A propósito da posta abaixo lembrámo-nos do Tabucchi. Há uns tempos este italiano disse uma coisa que nos pode transmitir alguma esperança. Mais ou menos isto:
'Os Portugueses são o povo que conheço que convive melhor com os paradoxos.'
Pode ser que tenha razão... Esperemos que sim!...
de grunhos.
Temos o nível mais baixo de educação da Europa.
Temos o mais baixo nível de exigência face aos políticos da Europa.
Temos a administração pública mais ineficiente da Europa.
Temos as burocracias mais brutais da Europa.
Temos indíces de corrupção que enganam qualquer estatística.
Temos um sistema de saúde hilariante.
Temos um injusto sistema de justiça.
Temos políticos inenarráveis.
Temos uma educação programada para perpetuar os actuais níveis de 'grunhice'.
Temos partidos de direita que 'deíficam Salazar' (um dos fundadores da grunhice nacional).
Temos partidos democráticos que 'deíficam' a integração (em quê?) e esmagaram o ensino profissional.
Temos partidos de esquerda que transformariam de bom grado o sistema de ensino numa madrasta marxista.
Temos empresários que sofrem de subsidiarite.
Temos sindicalistas que desconhecem as condições de trabalho dos seus ex-colegas.
Confundimos rigor com falta de educação.
Confundimos rigor com exploração.
Confundimos rigor com arbitrariedade.
Confundimos rigor com mesquinhez.
Confundimos disciplina com fascismo.
Confundimos disciplina com salazarismo.
Confundimos disciplina com militarismo.
Confundimos desenrascanso com inteligência.
Confundimos desenrascanso com espírito empreendedor.
Confundimos desenrascanso com empreendedorismo.
Confundimos humanismo com tolerantismo.
Confundimos tolerância com displicência.
Confundimos confiança com porreirismo.
Não temos nada e confundimos conceitos básicos...
... Mas a integração entusiasma-nos.
Quanto a nós... nós tememos pelo futuro de muitos inocentes incapazes que o país continua a criar...
Do escândalo envolvendo Gomes, Pinto da Costa, Família Ramalho resultará apenas o hipotético 'entalanço' do Nuno Cardoso?
De facto... tudo boa gente.
Já aqui falámos, umas postas abaixo (Coisas da História do Alentejo e do Campo de Ourique VII), de todos os profissionais que, em Março, se instalavam na Perdigoa para que fossem feitas as 'montas' do gado ovino e caprino (ovelhum e cabrum [sic]) forasteiro ao Campo e que se dirigiria a outras paragens.
Era o escrivão quem passava as certidões do gado já 'taxado' e as entregava aos pastores e aos pastores. Constituíam-se como uma espécie de 'guia de marcha' que lhes permitia não serem já incomodados pelas autoridades.
Do escrivão dependia ainda o ordenado do próprio ouvidor, certificando a sua presença na Perdigoa durante todas estas contagens...
O ouvidor escolhia (elegia) os oficiais (escolhedor, contador, apontador, pegadores e almagrador), idóneos e ajuramentados, que assegurariam o sucesso desta tarefa. O almagrador era o responsável último pela monta. Estava no fim do processo. Cabia-lhe a responsabilidade de marcar animais a mais ou, o que seria pior para a Fazenda Real e para ele, a menos.
O ouvidor não poderia permitir, sob nenhum pretexto, a presença de rendeiros de siza nesta área para não perturbar o processo fiscal em curso. (As 'lojas do cidadão' não seriam uma boa ideia para o D. Pedro...). Apartaria ainda para uma área convenientemente afastada, para além dos referidos cobradores de impostos, os animais com doenças contagiosas - é citada a gota, também referida como bexiga-.
A 'monta' das vacas, dos bois e das éguas de fora do Campo eram feitas na Cabeça da Comarca de Campo de Ourique - a Vila da Messejana - perante o ouvidor de 1 a 15 de Maio.
Os porcos eram contados entre os dias 1 e 15 de Dezembro.
(Este prazo de 15 dias foi uma concessão de D. Pedro: anteriormente dispunha-se apenas de 3 dias para assegurar a 'monta' deste animais).
O procurador do montado era o responsável por este processo. Pagaria 'de sua casa' os danos causados à Fazenda Real.
O procurador ficaria a recato se alguém, a pregão ordenado pelo ouvidor, aceitasse arrendar o contrato do montado. Seria rendeiro do montado quem mais pagasse pelo cargo... (outros tempos... felizmente!).
Caso os criadores se descuidassem a sair do Campo após o período em que as montas decorriam, seriam obrigados a sujeitar-se a elas no ano seguinte '[...] quer andem por muito ou por pouco tempo[...]'. Duas excepções:
1ª Poderiam os criadores entender-se com o eventual rendeiro e conseguir um prolongamento do prazo de estadia pagando o que com ele se acordasse;
2ª Se depois de 15 de Dezembro continuasse a haver 'novidade' de bolota os porquitos poderiam usufruir, extraordinariamente, deste petisco mais uns diazitos...
A ser verdade que os eleitores votam com a cabeça, prepara-se algo semelhante a um 'Big Brother' huxleiano no Mundo.
Temos que ter (ainda mais) cuidado com o que lemos, com o que ouvimos, com as imagens que vemos, com os jornais, com a rádio, com a tv, com a net...
Com todos os media!
Se calhar a sorte da Humanidade é que muitos não votam com a cabeça e alguns têm falta de vista ou de visão... há ainda muitos que se enganam ou partem pernas na véspera das eleições.
Por outro lado, não seria má idéia saber o que pensam os políticos... Isso sim, isso é que era uma 'fineza'...
deve ser constituída, pelo menos em esquema , da seguinte forma:
1 político a 'extraditar', alguém incómodo para toda a gente.
1 política de meia idade, para dar um ar europeu...
1 político de uma minoria porque é modernaço.
1 actor consagrado para apanhar os votos dos espectadores de telenovelas.
1 político jovem para agradar aos mais novos e para haver quem cole cartazes.
1 comediante, porque sim.
1 política de outra minoria qualquer, para ser ainda mais modernaço.
1 escritor, para dar um ar intelectual.
3 ou 4 políticos das distritais mais importantes que precisem ganhar uns cobres.
O resto logo se vê!...
Faz por esta altura dois anos, precisámos 'descobrir' e fotografar o Monte da Perdigoa. Munidos de cartas topográficas e de um 'jeepezito' Suzuki dirigimo-nos a Entradas com outros dois amigos. O Programa:
a) petiscar na Cavalariça e
b) descobrir o percurso para o, para nós mítico, Monte da Perdigoa.
A 'coisa' não começou nada mal. Ao gestor deste blogue, ao José Tomé, na altura a trabalhar no Campo (jornal regional, sediado em Castro Verde, que, pouco depois haveria de fechar as suas portas) e ao Henrique Petronilho, homem apaixonado pela História da sua Messejana e por estas coisas do Campo, foi servida uma suculenta e fumegante travessa de pezinhos de coentrada e um bom tinto da talha. De lamber os dedos!
Pouco depois, olhando distraídamente em redor, apercebemo-nos que éramos o centro das atenções. Minutos, fragmentos, depois os olhos insistentes de alguns circunstantes mostraram-nos as causas desta curiosidade. Desta obsessão: os pezinhos de coentrada...
Oferecemos.
Uns 'de truz', outros a fingirem-se rogados, todos acabaram por aceitar a nossa oferta 'voluntária'.
Descobriram-se conhecidos comuns, amigos comuns e familiares comuns.
O Henrique descobriu uma prima!
Reconfortados e animados, despedimo-nos e lá partimos 'em missão'. O dono da casa, no dizer chistoso do Zé, 'o ortodoxo mais ortodoxo dos pêcês da área', depois de ter reagido à provocação amigável, indicou-nos, com evidente curiosidade quanto à causa daquele pedido de informação, o melhor caminho para lá chegar.
Fizémos bem em ter pedido ajuda na Cavaliça. O traçado da nova 'via rápida' que une Beja a Castro, seguindo para o Algarve por Ourique, interpôs-se no trajecto que havíamos idealizado. Foi preciso vencê-la por um atalho subterrâneo... Modernices!...
Alguns, muito poucos, quilómetros depois, quando, a avaliar pelo mapa e pelo conta-quilómetros nos sentimos próximos do nosso objectivo, inquirimos dois rapazes que descarregavam uma 'galera' de adubos para um casão. Indicaram-nos um edifício relativamente recente que se avistava a uns 600, 700 metros.
A informação revelou-se, como desconfiámos, falsa.
Acenámos a um tractorista que se cruzava connosco. Parou. Afastando a pala do boné, já sem cor, da testa, o homem informou-nos correctamente da localização deste Monte.
Receosos de novo erro resolvemos aclarar a informação:
- Olhe que procuramos umas ruínas, umas pedras caídas...
- Estão lá os dois! 'Tá' lá tudo!...
Agradecemos, desejámos-lhe um bom dia. Respondeu-nos com uma 'saúde' e um aceno.
Passado o Monte do Pereiro... o actual Monte da Perdigoa!
Um Monte como muitos montes por esse Alentejo fora... Semi-abandonado, umas ferragens, uma alfaias distribuídas ao seu redor sem qualquer lógica aparente. Sem caseiros.
Da sua beira avistámos lá em baixo, a uns 200 metros, o antigo Monte da Perdigoa, a sua tumba. Esta mostrava-se em amontoados de pedras formando rectângulos. Pequenos rectângulos que jogavam 'à apanhada' entre si. Enquadrava-os um rectângulo maior. De um lado a ribeira de Entradas, do outro a ribeira de Cobres que se uniam mais adiante fechando, cercando, as referidas ruínas.
Apreciando o que se nos deparava saímos do jeep e 'estacámos' apreciando a paisagem.
Aquelas ruínas, agora desertas e expectantes, haviam outrora regurgitado de movimento. Ali, em Outubro, pagavam os 'serranos', até ao século XVIII, os 'verdes' das ovelhas na entrada no Campo. Dali partiam para Norte, em Março e Abril, depois de paga a 'monta' à Fazenda Real...
Mais adiante avistava-se a Vila de Entradas.
As entradas no Campo.
Para quem raciocine em termos de Reconquista e questione as entradas - 'Porque não as saídas?' - avisamos já: Livrem-se de em Entradas perguntar pelas saídas! O risco de uma tareia inesquecível era, há uns anos, muito real. Hoje talvez seja só um 'dixote'... mas não é considerado com simpatia...
A este Monte da Perdigoa D. Pedro, em 1699, referia-se da seguinte forma: 'As montas do gado ovelhum dos criadores de fora da Comarca se farão em o limite da Perdigoa, termo de Castro Verde, junto à Villa das entradas [sic], onde foi sempre uso e costume fazerem-se. [...]'
Acabamos hoje a descrição das montas que pesavam sobre os animais que acediam aos pastos do Campo de Ourique no tempo de D. Pedro II. Recordamos a importância deste documento por se desconhecer o Regimento de D. Manuel que este de D. Pedro pretendia corrigir e aperfeiçoar.
Porcos
Depois de apartados pelo criador dois, em cada cem animais, ou um em cada cinquenta, a Fazenda Real reclamava para si:
2 porcos em cada cem;
1 porco em cada 50;
1/2 porco (ou um farroupo - porco com 1 ano) em cada 25.
Nos casos em que não se perfizesse os números acima previstos cada porco pagaria 20 réis de pastagem e cada farroupo pagaria 10 réis.
Não seria 'montados' os porcos ou farroupos para uso doméstico (1 ou 2 animais).
Cabras
Os moradores do Campo tinham o privilégio de não pagar nada pela posse estes animais.
As cabras não tinham valor comercial e a atitude da Fazenda Real perante estes bichos era, passe a expressão, de algum desdém...
Os forasteiros e os comerciantes naturais do Campo pagariam 1 cabra (qualquer) por cada 100, 1/2 cabra por cada 50 e 1/4 de cabra (nem se explica como é que se faria esta divisão do animal).
Quando não se atingissem as 25, 50 ou 100 cabras pagar-se-ia 3 réis por cada duas...
