fevereiro 29, 2004

Militância política? Só depois dos 60!

Um estudo publicado no 'Le Monde' afirma que os jovens se afastam cada vez mais das actividades políticas.
Não se conhece nenhum estudo deste tipo em Portugal. A ser feito retiraria certamente as mesmas conclusões.
Diz o referido estudo que a vida dos adultos em idade activa não lhes permite a plena militancia partidária...
Pensamos que não é só a vida quotidiana que afasta os cidadãos da política. As pessoas cansam-se do maniqueísmo existente entre as correntes políticas e as forças partidárias.
Não é possível para um cidadão normal, com um Q.I. mediano e uma vivência sem traumas, estar de acordo com tudo o que um líder partidário profere, estar de acordo com todas a opiniões de um determinado partido ou inserir-se sem qualquer sombra de dúvida em todas as exigências de um determinada linha ideológica.
Está agora na moda, entre a esquerda políticamente correcta nascida no pós 25 de Abril, uma certa ideia de sociedade que, a não ser que muitas premissas se alterem, é uma sociedade demasiado vulnerável a todos os inimigos dos seus valores.
É óbvio que acreditamos que a nossa sociedade tem inimigos. É óbvio que uma determinada esquerda blogueira não os vê...

Ontem, no encontro de blogues em Beja, o caro amigo Carlos Alves, citou algumas frases de um filósofo francês -falamos de Lipovetsky- a propósito de um certo emergir de um individualismo mais assertivo e afirmativo que surge nos dias de hoje. Fez esta citação a propósito de Blogues. Fê-la de uma forma adequada ao tema, em nosso entender.
Mas corremos um risco nesta afirmação como individuos, neste afirmar do individualismo:
Podemos estar a criar uma sociedade de indivíduos. Mas, qualquer que seja a sociedade que criemos, é sempre de uma sociedade que falamos. E as sociedades têm que ter uma ética, um sistema de valores.
A sociedade em que vivemos vive uma tranformação enorme, e é Gilles Lipovetsky, numa conferência em Grenoble,em 1991, onde é professor, que citamos: 'Fala-se de regresso à 'moral'... Espantoso regresso quando se vê que as boas maneiras são consideradas mais importantes que a solidariedade! Quando se pede para destacar, numa lista de 17 qualidades morais, as cinco virtudes que desejaríamos ver prioritariamente inculcadas nas crianças, apenas 15% dos europeus se preocupam em mencionar o altruísmo. A obrigação de socorrer outrem ocupa apenas o 15º lugar entre 17. ao mesmo nível da paciência'.
Diz o mesmo autor que vivemos numa sociedade de consumo e comunicação.
É verdade!
Voltamos a LipovetskY:
'Se a tendência forte das nossas sociedades é a favor de uma 'moral sem obrigações nem sanções', os direitos subjectivos como a busca de soluções fáceis dialogadas, uma outra tendência restabelece a legitimidade do 'virtuosismo' (antiaborto, censura antipornografia, extremismo higienista, a 'repressão total' em matéria de droga).
O autor acha que devemos procurar o melhor, o 'meio justo' não o 'Bem'...
Seja. Procure-se algo. Encontre-se uma referência.
Mas que ela seja um azimute fidedigno dos nossos valores colectivos.

Cansa ver arrastar na praça pública, no mesmo 'saco', o 'caso Casa Pia', o Villas-Boas, as mulheres que abortaram, as adpções gay, a liberalização das drogas leves... São coisas diferentes que se discutem, muito diferentes, ao nosso lado, impunemente, pede-se a condenação de um filme de autor e um livro no Senegal. Ao nosso lado uma teocracia exclui cidadãos árabes do direito de voto e várias 'democracias' excluem as mulheres de muitos direitos cívicos. Ao nosso lado crescem perigosamente todos os fundamentalismos, todos os fanatismos religiosos... e se calhar a culpa é nossa...

Publicado por Francisco Nunes em 07:40 PM | Comentários (4)

Link's: in's e out's

out's:
O Chaparro*
Coisas do Silva*
Évorablog*
Évora dos Pequeninos*
Évora Sim*
A Defesa**
Imenso Sul**

in's:
Barra Cromológica***
Notícias do Alentejo***

* Estes sítios tornaram-se completamente improdutivos...
** O acesso a estes periódicos era praticamente impossível...
*** Uns partem, outros chegam (Estamos em observações para novas aquisições...)

P.S.: O que é que se passa em Évora?

Publicado por Francisco Nunes em 05:21 PM | Comentários (1)

28 de Fevereiro de 2004

Recordando os tempos em que, após uma patuscada, alguém fazia umas rimazinhas para comemorar o acontecimento, resolvemos aqui 'dar fé' dessa tradição.


Neste dia 28 de Fevereiro
reuniram-se à uma e um quarto,
na Adega Vinte e Cinco de Abril,
(do ano de setenta e quatro).

Falaram de tudo
e de tudo fizeram menção,
à roda de uma mesa
servida sem escanção.

Foi alegre a empreitada,
agradável a conversação,
simpático o ambiente,
confortável a sua estada.

Estão os blogues de parabéns.
Praça da República e Ao Sul,
se organizarem mais encontros,
não iremos como reféns.

Nesta tarde a Sónia e o Espinho,
de uma assentada provaram,
não se faz um encontro quando se quer,
faz-se com saber e com carinho.

Insolente e arrogante
o Alandroal em maioria se apresentou.
Porreiros, o Luís Tata e o Xico Manuel ,
com a pirraça já ninguém se importou...

Só Carlos eram um trio.
Cada um de seu quartel.
Competentes no seu trabalho,
crentes, com força e com brio:

O Alves nas Ideias Soltas,
O Trigo nas alentejanas notícias.
Fica triste o outros Carlos,
são sempre assim as primícias...

A princípio longe, pensativo e distante,
o dono da Barra Cromológica
seguro, avaliou a 'caderneta',
dispôs-se por fim (e bem) a falar de rompante.

O Isidoro de Machede
esta missa não frequentou.
Laranjas, canela, mel e azeite.
Boa herança nos deixou.

Com o seu saber e franca amizade
De longe vieram os magos.
Luís e Paulo (os seus nomes escrevo)
já lhes sentimos a saudade.

Como o convívio é coisa boa
e o tempo veloz se escoa,
um café e um abraço
nos ofereceu o Baioa.

Um abraço a todos
aqui deixo com sentimentos,
na certeza que como estes
havemos de partilhar outros momentos.

Publicado por Francisco Nunes em 02:12 AM | Comentários (5)

fevereiro 28, 2004

O Yona garante que não tem nada a ver com a crucifixação de Jesus e quer que o Papa testemunhe isso.

Diz o La Vanguardia que o lídere dos rabinos askhenazi (oriundos do Centro e Este Europeu), Yona Metzeger, pediu ao Papa que este, rapidamente, reitere publicamente a declaração do Vaticano II que desculpava os judeus da crucifixação de Jesus.

Toda a notícia abaixo:


El rabino ashkenazi de Israel pide al Papa una declaración sobre “La Pasión”

“El Vaticano y el Papa deben explicar que la nación judía, el pueblo judío, no mataron a Jesucristo”, demanda Yona Metzger

LA VANGUARDIA - 27/02/2004

BARCELONA. (Agencias.) – El estreno en Estados Unidos de “La Pasión” de Mel Gibson, que ya ha recaudado en taquilla 20 millones de dólares, sigue generando reacciones en todo el mundo. El líder de los rabinos ashkenazi de Israel, Yona Metzger, ha urgido al Papa a que reitere públicamente la declaración del Vaticano II que exculpaba a los judíos de la muerte de Cristo. “El Vaticano y el Papa deben explicar hoy que la nación judía, el pueblo judío, no mataron a Jesucristo”, dijo Metzger, que teme que la película de Gibson reavive esta creencia en las comunidades cristianas y separe a las dos comunidades, cuando “somos hijos del mismo Dios y del mismo padre Abraham”. El líder de la comunidad sefardita, Shlomo Amar, no quiso comentar el filme.

El arzobispo norteamericano John Foley, presidente del Consejo Pontificio para las comunicaciones sociales y asesor de Juan Pablo II, tuvo ocasión de ver el filme con el embajador de EE.UU. en la Santa Sede, James Nicholson, y ha asegurado “no tener el sentimiento” de que el filme pueda provocar una reacción contra los judíos. “El filme no es antisemita. Lo interpreto como una meditación sobre mis responsabilidades y sobre nuestras responsabilidades en la Pasión de Cristo. En cuanto a los judíos, no hay que olvidar que Jesús, la Virgen y los apóstoles eran todos ellos judíos. Son, en todo caso, los romanos quienes deberían protestar”, dijo Foley.

No opina lo mismo el primado de la Iglesia ortodoxa griega, monseñor Christodoulos, quien ha criticado el filme de Mel Gibson sobre el martirio de Jesús por juzgarlo contrario a sus enseñanzas evangélicas. El prelado griego cree que la película se caracteriza por un “realismo exagerado, con escenas de violencia que van en contra del relato mesurado de la Pasión según los evangelios”. “El objetivo de los evangelios no es el de provocar a los cristianos sentimientos de odio o de indignación contra quienes participaron en la crucifixión, pues la Pasión de Cristo fue voluntaria”, añadió el prelado.

Mel Gibson niega que intente culpar a los judíos de la muerte de Cristo. Él pertenece al sector más tradicionalista de la comunidad católica de EE.UU., que celebran misa en latín, comen pescado los viernes y no permiten la presencia de mujeres en el altar. Sin embargo, se declara católico romano. Cuando rodaba el filme en Italia, asistía a misa diaria oficiada en latín por los padres Michel Debourges y Jean Charles-Roux, calificados de “excéntricos”.

Los tradicionalistas son una gota de agua entre los 68 millones de católicos estadounidenses. El movimiento más amplio es la sociedad de San Pío X, cuya sede está en Suiza. Los intentos del Vaticano por atraerlos han chocado siempre con la resistencia de los seguidores de esta sociedad a que la Iglesia católica se abra a otras creencias.Tienen 454 sacerdotes y 4 obispos, que han sido excomulgados por la Santa Sede.

Publicado por Francisco Nunes em 02:42 AM | Comentários (2)

The Passion Of The Christ

A Paixão de Cristo está a fomentar uma polémica enorme. Tão grande, que os Israelitas e algumas organizações judaicas o estão a censurar severamente. Tememos que tentem alterar as passagens do Novo Testamento que se referem a esta paixão.
De qualquer forma, nós, em Portugal, devíamos censurar todos os filme que se debruçassem sobre a Inquisição.
São filmes anti-portugueses!...
Nós, por aqui, só ficámos muito curiosos...

Links:
Para a 'treila'.

Para as críticas 1, 2, 3, 4, e5.

Publicado por Francisco Nunes em 02:22 AM | Comentários (2)

We have a dream. A silly dream !!!!!!!

Tivemos um sonho.
Sonhámos que um dia a Assembleia da República iniciaria um período de 20 anos em que não legislaria. Os deputados da nação estudariam a legislação existente e fiscalizariam a sua aplicação.
Seriam os vinte anos mais progressivos deste rectângulo e dos calhaus atlânticos associados.

Mas foi um sonho.
Um sonho ingénuo. Louco!

Publicado por Francisco Nunes em 12:24 AM | Comentários (2)

fevereiro 27, 2004

IBN al-SID

'O Irmão da Ciência viverá eternamente depois da sua morte,
ainda que os seus membros se corrompam sob a terra.
Mas o ignorante é um morto que anda pelo Mundo,
conta-se entre os vivos, ainda que se tenha privado de Vida.'

Ibn al-Sid (1053-1127), grande sábio nascido em Badajoz conhecido por 'o Gramático' (al-Nahwi).

in: Rebollo Ávalos, María José ; 'La Cultura En El Reino Taifa de Badajoz - Ibn 'Abdun de Évora (m.530/1135)'; Coleccion Historia; Diputacion de Badajoz - Departamento de Publicaciones; 1997; pág. 59. (Traduzido, mal, pelo gestor do Blogue)

Publicado por Francisco Nunes em 04:12 PM | Comentários (1)

Quer saber se vai ocorrer um sismo onde mora?

Então está garantido. Este sítio diz-lhe onde já ocorreu...

Para quando um mapa sismológico de áreas de risco em Portugal?

Publicado por Francisco Nunes em 12:37 AM | Comentários (3)

fevereiro 26, 2004

Luc Ferry apoia e quer copiar o presidente que não quer ser tão elogiado*...

O Ministro da Educação Francês pode atacar as excrescências pilosas decorativas masculinas dos alunos se motivadas por questões religiosas.

