poderá parecer este sim tão exagerado qunato o não querer saber dessa porra! É que no fundo, bem lá no fundo, naquela zona não há inocentes e culpados são sempre os que mais jeito, der, isto, claro, caso a caso.
E este caso a caso deu que ao fim destas décadas aquela gente sem guerra não saiba conviver e a paz só mesmo mesmo dela se aproximaram quem muito sangue fez correr antes fez correr!
Abraço