Estes bichos eram mais ou menos 'despachados...
Éguas
D. Pedro queixa-se de D. Manuel por este não ter especificado valores para a 'monta das éguas'. -Não imaginamos os desmandos que esta situação deve ter provocado...-.
Criadores, moradores ou não no Campo, deveriam apartar (monferir) 2 animais por cada cem. Das 98 cabeças restantes a Corôa escolhia a melhor para si, quer fosse parida ou não (alfeiria).
Em 50 a Fazenda Real reclamava uma poldra de dois anos.
Em 40 animais a fazenda exigia o tributo de uma poldra de um ano.
Caso o número de animais da manada não perfizesse 40 cabeças, o criador pagaria 150 réis pela pastagem de cada uma.
Nos casos em que não existissem poldras em manadas de 40 ou 50 cabeças caberia o pagamento de valores pré-determinados pelos já referidos 'louvados'.
Amanhã falaremos da Perdigoa... tentaremos fazer justiça a um local que mereceria um estudo arqueológico e documental aprofundado. A Perdigoa que conhecemos desmorona-se! É pena!
O Morais Sarmento e o Rui Rio estão-se a revelar políticos sérios e responsáveis.
O Pacheco Pereira tinha razão quanto ao destino e efeito desta coligação de poder.
O Vítor Constâncio e o Alvaro Barreto são demasiado honestos para chegarem mais longe na vida política portuguesa e na vida política do seu partido.
O Paulo Portas é um miúdo malcriado e cheio de mimos que masca pastilhas.
O 'Irreal Social' acabou por pagar pelos erros do pai.
O Barroso não consegue afastar-se das mafias do futebol.
As 'mafias do futebol' não querem afastar-se da política.
O Bloco é um Cavalo de Tróia: se não engana os burguesotes bem pensantes, engana os jovens mais idealistas... e /ou vice-versa.
A abstenção vai ser enorme para o Parlamento Europeu.
Há uma semanas, no Porto, perto do Palácio da Bolsa, assistimos a uma cena, para nós, incomum: Um gaivota comia um pombo. O taxista afiançou-nos que de há algum tempo a esta parte, essa era uma situação normal. Disse-nos que, era -devia ser- um comportamento aprendido por alguns indivíduos. Não se lembrava de ter visto aquele comportamento nas gaivotas quando era menino.
Não somos de simbolismos bacocos, mas isto terá algum significado?
... Não, o pombo, ou a pomba, não era branco...
Dois ingleses fizeram uma catapulta medieval.
Quiseram experimentá-la:
Primeiro atiraram uma pedras e uns tijolos para um depósito de sucata.
Depois atiraram uns amigos a quem previamente pagaram uns copos.
Viram (mais ou menos...) onde é que eles iam cair.
Puseram uma rede na área onde os seus amigos/cobaias caíam.
Depois quiseram ganhar dinheiro.
Pareceu-lhes uma óptima idéia atirar pessoas num parque. Ainda por cima as pessoas pagavam.
Ganhava o Parque, ganhavam eles e toda a gente se divertia...
De facto a coisa não corria mal a princípio...
Um dia um búlgaro, em mau estado, quis experimentar... e rebentou!
Agora estão em tribunal acusados de homicídio por negligência...
Está mal!
O búlgaro é que era fraquinho e não avisou...
É por isso, por incompetência, que a Bulgária não se desenvolve! Pois!
Já viram se fossem julgar o Henry?!...
in: Público
Detestamos política para tolos.
Enerva-nos. Faz-nos dor de estômago e queda de cabelo...
E quando um político perde uma oportunidade para estar calado começa a fazer política para tolos. É limpinho! Como dizia o outro. 'É fatal com'o destino!'
Em Portugal há muitos tolos para além dos 'malucos da bola'. Toda a gente sabe isso. Até os tolos o dizem...
Mas que diabo!... Também não há assim tantos, tantos!...
E temos para nós -acrescentamos - que os tolos não são a maioria. -Apesar da opinião pouco abonatória dos políticos sobre os seus eleitores... (Nós também não confiaríamos em alguém que nos elegesse para o que quer que fosse)-.
Vem isto a propósito do discurso do Primeiro-Ministro enquanto líder do PSD nacional:
1º- Toda a gente soube que o João Loureiro preparava a sua ausência do Boavista.
2º- Toda a gente se lembra das movimentações em seu proveito dentro do PSD do Porto.
3º- Não é novidade que o jovem Irreal Social seguia (ir)realmente os passos do seu pai, no futebol, e agora, na política.
4º- Ninguém é capaz de negar que o pai Loureiro preparava para o seu 'rebento' todos os caminhos. Limpava-os, limava-os, escolhia-os...
5º- Aqui na Planície associámos o tropeçar do Major no apito dourado à queda do próprio e de quem trazia às cavalitas: o se irreal rebento.
Muitos outros o fizeram. Certamente!
6º- A operação 'Apito Doirado' foi há uma semana.
7º- As listas para o Parlamento Europeu são negociadas há meses...
8º- Ontem, finalmente, fizeram-se os convites para as listas apanhando totalmente desprevenidos os candidatos - (já vos contámos que acreditamos no Pai Natal? Não?! É verdade. Acreditamos)-...
9º- Surpreendentemente não convidaram o João! - Nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem,nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem ,nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem,nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem ,nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem, nem ontem: NUNCA!!!!! portanto...
Copiámos isto a partir da 'canzoada'...
Nota: primeiro pedimos... calaram-se! Olha... Quem cala consente!
O Papa designou uma salesiana como Sub-secretária da congregação que controla as ordens religiosas. (La Prensa)
Uma mulher, num lugar chave do Vaticano.
A irmã Enrica Rossana, respeitada socióloga da religião, será pela primera vez a número três de um dicastério da Santa Sé.
'Creio que as mulheres, precisamente porque são as mães da vida, podem levar à nossa sociedade de muerte un sopro de vida', disse. Espero que eu também, através de minha missão, possa levar este sopro de vida alí donde falta', concluiu.
É bom verificar que as mulheres começam a ocupar postos chave em todos os lados. Mas tememos, a avaliar pelas primeiras declarações, pelo futuro desta...
Mas isso somos nós, reles pagãos de língua afiada...
Então como é que se 'desenrascava ' se um juiz lhe pedisse 50.000 contos de caução para o deixar sair em liberdade?
Está a ver?!
...pois!...
Os capítulos II, III, IV e V deste Regimento também têm que ver com 'montas'.
O Capítulo II com o gado Vacum, o III com o gado suíno, o IV com o gado caprino e o V com o gado equíno, quando em manada.
Montas de Gado Vacum (Capítulo II)
Assim, depois do criador retirar da manada duas cabeças por cada cem vacas deixará para a Fazenda Real:
Por cem vacas, uma cabeça;
por cinquenta, uma 'Aralla' (uma novilha);
por quarenta, uma 'Anella' (uma bezerra - animal com 1 ano aprox.)
(Não havendo arallas nem anellas recorrer-se-á aos preços determinados e registados previamente por dois 'louvados' (avaliadores ajuramentados).
Quando não se conseguissem números divisíveis por cem, cinquenta ou quarenta pagar-se-ia 40 reis por cabeça.
Os moradores do campo só pagavam montas das cabeças de que não necessitassem nem para a sementeira nem para a debulha. Cabia ao Juiz dos Verdes verificar a veracidade dessas informações.
Os marchantes (comerciantes de carnes), e os forasteiros pagariam sempre monta dos animais mesmo que 'de arado' ou 'de debulha' por não necessitarem deles para esse ofício.
Mahmud al Zahar sucede a Rantisi à frente do Hamas, informa-nos o La Vanguardia. O Ariel já deve saber há mais tempo desta novidade, pelo que não nos parece que seja segredo.
Quase que não resistimos à tentação de aceitar apostas...
gasta para vencer 2 quilómetros é idêntica à que um homem a pé consome para andar 30 quilómetros. Um ciclista, com a mesma energia, consegue percorrer 90 Kms.
O Belmiro tem razão.
Tem razão quando diz que o nível global dos nossos governantes tem vindo a baixar.
Tem razão quando diz que em Portugal, cada vez mais, os medíocres dão ordens e fiscalizam os mais capazes.
Tem razão quando alerta para o facto de não existir paralelismo entre excelência e graus académicos.
Tem razão quando refere o autismo de algum tipo de sindicalismo que se faz por cá.
Tem razão quando se queixa do excesso de burocracia.
Tem razão quando não faz coincidir o interesse nacional com o interesse de alguns grupos ou personalidades.
Tem razão quando diz que a vida nas grandes cidades não é a mais confortável.
Iniciamos hoje a análise e algumas trancrições de um dos documentos mais importantes para o estudo da história da transumância no nosso país:
Trata-se do 'REGIMENTO DOS VERDES, E MONTADOS DO CAMPO DE OURIQUE'. Este regimento foi impresso em 1699 na oficina de Miguel Deslandes que se apresentava como 'Impressor de Sua Magestade'. Compõe-se de 39 capítulos e pretendia gerir toda a vida do Campo.
D. Pedro apresenta o Regimento como uma forma de obviar às 'vexações, & aggravos' a que tinham estado sujeitos os moradores do Campo e os pastores que ali iam 'por não haver Regimento que bastantemente' gerisse os pagamentos das 'montas' que lhe eram devidas pelo consumo dos seus pastos e das suas águas. Refere-se depois ao já aqui abordado Regimento de D. Manuel I da seguinte forma '[...] suposto houvesse hum do Senhor Rey D. Manoel, que Santa gloria haja, em que a tudo proveo conforme os tempos em que foi feito: com tudo havendo agora respeito aos presentes, & á variedade de estilos [costumes, hábitos], que se introduzirão, & ocurrencia de novos casos, que se não achavão determinados[...]'
Este trecho prova a afirmação já atrás proferida relativamente ao Regimento de D. Manuel. (E mais nos desperta a curiosidade sobre o seu conteúdo...). Seria, o Regimento de D. Pedro, um aperfeiçoamento do Regimento de D. Manuel pelo que, para além de tentar limitar alguns abusos e actualizar as montas devidas à Fazenda Real não lhe deveria acrescentar nada de radicalmente diferente.
Resumindo: D. Pedro II actualizou e aperfeiçoou o Regimento de D. Manuel I.
Não resistimos a transcrever na integra todo o 1º Capítulo deste regimento para que os leitores se possam aperceber da terminologia e do tipo de relação existente entre o rei e o Campo e entre o rei e os pastores serranos que aqui vinham apascentar os seus animais.
(Para facilidade de leitura ignorámos algumas regras de trancrição exigíveis entre especialistas e académicos. De qualquer forma fomos globalmente fiéis ao texto original alterando essencialmente as expressões verbais do texto original, 'modernizando-as')
'' CAPITULO I
Trata-se do modo com que se hão-de pagar as montas do gado ovelhum.
I
Toda a pessoa, que tiver gado ovelhum; pagará para a minha Fazenda de cada cem ovelhas uma, das quais escolherá primeiro o criador seu dono duas, & das noventa & oito, que ficam, se escolherá a que houver de ser da monta, quer seja parida [tenha já criado], quer alfeiria [nova, sem ter ainda criado - com 2 anos aproximadamente- ], ainda que chocalho tenha, ou não, & o mesmo se praticará nos carneiros.
II
E quando as ovelhas, ou carneiros, que se montarem [que se taxarem, que tenham sido alvo desta monta, deste imposto], não chegarem ao número de cento, & forem cincoenta, se pagará meia cabeça, & neste caso será o mesmo criador que monta [que é taxado, que é alvo do imposto], o que há de avaliar a ovelha, ou o carneiro de que se há de pagar a meia cabeça, & na eleição [no critério] do Procurador dos montados, ou do Rendeiro, havendo-o, ficará o aceitar a cabeça inteira, tornando [pagando] ao criador a metade da estimação em que foi avaliada; ou deixá-la, & receber dele [receber do pastor] a metade do valor em que a avaliou.