Já estamos a ver a malta de esquerda toda contente...
Como é que isso é possível?
Está tudo doido?
Passaram-se, ou quê?
Dahahahah!!!!:::...

Desenganem-se!
O controlo é fácil: O Gendarme chega ao pé do aluno e diz-lhe que 'a Religião é o ópio do povo'.
Se o rapaz estender um punho fechado para o ar é bom sinal... pode seguir.
Se o 'animal' estender um punho fechado para o queixo do agente da autoridade é mau sinal. Dão-se-lhe duas lambadas (por causa do respeitinho), corta-se-lhe a barba porque é proíbida e autua-se o energúmeno por desrespeito à autoridade.

Mainada!...

* O presidente do Turcomenistão, Saparmunt Niyazov (ver umas postas abaixo)

Publicado por Francisco Nunes em 10:26 PM | Comentários (2)

De novo o Pós Modernismo. De novo Derrida.

Jacques Derrida é de facto rídiculo em inglês. O Chomsky, se calhar, também não gosta dele por esse motivo...
Derrida em inglês é imperceptível. E se lido por alguém que, como nós, pensa em português, chega a ser hilariante.
Derrida, traduzido para o inglês, torna-se no pós gongórico dos pós gongóricos mais rendilhados dos nossos dias.
O poeta Cordovês ter-se-ia dedicado à ciência náutica ao serviço dos Felipes se adivinhasse o que lhe fariam.
Não adivinhou...
Mas mesmo assim os seus seguidores dos séculos XVII e XVIII eram menos 'retorcidos' e mais perceptíveis do que os pós-modernistas actuais.
É por isso que escolhemos o castelhano como língua para o ler.
Faça-se justiça a todos os gongóricos deste mundo. Eles são clarinhos como a água das fontes... se comparados com o mais límpido dos pós-modernistas.

Publicado por Francisco Nunes em 09:55 PM | Comentários (1)

O Presidente que pretende ser menos elogiado determina o tamanho de todas as excrescências pilosas decorativas masculinas.

Está tudo dito...

Publicado por Francisco Nunes em 12:14 AM | Comentários (3)

fevereiro 25, 2004

O Carrilho é Pós Modernista? Deve ser...

Umas postas abaixo perguntámos se o Pós Modernismo não era um embuste.
É um embuste. Claro!

A história daquela cadeira a que acediam estudantes de medicina e de farmácia, simultaneamente, prova, de uma forma muito chitosa e injusta para os licenciados em farmácia que conhecemos, que o conhecimento é sempre passível de transmissão.
Numa dessas aulas, a determinada altura, mais afoito, um estudante de farmácia, levantou-se e, respeitosamente, solicitou ao dono da cátedra que tivesse pena dos alunos de farmácia e fosse mais 'terra-a-terra' na terminologia utilizada.
A partir desse momento o catedrático expressou-se em duas línguas:
-Os intestinos, para os senhores de farmácia, as tripas; cumprem a sua função digestiva, para os outros senhores, transformam em merda...

Chomsky, que não é propriamente um 'reaccionário', refere, com toda a verdade, que aquilo que não é conhecido não pode ser expresso com palavras simples. Com termos acessíveis.
Desconfiávamos disso...

O nosso Carrilho cita frequentemente Derrida, Lacan, Lyotard, Kristeva. Especialmente os três primeiros. Os seus autores de referência são da chamada 'Escola de Paris'.
Esta escola, vai, em certa medida baseada no velhinho David Hume e mesmo em sociólogo franceses de nomeada, procurar um discurso novo de poder.
A procura de um discurso que 'molde as massas' aos desígnios e projectos de uma elite bacoca e circunscrita de iluminados que dão carga ideológica, onde ela não existe, a políticos medíocres, garantindo assim relações de poder dúbias entre a inteligentzia e o Poder. Isto em termos políticos.
A mesma Escola gosta de criar dogmas e teorias educacionais. Umas já testadas na América com um completo inêxito, outras de gabinete... É esta Escola que fornece 'gurus' a todos os docentes das Eses e das pedagógicas nas faculdades e universidades lusas.
Nós, em Portugal, com a simplicidade que nos caracteriza, gostamos de 'aplicar' todos estes discursos fechados e verborrosos de 'trus', por 'moda'.
Provincianismos.
Acontece que, como alguém disse, estas teorias organizadoras e estruturantes caiem muito facilmente num reaccionarismo perigoso.

Para ilustrar a profundidade de análise a que o Pós-Modernismo pode sujeitar a realidade clique aqui. Uma verdadeira pérola discursiva...

Publicado por Francisco Nunes em 05:11 PM | Comentários (3)

ABU WALID

É curioso que a expressão 'a vida são dois dias.' tenha séculos. Mais curioso, essa convicção não nos obriga ao 'deixa andar...'

'Sendo ciência certa que a minha vida é um momento.
não serei avaro dela e consagrá-la-ei à rectidão e à obediência.

Abu Walid (jurista e teólogo dos primeiros reinos de Taifa, nascido em Beja (Baya), em 1012 (403 da Hégira) era conhecido no Oriente como 'Lua Cheia da Sabedoria e Água do Manancial Perfumado'.

in: Rebollo Ávalos, María José ; 'La Cultura En El Reino Taifa de Badajoz - Ibn 'Abdun de Évora (m.530/1135)'; Coleccion Historia; Diputacion de Badajoz - Departamento de Publicaciones; 1997; pág. 51. (Traduzido, mal, pelo gestor do Blogue)

Publicado por Francisco Nunes em 02:04 PM

Do melhor (e mais caro, muito mais caro) restaurante de Portalegre:

Vinhos----------------Origem---------------Preços

Paço do Infante------Almodover-----------Xizipsilon

(Este vinho é totalmente desconhecido... se o José Maria Almodôvar, da Vidigueira, sabe quem o produz.... ai, ai!...)


Preço de uma refeição para 2 adultos e uma criança(bebendo-se água e vinho da casa): 72 Euros! (Fomos bem enROLadOs)

Decantam todos os vinhos tintos (à cautela e 'para armar')

Sem mais palavras...

Publicado por Francisco Nunes em 12:59 AM | Comentários (5)

'[No Senado] É proibido discutir uma proposta

no próprio dia em que a apresentam, sendo a discussão marcada para a sessão seguinte.'

Tomás Morus; A Utopia; Guimarães Editores; 1978; pág.75

Mas porque raio me lembrei destas frases?! Vivemos num país tão reflectido!...

Ele há coisas...
Tché...

Publicado por Francisco Nunes em 12:42 AM

Olivença, Alentejo, Portugal.

Olivença é nossa!
É.
Mas não merece mais uma guerra.
Não merece mais nenhuma morte.
Não merece nem um órfão.
Não merece uma mãe em pranto.
Não merece uma viúva.
Não merece um tiro.
Olivença faz doer devagarinho. Mansamente.
E dá-nos uma lição de História.
Mostra-nos o nosso génio.
A nossa alma.
A nossa força.
Entretanto as pedras talhadas por mãos portuguesas descansam, os Gamas repousam na Matriz e os santos falam connosco (em português).
Respeitemo-los... em silêncio.
Só!

Publicado por Francisco Nunes em 12:11 AM

fevereiro 22, 2004

Camboja e Califónia dois povos, duas culturas...

Uns e outros...

A realidade supera sempre a ficção!
Sempre.

Publicado por Francisco Nunes em 01:36 AM | Comentários (3)

O Pós-Modernismo

Depois de feita a posta abaixo, e a propósito das ideologias actuais, lembrámo-nos do Pós-Modernismo... Um embuste!?
Não acham?

Publicado por Francisco Nunes em 12:30 AM | Comentários (1)

Henry David Thoreau

Temos à nossa frente a primeira edição portuguesa do Livro de Henry Thoreau, 'WALDEN ou a Vida nos Bosques', publicado em 1999 pela Antígona.
Lêmo-lo e guardámo-lo.
Para sermos francos gostámos do livro mas nunca mais nos lembrámos dele. Estava arrumado. Eis que o nosso amigo Rodrigo Ribeiro nos fez recordar os seus ensinamentos por duas ou três vezes...
Achámos que valia a pena apresentá-lo aos nossos leitores.

Plagiando descaradamente a sua biografia, inscrita nas páginas 363 a 366 do referido livro, elaborámos um resumo da sua vida e obra:

Americano.
Filho de descendentes Huguenotes radicados em Concord (a 30 kms de Boston), Masschussets.
O pai era um pequeno industrial.
A mãe era abolicionista e defensora dos índios.
Nasceu em 1817.
1833/37- Estuda em Harvard;
1837- É nomeado professor do Ensino Público exercendo a sua actividade na sua terra natal.
1838- Cria , com o seu irmão, uma escola em Concord inovadora onde se 'aprende fazendo'. O seu ensino dá grande importância às ciências.
1840- Publica pequenos ensaios e poemas na revista 'The Dial', Boston.
1841- A sua escola encerra as portas porque o seu irmão tem sérios problemas de saúde.
1842- O seu irmão John sucumbe à doença.
1845/47- Vive numa cabana de madeira, que ele próprio construíu, junto ao lago Walden. Estuda o lago, observa a natureza, reflecte e escreve o livro 'Walden ou A Vida nos Bosques', baseado nas suas observações do lago e da natureza envolvente.
Reflecte sobre 'o sentido da vida', descreve as várias experiências que vive na sua cabana, as suas experiências agrícolas, as suas observações... O seu livro é, simultaneamente, um diário, um ensaio, um registo, um balanço, uma reflexão política e social... um 'livro de horas'.
1846- É preso por se recusar a pagar um imposto que acha injusto. Só esteve preso por uma noite porque um seu amigo resolveu pagar o imposto por ele.
1848- Profere uma palestra sobre desobediência Civil em Concord.
Neste ano publica o seu primeiro livro 'A Week on the Concord and Merrimack Rivers'.
1854- Publica 'Walden'. Neste mesmo ano profere a seguinte afirmação numa palestra: 'A lei nunca fará os homens livres'. O seu discurso inspira-se na defesa que fez de um escravo fugitivo
1862- Morreu a 6 de Maio deste ano.
1841- a saúde débil do seu irmão provoca o fim da escola.

Foi Astrid Cabral quem fez a introdução a este volume que temos em mãos. Nesta somos informados que H.D. Thoreau foi considerado por Henry Miller 'um dos cinco ou seis homens que têm significado nos 'States'.
Este livro é hoje considerado, diz-nos ainda Astrid nas páginas 8 e 9, 'a obra mais sinificativa do Transcendentalismo, movimento religioso que floresceu na Nova Inglaterra em consequência do impacto do idealismo pós-kantiano nos Estados Unidos.'
'[...] esse movimento rejeitava os milagres cristãos e a fé revelada, defendendo a convicção na existência de um princípio divino no interior de cada homem[...]'.
Os transcendentalistas têm influências claras do calvinismo, e, esta é da nossa lavra, ao atribuírem uma tão grande importância à natureza e ao Homem foram mais longe e foram mais coerentes do que os ecologistas e anarquistas dos séculos seguintes. Os transcendentalistas tiveram o mérito de recusar uma realidade espartilhada.
Sendo um dos ramos do Romantismo, o Transcendentalismo nunca roçou os 'Pans', dos romantismos judaicos, germânicos e eslavos. Esteve à parte desse tipo de movimentos. Onde os europeus redescobriram as antigas religiões e lendas pagãs os transcendentalistas redescobriram os clássicos gregos e as religiões orientais.
Thoureau foi, neste sentido, revolucionário.
No entanto nunca foi um fora-da-lei. Sobreviveu com os pequenos rendimentos da fábrica de lápis da sua família e com os rendimentos das suas conferências.
Este seu livro começa com um pequeno texto introdutório: 'Não me proponho escrever uma ode ao desânimo, mas a gargantear com o vigor de um galo matutino empoleirado no poleiro, nem que seja apenas para acordar os vizinhos'.

Publicado por Francisco Nunes em 12:07 AM | Comentários (1)

fevereiro 21, 2004

Os States não querem invadir Cuba.

Há desmentidos suspeitos...

Publicado por Francisco Nunes em 05:16 PM | Comentários (3)

O Bom Alentejano trabalha 24 horas, ou mais, por dia! Conclusão retirada de uma investigação rigorosa de um jornalista do Diário do Alentejo

Títulos da 1ª Página do Diário do Alentejo:


Programação cultural do cine-teatro arranca em 2005
Pax Julia não vai ter companhia residente

Comentário possível a este título:

Já agora... O cine-Teatro está em obras há imenso tempo e nunca teve uma companhia residente... Notícia de cacha!


