julho 28, 2006
Crie o seu próprio movimento terrorista em 24 passos
Quer criar um movimento terrorista que passe bem nos media?
1º Crie uma história/pretexto para a coisa. (Por exemplo, o esplendor e extrema justeza do antigo Reino dos Vândalos)
2º Procure uma cultura própria para o seu movimento (p.e.: reanime o alemão antigo, a alimentação à base de cereais e toucinho, o paganismo animista e revitalize, 'à pála' de académicos meio frustrados, a literatura de tradição oral desta rapaziada que acabou no Sudão, bem como todas as extintas tradições dos Vândalos)
3º Estabeleça uma área de influência para o movimento (p.e.: a diáspora dos Vândalos no Mediterrâneo serve perfeitamente)
4º Assuma um ar inspirado e justifique todas as suas acções a partir das tradições expostas acima.
5º Tome como bases de acção e propaganda para o seu movimento os bairros mais miseráveis das cidades mais corruptas dos países mais manhosos do espaço definido no 3º ponto.
6º Arranje dinheiro. (Há sempre uns meninos imprestáveis filhos de milionários que aderem a causas invulgares. Caso estes miúdos não lhe forneçam o capital necessário, chantageie-lhes, com a ajuda dos próprios, os respectivos papás.)
7º Já pode começar a distribuir folhetos de má qualidade. (É importante que, para além da má qualidade, os textos sejam escritos em inglês e na língua do movimento.)
8º Crie, junto às suas bases, escolas e centros médicos.
9º Chegado aos 111 (+/-) apoiantes comece a comprar uns mísseizitos a países esquisitos (a Coreia do Norte, o Cazaquistão, a Síria, o Irão e a Turqueménia servem perfeitamente).
10º Construa os seus arsenais exactamente entre a escola, a ala de partos e acamados do centro médico e a zona mais densamente povoada do bairro em que se instalou.
11º Crie uma organização de juventude a quem generosamente ofertará um uniforme e uma Mauser (para começar...).
12º Para se assegurar alguma impunidade na cidade onde se estabeleceu, 'acagace' todos os cidadãos dos arredores usando os putos da sua 'juventude' mais galarós e feios.
13º Continue a angariar doentes, famintos e alunos. Nesta fase já se justifica o rebentamento de duas ou três bombas muito artesanais e fabricadas a partir de adubos (fosfatos) nos consulados dos países ricos da área.
14º Crie, no meio dos 'lúmpen bairros' em que se estabeleceu, oficinas onde empregará os artifíces da área. C0loque-os, numa primeira fase, a copiar kalashs.
15º Coloque mais duas ou três bombitas com um bom pretexto. Se a imaginação para o pretexto lhe faltar recorra aos académicos. (Afinal é para isso que os conquistou.)
16º (Passo a preparar com muito cuidado por ser de importância vital) Convide jornalistas bem pensantes (de preferencia de esquerda) de jornais de referência para visitar, acompanhados pelos 'seus' intelectuais, as escolas, os centros médicos, os armazéns de arroz e as oficinas que criou.
N.B.: Durante esta visita os artifíces não poderão estar a fabricar armas. Ponha-os a fazer charruas mesmo que a oficina visitada fique a 300 kms do terreno de cultivo mais próximo. Não se esqueça que a malta de esquerda gosta muito de ver fazer charruas.
17º Coloque os intelectuais do movimento em contacto permanente com os jornalistas convidados. Estabeleça-lhes uma 'escala de serviço' que regerá o envio de missivas aos referido profissionais. Tenha como meta uma notícia do seu movimento por semana (para não enjoar ninguém...).
18º Com o lúmpen mais lúmpen dos adeptos do seu movimento faça um corpo armado de élite e mande-os fazer formação militar num país esquisito (ver 9º passo) ou num palco de guerra bastante sangrento.
19º Nas suas oficinas comece a fabricar mísseis. (Não se esqueça de comprar originais de vez em quando para não parecer mal...)
20º (Outro passo muito, muito importante!) Está na hora de deixar os folhetos ranhosos e de se enraizar junto das populações: crie um pin com o dizer 'Eu sou um falante de Alemão Antigo', crie um jornal, uma rádio e uma televisão falados e escritos únicamente na língua do movimento.
21º Chame os seus intelectuais para junto de si e atire alguns mísseis sobre cidades de um país que esteja bem armado.
22º Espere pela reação desproporcionada e, chegados os jornalistas para noticiar os danos, atire-lhes com os intelectuais e mostre-lhes hospitais e escolas.
N.B.: É de primordial importância que os jornalistas não se apercebam que destes edifícios às rampas de lançamento distam 20 metros. Recorra, caso algum jornalista se mostre mais inquiridor, ao óbvio segredo militar - costuma ser um método infalível nestas circunstâncias.
23º (Outro passo a preparar com muito cuidado por ser de importância vital) Durante a excessiva retaliação do país facínora que ataca o seu povo indefeso não se esqueça de assegurar o funcionamento de escolas e hospitais. Esta atitude favorecerá o aparecimento de novas vítimas e, por outro lado, 'mostrará' às populações que você não os abandonou.
24º A retaliação sobredimensionada acabou. Você já é um 'actor a ter em conta em qualquer negociação' e tem ao seu serviço um movimento calejado, com um exército de heróis, um arsenal de respeito, órgãos de comunicação próprios e uma população que o apoia... Basta-lhe perseverar e negociar o que for preciso. Com sorte poderá até ganhar, daqui por uns anos, um Nobel da Paz.
Bute aí!...
Publicado por Francisco Nunes em julho 28, 2006 08:07 PM
Ya wohl! Proust!
Um abrrraço,
Herr Francisco Nunesss
alakba....convenceu-me vou já juntar uns amigos com quem costumo ir ver os jogos e fundar o gapoub(Grupo armado para obrigação de utilizacão de bikini) e saudações ao grupo extremista falante de alemão, k ala vos proteja na sagrada demanda de voltar a fazer reviver o explendoroso reino dos vandalos