III
E quando chegarem ao número de vinte & cinco, se pagará hum quarto, em cuja estimação, & valor se terá a mesma forma [cuja avaliação do valor será idêntica], que mando se guarde [se observe], quando se paga meia cabeça.
IV
E às cabeças que sobrarem, que não chegarem a estes números de cento, ou de cincoenta, ou de vinte & cinco, pagarão a três reis cada huma.
V
E porque os criadores muitas vezes na escolha que têm de duas cabeças em cada cento assignam [recolhem para si, 'marcam' em seu benefício] mais daquellas que devem, a que vulgarmente se chama monferir, mando que sendo achado [tendo-se verificado] quem assignou mais cabeças das que devia, lhe não valha a escolha, antes em todo o rebanho se tirarão as da monta sem diferença alguma [o criador perdia o seu direito à 'monferida' pela tentativa de fraude],
VI
Cada fato [cada rebanho] de ovelhas ou carneiros, que de fora vierem pastar ao campo, pagarão hum carneiro, a que chamam do verde, como sempre foi uso, & costume, quer o rebanho seja grande, quer pequeno, & será bom & de receber, ainda que não seja dos melhores: entendendo-se, que nunca o criador a dar daqueles que traz para a criação das suas ovelhas, a que chamam Marocos [reprodutores]: & esta faculdade lhes concedo por razão de os pastores cortarem a rama, & lenha que lhes fõr necessária, sem por isso serem encoimados, ainda que não tirem ali Alvará de licença: porém não cortarão árvore pelo pé, nem mais lenha, que a de que necessitarem para o uso das suas malhadas, & reparo dos seus gados, porque fazendo o contrário incorrerão nas penas que adinte estão impostas aos que fazem semelhantes cortes.
VII
Esta disposição de pagar hum carneiro do verde de cada fato de ovelhas, ou carneiros que vêm ao campo, se entenderá também naqueles rebanhos, que se compõem de Pigulhaes de parceiros [pegulhais: o gado de pegulha era constituido pelos animais, não muitas cabeças, que eram fonte de subsistência dos pequenos camponeses e dos pastores assalariados - aqui chamados parceiros], porque estes pagam hum só carneiro do verde, & nesta parte hei por derrogada a disposição do Regimento antigo [de D. Manuel I], pela qual eram obrigados a pagar de cada duzentas cabeças hum, & de cada quatrocentas dous, em favor dos criadores da Serra da Estrela, que são os que ordináriamente trazem rebanhos, que se constituem de parceiros, tendo atenção à distância de onde vêm, sem faltarem no campo com seus gados.
VIII
E porque pode acontecer não ter o criador carneiro algum, que dar de verde, neste caso dará huma ovelha, quer parida, quer alfeiria, qual mais quiser aceitar o Procurador do montado, ou o Rendeiro, havendo-o.''
É curiosa a negociação que se fazia para achar o valor da 'monta' das cinquenta e das vinte e cinco cabeças. Ainda é usual esta forma de negociação e de avaliação dispensando 'avaliadores': quem faz as parcelas, quem marca a divisão de valores de um negócio, de uma herança... perde o direito de escolha: não escolherá a sua parte. Aparentemente justo!...
Os rebanhos eram enormes. D. Pedro estava a ser sincero quando considerava que concedia uma benesse aos pastores serranos deixando de cobrar uma cabeça 'do verde' (imposto de entrada no Campo de Ourique) por cada duzentas cabeças - no Regimento de D. Manuel I-, passando a cobrar apenas uma cabeça por rebanho...
Adiante se exporá a forma e o tempo de pagamento da monta de todos estes rebanhos.
O arrendamento do cargo de 'Procurador do Montado' era possível. Seria um bom negócio?...
A Revolução dos Cravos cumpriu 30 anos. Está em plena fase adulta da sua vida. Cumpre-lhe, como a qualquer adulto, construir, criar raízes, assegurar a vida dos seus filhos. Serenar...
É o que esperamos que faça, agora que a fase dos devaneios e das faltas de juízo, próprias da juventude já lá vão.
Que a Revolução de 25 se cumpra.
Que se assegure aos filhos de Portugal a Paz, o Pão, o Desenvolvimento, a Liberdade, a Democracia...
Viva Portugal!
Já demos conta das preocupações tidas por vários monarcas com a regulamentação do uso dos pastos do Campo e com a organização do caminho a percorrer pelos pastores para lhes ter acesso. Também D. Manuel I, chegado ao trono tinha procurado regulamentar este processo com algum rigor. Esta regulamentação é, no entanto, desconhecida como um instrumento, como um códice único que, a ter existido se encontra perdida (tenhamos esperança que assim seja) nalgum arquivo.
D. Pedro II, em 1699, voltou a regulamentar a movimentação e o uso dos pastos e das águas pelos 'gados de fora' no Campo de Ourique. Chamou a este regulamento 'Regimento Dos Verdes, & Montados do Campo de Ourique'. Neste documento ficam claros dois privilégios reais:
1.- Pertenciam ao Rei os pastos e as águas do Campo, pelo que os proprietários das terras não poderiam receber qualquer tipo de pagamento pelo seu uso.
2.- Pertenciam ao Rei os montados do Campo e aqui podiam ser feitos cortes e abates, mediante autorização do 'Juiz dos Verdes' para a construção e manutenção de habitações, bem como para o fabrico de alfaias agrícolas, peças para moinhos, lagares e carros.
Como se pode ler no 'Regimento dos Verdes, & Montados do Campo de Ourique', de 1699, no 'limite' da Perdigoa (monte já aqui referido situado entre as actuais freguesias de Castro Verde e de Entradas e 'entalado' entre dois cursos de água), o Ouvidor - acompanhado pelo seu meirinho, pelo seu escrivão, pelo seu escolhedor, pelo seu contador, pelo seu apontador, pelos seus pegadores e almagradores, e com a eventual presença do Procurador do Montado, como representante máximo do rei - 'fazia' a 'monta do gado de fora' (da Comarca do Campo de Ourique) logo desde o princípio do Mês de Março para que este pudesse rumar, o mais tardar em Abril, para a Serra.
Do resultado e do processo desta 'monta' daremos notícias em próxima posta.
Hoje falaremos dos profissionais que acompanhavam toda esta 'engrenagem' ligada à transumância no Campo de Ourique, nos séculos XVII e XVIII.
Pelos profissionais envolvidos ficamos com uma ideia da enormidade de cabeças de gado envolvidas nesta transumância...
O Juiz dos Verdes zelava pelos interesses do rei nos seus pastos e montados. Em cada vila do Campo de Ourique existia um destes juízes. As suas habilitações para o cargo eram limitadas pelo que não podia arbitrar em acções de valor superior a mil reais.
O Ouvidor tinha residência na Vila de Messejana (ainda hoje, fruto da sua importância e riqueza passada, há quem chame a esta vila simpática e castiça, 'Lisboa em miniatura'...), e respondia apenas perante o rei. Tinha a seu cargo a administração da Justiça em toda a Comarca desde que a quantia em causa não excedesse os 4000 reais. (Torna-se evidente a pouca distinção que então se fazia entre a esfera administrativa e fiscal e a esfera jurídica. Como sabem esta separação, em Portugal, só se produziu a partir do 2º Quartel do século XIX, pelo que não era chocante, nesta época, esta promiscuidade de poderes na mão de um só indivíduo...).
O Meirinho era um magistrado da maior importância. Secretariava o Ouvidor e, em determinadas circunstâncias poderia substituí-lo.
O Escrivão era um funcionário especializado habituado à produção de documentos legais. Como se torna óbvio, era um indivíduo da maior importância quando se tornava necessário a produção escrita de documentos e registos legais.
O Escolhedor tinha a função de retirar do rebanho, como forma de pagamento fiscal para a Corôa, os melhores animais para a sua Fazenda Real.
O Contador transmitia o número de cabeças de cada rebanho, vara ou manada, ao apontador que, com ele e com a ajuda dos pegadores e dos pastores verificavam, junto dos animais a boa prossecussão de todo este processo burucrático.
O Apontador era de primordial importância para o trabalho do escrivão. As suas anotações e contagens, registadas informalmente, facilitavam todo o trabalho burocrático que era necessário fazer.
Os Pegadores tinham como principal função apartar os rebanhos uns dos outros, bem como, apartar os animais designados pelo escolhedor, do seu rebanho ou manada para, por exemplo, retirar os animais que eram pertença do rei ou para verificar com correcção a idade ou o estado de saúde de determinado animal.
Os Almagradores marcavam os animais com tinta ou 'a quente', conforme a sua espécie. A sua acção determinava o fim da passagem dos animais por todo este processo. Pretendia-se não só evitar a fuga dos gados à fiscalidade real, como marcar convenientemente os animais que passavam a ser pertença do Rei. O termo almagrador deriva do árabe al-magrâ, que se referia a um barro vermelho do qual se obtinha uma tinta de qualidade muito sofrível...
Cabia ao Procurador do Montado verificar o cumprimento de todas as disposições legais e dos mais variados interesses do Rei neste nosso Campo...
O amigo Alves Caeiro teve a amabilidade de nos indicar dois sítios muito bem elaborados e pertinentes. Aqui os deixamos para todos os nossos leitores agradecendo desde já a simpatia do gestor do Albardeiro a quem enviamos um abraço.
Uma reflexão muito interessante sobre a Guerra do Iraque e sobre a política americana para o Médio Oriente,
http://www.ericblumrich.com/year.html.
Uma achega muito válida para o conhecimento da transumância na Península,
http://www.nuevoportal.com/andando/mesta.html#Introducción.
Esta máxima popular pode tramar o Durão Barroso... Quando é que ele se deixa da companhia dos'lellos do futebol'? Que raio de vício!...
- Zé Manel, deixa-te de futebóis!
Dizemos isto há meeeeses!!!!
Cáspite!
O Vasco Lourenço queixa-se que a Banca não apoia os seus pedidos de apoio para a sua Associação.
A Associação do vasco quer zelar pela Democracia.
A Associação quer 'juntar o país da esquerda à direita' e 'identificar caminhos para os próximos 30 anos'.
Isto no Público de ontem.
A notícia deixou-nos aturdidos...
A nossa reacção instintiva foi:
- Ainda bem que a Banca não apoia o Vasco! Por todos os motivos...
Depois, sistematizámos esses 'todos os motivos':
1º Uma Associação independente não deve nunca pedir apoios da Banca. A Banca é, toda a gente o sabe, um Lobby! Um lobby que, neste momento, se bate com toda a 'gana' contra a abolição do 'sigilo bancário'. É o único lobby que o faz! É um lobby que se está nas tintas para o interesse nacional.
2º O dinheiro para os bancos - para a Banca - é um negócio. A Banca não apoia ninguém... A Banca financia-o, empresta-lhe dinheiro, aposta num projecto, numa oportunidade.
Se os c'avos de Ab'il já são de plástico a banca tem muito a ver com isso... A banca tem ganho dinheiro com todas as crises portuguesas dos últimos 30 anos!
E depois, o Vasco, seria um 'moço expedito'? Saberia negociar com a Banca?
- Não, não saberia... Não nos parece mesmo nada que soubesse!
3º Quem deve zelar pela Democracia são os cidadãos. A Sociedade.
Os 'Capitães de Abril' que mais apreciamos, instaurada a Democracia, afastaram-se.
O Vasco não.
Não consegue.
Depois de dar a Câmara de Lisboa ao Santana Lopes insiste em zelar pela Democracia...
4º !!! Depois quer juntar a Esquerda e a Direita!!!
Para quê?!
A força de qualquer Democracia é a possibilidade de se escolher a todo o momento um caminho, um percurso para a Sociedade. 'Virar' à Esquerda é um caminho, 'virar' à Direita será outro. Ir em frente será outra opção...
A Esquerda e a Direita não têm que se unir... Era o que faltava. Cada vez que se unem o Zé é que se lixa (a revisão da Constituição que se avizinha vai oferecer-nos de bandeja ao 'Novo Império Carolíngio'...).
A Esquerda tem que ser de Esquerda.
A Direita tem que ser de Direita.