Por gestão directa do IEFP, entre 1987 e 2003
Mais de 150 mil alentejanos receberam formação profissional

Comentário possível a este título:

A ser verdade que 150 000 alentejanos receberam formação profissional pelo IEFP, e sabendo que o Alentejo tem cerca de 450 000 habitantes, isso significa que formaram 1/3 dos alentejanos! É obra... Mais do que a sua mão-de-obra activa!
Valentes moços!...
... A evidência de que o IEFP ministra 4, 5 e 6 cursos aos mesmos indivíduos, como forma de criar e alimentar camarilhas políticas e atenuar possíveis tensões sociais não passou pela cabeça aos esforçados jornalistas do DA. A não ser que se prove que o bom alentejano tenha, pelo menos, 3 empregos e, portanto, trabalha 24 horas por dia... ou mais!
Deve ser por isso que opta por se ir embora... Vai-se embora do Alentejo porque está muito cansado... Pudera!


Capa: Francisco George
Francisco George:Médico, socialista e bejense por opção
2004-02-20 09:48:05

Comentário possível a este título:

O Francisco George não é um simpatizante qualquer do PS... Só para saberem...



“Procura de Consensos” para uma voz forte em Lisboa e Bruxelas
Alentejo XXI reforça-se e ganha novo impulso

Comentário possível a este título:

A segunda figura do Estado esteve em Beja. Nem uma questão sobre as preocupações do Alentejo... agora que o Congresso nos deu uma só voz!
Brilhante!


Projecto quer abarcar o maior número de alunos possível
Escola Mário Beirão de Beja aposta no combate ao insucesso

Comentário possível a este título:

O facto de uma escola procurar atacar o insucesso escolar e promover cursos de formação profissional não é notícia. Quase todas as escolas o fazem... Mas a Mário Beirão ficava perto da casa do jornalista...


Campeonato Nacional Indor de Corridas em Patins
Corridas em patins: Três campeões na cidade de Beja

Comentário possível a este título:

Ficámos contentes com o sucesso dos nossos patinadores.

Programação cultural do cine-teatro arranca em 2005
Pax Julia não vai ter companhia residente
2004-02-20 09:44:18
Actividade regular do Pax Julia será assegurada pelo departamento sócio-cultural da Câmara Espaço terá capacidade para albergar espectáculos, congressos e exposições MAIS...


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Por gestão directa do IEFP, entre 1987 e 2003
Mais de 150 mil alentejanos receberam formação profissional
2004-02-20 09:37:34
Entre 1987 e 2003 foram investidos no Alentejo em acções de formação geridas directamente pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) aproximadamente 354 milhões de euros. O número de pessoas abrangidas nesse período totaliza 150 492 e está relacionado, por um lado, com as necessidades detectadas no mercado de trabalho e, por outro, com a capacidade formativa existente. MAIS...


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Capa: Francisco Georege
Francisco George:Médico, socialista e bejense por opção
2004-02-20 09:48:05
Francisco George, de 56 anos, é subdirector-geral da Saúde. Médico especialista em saúde pública, chegou ao Alentejo há quase 30 anos e, entretanto, esteve em África mais de uma década como funcionário da OMS. Não quis falar de política mas abordou em entrevista ao “DA” o seu percurso profissional. MAIS...


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“Procura de Consensos” para uma voz forte em Lisboa e Bruxelas
Alentejo XXI reforça-se e ganha novo impulso
2004-02-20 09:55:03
Da 13ª edição do Congresso sobre o Alentejo, realizada no último fim-de-semana em Montemor­-o-Novo, saiu a vontade de reunir esforços nas questões essenciais, deixando de lado as querelas partidárias. Um fórum que contou com aproximadamente mil inscritos e que prometia um momento de viragem ao nível da diversidade e riqueza da discussão, o que parece ter-se cumprido. MAIS...


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Projecto quer abarcar o maior número de alunos possível
Escola Mário Beirão de Beja aposta no combate ao insucesso
2004-02-20 10:28:29
A Escola Mário Beirão, em Beja, está empenhada no combate ao insucesso e abandono escolar. Com esse objectivo tem vindo a desenvolver um projecto que pretende atingir todos os alunos que em algum momento do seu percurso académico manifestaram dificuldades de aprendizagem. Entre outras vertentes, o projecto contempla a realização de cursos de formação profissional para alunos que ultrapassam os 15 anos e atingem o final da escolaridade obrigatória sem terem concluído o 9º ano. MAIS...


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Campeonato Nacional Indor de Corridas em Patins
Corridas em patins: Três campeões na cidade de Beja
2004-02-20 10:39:17
A conquista de três títulos nacionais, alguns vice-campeões e outras medalhas de bronze, foi o saldo mais do que positivo da realização da fase final do Campeonato Nacional Indor de Corridas em Patins

Publicado por Francisco Nunes em 03:28 AM | Comentários (4)

As modas na educação

A propósito dos tempos que vivemos lembrámo-nos dos Clássicos (coisa que os 'intelectuais' já não usam): Aristófanes e Platão.
Aristófanes combateu a sofistica ateniense que tudo punha em causa e que todos os valores alterava nas Núvens; Platão disse nas suas 'Leis' que 'a premissa mais imoportante de toda a educação é estabilidade das normas e das instituições do Estado encarregadas de velar [por ela]'.

Já sabemos que os 'políticamente correctos da praça' se lerem esta posta ficarão ufanos...
'O Aristófanes? O Platão?' perguntarão alegremente, e depois dirão, 'já passámos essa fase...' Depois rir-se-ão muito e sentir-se-ão uns génios... eles que já leram Trotsky...

Publicado por Francisco Nunes em 12:28 AM | Comentários (3)

fevereiro 20, 2004

Veja-se grego

para tentar perceber as causas da tentativa de crucifixação de Villas-Boas.

Publicado por Francisco Nunes em 01:36 AM | Comentários (2)

Villas-Boas está fora de moda...

'Se eu tivesse um filho heterossexual
enchia-o de porradas.'

(Cantor português
candidato à Presidência da Republica
há uns anos...)


Um homem que fez o 25 de Abril.
Um homem que nunca quis os louros desse acto.
Um homem que deu um lar a milhares de crianças.
Um homem que procura nos pais adoptivos (não necessáriamente casais...) uma casa e um coração para os 'seus meninos'.
Um homem que vence todos os dias burocracias e pequenos poderes para o bem-estar das crianças à sua guarda.
Um homem que luta com coragem na vida civil como lutou na vida militar.
Um homem honesto.
Um homem com obra feita.
Um homem que retirou crianças de casas levadas pela droga.
Um homem que os tem no sítio, é arrastado na lama por diletantes, arrivistas e associações gay.

O seu crime:
"Tudo o que seja induzir comportamentos
que não correspondem à sua condição sexual
é um atentado ao direito das crianças", considera. "A adopção é um veículo do exercício do direito à família de uma dada criança".


Já o Vasco Lourenço é um perfeito 'herói de Abril'... está é deficiente (coisas da guerra... e das futeboladas de amigos/camaradas) e é por isso que toda esta esquerda politicamente correcta o poupa... deve ser isso...

´'Villas-Boas é peremptório quando diz que "a criança não deve nunca ser adoptada por homossexuais", porque tal irá interferir com a sua "sexualidade natural". "Tudo o que seja induzir comportamentos que não correspondem à sua condição sexual é um atentado ao direito das crianças", considera. "A adopção é um veículo do exercício do direito à família de uma dada criança", mas "qualquer criança também tem direito ao exercício da sua sexualidade original". Antes de tudo, considera, está "o primado do direito da criança à sexualidade genética": se for mulher, tem direito a ter filhos, a procriar; o homem tem direito a ser pai. Criar crianças em "ambiente homossexual" é "interferir com o normal percurso do exercício dessa mesma sexualidade". "Ser lésbica não é ser mulher na plenitude natural do termo, porque se assim fosse não haveria o problema da procriação natural", acrescenta. '

Publicado por Francisco Nunes em 01:12 AM | Comentários (4)

fevereiro 19, 2004

O Barnabé já era cantado por Fernandel

Para todos aqueles que achavam que o Barnabé luso tinha alguma coisa a ver com aquela personagem biblica originária de Chipre e que andou às voltas com o Paulo (Portas?), apresentamos a canção de Fernandel que se constitui como o hino deste Blogue (reparem na confissão implicita de vontades no refrão desta cantiguinha):

BARNABÉ

Barnabé, Barnabé, c'est assez facile à épeler,
Barnabé, Barnabé, B-A-R-Na-nA-B et bE.
Vous voyez que c'est très drôle, j'trouve le p'tit truc amusant,
Et vous pourrez ma parole, vous faire la langue en l'épelant.
Barnabé, Barnabé, B-A-R-Na-nA-B et bE.

Paroles: Jean Manse,
Musique: R.Dumas,
Durée: 2'33,
Année: 1938

Publicado por Francisco Nunes em 11:07 PM

Eduardo Lourenço e o 'Auto da Barca da Europa'

O ensaísta Eduardo Lourenço discorre hoje sobre o 'deprimismo' nacional na Visão. Refere Junot, refere Godoy, refere fantasmas antagónicos nos seus actores e nas suas motivações -Aljubarrota e os Filipes - , cita o director do Expresso, O Vasco Pulido Valente, o Ortega y Gasset e conclui: 'Nós, no melhor dos casos, só sabemos o que não queremos. Estamos de novo simbolicamente sós. não é culpa de Espanha. Só nossa.
Se não queremos que um novo sonho de Junot nos converta em túnica jogada ao dados pelos senhores do mundo, devemos reinventar a barca que nos leve à única Índia que nos assegura a sobrevivência. Por sorte nossa já existe: chama-se Europa. Mas o nosso entusiasmo para embarcar nela é nenhum ou fictício. Pior para nós.
'

Não sabemos se as nossa dúvidas e hesitações têm que ver com o Velho do Restelo ou se com Gil Vicente... A expressão 'fumos da Índia' não produziu nunca tanto efeito como o Velho do Restelo. Se calhar ainda não aprendemos a lição:
As riquezas fáceis são como a honra, é mais fácil e dá menos trabalho conquistá-las que mantê-las. Fumos da Índia...

Publicado por Francisco Nunes em 10:24 PM | Comentários (1)

O Autor de Blogues PerfeitoIncognito

Segundo o Pacheco Pereira o autor de blogues perfeito vai à FNAC, ao Magnólia e à Ler Devagar.
Quando formos a Lisboa também lá daremos uma volta... Deve ser uma ascensão ao Nirvana!
Vamos levar máquina fotográfica...

19.2.04
14:28 (JPP)
CURIOSIDADE ANTROPOLÓGICA

Numa rara estadia lisboeta mais prolongada do que é costume, vou ver se faço o trajecto do autor de blogues perfeito: se vou à FNAC do Chiado, se marco encontros para o Magnólia, se passo pela Ler Devagar, enfim, a ver se me civilizo. Não se zanguem com o título, porque a curiosidade antropológica sou eu.

Publicado por Francisco Nunes em 09:51 PM | Comentários (2)

O Berlusconi era uma boa aquisição para o nosso país...

Este rapaz acha que é defensável moralmente a fuga aos impostos.
É um gaijo sério...

Publicado por Francisco Nunes em 12:22 AM | Comentários (5)

fevereiro 18, 2004

O Barnabé é tão politicamente correcto...

O Barnabé é tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão politicamente correcto, tão políticamente correcto, tão 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Ai a gente acha...
Um beijo...

Publicado por Francisco Nunes em 10:50 PM | Comentários (6)

SOBRE A BLOGOSFERA

Estamos convencidíssimos que a posta do Pacheco Pereira 'SOBRE A BLOGOSFERA' publicada no Abrupto em 17 de Fevereiro se destinava ao Barnabé. É claro que o JPP é um intelectual na verdadeira acepção da palavra, não anda para aí a escrever 'a quente'. Respondeu ao Barnabé quando achou que deveria responder. Ponto.
Fê-lo com elegancia e com propriedade.