A Direita e a Esquerda têm que ser fiéis aos seus valores, às suas idéias de sociedade... E têm que ser servidas, melhor, conduzidas por homens honestos com mais valores que interesses (não tem acontecido muito... aliás, falar assim, para muita gente, é coisa de tótó...)
5º E esta de procurar caminhos para 30 anos... é o tempo de um empréstimo à habitação... E havendo a Banca de permeio...
Cá para nós o Vasquito e os espertalhões que o rodeiam quer(em) é uma Fundação.
Mais uma...
Não parece tão evidente a presença destes partidos nas negociações para a Revisão Constitucional a avaliar pelos resultados... Senão vejamos:
Vitórias do Alberto João
1- Reforço dos poderes das autonomias dos Açores e da Madeira.
2- Substituir a figura do ministro da República por um .representante da República.
Vitórias do Pinóquio
1.- A entrega ao Estado da responsabilidade de garantir a conciliação entre a vida familiar e o trabalho.
2.- O dever da comunicação social respeitar os direitos de personalidade
Vitória do Bloco de Esquerda
1- A introdução do princípio da não discriminação em função da orientação sexual do cidadão (não discriminação face a quê? isto incluirá a adopção de menores?...)
Vitória do 'Novo Império Carolíngio'
1.- O acolhimento de uma norma que prevê a possibilidade de o Estado português ratificar o tratado constitucional da União Europeia
Vá lá, vá lá... uma coisinha mais útil, premente e viável.
1.- A introdução da limitação de mandatos dos cargos políticos executivos.
Ao lado dos pastores da Serra da Estrela, o Campo de Ourique era ainda frequentado por pastores sorianos. Esta designação referia-se, não só a Soria, cidade - e região - a norte de Madrid muito ligada à indústria dos lanifícios e à pastorícia, mas a todos os pastores oriundos das montanhas de Leão e de Castela. Há referências a estes pastores desde o século XV.
Esta situação pode ser explicada pelo desenvolvimento em grande escala das actividades transumantes no país vizinho, com o avanço para sul dos reinos cristãos e com o progresso enorme das exportações da lã e tecidos 'sorianos' verificada nesta altura.
Em Espanha eram muito fortes as associações de pastores e ganadeiros agrupados na 'Mesta'. Por esse motivo era rigorosa a organização desta rentabilíssima actividade. As 'canadas' eram, em Espanha' delimitadas com precisão. É significativa, para termos uma ideia da dimensão deste fenómeno, a extensão da chamada 'Canada Real de Leão'. Esta canada orientava homens e animais das serras asturianas para os campos extremenhos fronteiros ao Tejo e ao Guadiana! Ao que parece era desta canada que muitos pastores espanhóis derivavam para o Campo de Ourique, transpondo a fronteira portuguesa a sudoeste de Mérida, depois de passados o Douro e o Tejo em território espanhol. No reinado de D. Afonso V, muitos sorianos acompanhavam a transumância portuguesa na totalidade (Estrela/Campo/Estrela...); o que pode pressupor alguma exaustão dos pastos espanhóis por sobreexploração.
Com a União Ibérica este fenómeno acentuou-se.
Filipe I (de Portugal), logo em 1581, legisla sobre este movimento e estabelece a necessidade de se criarem canadas de uma forma mais rigorosa (à semelhança do que já sucedia em Espanha).
É neste período da História de Portugal que, mais uma vez, por influência e cópia da realidade espanhola, é criada a figura do 'Procurador dos Pastos e Ganadeiros da Serra da Estrela e Alentejo'.
Em 21 de Janeiro de 1614, é provido nesse cargo Alonso de Villa Fanha que substituiu o falecido Procurador, António Mendes.
A solicitação de Villa Fanha ao Rei D. João IV para que este autorizasse os pastores a usarem, para além do arcabuz, a espingarda de pederneira - concessão feita em 1670 - dá-nos conta de três realidades da maior importância:
1.- O Procurador tinha a seu cargo a defesa dos interesses dos pastores e exercia essa valência.
2.- Este cargo manteve-se para além dos reinados dos 'reis espanhóis'. D. Pedro II 'viu' neste cargo Jozé Freyre de Mello...
3.- A necessidade de se ter acesso à última novidade em termos de tecnologia de guerra evidencia os perigos por que estes homens deveriam passar. Podemos imaginar os riscos que corriam estes pastores de se encontrarem com animais (lobos, ursos...) e com homens (salteadores, desertores do maltrapilho e mal alimentado exército português da Guerra da Independência...).
Encontram-se registados nas paróquias do Campo muitos óbitos de naturais do centro do país e da península...
Vidas esforçadas e heróicas...
A saga destes pastores merecia um relato vivo: um romance, um livro... dizemos nós...
à expressão facial de todos aqueles que nos chamarem 'boas pessoas'...
...É que podem estar a dizê-lo sem qualquer segunda intenção...
Pois!...
O homem andou, andou, criou um ratinho a partir de duas ratas e ainda nos faz dispensáveis.
É a partenogênese, diz o Kono...
...Pobres pais heteros...
Demos mais uns 'toques' neste tema sensível.
Sem o publicitarmos devidamente tinhamos, há uns dias, 'linkado' O Albardeiro gerido por Alves Caeiro.
É um blogue rigoroso e exigente... É um bom blogue que ainda por cima faz o favor de ser nosso amigo.
Resolvemos linkar O Jumento. Gostamos do seu sentido de humor, do seu espírito crítico e do grafismo. Não achamos muito prático o seu sistema de comentários. Um blogue sem comentários é um site como outro qualquer -achamos nós...-, pelo que este blogue tem aqui um ponto menos forte.
Por estar inactivo há muito e pelo facto de não ser agradável a leitura das suas últimas postas apagámos o PortalegreBlog.
Andamos ainda preocupados com o
ZECATELHADOOOO!!
...estás vivo? Diz qualquer coisa!
A transumância é uma prática pastoril conhecida de todas as culturas que fizeram assentar a sua economia na pecuária extensiva.
A deslocação de homens e animais, feita sistemática e periodicamente, perde-se no tempo e pode ter como causa a procura de água, a procura de pastagens, a procura de condições climatéricas favoráveis ou a conjunção destes factores.
No Mundo Mediterrânico a transumância procura evitar os Invernos rigorosos e continentais dos seus sistemas montanhosos, fazendo deslocar os animais para regiões de clima mais ameno onde a ocorrência de nevões seja esporádica ou inexistente. Passado o período que medeia entre os meses de Setembro/Outubro e Março/Abril, os animais voltam às regiões mais agrestes da montanha onde, nos meses primaveris e estivais, surgem, fruto do degelo, pastos rejuvenescidos e do seu agrado. Por outro lado, é nos meses de Inverno que nos montados surgem, aqui e ali, os primeiros pastos e a 'bolota' faz as delícias do gado suíno. Fruto das primeiras chuvas, da terra seca surgem pequenos regatos que facilmente saciarão a sede aos animais.
Para o gado rude e pouco exigente de há algumas décadas atrás, a comida era farta, mesmo que pudesse consistir nalgumas ramas mais tenras de azinheiras e sobreiros. Ainda hoje, raças de bovinos como o 'mertolengo' ou o 'garvanês', se mostram perfeitamente capacitados e adaptados a uma alimentação pouco rica. A sua austeridade alimentar mostra-nos aquela que seria a dieta dos seus antepassados 'campaniços'.
Animais como a cabra ou a ovelha alimentam-se nestes campos de uma forma fácil durante o Inverno.
Na Península Ibérica, esta transumância fazia-se, até há bem pouco tempo, entre as zonas montanhosas do 'Maciço Central' e as planícies da Extremadura e, em território português, do Campo de Ourique.
No Campo o acesso aos pastos era dificultado aos pastores 'de fora' entre os dias de S. João (24 de Junho) e de S. Miguel (29 de Setembro). Estas datas, como facilmente se observa, delimitavam a época estival. De qualquer forma não é crível que os pastores vindos da Cordilheira Central prolongassem a sua estadia nestas terras até tão tarde. No 'Regulamento dos Verdes e Montados' de D.Pedro, publicado em 1699, torna-se claro que no mês de Março, estes pastores rumavam ao Norte com os seus rebanhos.
Este movimento era feito seguindo caminhos previamente delimitados que se usavam ao longo dos séculos, com algumas alterações de circunstância, muitas vezes fruto de desmandos humanos (já atrás se expuseram esquematicamente estes percursos).
Há notícias do estabelecimento de 'canadas' - assim se chamavam estes caminhos por serem delimitados useiramente com canas - nos reinados de D.Dinis, de D. Afonso IV e de D. Pedro. A estas notícias, e por via delas, se adicionam notícias de contantes querelas entre pastores e senhores e autoridades locais das terras por onde os primeiros tinham necessidade de passar.
A avaliar pelos monarcas citados facilmente se conclui que a transumância, na Idade Média portuguesa, acompanhou o movimento de Reconquista. Esta conclusão é evidente se nos lembrarmos que D. Dinis foi o primeiro monarca português que encontrou as fronteiras de Portugal praticamente definidas.
P.S.: Por ignorância ou insensibilidade muitas povoações alteraram os nomes das 'ruas da canada'. De qualquer forma não é rara na toponímia das povoações alentejanas esta designação... Aqui fica, para os mais jovens, a explicação deste toponimo: não o deixem substituir pelo nome de um 'estimável e ilustre' qualquer!
Este dizia ao jovens deputados conservadores:
À nossa frente os nossos adversários,
ao nosso lado os nossos inimigos...
como os impulsos estão para os gelados?
Quem nasce com o c... virado para a lua...
(clicar nos dois pontinhos do título)
Quando é que o primeiro nos diz que não só não se intromete na justiça, como não se mistura com os Lellos do futebol?
Cáspite!
A constituição da lista de deputados para a Europa ficou mais fácil no Porto.
O Lellinho Irreal Social está de fora... parece-nos!...
é tão estranho que só haja tipos do PS no Processo Casa Pia como que só haja tipos do PSD na Operação Apito Dourado.
Ainda é mais correcto dizer-se que a justiça raramente se faz de uma forma completa...
Também acreditamos no Pai Natal, na inocência do Ritto e do Carlinhos + e na juventude do Saramago; somos amigos do Donald (esse ganda maluko); achamos muita graça ao Herman José vestido de côr-de-rosa e parece-nos que o Bush sabe exactamente para onde vai.
P.S.: Se o futebol não fosse uma coisa séria porque é que os políticos se sentiriam atraídos por ele? Han? Pois...
Quando D. João II ascende ao trono, o Reino de Portugal era uma entidade enfraquecida. Homem inteligente, corajoso e persistente, D. João II vai tomar as rédeas do governo do Reino e inicia uma política de centralização do poder real que em breve deixa descontentes os senhores do reino. Em 1483, dois anos após a coroação do novo monarca, é desmascarada uma conspiração de que D: Fernando, Duque de Bragança, e D: Diogo faziam parte. O primeiro é executado. D. Diogo, cunhado de D. João II, vê a sua acção ser perdoada pelo seu monarca, primo e cunhado. Por pouco tempo... No ano seguinte, em 1484, D. João II vê-se definitivamente na contingência de ter de apunhalar o irmão de sua mulher, D. Leonor.
Como se depreende, o homicídio de D. Diogo por D. João II foi muito mais do que um acto brutal sobre um familiar. Foi um acto de profundas implicações políticas.
Em 1491, sete anos após a morte de D. Diogo, D. João II investe o seu filho bastardo, D. Jorge, como Mestre da Ordem de Santiago.
D. Manuel, tanbém ele cunhado de D. João II, na sombra, assiste a todas estas ocorrências. Aparentemente esperou pela sua hora. Como herdeiro de D. Fernando, Duque de Viseu que fez sepultar em Beja, cidade de que era senhor; D. Manuel manteve muitos dos privilágios que lhe cabiam por herança. Com a morte de D. João II em circunstâncias algo suspeitas, D. Manuel assume o Reino de Portugal.
D. Manuel I continuou a centralização do poder real como já o fizera o seu malogrado primo-irmão e cunhado...
120 anos depois, os Verdes e Montados do Campo de Ourique voltam à posse da casa real! Os 'Verdes e Montados', sendo seus por herança paterna, voltaram a ficar na posse do Rei de Portugal. Regulamentou o uso dos 'Verdes e Montados'. Nos forais concedidos às povoações de Sines, Castro Verde, Vila Nova de Milfontes, Alvalade, Aljustrel, Colos, Ourique, Casével, Garvão, Panóias, Messejana e Entradas, D. Manuel afirma a posse dos 'Verdes e Montados' ao mesmo tempo que reconhece à Ordem de Santiago, de que D. Jorge, seu sobrinho, era Mestre, o senhorio de todas estas povoações.
D. João III redefine os 'Verdes e Montados' alargando aos concelhos de Mértola e Padrões a imposição de rendas sobre o seu uso.
P.S.: Ao amigo Alves Caeiro,
respondi à sua questão na caixa de comentários destas 'Histórias III'. Obrigado pela sua participação que apreciei e agradeço.
Um abraço,
Francisco Nunes
Manuel Monteiro está exultante com a adesão desta personalidade ao seu partido.
Acreditamos que os Israelitas tenham sido eleitos - o Hitler, o Valentim Loureiro, a Fátima Felgueiras, o doido do Marco e o Vale e Azevedo também o foram...-.
Mas temos duas perguntas:
1ª.-Quando é que se realizam novas eleições? han?
2ª.-Como e onde é que nos podemos recensear?
Os americanos pressionaram toda a gente para ir para o Iraque.
Quase toda a gente foi para o Iraque.
Agora 'aquilo' nunca mais acaba.
Depois há uns terroristas que 'dialogam' (adorámos esta nova acepção do termo) em excesso.
A malta também não quer maçadas...
Regressem portanto todas as forças militares para casa.
Seguidamente, e seguindo a ideia do Portas Miguel, aguarde-se uns momentos até que a Onu delibere.
Passado este período os capacetes azuis e os jornalistas já poderiam reentrar no Iraque...
...sempre haveria de ser preciso apagar os incêndios, enterrar os mortos e perseguir os criminosos de guerra... Ah! e reparar os poços e os oleodutos...
Gostámos muito, mais uma vez, do sentido prático do Bloco. Sim senhor...
A Reconquista Cristã, que opôs militarmente Cristãos e Muçulmanos na Península durante quase oitocentos anos, não foi um movimento constante, fluído, prevísivel. Bem pelo contrário, foi feito de avanços e de recuos, de humores, de 'élans' a que não eram alheias as políticas intestinas de cada um dos contendores. As fronteiras entre eles oscilavam criando espaços de verdadeira instabilidade militar e, portanto, de verdadeira instabilidade política, social e económica. Os séculos XII e XIII foram, sob este ponto de vista, terríveis no território que agora estudamos.
A Batalha de Ourique foi, conforme afirmam muitos estudiosos, um dos muitos 'raides' militares que, na época das colheitas, portugueses e muçulmanos desfechavam sobre as populações à guarda de cada um dos oponentes. Estes fossados - assim se chamavam estas acções - desgastavam a coesão social das áreas atingidas e provocavam o seu despovoamento e empobrecimento.
A tentativa de resposta cristã a esta calamidade surge ainda no século XII no Reino de Leão.
Em 1172 é criada, na então leonesa Cáceres, a Ordem Militar de Santiago de Espada. Nesse mesmo ano D. Afonso Henriques 'importa-a' para Portugal que, por esta época, ainda não era considerado um reino pela autoridade máxima da época: o Papa.
Esta Ordem vem a desempenhar um papel determinante no povoamento, defesa e exploração desta área. O Campo de Ourique coincide quase inteiramente com as terras atribuídas à Ordem no Baixo Alentejo e no Alentejo Litoral.
Em 1288, um século após o reconhecimento papal do reino de Portugal, o Papa Nicolau IV dá alguma autonomia à parte portuguesa da Ordem de Santiago, concedendo-lhe o direito de nomear um mestre próprio. Por esta altura detinha esta instituição vários coutos agrícolas que arrendava e de onde retirava os meios que lhe permitiam desenvolver as suas actividades militares para que era solicitada. No Campo de Ourique, estes 'coutos' situavam-se nas proximidades das povoações existentes e abrangiam alguns dos melhores campos agrícolas desses concelhos.
É curioso verificar como esta Ordem, apesar de deter muitas benesses no Campo de Ourique, ficou quase sempre desligada dos 'Verdes e Montados' do Campo. Como atrás se referiu, cabia à 'Ordem' a defesa, a protecção, o povoamento, a organização e o desenvolvimento de uma extensa área do território nacional que, a sul, era constituída pelo Campo de Ourique.
Os 'Verdes e Montados' eram um conceito e um privilégio autónomo de todos os privilégios económicos que a Ordem pudesse deter.
D. Fernando (pai de D. Diogo, Duque de Viseu e de D. Manuel, futuro rei D. Manuel I de Portugal e irmão do rei D. Afonso V, o Africano), foi uma das personalidades mais poderosas do Portugal do século XV. Este homem, senhor de muitas posses, de muitas rendas e de grandes privilégios, detinha o Mestrado da Ordem de Santiago e os rendimentos dos 'Verdes e Montados'. Esta renda, na posse da Casa Real durante a Primeira Dinastia, foi doada em usofruto após a Revolução de 1383/85. Assumida como uma prerrogativa régia acaba por voltar às mãos do rei de Portugal, de uma forma um pouco rocambolesca:
D. Dinis referia-se aos 'soveraes e azinhaes' de Campo de Ourique como 'seus'.
No século seguinte, em 1371, nas Côrtes de Lisboa, os moradores de Algés, então um pequeno povoado agrícola nos arredores desta cidade, pela voz dos seus representantes, queixavam-se ao rei D. Fernando dos danos que o seu gado causava aos seus pertences.
No ano seguinte, nas Côrtes de 1372, os ditos moradores voltam a queixar-se ao rei da acção destes gados. Sugerem-lhe o transporte deste gado onde não possam causar dano. Na altura um local assim seria, como já se adivinhou, o Campo de Ourique. O Rei concordou e enviou parte deste gado para este Campo. - Não corria o risco de o perder porque todo o gado extraviado, a que se chamava 'gado do vento', encontrado neste espaço era pertença da Casa Real...
No início do século seguinte, as rendas dos 'Verdes e Montados' estão próximos da família real; não, como já se viu, na mão do rei!
Em 1472 o gado que pastava perto de Silves, no limite sul do Campo, era pertença da descendência de D. João I, Mestre de Avis, e iniciador da Segunda Dinastia e de D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável do Reino e elemento chave nas acções políticas e militares que levaram à boa concretização deste processo de afirmação de uma nova dinastia.
Este gado pertencia à viúva do já citado D. Fernando, D. Brites, e ao seu filho, D. Diogo, Duque de Viseu.
Queixava-se amargamente a população de Silves, no já referido ano de 1472, nas Cortes de Coimbra/Évora, da forma abusadora como as suas pastagens eram muitas vezes desvastadas por este gado a que se juntavam as cabeças pertença de pastores, de roupeiros e de outros criados de D. Brites e D. Diogo. Segundo estes moradores, ascendiam a mil as cabeças de gado bovino que eram apascentadas nestes campos... acrescia a sua vexação o facto de não ser possível, como sempre fora uso, apascentar o gado dos vizinhos (dos moradores) de Silves em pastos de Campo de Ourique...
Desconhece-se alguma determinação régia em favor dos pobres habitantes de Silves. É possível que aresolução deste problema não fosse uma preocupação para D. Afonso V, mais preocupado com as suas conquistas africanas e, por via disso, excessivamente enfraquecido face às grandes casas senhoriais de que se destacavam, precisamente, as casas de Viseu e de Bragança. A primeira destas casas passara para as mãos do já referido D. Diogo neste mesmo ano por morte do seu irmão, o 3º Duque de Viseu, D. João.
O poder deste D. Diogo era, portanto, imenso e este preparava-se para o aumentar. Fora educado nesse sentido visto serem evidentes os problemas de saúde do seu irmão mais velho...
(A seguir veremos como a luta política que se vai seguir afecta os 'Verdes e Montados' do Campo de Ourique).
Publicado no Foral e transcrito também no Souselense a carta dos presidentes das Câmaras de Marvão (Manuel Bugalho), Alter do Chão (António Hemetério Cruz) e Nisa (Gabriela Tsukamoto) a todos os membros dos Executivos e Assembleias Municipais dos 47 concelhos do Alentejo.
Parece que se começa a combater a 'traição do Funchal'...
É curioso verificar que:
-o Baixo Alentejo, sendo a área mais 'pró-Região do Alentejo', é a mais traída pelos seus autarcas;
-esta carta se dirige apenas a dez câmaras (que se adivinham quais são), uma vez que 37 das câmaras alentejanas já se pronunciaram favoravelmente à criação de uma Grande Área Metropolitana;
- não há questões partidárias entre as 37 câmaras já consultadas;
- só o grande jornalista correspondente do Público e o Diário do Alentejo é que viram aqui uma luta contra o PCP;
- o PS, tão 'pró-referendos', não fala nessa questão quanto a um tema tão importante como o da regionalização;
- os 'autarcas traidores' representam uma fracção muito reduzida dos alentejanos;
- a solidariedade entre alentejanos não funcionou. E isso, como baixo-alentejanos, envergonha-nos!
Os Presidentes das Câmara de Marvão (Manuel Bugalho), Alter do Chão (António Hemetério Cruz) e Nisa (Gabriela Tsukamoto) endereçaram uma carta a todos os membros dos Executivos e Assembleias Municipais dos 47 concelhos do Alentejo, onde apresentam um projecto de estatutos para a constituição de uma Grande Área Metropolitana do Alentejo (GAM Alentejo) e um projecto de acordo complementar a subscrever por todos os aderentes.
Na carta, os Presidentes de três Câmaras do Distrito de Portalegre, defendem a constituição da Grande Área Metropolitana com Delegações em cada uma das sub regiões do Alentejo: Baixo Alentejo, Alentejo Central, Norte Alentejano e Litoral Alentejano. Justificam a proposta, referindo que só a Grande Área Metropolitana garante o estatuto mais elevado consagrado na lei, constituindo-se o Alentejo num dos interlocutores privilegiados junto da Administração Central e da União Europeia. A Grande Área Metropolitana garante a unidade do Alentejo sem pôr em causa as especificidades e autonomias das suas 4 sub regiões, permite maiores economias de escala, racionaliza recursos humanos e meios técnicos e potencializa experiências e conhecimentos.
Como metodologia de trabalho, propõem a reflexão em cada um dos órgãos autárquicos ( Câmaras e Assembleias Municipais) e a realização de uma cimeira de representantes de todos os concelhos que se manifestarem disponíveis para avançar com a criação da Grande Área Metropolitana do Alentejo, com o objectivo de ultimar o projecto definitivo dos Estatutos e do acordo complementar a subscrever por todos os aderentes.
O projecto de Estatutos apresentado pelos três autarcas, contempla as disposições da Lei 10/2003 de 13 de Maio e a demais legislação aplicável. Como objecto, sem prejuízo de atribuições transferidas pela administração central e pelos municípios, a GAM Alentejo fará a articulação dos investimentos municipais de interesse supra municipal; fará a coordenação de actuações entre os município e os serviços da administração central nas áreas de infra estruturas de saneamento básico e de abastecimento público, Saúde, Educação; Ambiente, Conservação da Natureza e Recursos Naturais, Segurança e protecção civil, Acessibilidades e Transportes, Equipamentos de utilização colectiva, Apoio ao turismo e à cultura, apoios ao Desporto, Juventude e às actividades de lazer. A GAM Alentejo fará ainda o planeamento e gestão estratégica, económica e social e a gestão territorial na área dos municípios integrantes. No capítulo de Estrutura e Funcionamento são referidos os órgãos: - Assembleia da GAM Alentejo: órgão deliberativo constituído por 55 membros eleitos pelas Assembleias Municiais ; - Junta da GAM Alentejo: órgão executivo constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes; - Conselho da GAM Alentejo: órgão consultivo composto pelos membros da Junta, pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional e pelos representantes dos serviços e organismos públicos cuja actividade interesse à prossecução das atribuições da GAM Alentejo. O projecto de Estatutos aponta a criação de 4 Delegações permanentes: Norte Alentejano, com sede em Portalegre; - Alentejo Central, com sede em Évora; - Baixo Alentejo, com sede em Beja e Litoral Alentejano, com sede em Grândola.