Os rapazes do Barnabé, pela mão do Celso Martins, fizeram uma posta intitulada 'A broca de JPP' (que anexamos aí em baixo a esta posta). Nesta posta o Celso procurava psicanalizar o Pacheco. Tentava responder à questão 'Porque é que o JPP tem tanto interesse em Marte?'. E, sem qualquer dificuldade encontrou a resposta:'Pacheco Pereira anda melancólico desde que entrou em desconcerto com a política de coligações do seu partido'.
Inteligente, o nosso Celso prosseguiu:'A coisa está, porém, a agudizar-se de tal maneira que começa a ter desejos de experimentar a atmosfera marciana.'
Depois de teorizar sobre a atmosfera marciana o Celso foi mais longe. A sua mente estava prenhe de ideias, estava imparável: 'O JPP fumava brocas!' Só podia ser... Se um político de direita é a favor de uma nova lei sobre a interrupção voluntária da gravidez é porque fuma brocas... não tem que ver... E depois anda para aí a falar de hotéis novaiorquinos nos anos 60... Está visto!
Brilhante!!!

Quer dizer, isto é polémica, para o Celso.
O Celso aceitaria como boa uma resposta do Pacheco Pereira à 'mata-sete'.
Perguntamo-nos: Isto não é acidez? Isto não é uma tentativa de tentar marcar as 'agendas' do próximo? Como é que se responde a pantomineirices deste calibre?
Hoje, sentindo-se feridos, os rapazes do Barnabé advogam que a direita tem mau perder, fazem postas umas atrás das outras...
Nestas coisas são sempre muito unidos!
Aliás, gostam muito de postar coisas do género: 'o que o Rui quis dizer', ou, 'conheço o Pedro desde [...] e sei que aquilo que ele pensa é que...'
Pronto!
Isto é unidade na liberdade. A caixinha! A liberdade!
Lembramo-nos da sua chegada à Weblog, queriam entrar em polémica, queriam...
Um adulto, se entra numa polémica deve:
1º Fazê-lo sem picardias excessivas;
2º Contar consigo para defender o que defende.
Para que servem essas caixinhas?
Muitos, somos melhores? Seremos?

Cáspite!

A broca de JPP
Há algum tempo que se tornou evidente: Pacheco Pereira anda melancólico desde que entrou em desconcerto com a política de coligações do seu partido. A coisa está, porém, a agudizar-se de tal maneira que começa a ter desejos de experimentar a atmosfera marciana. «Nós temos lá olhos mas não temos ouvidos, e Marte tem uma atmosfera ténue mas existente. Logo, deve ouvir-se alguma coisa. Haverá eco? Haverá outros sons que ninguém previu? Rugidos do interior, silvos do vento, rochas a caírem, sons de alegria ou de tristeza? de medo ou de curiosidade?» Juro que não é de propósito, mas não consigo ler estas palavras sem sentir um efeito de projecção da palavra Marte sobre a sigla PSD. Mas o mais preocupante vem no fim: a broca?? Ó JPP, posições liberais em relação ao aborto eles ainda podem perdoar, agora devaneios psicotrópicos e nostalgias dos sixtes isso só se perdoa à JSD. Crises de identidade todos temos de vez em quando, mas há que não perder o pé.

Publicado por celsomartins em 03:56 PM | Comentários (3) | TrackBack

Publicado por Francisco Nunes em 08:55 PM | Comentários (3)

Cristóvam Buarque considerou na

Cristóvam Buarque considerou na sua recente entrevista ao Jornal de Letras de 4 de Fevereiro, que Hoje ´ser de esquerda significa derrubar barreiras'. Contrapõe este estado de espírito e esta postura à chamada 'esquerda Gucci'.
Esta entrevista, já com uns dias, só foi analisada pelo lado anedótico uma vez que Cristóvam foi demitido do cargo de Ministro da Educação, enquanto esta decorria, por telemóvel.
Não deixa porém de ser uma entrevista com mérito e que deve dar bastante que pensar.
Esperámos que isso acontecesse... Em vão.
Depois de referir que no Brasil as barreiras sociais são tão fortes, como as existentes nos tempos coloniais; Hoje, entre pobres (negros que vão para a prisão) e ricos (brancos que vão para a universidade), Ontem entre cristãos e índios ou entre senhores e escravos.

Cristóvam Buarque refere que a 'Esquerda Gucci', de cambiante mais intelectual e ideológica se afasta da resolução concreta dos problemas. É uma esquerda que, por parodoxal que possa parecer, se liga aos sindicatos e aos dirigentes políticos. Uma esquerda burocratizada, em suma.
Para alterar este estado de coisas, para derrubar estas barreiras, segundo a sua expressão, Cristóvam aposta na Educação. Na força da Educação. Nesse sentido criou a 'bolsa-escola' que, iniciada enquanto era governador do Estado de Brasília, se alargou a todo o Brasil com o Presidente Fernando Henrique Cardoso. Do Brasil este programa - que consiste em pagar um subsídio de educação aos jovens entregando o dinheiro às suas mães ou mulheres da família, 'dignificando-as' e responsabilizando-as pelos seus educandos - alastrou ao México, ao Equador, à Argentina, ao Chile, a Moçambique e à Namíbia.
A atribuição deste subsídio termina aos 17 anos por forma a que os jovens possam ter acesso a um curso médio.
Ora, diz o Senador, este investimento não é rentabilizado se a Escola não tiver qualidade.
Em Portugal podemos atribuir a alguma esquerda Gucci o fim das escolas profissionais. É bom não esquecer, a este propósito, que o PSD hipocritamente é de esquerda perante uns e de direita perante outros. Resolve as suas contradições sendo próximo da Direita dos interesses económicos na economia, nas finanças e sociedade e sendo esquerdista e/ou populista no discurso cultural e na educação.
É assim que os sucessivos ministros PS e PSD têm afastado a Escola do carácter pragmático que ela também deve ter. Pegue-se em qualquer Decreto-Lei do Ministério da Educação para se aferir esta realidade... Normalmente constituem-se como 'poços de máximas e de frases feitas' que não é de 'bom tom' pôr em causa sob o risco de se passar por caceteiro.
O autor destas palavras ousou há uns tempos, perante amigos de esquerda e outros bem-pensantes, tentar proferir as seguintes palavras:
'O ensino deve ser como a tropa ou outra instituição qualquer: deve ter objectivos sólidos e perenes sem estar sujeito a alterações ministeriais.'
Não foi possível.
Depois de ter sido proferida a palavra 'tropa' os mais afáveis deram-lhe palmadas nas costas no meio de risos e o piropo mais 'soft' que ouviu foi 'deixa-te de mer...'!
Pronto.
Estamos nisto... Na 'escola inclusiva'. Depois da escola democrática, da escola aberta, da escola do aprender a aprender, chegámos à Escola Inclusiva: chegámos a outro conceito...
Um logro!
A escola não tem que ser inclusiva! A Escola tem que preparar para a inclusão, para a inserção.
E a escola prepara cidadãos para a inserção se lhes der as ferramentas para esse desiderato.
- E isso pode fazer sangue? -Perguntar-se-á.
Pode. Claro que pode.
Qualquer ritual iniciático, qualquer processo iniciático faz doer...
Ir ao dentista também faz sangue... Mas tem que ser antes que todos os dentes apodreçam depois de cheirarem mal...
Mudar um pneu suja-nos; as etapas da vida, quaisquer que sejam, são todas dolorosas.
A dor é uma contingência do Homem.

Publicado por Francisco Nunes em 05:31 PM | Comentários (1)

fevereiro 17, 2004

Os Vírus andam aí...

Uma variante do Bagle foi detectada hoje na internet e já se propaga com perigo.
Assim que é executado, o Bagle.B cria uma cópia em um arquivo com o nome "au.exe".
O curioso é que fomos atacados por um vírus de origem brasileira ainda hoje. Matámo-lo. Não vamos cá em quotas nem noutras modernices...

Publicado por Francisco Nunes em 09:36 PM | Comentários (2)

(JS de Setúbal) - Luís Carlos Brandão: 'O Luisão'

O Luís Carlos Brandão quis ser presidente da Distrital de Setúbal da JS. E fez por isso...
Apresentou uma moção.
Entrou mais cedo com os seus 32 apoiantes no local onde decorria a IV Convenção da Federação Distrital de Setúbal da Juventude Socialista.
Certificou-os.
Contratou uns seguranças.
Impediu os delegados opositores de entrarem por não estarem certificados.
Mandou a segurança dar uns tabefes àqueles 'grunhos' que gritavam 'Fascistas para a rua, a JS continua'.
Acusou os 'grunhos' comandados pelo anterior líder, José Luís Brandão, de 'não aceitar as regras do sistema democrático'.
Assumiu-se como líder.

O puto tem garra e vê-se que vai muito ao futebol.
A Política nacional terá muito para lhe oferecer... É pena é que os 'cotas' do Emídio e do Eduardo 'estejam armados em 'panhonhas' ou o car.... !'

Publicado por Francisco Nunes em 09:13 PM | Comentários (2)

Virus à Solta sob a capa 'Seu site nas buscas'

Pode ser o mydoom!

Quem vos avisa...

Publicado por Francisco Nunes em 05:58 PM | Comentários (1)

O Homem que Mordeu o Crocodilo MESMO!!!

A notícia não é nova, mas só a descobrimos agora e é curiosa...
Qual 'O Homem que Mordeu o Cão' qual carapuça... coisa de frouxos!...


Oh Markl! Tens muito que aprender!...

Publicado por Francisco Nunes em 02:11 AM | Comentários (2)

Bush e Kioto

Não têm nada a ver...
É pena.
E é perigoso...

Publicado por Francisco Nunes em 12:57 AM | Comentários (1)

fevereiro 16, 2004

Ainda a posta 'Exageros ou equívocos'.

Esta posta recebeu quatro comentários que apreciámos de igual forma e que igualmente agradecemos.
O Rodrigo Ribeiro e o Verdade da Mentira enquadraram-se com o seu teor.
O Rodrigo Ribeiro fez um 'filme' deste tipo de investimentos turísticos que, sendo pessimista, como a posta o era, aliás, espelhou perfeitamente o tipo de problemas que os aldeamentos de luxo geram quando enquadrados em zonas deprimidas económicamente.
O Carlos Alves questionou o pessimismo desta posta. Não negando, ao que nos pareceu, a pertinência da análise e considerando que apenas dois dos trabalhadores do empreendimento são alemães o Carlos pensa que há alguma inércia das forças económicas locais ao não aproveitarem este nichos de mercado para dinamizar o turismo cultural na área. Referiu o Museu do Relógio e o Museu de Beja como eventuais destinos destes turistas.
Não discordamos desta ideia. De facto estivémos envolvidos num projecto dessa área. Fizémos alguns roteiros turísticos.
Aponto-lhe dois entraves a este tipo de empreendimento:
1º Fulano estabelece um roteiro cujos pontos de passagem são: A, B, C, e D.
Três dificuldades:
a) É extremamente morosa a aprovação deste roteiro pela DGT;
b) O agente tem que se estabelecer como agente de viagens;
c) Beltrano está livre de fazer o roteiro B, C, D, e A. (Seria correcta esta concorrência num mercado dinâmico e sem entraves burocráticos. Numa situação de pouca fiscalização o esforço que se pede ao eventual operador é tal, que, quando se propôe explorar o roteiro este já está 'estafado' e explorado por 'chicos espertos' de todo o género... inclusivamente pelos 'conselhos sábios' de gerentes de pousadas e de hotéis. Um destes senhores chegou a confirmar connosco um dos percursos!).
2º Os turistas, e respondendo ao Congeminações, são 'reserva' dos grandes operadores. Chegaram a pedir-nos, por um eventual grupo de 40 turistas alemães, 43% do valor que mentalmente tinhamos pensado para a dita visita. Não o fizémos por problemas gástricos!

Publicado por Francisco Nunes em 11:35 PM | Comentários (2)

Mandaram-nos 'chatear' o Camões...

Entusiasmados com esta notícia tentámos convencer os nossos amigos a fazerem um abaixo-assinado para que adoptássemos o Castelhano como língua oficial do rectâgulo e pedragulhos oceânicos.
Esta medida teria vantagens económicas óbvias:
- Integração comercial mais completa no espaço ibérico.
- A palavra 'cunha' desapareceria.
- Os discursos do Barroso e do Camacho seriam compreendidos por todos.
- A palavra 'cunha' desapareceria.
- A palavra 'data' (sinónimo de rol, portanto rol de possíveis datas) causa da falta de pontualidade lusa seria substituída por 'fecha', muito mais consistente...
- A palavra 'cunha' desapareceria.
- A palavra 'crise' deixaria de fazer sentido... 'crisis' é muito menos piegas...
- A palavra 'cunha' desapareceria.

Para além de outras vantagens, (já nem vamos chegar ao ponto de dizer que a palavra 'cunha' desapareceria)...

Mandaram-nos 'chatear' o Camões. Isso já o Harry Potter tinha feito!...

Publicado por Francisco Nunes em 04:22 PM | Comentários (3)

Uma vez cão de fila, sempre cão de fila...