Texto da carta:
A todos os membros dos Executivos e Assembleias Municipais dos concelhos de Alandroal, Alcácer do Sal, Aljustrel, Almodôvar, Alter do Chão, Alvito, Arraiolos, Arronches, Avis, Barrancos, Beja, Borba, Campo Maior, Castelo de Vide, Castro Verde, Crato, Cuba, Elvas, Estremoz, Ferreira do Alentejo, Évora, Fronteira, Gavião, Grândola, Marvão, Mértola, Monforte, Montemor o Novo, Mora, Moura, Mourão, Nisa, Odemira, Ourique, Ponte de Sor, Portalegre, Portel, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Santiago do Cacém, Serpa, Sousel, Sines, Vendas Novas, Viana do Alentejo, Vidigueira e Vila Viçosa .
Caros Colegas
Ao tomarmos a iniciativa de vos enviar um projecto de Estatutos para a constituição de uma Grande Área Metropolitana do Alentejo e um projecto de acordo complementar a subscrever por todos os aderentes à mesma queremos, desde logo, deixar claro que não nos move qualquer ambição de protagonismo pessoal ou sub regional mas tão só a vontade de avançar um contributo concreto no sentido de dar corpo às múltiplas manifestações e preocupações que têm vindo a público em toda a nossa Região sobre esta problemática e como forma de pôr cobro a especulações que aqui e ali se vão alimentado da ausência de um projecto concreto que objective a discussão e permita evoluir para uma decisão definitiva.
Porquê uma Grande Área Metropolitana do Alentejo com 4 Delegações e não a divisão do Alentejo em duas ou mais sub regiões? Porque:
1. Só a Grande Área Metropolitana garante a todos os municípios aderentes o estatuto mais elevado consagrado na lei constituindo-se o Alentejo num dos interlocutores privilegiados junto da Administração Central e da Comunidade Europeia.
2. Garante a unidade do Alentejo sem pôr em causa as especificidades e autonomia das suas 4 sub regiões.
3. Permite maiores economias de escala, racionaliza recursos humanos e meios técnicos, potencializa experiências e conhecimentos.
4. É a solução mais consensual e que se apresenta como mais viável no quadro actual reunindo já o acordo de 37 dos 47 Presidentes dos municípios do Alentejo. 37 municípios onde reside 83,4% da população da Região ou seja 446 640 dos 535 507 habitantes da Região
5. É a solução que melhor corresponde às conclusões aprovadas por todos no Congresso Alentejo XXI . integridade do território, ordenamento do território e planeamento estratégico de toda a região, uma voz forte do Alentejo.
6. É a solução que respeita os resultados do referendo de 1998 onde os alentejanos, sobretudo os do Baixo Alentejo e Alentejo Central, disseram sim ao Alentejo.
7. A união de todo o Alentejo é uma experiência com resultados positivos já comprovados na área do Turismo.
8. Dividir o Alentejo seria inviabilizar a constituição da Grande Área Metropolitana do Alentejo e pôr em causa os benefícios que a mesma poderá assegurar a toda a Região.
9. Dividir o Alentejo nas suas 4 sub regiões deixaria o Norte Alentejano e o Litoral Alentejano com um estatuto de menoridade face ao Alentejo Central e ao Baixo Alentejo já que nenhuma das duas primeiras dispõe dos 150 mil habitantes necessários à formação de uma Comunidade Urbana e muito menos dos 350 mil habitantes necessários à formação de uma Grande Área Metropolitana só possível no quadro de todo o Alentejo
10. Dividir o Alentejo em duas Comunidades Urbanas, para além de não ser a melhor forma de assegurar mais valia às suas 4 sub regiões, muito memos para o Alentejo, é uma solução que também não merece consenso e que corre o risco de ser um factor de divisão e não de unidade, coesão e solidariedade indispensáveis para levar por diante com êxito a afirmação do Alentejo, quer no quadro nacional quer no quadro da União Europeia.
Foram estas algumas das razões que levaram a sentar à mesa os subscritores da presente proposta que, estão convictos, tendo presente o quadro legal; as manifestações públicas das diferentes sensibilidades políticas com influência na Região; a vontade já manifestada publicamente pela maioria das autarquias do Alentejo; o espírito de unidade e vontade de um só Alentejo presente no Congresso Alentejo XXI; os repetidos alertas e apelos feitos por membros do governo, incluindo o 1º Ministro, no sentido de agregar o maior número de municípios como forma de criar massa crítica e por essa via aspirar a assumir novas responsabilidades e dispor de meios acrescidos; irá permitir uma evolução rápida do processo que, assim o esperam, se traduza na criação da Grande Área Metropolitana do Alentejo.
Como metodologia de trabalho propomos que, após a necessária reflexão em cada um dos órgãos que é chamado a intervir neste processo, Câmaras e Assembleias Municipais, e que justifica plenamente a convocação de sessões extraordinárias para o efeito, se possa realizar, ainda no decorrer do mês de Abril, no município de menor peso regional que declare a sua adesão à GAMAlentejo, e presidida por este, uma cimeira de representantes de todos os concelhos, Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, que se manifestarem disponíveis para avançar com a criação da Grande Área Metropolitana do Alentejo, com o objectivo de ultimar o projecto definitivo dos Estatutos e do acordo complementar a subscrever por todos os que a ela queiram aderir.
Partimos naturalmente de pontos vista bem distintos uns dos outros. Cada um de nós enquanto autarca tem a sua própria opção política e partidária. Cada um de nós procura legitimamente o melhor para o seu concelho e para a sua sub região. Estamos entretanto convictos que todos queremos o melhor para o Alentejo. O Alentejo é o ponto de encontro de todos nós, é aquilo que nos une e identifica. Do Norte Alentejano ao Baixo Alentejo ou do Litoral Alentejano ao Alentejo Central todos somos alentejanos, é assim que nos assumimos e é juntos que melhor podemos aspirar a fazer ouvir a nossa voz e a fazer valer os nossos direitos. Que cada um faça por si a reflexão serena e objectiva que o momento exige. O Alentejo não pode parar. Está nas mãos de cada um de nós fazer para que assim aconteça.
Com as nossas cordiais e democráticas saudações de alentejanos,
Alentejo, 2004.
Manuel Carrilho Bugalho - Presidente da C.M. Marvão
António Hemetério Airoso Cruz - Presidente da C.M. Alter do Chão
Maria Gabriela P. M. Tsukamoto - Presidente da C.M. Nisa
Apenas 30% dos eleitores eslovacos compareceram nas mesas de voto para votar nas eleições presidenciais. Elegeram Gasparovic.
A Eslováquia passará a ser a partir de hoje um 'case study' para os politólogos?
Saramago roerá as unhas?
Preparará já um jantar de desagravo com o Gasparovic?
(Administrador Delegado da empresa que gere a Lello, a Prólogo Livreiros, S.A.)
Há uns 5 anos atrás, num Novembro chuvoso e frio, entro na livraria Lello do Porto como se esta fosse um abrigo de montanha em dia de tempestade.
A 'lareira' estava já acesa...
Por cima da caixa registadora um livro de fotografias do Luís Matias, publicado pela Dividendo, com o título: 'minas de aljustrel'.
Já o tinha adquirido, visto e lido.
Tinha a minha opinião sobre este trabalho mais ou menos monográfico... Mesmo assim, levado pela curiosidade de o ver na Lello do Porto' perguntei o que era e o seu preço.
Foi o pretexto para uma conversa de alguns minutos que me impressionaram muito favoravelmente.
O livro, esclareceu-me, não estava para venda. Estava lá porque o Antero adorava o Alentejo.
Atrás do Balcão da Livraria tomava, e toma, o pulso aos gostos dos clientes, aconselha-os (quase sempre romances históricos), faz de cicerone da casa, de vendedor, de consultor...
Deve-se a este homem a publicação em Portugal das obras de Amin Malouf, libanês radicado em Paris.
Enquanto responsável pela Difel assegurou para esta editora quase todas as suas obras. Escapou-lhe o 'Leão, o Africano', editado na Bertrand...
Há dias perguntei-lhe pelo livro de fotografias de Aljustrel. -Esgotadíssimo! -respondeu-me.
-Qual o último do Malouf?
-Este...
-Já tenho...O Amin Malouf também não publica nada há anos!...
-Não. Pois não... Mas estão ali as 'Memórias de Adriano'... por exemplo. Conhece?
-Tenho-o lá para casa... Obrigado!
Contei-lhe o motivo porque o questionei sobre 'o livro de fotografias'... Recordava-se.
Paguei as minhas compras. Despedi-me!
Um Senhor, o Antero Braga... e sem caganças!
Ainda não?!!!
Está mal feito!
Um tipo joga uma futebolada no quartel, aleija-se, e não é considerado ferido em combate nem nada?!...
Só neste país...
Os portuenses normais parecem sofrer de 'americanite': são óptimas pessoas
mas fazem os possíveis por nos fazer crer que não...
No Porto:
- Ouvem-se músicos de 'primeira água' nos sítios mais improváveis.
- Há Jazz de qualidade em incógnitos bares de hotel (experimentem o do Vila Galé...).
- Fala-se com gente simpática e prestável.
- Passeia-se ao sol no 'Parque da Cidade'.
- Saboreia-se a visão do Douro beijando, entre pedras e areia, o Oceano na Foz.
- Embebedamo-nos de cheiros, cores e sons no Bulhão (ou Bolhão? ...vimos as duas grafias).
- Levam-se os 'rebentos' tanto a museus modernos e bem apetrechados como a curiosas e tétricas catacumbas.
- Toma-se café no Magestic no meio de jovens bloquistas 'armados aos cucos', de senhoras de idade, de advogados e de mulheres de futebolistas, enquanto se apreciam as compras da Lello... (recusámos a FNAC e a VIA CATARINA: desagradou-nos a invasão da Rua de Santa Catarina por espaços tão chochos e vulgares...).
Os taxistas não buzinam.
Os automobilistas não acham que os forasteiros devam conhecer o trânsito da sua cidade.
Comem-se tripas na Ribeira.
Filetes de pescada com arroz de feijão.
Experimenta-se o funicular.
Aprecia-se o granito em que se construiu esta cidade nas obras intermináveis do metro.
Porto: adoramos-te!
(...apesar do Futebol, dos Pintos, dos Loureiros, dos Lellos, dos Narcisos, dos Meneses, dos generais do império, dos emplastos, do PSD local, do PS local, dos 'dois mundos sociais' ...)
Goograficamente o Campo de Ourique não tem uma definição incontroversa. Os seus limites variaram ao longo do tempo e, em parte por esse motivo, variam hoje as suas definições consoantes os autores.
Jurídicamente, no século XVII, a Comarca do Campo de Ourique era constituída pelos seguintes concelhos (alguns dos quais já extintos):
Ourique, Panóias, Castro Verde, Almodôvar, Padrões (circunscrição 'multicéfala'), Messejana, Alvalade, Sines, Santiago do Cacém, Garvão, Entradas, Mértola, Casével, Aljustrel, Vila Nova de Milfontes e Colos.
O Campo de Ourique era, nos primeiros séculos da nacionalidade portuguesa, uma região relativamente erma do território nacional. Neste vasto espaço, e até ao século XIX, as exportações agrícolas eram poucas e destinavam-se à sobrevivência e ao suprimento alimentar em géneros hortícolas da escassa população que vivia nesta área.
As explorações mineiras de S. Domingos e de Aljustrel estavam abandonadas.