O 'Pravda' tem sido sempre fiel a quem está de posse do Kremlin.
Há uns tempos puseram em causa que os americanos tivessem ido à Lua. Hoje estão muito preocupados com as perseguições exercidas sobre os russos da Letónia. Esta perseguição tem que ver com o facto de os letões terem considerado o russo uma língua minoritária.É compreensível que os Letões queiram cimentar a sua identidade nacional...
O que não se compreende é a forma como o governo russo quer 'colocar na linha' a Tchetchénia...
Já agora, gostaríamos de saber quem é o correspondente deste periódico em Portugal... será o Louçã, esse grande tribuno?!

Publicado por Francisco Nunes em 03:51 PM

fevereiro 15, 2004

E trazem sempre a sogra atrás...

No Congresso do Alentejo participavam alentejanos de todos os quadrantes. Foi difícil conseguir-se que determinadas forças políticas estivessem presentes. Gostámos da forma como o presidente da Câmara de Montemor se impôs e conseguiu criar o consenso possível para que ele se alargasse a todos os interessados: os alentejanos.
Eis se não quando, apareceu a mãezinha...


Definitivamente os comunistas são como aquelas filhas extremosas que impingem a mamã a toda a gente...
Convidem-se cinco comunistas para uma reunião de amigos... quando não contam tudo à mãezinha, trazem-na: chama-se Carválhaje, Carluj Carvalhaje.

Assistimos muito provavelmente ao último Congresso do Alentejo!!!

Não se sai disto...

Publicado por Francisco Nunes em 11:01 PM | Comentários (1)

Exageros ou equívocos?

O Futuro do Alentejo está no turismo e na caça.
Será ?

A Herdade do Monte dos Grous , próximo de Albernoa, é das propriedades mais bonitas do país. Um paraíso. Um grupo alemão comprou-a, fez-lhe uns arranjos (relva, oliveiras centenárias transplantadas, umas pontes em madeira (nada típicas), umas 'gaivotas', uns montinhos tipo 'bungallow' e as inevitáveis placas de identificação... em alemão.
Um café: 1,5 Euros.
Preços de dormidas: nem se metam nisso!

A igreja mais bonita da histórica e outrora muito importante, vila de Messejana, dista da povoação uns 2 quilómetros. Chega-se à sua beira por uma estrada de traçado remoto que unia esta povoação a outra extinta sede de concelho -Alvalade-.
Esta igreja era destino de procissões, de passeios e de piqueniques. Os seus torreões quadrangulares, colocados junto às esquinas da parede frontal criando ângulos de 45º com esta e com as paredes laterais são um testemunho das igrejas de cariz jesuíta brasileiras no território nacional. Isto ficou a dever-se ao facto de a sua edificação ter sido promovida e financiada por um 'brasileiro', no século XVIII. Foi o seu contributo à terra que o viu nascer.
Construída no alto de uma pequena elevação é linda a vista que nos oferece. Melhor, era linda, a vista que nos oferecia. Agora o acesso da estrada à igreja está bloqueado por uma placa onde se lê: 'Caça Turística'.

Monte do Gavião, próximo do Carregueiro, entre Aljustrel e Castro Verde: outrora uma propriedade agrícola rentável que assegurava o escoamento dos seus produtos na estação de comboios a 'dois passos'. Reserva de caça para os quadros de uma das grandes empresas de celulose deste país.

Sabemos que é polémico o que vamos dizer. Mas não deveria sê-lo...

Se ninguém assisado coloca todos os ovos no mesmo cesto porque é que nós, alentejanos, vamos apostar tudo numa actividade económica?
É por sermos boas pessoas e darmos bons empregados de mesa? Bons guias de caça?
E quem não tem jeito para servir à mesa? Nem para ser guia de caça? E quem souber fazer mais coisas?...

han?!...Lisboa?

Publicado por Francisco Nunes em 06:42 PM | Comentários (5)

fevereiro 14, 2004

Freitas e o aborto. Uma história quase real...

Num campo de malmequeres, desviando-se de um cão que lhe ladrava e transpondo, a custo, um canteiro de alhos-porros ali plantado há uns anos, deu de caras com um menino anafado, de óculos, vestido à marinheiro e calçando sapatos de verniz espanhóis.
Num muro, em tinta azul celeste, o menino escrevia:

'A interrupção voluntária da gravidez praticada, a pedido da mulher grávida, até às 12 semanas de gravidez, presumir-se-á ocorrida em estado de necessidade desculpante, com dispensa da pena, salvo se o Ministério Público apresentar prova concludente em contrário.' *

Cambaleando, o Aborto afastou-se... sentia-se desprotegido, perdido...
Enfim! Sentia-se usado e incompreendido!
Ao longe ainda ouviu o menino a gritar alegremente aos pais:
- Estão a ver? Assim não me comprometo com ninguém e sou aceite em todos os clubes cá do bairro!

* Freitas do Amaral, Diogo; Proposta sobre o Aborto; Visão, nº 571

Publicado por Francisco Nunes em 01:49 AM | Comentários (3)

Abaixo a possível 'Geração 2000'!

Gostámos do Compromisso Portugal. Sim senhor. Nada de neo-darwinismos nem neo-liberalismos em excesso, nem darwinismos sociais.
Equilibradinhos e responsáveis.

Esperamos que não se constituam como uma tertúlia tipo 'Geração de 70'...

P.S. Se daqui a 20 anos ouvirmos falar em 'Geração 2000' vamos para o Nordéstxi (já não deve estar na moda...)

Publicado por Francisco Nunes em 12:45 AM

O Pipi Morreu:

é o que concluímos do espantoso número de comentários -0(zero) comentários (zero)0 à última posta de 12 de Fevereiro.
É pena... ou talvez não!
R.I.P.ipipipipi...tantantantantantan

P.S.:Não comentar com loles nem com dahas... tenham dó!

Publicado por Francisco Nunes em 12:33 AM | Comentários (4)

fevereiro 13, 2004

Israel desenvolve sistema de segurança revolucionário

Um composto de hidratos de carbono de origem animal pode ser a solução para combater os ataques de terroristas palestinianos.

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Publicado por Francisco Nunes em 03:18 PM | Comentários (4)

A propósito do bicentenário da morte de Kant

lembrámo-nos do nazismo...

A força moral que os alemães não teriam se não fosse o tarado do bigodinho...

Publicado por Francisco Nunes em 02:04 AM | Comentários (2)

fevereiro 12, 2004

O Meu Pipi

acabou? Ou, no mínimo, secou?

O que é que acham?

Nós... Nós achamos que (snif) sim, e muito antes de Dezembro...

Publicado por Francisco Nunes em 11:26 PM

A quem convém que se continuem a formar professores?

A Visão faz hoje capa do desemprego entre os professores.
Fica-se por aí... é normal!
Toda a gente vê essa situação.
Toda a gente se apercebe que continuam a formar-se professores.
Toda a gente sabe que a população escolar está a diminuir.
Toda a gente.
Toda a gente se fica...

As Eses continuam a formar professores.
As 'Vias Ensino' das universidades continuam a ter alunos.
Enfim...

Será que:
-Os sindicatos precisam de causas?
-Os professores das eses e das pedagogias precisam de trabalho?
-Os políticos precisam de coragem?
Deve ser isso...


Mas...
A uma média de 7000 novos professores recém-licenciados por ano, daqui por dez anos haverá mais cem mil licenciados (70.000 + os 30.000 já existentes) a ocupar serviços para que não têm habilitações nem vocação, ou mesmo desempregados...

A cegueira não produz nenhum rigor: produz histeria.

É cegueira não ver que os sindicatos de professores não podem ser verticais.
É cegueira não ver que se deve reduzir, ou mesmo, fechar, a admissão de novos alunos nos cursos para professores.
É cegueira não se ver que, como na Alemanha, os professores não devem ter a sua formação apenas vocacionada para a leccionação de uma disciplina por forma a ficarem com um leque de opções de trabalho docente mais alargado.

Se ao menos nesta 'terra de cegos' houvesse um zarolho...

Publicado por Francisco Nunes em 11:13 PM | Comentários (4)

E se o Vitorino não chega lá?

Vemos toda a gente entusiasmada com o possível candidato António Vitorino à menos possível, para ele, presidência da 'Comissão Europeia'.
Duas considerações 'à laia' de preâmbulo:
Consideramos o António Vitorino um homem competente.
Consideramos o homem ingénuo.
Consideramos positiva a sua acção em termos técnicos.
É justo dizer-se que tem deixado uma marca de competência técnica por onde tem passado.
Em termos políticos e pessoais 'cai em todas'...
O inenarrável Saleiro queimou-o por causa de um monte que lhe apresentou para compra. Saíu ele esturricado e o seu algoz a negociar o acordo de águas com os espanhóis...
Proposto para secretário-geral da Nato foi ultrapassado, por um holandês com um nome esquisito, na recta final. -'Trabalhito' da autoria do 'grande' Rumsfeld-.
Sendo já comissário europeu vê-se proposto para a presidência da Comissão.
Nós, em Portugal, babados, apoiamos.

Mas calma!...
Para que seja considerado candidato tem ainda que se sujeitar a uma escolha a realizar na 'cimeira dos 25' em Junho, depois das eleições para o parlamento europeu.

Mais uma vez Vitorino será um peão nas mãos de outrém...
Durão tenta só afirmar-se e afirmar Portugal no concerto das nações.
É uma boa jogada... Mas pode não ser a jogada de Vitorino.
A parada é alta.
Durão Barroso quebrou a solidadariedade com os seus correligionários europeus e isso, mais tarde, pode pagar-se muito caro!
É um ex-ministro do Negócios Estrangeiros de valor. Sabe que esta é uma 'cartada forte'. O que significa que não deve ter feito esta cartada à toa.
Durão Barroso não quer que se jogue só num tabuleiro na Europa. Portugal precisa de concentrar as suas 'forças', todos os seus trunfos, para conseguir marcar pontos numa altura difícil em que se joga a gestão de uma Europa a 25.
Com os deputados que o seu partido tem não pode aspirar a ter um peso definitivo no seu partido europeu.
Atirando os votos do PSD para uma causa nacional o seu peso duplicará uma vez que passará a jogar em termos nacionais -num parlamento que se prepara para não o fazer- com os deputados do PS, do PP e do PCP.
Desta forma o peso de Portugal é potenciado bem como o seu próprio peso pessoal.
E há muito a negociar...
E do muito que há a negociar o menos importante é, outra vez, o pequeno Vitorino...
As verbas que a Europa no QCA tem atribuído a Portugal têm tendência a restringir-se, primeiro a determinadas regiões, depois a determinadas quantias...
Um sufoco para um país como o nosso que viu desperdiçar milhões de euros em, como se diz aqui no Alentejo, 'rebuçados e pechaninhas'.
Neste quadro facilmente Durão Barroso abdicará de um comissário de outro partido em prol das indispensáveis verbas para este país adiado...
Até nem nos parece mal jogado, o Vitorino é que terá que ser boa pessoa...
Outra vez!

Publicado por Francisco Nunes em 06:20 PM | Comentários (4)

BLOGO-ALMOÇO-CONVÍVIO

Para que a idéia não esmoreça informamos que ''o 'Ao Sul' e o 'Praça da República' organizam um Blogo-Almoço-Convívio entre blogueres, bloguistas, bloguíticos, bloguinhas, etc..., em Beja, dia 28 de Fevereiro, Sábado, pelas 13H00.''

Objectivo: cavaqueira à volta do prato; juntar os amigos da blogosfera; conversas e desabafos; estreitamento de contactos; (e para nos conhecermos uns aos outros).

Podem participar todos os administradores de blogues.

O local do almoço será divulgado logo que se saiba o número de participantes.

Inscrições: através do meu endereço electrónico, que está logo no princípio da barra do lado direito, onde diz "Escreva-me". Na inscrição deve constar o nome do blogue, o nome do seu administrador, o número de acompanhantes e se tem algum tipo de restrição alimentar. Agradece-se que seja igualmente fornecido um outro meio de contacto que não o e-mail (não serão divulgados e após o almoço serão destruídos).

Muito importante: prazo limite de inscrições - 12H00 de 25 de Fevereiro (não se aceitam inscrições depois desta data/hora).

É provável que haja algumas surpresas.

Apela-se aos bloguers do sul que não faltem!

Publicado por Francisco Nunes em 02:05 PM | Comentários (1)

Em 2007 o Rock in Rio poderá acontecer simultaneamente em três cidades (Lisboa, Rio e Nova Iorque) durante 7 dias e 7 noites!