As vias de comunicação terrestres resumiam-se a caminhos poeirentos que se transformavam em lodaçais quase intransponíveis no Inverno e às velhas estradas e pontes romanas ainda existentes que, apesar da deficiente (ou inexistente) manutenção, ainda eram da maior utilidade para os habitantes do Campo, bem como para os almocreves que nos seus afazeres e negócios se deslocavam a esta área. Tinham ainda a maior utilidade para os pastores que, como vimos em posta anterior, aqui se deslocavam em em marchas que duravam esforçadas 3 ou 4 semanas, nas quais estes homens passavam duros riscos, penas e trabalhos. Aqui chegados, o seu trabalho e preocupações não findavam. Nesta terra bravia e inculta os ani,ais selvagens abundavam e o gado, não sendo presa de predadores naturais, facilmente se perdia dos seus pastores. São comuns as referências ao chamado 'gado do vento'. Este gado era constituído por todos aqueles animais que, tresmalhados, vagueavam em estado semi-selvagem pela então bem arborizada peneplanície e que se constituía como património real.
Neste ambiente em que as marcas do homem pouco se faziam sentir, em que as vias de comunicação eram escassas e se encontravam em mau estado, o comércio era inóquo nos locais mais afastados do litoral. Como facilmente nos podemos aperceber pelos forais das povoações destas áreas, assumia especial importância o transporte de mercadorias feito directamente no dorso dos animais.
Fonte de riqueza para o Campo seria a exportação, que cedo se começou a fazer, de peles e lãs pelos portos de Mértola e de Porto d'el Rei (entre o Torrão e Alcácer do Sal). A estes portos acorreram bem cedo navios ingleses atraídos pela qualidade da lã campaniça que, em Inglaterra vendiam por lã soriana.
Assumiam ainda alguma dimensão as actividades relacionadas com a apicultura e co a cortiça.
Tal como os conhecemos hoje, e em virtude dos arroteamentos dos séculos XIX e XX, os cursos de água encontram-se muito assoreados pelo que é provável um anterior uso mais intensivo destes cursos como meios de comunicação. O Guadiana e o Sado assumiam-se como meios de comunicação privilegiados em todo o sul Português...
Empeeguedoísmo??????????
Não sabem o que isto é?
Sejam empreendedores: perguntem ao Gueitor da Univeguessidade de Évoga o que é que isto quegue dizegue...
Nós, aturdidos com a qualidade lastimável de um debate na 1, vamos de féguias...
Quando o Inverno se adivinhava nas pastagens serranas do centro de Portugal, lá por Outubro, estava na hora de demandar climas mais amenos para os homens e pastagens menos geladas (senão cobertas de neve) para os animais.
Conforme podiam, a pé os mais humildes, em carros de tracção animal os mais abastados, ei-los que demandavam o Campo de Ourique.
Passada a Beira Baixa era este o percurso seguido:
Vila Velha de Ródão (Até 1888, data da construção desta ponte sobre o Tejo, a transposição do rio fazia-se por barca. Esta operação podia demorar dois ou três dias.)
Nisa
Alpalhão
Vale do Peso
Crato
Alter do Chão
Fronteira (Aqui o caminho bifurcava-se)
(Por Oeste)-----------------------------(Por Este)
Cano-------------------------------Sousel
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Mouchão----------------------------|
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Monte da Broa----------------------Ponte sobre o Tera
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Ribeira de Tera--------------------Vimieiro (passagem a Leste)
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Monte da Estrada (Voltam a encontrar-se aqui os percursos)
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Penedos
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Estação do Vimieiro
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Venda do Duque
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Ribeira do Vale Pereiro
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Monte da Chaminé
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Anta
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Monte do Barrocal
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Rio Dejebe (Transposição da 'ponte velha' perto da estrada Évora /Azaruja)
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Montinho do Ferro
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Monte do Evaristo
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Monte da Caeira
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Campos de Évora (Os caminhos voltam a bifurcar-se em função do tranporte dos homens)
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(Sem carro,-----------------------------------(Com carro)
seguindo a Canada Real - que, em-------------|
grande parte, assentava numa------------------|
antiga estrada romana)--------------------------|
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Aguiar (pelo meio da população)-----------( Zona do actual Campo de Aviação)
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Hortas Velhas--------------------------------|
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Santuário de Nossa S.ra de Aires---------Torre de Coelheiros
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Água de Peixes-------------------------------|
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Vila Ruiva (pela ponte romana)-------------Santana
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Palheta----------------------------------------Quinta dos Pretos
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Delicada----------------------------------------|
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Figueiras----------------------------------------|
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Assentins---------------------------------------|
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Cuba--------------------------------------------Vale do Mendro
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Torre do Pinto----------------------------------Vidigueira
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Pombalinho-------------------------------------|
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Quinta da Saúde-------------------------------S. Matias
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Beja (O Percurso para o Algarve, também chamado 'Estrada
dp Serro', assentava numa estrada romana, daí as expressões
'calçada e caçadinha')
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Estrada da Calçada
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Monte da Calçadinha
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Calçada
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Balhamin
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Rascas
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Linhares
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Marselonas
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Grous
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Charnequinha
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(entre Vale Fanado e Louriçais)
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Monte do Canal
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Monte da Perdigoa
O Monte da Perdigoa, situado entre dois cursos de água, a ribeira de Cobres e a de Entradas, criava uma cerca natural onde o gado era contado e vistoriado à entrada no Campo de Ourique. Existia aí uma estrutura (de que ainda restam alguns 'restos') que permitia que os homens do rei fiscalizassem toda esta acção. A sua atenção era redobrada à saída. Nesta altura o gado era contado e retirada a parte do rei (em média duas cabeças por cem...).
Esta situação verificou-se até meados do século XVIII. Nesta altura era pertença do rei toda a Comarca de Campo de Ourique. O Fisiocratismo em ascensão veio a vedar as terras... A partir desta altura cabia aos concelhos a gestão dos movimentos dos gados bem como o controlo das actividades agrícolas, que se pretendiam desenvolver, por forma a que se harmonizassem (tempos de passagem, acesso às águas, queimadas...).
Ficará para mais tarde uma análise mais detalhada de todo este processo...
O Manuel Azinhal comparou, com toda a acutilância, as pretensões de alguns políticos locais à criação de taifas na Península.
As taifas foram pequenos ou minúsculos reinos, pequenas ou minúsculas circunscrições políticas e administrativas que surgiram da fragmentação do Emirato de Córdova. Foi o princípio do fim da presença islâmica na Península.
Este processo iniciou-se no século XI com a revolta de uma dinastia de Huelva.
Foi bizarra e algo romântica a vida destes pequenos territórios.
Estes pequenos reinos disputam-se. Guerreiam pelos territórios. Mentem quanto às suas origens (alguns destes régulos, descendentes de berberes ou de 'sírios', fazem-se passar por descendentes de árabes); intrigam pela riqueza e fausto das suas cortes; pela presença entre si dos poetas mais prolixos e mais graciosos; pelas bailarinas...
Bebiam vinho, gostavam de poesia, de luxo e eram relativamente tolerantes.
No século XI o actual território português era posse de quatro taifas que se guerreavam e de cuja acção variava a estabilidade das linhas de fronteira e a segurança das gentes:
Da foz do Douro até ao paralelo de Sines todo o país pertencia à taifa de Badajoz.
A taifa de Mértola abrangia o Sul do Baixo Alentejo, abaixo de Sines.
A taifa de Silves corresponde ao actual Barlavento Algarvio.
A taifa de Faro estava impressa no Sotavento
A taifa de Sevilha confrontava-se com Moura e Serpa.
O Guadiana separava a taifa de Faro da taifa de Huelva.
À excepção da taifa de Faro, antes da Reconquista definitiva de Portugal, todas as terras do Alentejo e do Algarve estiveram momentaneamente nas mãos dos reis portugueses.
Em 1249 Afonso III cria o país europeu com as fronteiras mais antigas da Europa.
Estes reinos, se unidos tinham tudo para ter sucesso. Divididos não resistiram muito aos reis cristãos que desciam em conquista ou em rapina uma e outra vez...
No rigor:
O Saramago é candidato ao Parlamento Europeu e apela ao voto em branco.
O A. J. Jardim, enquanto líder da Região Autónoma da Madeira, apelava ao voto contra a Regionalização em referendo...
Uma dúvida:
Será verdade que 'Deus escreve direito por linhas tortas'?
A BBC ensina-nos com cada termo técnico...
Vinguemo-nos:
Vamos ensinar português aos 'bifes' a partir de reportagens em Chelas!
Demorámos hora e meia a desejar boa Páscoa aos nossos estimados e valorosos links.
Mas eles merecem...
Para todos os nossos leitores e comentadores uma boa Páscoa! Contamos com todos vós para tornar melhor esta Planície...
Bem hajam!
para o vencedor de uma corrida destas?
Santiago do Cacém, como calculávamos, já tomou posição contra o 'acordo do Funchal'! vamos ver o que fazem Beja, Serpa, Moura e Sines...
Realce-se ainda que em Santiago do Cacém foram os eleitos do PSD e da CDU que se pronunciaram contra este acordo.
Estão em causa, claramente, interesses pessoais mesquinhos e não interesses partidários. Muito menos estão em causa interesses regionais e humanos.
Põem ainda estes autarcas a tónica numa realidade evidente: O Alentejo Litoral é o Alentejo Litoral, pelo que não tem que ficar refém de interesses pessoais estranhos a esta dinâmica área do Alentejo e do País...
A bem do Nosso Alentejo tenhamos esperança...
Lembra, ou não, isto?
Mais mapas e informações demográficas desta 'Germânia'...
Um grupo de 'eminentes políticos alentejanos' decidiu, no dia 1 de Abril, democraticamente, em segredo e longe das populações:
1º- Ir até à Madeira.
2º- Hospedar-se em unidades hoteleiras locais para passear e descomprimir.
3º- Reunir em alegres jantaradas e politiqueirar.
4º- Trair a sensibilidade dos seus conterrâneos.
5º- Arranjar uns tachitos para todos os amigos.
6º- Arranjar uns 'penachitos' para alimentar o seu egozito depauperado. (As pessoas sérias cada vez mais lhes viram as costas).
7º- Decidir, em alegre conluio, juntar rapidamente as grandes metropoles alentejanas que representam (risos) criando uma Comunidade Urbana (ComUrb) para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral.
8º- Evitar, muito pragmaticamente, que o processo se 'arraste em contínuas discussões'.
9º- 'Salvaguardar o interesse das populações'.
10º- Chantagear os municipios comunistas e toda agente.
Os 'senãos' deste disparate idealizado pelos autarcas das Câmaras sociais-democratas de Ourique e Almodôvar e socialistas de Alvito, Barrancos, Cuba, Ferreira do Alentejo, Grândola, Mértola, Odemira e Vidigueira:
* A lei prevê que uma ComUrb tenha pelo menos 150.000 habitantes. Estes concelhos, todos juntos, nem chegam a ter metade dessa população!
*No interesse do Alentejo dever-se-ia, como já o dissémos e justificámos várias vezes, criar uma Grande Àrea Metropolitana. É isso que defendem também os autarcas socialistas e sociais-democratas dos outros distritos alentejanos. É isso que defendem os autarcas comunistas alentejanos.
É isso que defendem os alentejanos que não querem tachos!
*Esta decisão é tanto mais chocha porque ignora as posições das Câmaras de Santiago do Cacém, Sines, Alcácer do Sal, Beja e Moura (apesar de contar com a solidariedade partidária das Assembleias Municipais de alguns desses concelhos); estes concelhos têm o dobro da população dos concelhos signatários deste estranho acordo funchalense...
*Este acordo, no caso abstruso de vir a fazer sucesso, atirará o Alentejo Central para a criação de uma ComUrb própria e o Norte Alentejano para o desespero de se ver sem possibilidade de agregação uma vez que não dispõe das premissas necessárias para se integrarem numa ComUrb, mas apenas numa comunidade intermunicipal.
*Este acordo é uma evidência da incapacidade de se regionalizar o nosso país. Os políticos locais que temos são umbiguistas e não revelam qualquer tipo de solidariedade regional nem noção de interesse público.