Vamos lá a ver se os músicos portugueses aproveitam esta oportunidade...

Publicado por Francisco Nunes em 12:44 AM | Comentários (1)

Oh Bin Doing tira as Bush à criança. Já estão c...das!

O sonho de muitos está prestes a realizar-se... A não ser que os burocratas atrapalhem.

Publicado por Francisco Nunes em 12:36 AM | Comentários (1)

fevereiro 11, 2004

A Vida É um Casino

(A propósito da 'Bratex' que levou alguns trabalhadores ao Casino de Espinho' meses antes de abrir falência. Ficaram sem trabalho 450 trabalhadores. Ordenado médio: 375Euros!
Esta notícia foi relatada por uma das trabalhadoras no 'Prós & Contras')


Estava feliz.
Depois de um banho quente, arranjou-se e perfumou-se; os cremes que a Luísa vendia nas horas vagas, o fato 'saia-casaco' que levou ao casamento de uma das primas mais novas e o perfume que o Zé lhe oferecera pelo aniversário de casamento.
Os sapatos -um pouco esfolados nas biqueiras- ameaçavam pedir-lhe 'sopas e descanso'. Com a língua presa entre os dentes a assomar ao canto da boca, retocou-os. Um 'toque' de verniz. Um pouco de tinta permanente preta da filha do meio, -truques de uma adolescência pouco endinheirada e já distante... Mais um pouco de verniz e uma 'esfregadela' com um pano de lã.
Pronto!
Cabelo arranjado na véspera, cara retocada, roupa de cerimónia, os sapatos 'quase como quase novos'...
Estava pronta.
Olhou-se no espelho...
Não estava como há 10 anos... Mas o Zé ainda 'olhava' para ela...
Tomou o autocarro.
Saíu.
À porta daquele elegante edifício outras mulheres já esperavam igualmente ansiosas e felizes.
Um dia diferente!...
Um sonho!
Enquanto se chegava às suas colegas e amigas, contornando um banco de jardim e esgueirando-se entre dois canteiros que se atravessavam antes do passadiço de acesso à porta de entrada, admirou aquela construção.
Em 35 anos de vida nunca tinha entrado num edifício assim.
Um casino.
O Casino das Chagas.
Ia ver como se divertiam os ricos... os que viviam bem.
Ouviu-se dizer de si para si: 'Um almoço no Casino com as minhas colegas, sentada ao lado das minhas melhores amigas.' Parecia-lhe agora mais real essa possibilidade... Depois de a ouvir pronunciar perante todas elas.
Pena que a Amélia não viesse (ah os ciúmes do Januário...). Mas contar-lhe-ia tudo.
Ia ver tudo com muita atenção para contar à Amélia. Era boa rapariga. Apreciaria a experiência relatada como se lá tivesse estado. Sem inveja nem mácula...
Meteu conversa com a Clotilde e com as outras... para matar o tempo.
O patrão, a secretária e dois dos administradores chegaram finalmente. Vinham descontraídos. Estavam habituados àquelas coisas...
De pernas periclitantes foi entrando no meio do grupo que seguia o patrão e os seus administradores e secretária.
Apreciando os candeeiros, os lustres, os espelhos, os estofos, os veludos, os tapetes, os jarrões, os móveis de estilo, os mármores... deu por si sentada à mesa.
Tanto talher!...
Conhecia bem os talheres de carne e distinguia-os dos de peixe e de sobremesa. Isso era fácil... Mas os copos! Uma confusão...
Resolveu não se preocupar mais com isso. Veria como fariam os 'patrões'.
Tudo tão lindo. Tão limpo...
Teve pena que as suas filhas, o seu Zé e a Amélia não pudessem apreciar aqueles luxos.
Aqueles sabores de pratos, cremes e molhos com nomes que soavam a francês... Deviam ser nomes franceses! Parecia-lhe...
Tinha já decidido: Quando o Zé fosse aumentado havia de ir com ele ao Casino.
Um encanto.
O patrão estava simpático. A secretária tinha o 'nariz menos empinado'. Os administradores deixaram a fleuma 'à porta' e falavam de futebol com o Sebastião e com o Lima.
Voltaria ali quando o seu Zé fosse aumentado... Mesmo que não fossem ao restaurante... Voltaria ali um dia!
Nem que fosse só para ver...
Dois meses depois o Zé foi aumentado. Mais 14 Euros. 14 Euros!...
Ela foi despedida.
Não queira o sapateiro...

A Clotilde e o Lima ainda estavam pior. O filho que tinham a estudar no Porto já deixara a universidade...

Publicado por Francisco Nunes em 08:39 PM | Comentários (1)

O Grande Timoneiro dos Americanos

Será este senhor o Grande Timoneiro dos Americanos?
Então porque é que nos últimos tempos a sua actividade tem sido um plágio da obra literária deste Inglês com um nome afrancesado?
Estavam a pensar no Bush? Então?! Porquê??!!

Publicado por Francisco Nunes em 01:01 AM | Comentários (1)

fevereiro 10, 2004

!!!!!!!!! O Pravda nega que os Americanos tenham posto os pés na Lua!!!!!!!

Mais pormenores?

!!!! AQUI !!!!

Publicado por Francisco Nunes em 11:23 PM | Comentários (1)

494 apoiaram; 36 estiveram contra e 31 abstiveram-se... - A emergência de um novo puritanismo disfarçado de estatismo ou os riscos do tolerantismo?

Foi aprovada a primeira leitura de uma lei que se destina a proibir o uso ostensivo de símbolos religiosos nas escolas públicas. Esta votação uniu todas as sensibilidades políticas francesas. Este texto ainda será sujeito à aprovação do Senado francês a partir de 2 de Março.
Jean Glavany, deputado socialista, justificou esta lei pelo apelo que a comunidade educativa lançou aos políticos no sentido de evitar o proselitismo religioso manifestado por alguns alunos. Por outro lado é 'emancipadora e protectora para todas as mulheres'.


Mas estas declarações levantam-nos algumas questões:
1.- A sociedade francesa é (era), em muitos aspectos cínica e hipócrita, mas tolerante face ao outro... Sê-lo-ia de facto?
2.- Até que ponto não foi longe de mais na aceitação de costumes contrários às tradições francesas dos emigrantes por questões de interesse económico?
3.- Até que ponto os franceses comuns não teriam o direito de ver respeitadas as suas leis por estrangeiros?
4.- A bandana, o véu, o tchador ou a burka são elementos atentatórios de alguém que os usa de livre vontade?
5.- A França não poderia assegurar a liberdade de quem não os quisesse usar face a pressões familiares ou do meio social em que viva?
6.- De alguma forma o materialismo do Ocidente não terá atirado todos estes jovens de ascendencia magrebina para atitudes prosélitas de cariz religioso?
7.- Que valores oferece hoje o Ocidente a quem o visita?
8.- O Ocidente terá caído no 'tolerantismo'? Pior: na ausência total de valores? (um dos filósofos franceses da actualidade fala dos valores 'a la carte'...)
9.- E em Portugal? Poderemos cair neste extremar de posições?
10.- Já reparam nos paralelismos possíveis de estabelecer entre os anos 30 e a primeira década deste novo século? São muitos... e para evitar que se cometam erros do passado não basta proibir a venda de uns livrecos e lutar contra a expansão de alguns 'sites' nazistazecos ou fascistóides...
12.- A esquerda solidária ou a direita dos valores existem em Portugal? Onde é que isso se manifesta?
Não é preciso dar exemplos de ausência de valores na nossa sociedade ou na nossa vida política... Ou será?
Não é preciso citar o nome e a morada das pessoas que sabemos que se demitiram da educação cívica dos seus filhos... Ou é?
Quantos de nós substituímos os valores morais pelos valores materiais?
Quantos de nós substituímos a conversa de final de dia com os nossos filhos por prendas caríssimas no Natal?
Quantos de vós, sem nos conhecerem de lado nenhum, não estão já a achar-nos moralistas? -Francamente, não o somos... E o problema está precisamente aí...

Publicado por Francisco Nunes em 09:21 PM | Comentários (8)

Uma rapariga destas é estudante? De quê? De Política Social?! POLÍTICA SOCIAL!!!!

[sem mais palavras...]

Publicado por Francisco Nunes em 08:20 PM | Comentários (5)

O D. Sebastião, hoje,

não era 'esmagado' num campo de batalha, provavelmente, e com a mania que tinha de andar a cavalo em manhãs de nevoeiro, era atropelado...

Publicado por Francisco Nunes em 03:00 PM | Comentários (1)

O Quinto Império

é uma superprodução de Hollywood? Assim tipo 'Guerra das Estrelas'?

Publicado por Francisco Nunes em 09:32 AM

Ouvimos barulho lá fora

Podia ser o D. Sebastião...
Os ruídos até eram metálicos,
a armadura, e tal...
Fomos ver,
eram os 'gaijos' do lixo.


Nota:

Raios partam as leituras
mais intelectuais desta posta!
Avisamos já:
não temos a capacidade de elaborar afirmações com conotações dispares da realidade. Até porque qualquer comparação entre o carro do lixo e a nossa realidade é pura maldade.
Não acham?
Han?
Acham, não acham?
Bom!...
Nós não achamos nada (ponto).

Publicado por Francisco Nunes em 01:23 AM | Comentários (1)

Têm sido de nevoeiro todas as manhãs aqui na Planície, isso

deve querer significar que El-Rei D. Sebastião está a chegar.
Até que enfim!

Publicado por Francisco Nunes em 12:40 AM | Comentários (4)

fevereiro 09, 2004

De facto os políticos não nos conhecem... Ou por outra, não nos reconhecem... inteligência.

Os políticos não reconhecem inteligência aos portugueses por uma série de razões:
1ª.- Porque os portugueses continuam a votar neles.
2ª.- Porque ainda os ouvem na televisão.
3ª.- Porque confundem os portugueses com os tipos das bandeirinhas, dos sacos de plástico e dos comícios.
4ª.- Porque confundem os portugueses com os tipos de ar imbecil das claques.
5ª.- Porque convivem com lelinhos do futebol que lhes levam massas - sempre as mesmas 'massas trabalhadoras...'-.
6ª.- Por causas das cartas que recebem e das denúncias invejosas que devem ter que aturar.
7ª.- Porque os confundem com os imbecis que vão ao Big Brother e afins.
8ª.- Porque confundem opinião pública com opinião publicada.
9ª.- Porque vêem televisão... e não sabem que só param para responder aos jornalistas em sondagens de rua os populares mais cabotinos que querem aparecer no boneco.
10ª.- Porque não se apercebem que os portugueses com algo para fazer não vão, nem gostam de ir a beija-mãos.

O leitor deve interrogar-se da necessidade de todas estas justificações... Simples! Ficou provado na sondagem que o Público publicou hoje que os portugueses aceitam os sacrifícios que a integração plena que uma Europa mais competitiva lhes pede e o desmando que o Guterres levou a cabo neste país exige... Mas não precisam de os tratar por parvos:
- Não precisam de se sujeitar aos lelinhos do futebol.
- Não precisam de fazer leis repetidas avulsas.
- Não precisam de aparecer nas revistas côr-de-rosa.
- Não precisam de distribuir tachos...

- Precisam de conhecer as leis existentes e aplicá-las.
- Precisam de governar e explicar-lhes o que fizeram e porquê com bons modos, educação e entre iguais.
- Precisam de fazer o que está no seu programa de governo e explicar, não o que falhou, mas o que já foi feito e o que falta fazer.
- Precisam de nos habituar a dizer-nos antes das legislativas: - prometemos fazer 67 coisas e apenas fizemos 54. Lamentamos.
Os portugueses perdoariam, ou não. Mas ao menos havia honestidade de relações... Não era preciso andarmos para aí boquiabertos com os noruegueses, ou com os irlandeses... (mas isto já somos nós a sonhar...)

Publicado por Francisco Nunes em 08:41 PM | Comentários (2)

Há 103,5 anos! Tal como Hoje!...

É engraçado verificar como tem evoluído pouco a nossa sociedade nos últimos tempos.
Dos desmandos da política encarregaram-se de sobremaneira o Eça e o Ramalho de Ortigão.
O nosso Fialho d'Almeida também se lhes referiu. Mas, homem mais ligado ao povo, por nascimento e por temperamento, não lhe passaram ao lado questões sociais. Da sua ligação aos jornais retirou um sentido muito crítico da forma como então se fazia jornalismo.
Os tempos são outros, algumas situações evoluiram e alteraram-se -até para pior!- mas é arrepiante verificarmos a continuidade de tantas situações menos claras e menos humanas até aos nossos dias.
Lendo Eça, lendo Ramalho ou lendo Fialho concluímos que a 'corja' continua a fazer regras neste rectângulo...
Ainda hoje apareceu no Público a justificação da medida do Juiz acerca do caso Carlos Cruz.
Não tinha que ser assim.
Não teria?
Só desta forma -nos jornais- nos foi possível perceber as razões do juiz... e são muitas e suficientes...

Adiante...


Esta e a posta abaixo foram retirados de um dos fascículos dos


GATOS
Publicação Semanal,
d'Inquerito à Vida Portugueza

N.º 16 - 27 de Setembro de 1890

PORTO
Typ. da Casa Editora ALCINO ARANHA & C.ª
91 a 95, Rua do Bonjardim, 91 a 95

Filial em Lisboa
75, Rua dos Retrozeiros, 75

Esta publicação decorreu até 1894 , sempre a cargo de Fialho d'Almeida.

Escreve o autor a propósito de um estranho costume de alguns energúmenos das élites sociais de então:

1.ª

'24 de Setembro
Os jornais noticiavam há dias dois casos de violência exercida sobre menores do sexo feminino, acrescentando que era o sexto caso d'este género de que as autoridades do distrito tomavam conhecimento, durante o mês corrente. Infâmias de igual jaez têm os periódicos de Lisboa descrito e comentado, nos últimos tempos - desde a mulher da rua do Arsenal, que ia recoltar pequenas de 14 anos à província, para o tráfico do amor infame, até à d'aquela neta que a avó cedeu à mulher d'um cocheiro, a qual ia todas as noites vendel'a, por essas casas de passe, aos apetites sadicos de meia dúzia de velhos devassos. Devemos confessar que estas monstruosidades não eram frequentes aqui há cinquenta anos, como agora, em Portugal [...]'.

Publicado por Francisco Nunes em 08:02 PM | Comentários (1)

2ª O nosso patrício Fialho

O nosso patrício Fialho d'Almeida falava assim da Imprensa Portuguesa, a propósito de um oficial que se viu difamado aos 62 anos, em Setembro de 1890:
'[...] Acareando entretanto as notícias em que os diferentes jornais de Lisboa se ocuparam no mesmo dia, do monstruoso crime!!!, fácil se descobriria em todos, redacção identica, ferindo os mesmos pontos, e por tal forma acentuando o carácter de chapa, que era impossível não advir nas duas seguintes conclusões:
- que era o mesmo indivíduo, evidentemente interessado na acusação, quem passava aos jornais cópia do mesmo artigo, que todos publicaram, sem escrúpulo de se fazerem órgãos de alguma secreta conjura contra o indigitado desflorador.
- Ou então seria o mesmo desleixo, o mesmo abuso de força jornalística, afeita a esmagar reputações a esmo, quem, transcrevendo as notícias lidas em colegas, le coeur leger et souriant, fazia resvalar a missão da imprensa a um gabinete negro de calúnia, e a obra do jornalista delir-se, em pasquinagens cobardes de energúmenos.
Ora, qualquer dos casos a dar-se, a depressão moral do jornalismo português é coisa assente, e urgiria remodelar os processos de fazer jornal, por maneira a pedir responsabilidade aos escritores pelo que escrevem [...].
[...] Durante quinze anos anos, a pessoa que escreve esta linhas [o nosso Fialho d'Almeida] laborou pelas secções literárias e teatrais das folhas diárias, podendo aí analisar à vontade a anarquia interior de cada uma. Na maior parte das vezes, a única influência que o redactor em chefe tem sobre o quadro dos seus colaboradores, consiste n'uma adaptação mais ou menos bem parodiada, da linguagem que ele emprega nos artigos de fundo.
Percorram-se os jornais que actualmente correm por Lisboa. Quasi todos poderiam extremar-se p'ra dois campos: o dos que dão p'ra baixo, e os que não querem escandalizar o assinante. No fundo porém, é a mesma furiosa luta pela vida, sem escrúpulo nos meios de fazer leitores, e apenas jogando com baralhos de cartas diferentes. E aqui detenho-me. Onde escrevi baralhos de cartas, peço que leiam baralhos de reporters.

Publicado por Francisco Nunes em 07:52 PM

fevereiro 08, 2004

Grandes empresas da moda patrocinam polémica legislação francesa sobre símbolos religiosos com

o objectivo de ganhar dinheiro com bandanas e lenços 'de marca' e que estejam na moda.
As mesma fontes já prometeram criar tchadors e burkas sensuais e provocantes.
Um criativo afirmou-nos que uma burka bem desenhada transforma uma mulher 'deslavada e a atirar para o saco de batatas' numa bomba sensual de grande carga erótica.
Nós acreditamos.
Portanto somos contra o uso de bandanas, véus, tchadors e burkas foleiras do 'relógio' e completamente a favor da moda nestes elementos, ditos simbólicos, do vestuário.
Neste sentido pronunciou-se também o ministro da Educação, Luc Ferry, autor do projecto de lei, que tentou explicar que uma bandana que seja usada, não por moda, mas por razões religiosas poderia também ser proibida.

Publicado por Francisco Nunes em 11:34 PM | Comentários (2)

Ainda a Igreja e a Família

Lemos o Osservatore Romano de alto a baixo... Fala do casamento, da qualidade perene e imutável do matrimónio, do aborto, do direito à vida, das dificuldades que os casais sentem hoje em ter filhos, da sociedade em que vivemos e que agride a família...
Pronto. Concordemos, ou não, expõe a posição da Igreja face à sociedade em que vivemos.
Não se fala do fim da violência doméstica a partir da procriação...

Os senhores bispos espanhóis estavam a brincar? Não estavam?... Era uma ironia? Era... Não era?!...
Brincalhões!...

Publicado por Francisco Nunes em 03:59 PM | Comentários (3)

Quer sobreviver aos socos (ganchos e directos) do seu marido?

Quer mesmo?
Aborrecem-na já as nódoas roxas?
A desculpa da queda na banheira já não pega?
Está disposta a sacrifícios?
Fará o seu melhor para conseguir sobreviver-lhe?

A Conferência Episcopal Espanhola tem a solução:
- Deixe-se de modernices.
- Deixe-se de 'mariquices'.
- Procrie!

Publicado por Francisco Nunes em 01:14 AM | Comentários (6)

fevereiro 07, 2004

Traduções... Traições...

Fomos ver o Lost in Translation...


1º as Traições:

- A tradução... Lost in Translation - O amor é um lugar estranho (!!!!).

- O sentido...
Um americano, actor, de 50 anos+/-, infeliz com o 'utilitarismo' em que caíu a sua vida profissional - faz anúncios a uísque no Japão por uma fortuna preferindo, apesar de tudo, o palco- e com a sua vida familiar - a relação com a sua mulher esfriou e são os filhos que dão chama ao seu casamento-. Nítida crise de andropausa.
Uma americana licenciada em filosofia, jovem, casada há dois anos com um fotógrafo de sucesso a fazer um trabalho muito bem pago em Tóquio. A americana não sabe ainda o que fazer da sua vida profissional e sente-se desapoiada pelo marido...
Estes americanos envolvem-se numa profunda relação de amizade num meio em que a língua, o japonês, é completamente desconhecida e os costumes são estranhos aos olhos de um ocidental.
Ela põe em evidência a sua 'crise de meia-idade'; ele trata-a como a uma filha. A evolução desta relação é travada precisamente pela diferença de idades, pela amizade e compreensão que os une e pelo facto de não poderem considerar-se acabadas as suas relações matrimoniais.
São dois indivíduos em mudança.
Ele na andropausa; ela 'na vida de mulher casada' ainda sem rumo profissional.- (Translation!)
A Sofia Copolla joga precisamente nesse trocadilho: Translation/Tradução vs Translation/Mudança.

Este filme não é uma comédia apesar de ter muitos momentos hilariantes (mas desta traição não tem o tradutor culpa...).


Agora as Fidelidades:
É de facto um grande filme. É um filme 'à Copolla'...
Filha de peixe...

Publicado por Francisco Nunes em 10:51 PM

Mas para quem é que se governa em Portugal?

-Ainda a posta do Isidoro de Machede.'Puseram a raposa a guardar o galinheiro???!!!'-

Já poucas coisas nos espantam.
Não acreditamos, ainda(!), que sejam os miúdos, explorados e mal pagos, das batatas e dos hamburgueres a fazer as criticas gastronómicas dos restaurantes.
De qualquer forma, temos levado 'grandes barretes' em restaurantes aconselhados em roteiros de Regiões Turísticas e de jornais... (o restaurante mais aconselhado em Beja, às vezes, até dá dó!...)
Mas achar que a McDonald’s é um patrocinador fiável...

Daqui lançamos uma sugestão- Isidoro, segure-se que esta é para si:
As confrarias gastronómicas não podiam ter 'equipas de choque' que, sem aviso e sem se identificarem comparecessem nos restaurantes e, no seu 'site', publicassem as suas opiniões sobre a confecção e a qualidade dos produtos nos restaurantes da sua Região?
Vem isto a propósito da forma como os críticos se apresentam nos restaurantes, com carta de apresentação e tudo... por outro lado os 'gravatinhas' das Regiões de Turismo têm mordomias esquisitas nesses restaurantes.
Propomos, só para princípio de conversa, dois nomes para esse trabalho no nosso Alentejo: você e o Alfredo Saramago.
Não se pretenderia aumentar o desemprego na Região, pretender-se-ia recompensar o mérito. Só se refeririam os restaurante com 'nota' positiva.

P.S. Vindo cá mais para baixo teriam aqui cama. A nossa casa está à vossa disposição.

Publicado por Francisco Nunes em 01:42 PM | Comentários (4)

Os Gatos na 'Barateira' da Trindade

Descobrimos, neste alfarrabista, uma preciosidade:
Os vários números dos Gatos de Fialho de Almeida em primeira edição...
O preço?...
O que é que o c... tem que ver com as calças?
Ainda lá deixámos, encadernados, os números 5 a 17... Não quisémos ser garganeiros e já os tinhamos, repetidos e tudo... E depois... vimos uma lágrima, que não nos pareceu 'de crocodilo' nos olhos do alfarrabista...

Han?...
Isto também já chegava de choros e raivas!...

Publicado por Francisco Nunes em 12:32 AM

fevereiro 06, 2004

O Eduardo Cintra Torres vendia parabólicas nas Amoreiras: que escroque!...

A propósito de um artigo do Eduardo Cintra Torres, que comentámos alegremente, um leitor informou-nos que este 'bandalho' até vendeu parabólicas nas Amoreiras...
Bolas.
Não há nada pior que um vendedor de parabólicas!
Uma corja!
Num país de jeito seria proibido vender parabólicas.
E, o que é pior!... Não só vendeu parabólicas, como expressa publicamente as suas opiniões! O energúmeno!...
Perguntamos:
Porque é que o Cintra Torres não está preso? Han?
Como é que ele se atreve?
Cáspite!!
E diz o mesmo leitor:
'Estou tentado a dizer que a nossa Mãe anda na "vida", temos de ser filhos da p.....
Sem ofensa.'

Nós não nos ofendemos nada...
Mas aconselhamos este nosso leitor a passar lá por casa mais vezes... À cautela...
Francamente!

Quanto àquilo que o ECT escreveu... mantém-se?... Será verdade?... Estará bem escrito e bem fundamentado?...
Ou não?... Han?

Publicado por Francisco Nunes em 11:15 PM

fevereiro 05, 2004

Na Trindade, nem o molho do bife...

A Trindade está triste.
Aquela figura barbuda, de ar reflectido, um poucochinho para o sorumbático, fazia lá falta... Dava um espírito próprio àquele lugar.

O Expresso, há uns tempos, relatou a sua vida de empregado de comércio. Trabalhava numa livraria e gostava de crianças. Ao que constava era para elas que reservava os seus sorrisos.
Sofria de 'mal de amores'...
Sublimava as suas mágoas e inseguranças barricado atrás de garrafas de Sagres preta -pedia sempre 3 garrafas: um litro de cada vez. Expunha-as com vaidade. Defendia-as do empregado de mesa que, ou distraído, ou novo na casa, as pretendia recolher. Aquelas garrafas eram um troféu.
Seriam talvez o seu troféu.
A última vez que o vi estava trémulo. Não bebia cerveja; bebia chá... Os seus olhos vagueavam frios pela sala. Abraçava ainda, como lhe era peculiar, a cadeira do lado com uma mão, enquanto a outra estava encarregada de lhe levar chá ou fumo à boca. -Acabei por aceitar a alteração de líquidos sem nenhuma estranheza...-
Depois de pagar a conta, em silêncio, preparou-se para se levantar.
Levantou-se a custo, periclitante, lutando com a cadeira e com o orgulho. A barba, que felizmente mantinha, não conseguia esconder a dor física que se lhe adivinhava nos movimentos.
Triste... Mas estava vivo e a Trindade continuava a recordar-me as conversas de estudantes e as cervejas com batatas fritas e mostarda...

Essas recordações ficaram mais ténues com a partida do 'Barbas'.
Parece-me que com ele se enterraram os nossos sonhos para o Mundo.
O 'Barbas', de certa forma, levou um bocado da nossa vida de estudante com ele.
Nunca trocámos uma palavra. Provavelmente nunca nos fixou as feições. Mas a sua presença era importante. Era um esteio para as nossas conversas, para as nossas discussões... Era uma responsabilidade 'discorrer' na presença de um sábio revolucionário, como muitas vezes o imaginei.
Imaginava-o, não se riam, mais ou menos como o 'Proudhon da Trindade'...


A Trindade, esta tarde, não me disse quase nada... já não tem jornais e o molho do bife já não é o que era (ponto).

Publicado por Francisco Nunes em 07:52 PM | Comentários (4)

Radicais vs. Moderados

Lemos algures, há muito tempo, esta 'imagem' que nos deixou marcados:

Um radical afirma que dois e dois são quatro.


Vem outro radical e assevera que dois e dois são seis.

Felizmente,
chega
um
moderado

que
garante,
conciliador
e
razoável,
que
dois
e
dois
são...


...5!!!

Publicado por Francisco Nunes em 01:31 AM | Comentários (2)

fevereiro 04, 2004

Em alentejano diz-se 'não é gaio nem cuco'.

Em Portugal (e no Alentejo, claro):
'Não é carne nem peixe'.
'Não é pão nem bolo'.

No Largo do Rato (e arredores):
'Terceira Via'.
António Guterres.

Em Espanha:
Caso Conde.
Gutierres.

Em Inglaterra:
Tony Blair.

Na nossa rua:
Não é nada... nadinha...

Publicado por Francisco Nunes em 11:21 PM

Estás perceber Saddam? han?

(Tschaskk) - Toma!
- Ma... mas eu não fiz nada!
- Não fizeste nada?!...
- Ehhu?!... não. Não fiz nada...
- Mas pensaste Saddam!... mas pensaste...

Publicado por Francisco Nunes em 10:58 PM

A Genética

A Classe Social, para ele, era muito importante. Era... determinante!
A origem. O berço.
A genética.

Nascera filho único numa casa quintaleja com brasão e tudo.
Era o 'menino'.
Tratava pelo primeiro nome o velho jardineiro e hortelão da propriedade... o Joaquim.
O Joaquim morava num casinhoto ao fundo da propriedade com a Arminda, a cozinheira da casa.
Longe do amplo portão que dava acesso, por entre jacarandás, ao edifício seiscentista que servia de casa aos Sousas Mirandas.
Depois de uma escada granítica que abria os seus braços aos visitantes uma porta curvava-se esmagada pelo peso de um brasão a dois panos: O brasão dos Sousa Mirandas...

Toda a gente estranhou quando, numa manhã fria de Fevereiro apareceu pendurado pelo pescoço na velha nogueira que, no pino do Verão, dava sombra ao poço e ao tanque a esverdear do desuso em que caíra.
Pairando, de biqueiras juntas e descaídas, o último Sousa Miranda sorria. A língua, ainda húmida, espreitava quezilenta por entre os dentes amarelados. Os ombros caídos, descansados. Os braços acompanhavam, sem protestos, o seu corpo sem vida. Os punhos cerrados. Por entre os dedos da mão direita uma ponta de carta hesitantemente manuscrita. Um resto de texto: '[...] descolpame a cubardea filhu, a tua mãi que te ama, Arminda.'

Publicado por Francisco Nunes em 03:18 PM

fevereiro 03, 2004

Cáspite!!!

Estou a ver o 'Parlamento'...
Sinto-me agoniado, enjoado, arrepiado, tenho naúseas, trémitos, suo, mexo-me, agito-me...
Que corja...

Publicado por Francisco Nunes em 11:29 PM | Comentários (2)

Bolas, afinal engánamo-

nos... O Pimenta já veio maçar o árbitro do jogo...
Só não percebemos porque é que se diz que há excesso de prisões preventivas...

Publicado por Francisco Nunes em 08:58 PM

QUEREM BEIJOS?! Então tenham juízo...

AQUILO QUE SE PASSOU ONTEM NÃO PODE VOLTAR A REPETIR-SE.

Vamos lá a ver se ...

Um ESCÂNDALO!

... se a gente se entende...

Uma Vergonha!

Vamos lá que tenho mais que fazer...

O Euro 2004 aí à porta!...

Eh pá! querem inaugurações?

A UEFA a pressionar-nos...

placas comemorativas?

a opinião pública...

bandeirinhas?

as pessoas comentam...

criancinhas? velhinhas?

de qualquer maneira...

Massas?

Mas devíamos...

Querem massas?

mas...

Calma e juízo, carago!
Calma!

E o que é que faremos?...

Esta merda é uma situação normal em futebol que os comunas e esses gaijos todos que querem acabar com a democracia estão a exagerar para nos atacar!

E... e vamos dizer o quê?...

Bom... Para já vamos dar o valor a este acontecimento que ele, de facto, tem.
Primeiro acalmamos este pessoal todo...

-Bem visto senhor Major... bem visto!...

Publicado por Francisco Nunes em 03:30 PM

Felicidade

Naquele estádio não se passou nada de assim tão anormal...
O Valentim é que sabe...
Aquele jogo foi, não demorará muito, um jogo normal... quase amigável!
O árbitro do Guimarães - Boavista é que anda eufórico:
Conseguiu sair vivo da 'arena' e a sua acção tem passado mais ou menos despercebida.

Publicado por Francisco Nunes em 09:26 AM | Comentários (1)

fevereiro 02, 2004

Queres ser deputado? Faz-te dirigente 'desportivo'...

O Governo agendou para o final da tarde uma reunião de urgência com a Liga, após os actos de violência ocorridos no jogo de ontem entre o Vitória de Guimarães e o Boavista.
Para quê?
Se há imagens aja-se criminalmente contra os energúmenos que provocaram desacatos.
Ou para se ir 'à bola' é preciso agrupar cidadâos em rebanhos e atribuir-lhes o mesmo livre arbítrio que se atribui a uma ovelha... ranhosa e tudo?
Que força têm os políticos face ao mundo do futebol.
Quantos 'lelinhos' estão em locais de destaque na vida política portuguesa?
Quantos políticos começaram a sua vida política como 'lelinhos'?
Em que é que o futebol nacional melhorou com a passagem de todos estes políticos por aquele mundo?
A Fatinha de Felgueiras começou a sua vida política como?
A Elisa diz a toda a gente que é do Fiê.Ciê.Piê porqüê?
Ou o Gomes, ou o outro?
Porque tem peso político O Valentim?
Porque tem peso político o inenarrável 'boss' de Matosinhos?
Porque tem peso político o Lello (o grande lelinho).
Porque tem peso político o Meneses de Gaia?
Porque tem peso político o Benfica, ou o Sporting, ou o Porto, ou o Boavista, ou...?
Porquê?
Quantos 'jovens turcos' se preparam para 'atacar' a sua autarquia a partir do clube local?
Será isto aprofundar a nossa vida política?
Será isto credibilizar a nossa democracia?

O Isidoro de Machede, aí há uns dias, revelou-se farto de tanta opinião nos blogues, nos jornais...
Tem razão.
De facto dar opiniões é fácil...
É uma catarse a que os portugueses se dedicam com gosto.
Acontece que temos medo das soluções...
Temos medo de cativar gente com capacidade para a política.
Temos medo de tratar os clubes de futebol como se trata qualquer contribuinte.
Temos medo de levar a tribunal os dirigentes desportivos que amotinam as corjas (assumimos esta expressão) locais.
Temos medo de tratar estes energúmenos como eles merecem...
Se calhar, nós, os portugueses, devíamos não votar, por princípio, em qualquer 'mangas' que tenha tido ligações a este mundo...
Lembramos, a este propósito, o que anda a dizer há muito tempo a Dra. Maria José Morgado a propósito das mafias do futebol...
Devíamos aceitar que os políticos fossem bem pagos.
Devíamos aceitar que não fossem perfeitos.
Devíamos deixar de comprar os jornais de escândalos...
Enfim... devíamos.
Porque nós temos todas as 'culpas neste cartório'.

Publicado por Francisco Nunes em 05:40 PM | Comentários (4)

Nunca seria sócio de um clube que tivesse um sócio como eu.

Porque será que este pensamento , retirado de uma frase famosa de um dos Marx, nos tem assolado tanto ultimamente?
Nem queremos fazer ideia...

Publicado por Francisco Nunes em 02:57 PM

Não é ser desmancha-prazeres,

mas a sondagem publicada ontem prova o contrário daquilo que o 'povo de esquerda' quer que prove.
A sondagem prova que os portugueses estão fartos do Portas e do Barroso mas ainda não se esqueceram do primeiro-ministro que foi para a política para ser beatificado...
Numa sondagem como aquela deve ver-se o número de abstenções, a altura em que foi feita a amostra...
A resposta à questão 'Acha que outro governo faria melhor?' não pode ser esquecida.
Parece-nos que a Esquerda continua a ter problemas com os números... enfim!

Publicado por Francisco Nunes em 01:01 AM

Fialho de Almeida: Esqueceram-se dos gatos...

O grande escritor Fialho de Almeida, sofreu em vida por ser honesto, ter bom coração e ser frontal... Este feitio arranjou-lhe inimizades fortes.
Morreu na penúria...
Passámos pela casa da Cuba onde morreu e pela casa de Vila de Frades.
Abandonadas. Esquecidas. Tristes.
Haja quem olhe por esta situação!
Já!!!
Um homem que 'miando pouco, arranhando sempre e não temendo nunca' em vida se cansou, merece melhor destino para a sua memória...

Publicado por Francisco Nunes em 12:28 AM | Comentários (1)

fevereiro 01, 2004

Esperamos com ansiedade que a 'comunidade internacional' se cale!

'Mais de um terço dos deputados iranianos demitiram-se hoje, aumentando a tensão política à volta do caso da rejeição, por parte da ala conservadora do regime, de uma série de candidaturas da ala reformadora às próximas eleições legislativas.' in:Público
O que convinha mesmo a estes deputados era que tivessem o apoio do bifes e dos américas...
Até trememos... apostamos que os vão apoiar nos próximos dias... Irra!

Publicado por Francisco Nunes em 11:36 PM

Tão cedo não nos apanham lá!

Na Pousada de Alvito comiam-se, por esta altura, uma migas de espargos bravos espectaculares.
Gulosos estivemos lá hoje.
Já não fazem esse prato... a nova gestão... Deram-nos migas de grelos. O poejo que as apaladava tornava-as comestíveis.
Acompanhadas por 'cação gigante' (peixe-gato) recém descongelado frito, uma espécie de peixe descoberta nos restaurantes típicos para apanhar parolos embasbacados como nós.
Estavam boas... bah... comiam-se.
Lembrámo-nos, sorrindo, do Alfredo Saramago que, irado, propunha a perseguição criminal e profissional a quem desprezasse a comida tradicional portuguesa. A quem desprezasse a boa cozinha: Tem razão.

A carta dos vinhos também não era famosa e as vinhas estavam à vista. A gozar-nos.

Doces conventuais?
Optámos por uma laranjas de Alvito. Salvaram-nos a refeição.

O preço: internacional (60 Euros, 20 por conviva...).

Vamos apanhar umas acelgazitas numa destas tardes... estão no 'ponto'.

Tão cedo...

Publicado por Francisco Nunes em 10:47 PM | Comentários (3)

O Bush não é descendente de Portugueses...

...muito simplesmente porque a D. Urraca não era portuguesa... era leonesa e filha legítima de D. Afonso VI.
Esta Dona Urraca casou com um fidalgo da Borgonha, Dom Raimundo, primo de D. Henrique (o pai do nosso Afonsinho I). Deste casamento resultou o nascimento do último rei leonês de Portugal, o Imperador Afonso VII...
O nosso Afonsinho era filho de Dona Teresa, filha ilegítima de Afonso VI.

Ufff!!!! Ainda bem que o Expresso se engana...

Publicado por Francisco Nunes em 12:46 AM | Comentários (3)