*Ninguém se questiona sobre as (des)vantagens que Sines e Santiago poderiam ter com a sua integração nesta ComUrb.
*Ninguém se questiona sobre as (des)vantagens que o turismo alentejano pode ter com estas fracturas (A Região de Turismo da Planície Dourada é, infelizmente, um exemplo do que acabamos de afirmar).
*Ninguém põe em causa que o perímetro de rega do Alqueva fique fragmentado.
*Ninguém vê inconvenientes na fragmentação dos concelhos alentejanos banhados pelo Guadiana.
*Estupidamente, mesquinhamente, aposta-se no aeroporto de Beja, no porto de Sines e no Alqueva como um futuro 'triângulo dourado do progresso regional'. Será que a estes projectos interessam estas fragmentações?
(Vislumbra-se nesta pretensão um 'chico-espertismo' muito luso? Do género: 'ficamos com o bolo e os gaijos que se desenrasquem'!...
Na tropa os soldados com mais dificuldades em casa eram aqueles que reclamavam mais da qualidade do rancho... Coitados! também no quartel passavam fome...).
P.S.:O Correspondente do Público, mostrando uma visão política desempoeirada, não viu aqui outro problema que não o combate político e ideológico normal entre força partidárias. É o que se depreende, aliás, do artigo transcrito abaixo. Para este jornalista os grandes perdedores são os comunistas!!! -Um mimo!
Fontes:
Diário do Alentejo e
Público (Ler abaixo)
Beja e Évora Dividem Alentejo em Duas Comunidades Urbanas
Por CARLOS DIAS
Quarta-feira, 07 de Abril de 2004
Os 10 municípios socialistas e sociais-democratas agrupados na Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) acordaram, no Funchal, no passado dia 1 de Abril, a criação de uma Comunidade Urbana (ComUrb) para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, que se junta assim à ComUrb do Alentejo Central já anunciada por Évora.
Os autarcas envolvidos no acordo decidiram avançar "com a maior rapidez" para a constituição de uma ComUrb em alternativa a uma Grande Área Metropolitana (GAM) para todo o Alentejo, para evitar que "o processo se arraste" em contínuas discussões, e apelam aos restantes oito municípios de maioria comunista na AMDB para que "integrem a comunidade urbana no supremo interesse das populações".
Esta decisão formaliza o golpe final no processo acarinhado por comunistas dos distritos de Beja, Évora e Portalegre e sociais-democratas e socialistas de Portalegre e Évora, que propunham a constituição de uma GAM.
O presidente socialista da Câmara de Évora, José Ernesto Oliveira, apesar da sua preferência pela criação de uma GAM, reconheceu num debate realizado há duas semanas na Ovibeja a existência de muitos obstáculos que inviabilizam este propósito. Em alternativa, anunciou que os autarcas eleitos pelo PS iam avançar para a criação da ComUrb do Alentejo Central, esperando que "outros se juntem a nós" neste objectivo.
O distrito de Portalegre, com 14 concelhos (seis PS, cinco PSD e três CDU), será o mais afectado pelas opções de Beja e Évora. Resta aos autarcas do distrito a criação de uma comunidade intermunicipal ou diluírem-se na ComUrb do Alentejo Central, juntamente com Évora.
O PCP é o grande derrotado neste processo. O dirigente máximo deste partido para o Alentejo, José Soeiro, chegou a anunciar que 37 dos 47 concelhos alentejanos já tinham assumido a sua disponibilidade para integrar uma GAM. No entanto, além da posição dos autarcas socialistas de Évora, há concelhos geridos pela CDU em que esta força política está em minoria nas respectivas assembleias municipais. É o caso de Moura e Sines, onde já foi anunciada a junção dos votos socialistas e sociais-democratas no apoio à integração dos concelhos na ComUrb do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano.
Por não haver "municípios ligados entre si por um nexo de continuidade territorial", como exige a lei 10/2003 que estabelece o regime de criação das áreas metropolitanas, aos autarcas comunistas alentejanos só resta a integração dos seus concelhos em comunidades urbanas.
Depois de se terem 'marcado' 13.421 possíveis alvos de atentados, destacaram-se dezasseis mil homens para os proteger.
Calculamos que, depois de se ter colocado um homem por alvo, ficarão encarregados de os substituir, enquanto os primeiros se servem dos sanitários, 2 579 militares.
A Itália é assim um baluarte na luta contra o terrorismo e dispõe dos militares mais motivados (24 sobre 24 horas) e preparados para o fazer (1440 sobre 1440 minutos).
por várias razões...
Razões gerais:
1.-Porque não nos pediram.
2.-Porque têm qualidade.
3.-Porque não queremos ser umbiguistas.
Razões particulares:
O Eclético já nos linkou, está bem escrito, é simpático e inteligente.
O Epicurtas preocupa-se com a temática do nosso Alentejo e porque preferimos epicurtos, breves e regulares a epílo(n)gos chatos e adivinhando um fim próximo.
O Intro.vertido porque já o visitamos há algum tempo e tem interesse.
O Rua da Judiaria é um judeu moderado, culto e apoiante do 'acordo de Genebra' realizado há uns tempos.
Tem defeitos... ficámos um bocado de 'cara à banda' quando nos linkou como gentis gentios! Não somos adeptos da divisão da Humanidade em partes de acordo com as contigências do nascimento dos indivíduos. Se somos 'gentios', somos os outros!... Pronto. Mas como somos gentis...
Vivemos num país em que um candidato apela ao voto em branco, um político fala em voto 'cartão amarelo', outro em voto 'cartão vermelho', outro sai do governo porque perdeu as autárquicas...
Só votaremos nestas legislativas se tivermos a certeza que o nosso voto não irá fazer cair, por exemplo, o rei de Marrocos... ou o Dalai Lama!
Já agora... se o Parlamento é Europeu não poderíamos votar num candidato dinamarquês? Han?
Parecem menos doidos!... (Também pode ser por não entendermos patavina de dinamarquês... mas assim à primeira vista...)
3 Comentários:
1.- A CiU, catalã, era mais moderada enquanto era poder.
2.- O País Basco só é nação, aparentemente, a sul dos Pirenéus... E só alguns dos bascos e o Louçã é que acreditam na sua possível independência...
3.- Os espanhóis têm sido governados dia sim, dia não, pelos Galegos. A Galiza não será uma nação imperialista?...
Desconfiamos que isto são estratégias para cativar, pelo radicalismo, a 'malta' mais nova.
Nesta perspectiva e com este objectivo (ganhar votos recorrendo a discursos e atitudes 'fracturantes') propomos que os partidos portugueses defendam as causas das nações em mau estado e que o Louçã passe a usar gravata e penteie o cabelo para trás.
Lendo o blogue do Rodrigo em que este cita Camus, Saint-Exupéry e fala de polacos e diz coisas sábias lembrámo-nos deste provérbio daquela terra mártir e católica:
'Não faças assentar sobre baionetas o teu poder,
nunca te poderás deitar descansado em cima delas...'
Achamos brilhante!
O nosso paciente leitor João Guerra, a quem desde já saudamos, comentando a nossa posta 'Em 2007 metade da População Mundial Viverá em Cidades' manifestou-nos um receio:
O Pita Ameixa preparar-se-á, caso consiga o poder numa hipotética comunidade urbana que 'una' o Alentejo meridional entre o Atlântico e a Espanha, para simbolicamente alterar o nome da nossa Ferreira?
Ferreira do Baixo Alentejo?!...
Blargh!...
Para fugir à tensão diária alguns entranham-se mais no quotidiano. Trabalham ainda mais.
Outros bebem.
Outros não.
Alguns fazem yoga, outros reiki, outros desporto, outros uma arte marcial.
Outros sentam-se a contar as moscas do café.
Outros dedicam-se à polítiqueirice.
Outros à futebolice.
Alguns não têm qualquer carolice...
Mas os que blogam...
O que é que os faz correr?
A Fama?
O desabafo?
Um 'sopro' de individualismo?
Uma ânsia de justiça?
...O gosto pela troca de ideias?
Ou um pouco de todas as razões já aduzidas?...
Vá lá a gente saber...
TE-Ó-RI-CA-MEN-TE o envio de spam's pode ser punido
com multas entre os 600 e os 600.000 Euros. A Agência de Protecção de Dados afirma que os e-mails são dados de carácter pessoal e, como tal, devem ser protegidos.
Nós, e os tipos da Sapo, pertencíamos aos 81% de europeus que desconhecíamos este direito...
Fica a questão: a quem é que recorremos?
O Washington Post acha que os brasileiros devem mostrar todos os seus avanços tecnológicos na área da energia atómica.
Os nossos 'netos' usam a energia atómica com fins energéticos, mostram todo o urânio que entra, não escodem o urânio enriquecido que conseguem. Mas não mostram um avanço tecnológico que lhes custou dinheiro e trabalho.
Tem sido 'o diabo a quatro'!...
O Brasil tem o direito de se reafirmar no Mundo.
Tem direito a ter segredos tecnológicos.
A 'Agência' não se poderia entreter com o Paquistão, com a Coreia do Norte...?
Não! A Agência quer maçar o Brasil. Pronto!
Todos os doidos do Iraque estão 'à solta'.
Dá-nos a impressão que a diferença entre a despensa de um 'Tuga mediano' e a despensa de um 'iraquiano não muito doido' é a seguinte:
O 'Tuga', nesse espaço, tem um presunto, uns queijos secos, algumas batatas, bacalhau, leguminosas e duas sopas instantâneas da Maggi .
O Iraquiano citado tem, na sua despensazita, algumas kalashs, um rockett, duas granadas ofensivas, 10 defensivas, uma carabina de alta precisão, dois morteiros e algumas caixas de balas.
O resultado está à vista...
Já viram uma praça mudar de rua?
Não?
Nem uma casa mudar de praça?...
Mas esta praça mudou de casa!
Tipo 'o Rossio na Rua da Betesga... Pois!...
Bem-vinda!
O 'Fígaro' publicou um artigo em que se fazem referências a três métodos -claro que não são 100% eficazes- para deixar de fumar.
A vida dos fumadores está cada vez mais difícil. Um pouco por todo o lado, está na moda fazer-lhes a 'vida negra'. Nos 'States', na Irlanda, no Burundi... enfim... em todo o lado os fundamentalistas da higiene e da saúde vão impondo a sua marca, a sua vontade.
A Planície gosta de cigarros (consome estupidamente 8 a 15 por dia...) e começa a ver a sua liberdade poluidora em causa.
Acha, no entanto, que se deve atacar também a chaminé de Sines: à bomba.
Não, não é nenhuma contradição...
Nas grandes cidades os dióxidos de carbono e os ozonos provocados pelos automóveis impedem-nos de respirar. Ninguém faz nada de especial, de marcante para alterar essa situação...
Um cidadão acende, depois de almoço, um cigarrito digestivo para acompanhar o cafezito: Pimba!: duas senhoras mostram-se incomodadas e o dono do café vem-lhe explicar...
No nosso Alentejo as barragens estão carregadas de fosfatos da agricultura... Um tipo pega no cigarro e... Pronto! É para esquecer...
As chaminés de Sines poluem todo o Baixo Alentejo. Há mesmo quem pense que estão na origem da morte de muitas azinheiras, sobreiros e chaparros desta área.
Os cigarros esses...
Parte do Sado tem sido poluído pelas águas não tratadas das minas de Aljustrel (agora em 'stand by' -até ver...-), pela Lisnave, etc.
... Os cigarros... claro!
Os nossos frigoríficos velhos são um atentado, as descargas (expressão vaga que designa lançamento de todo o tipo de porcarias) de navios de alto mar são um crime, a poluição de efluentes por industriais sem escrúpulos é uma realidade.
...O mau da fita: o SG Ventil...
Cáspite!!
E não nos venham falar de sistemas de saúde, de baixas... 'P'ró rai c'os parta!'...
O sistema poluidor/pagador já chegou aos cigarritos, portanto aos fumadores, há muito tempo.
Os cidadãos fumadores já pagam impostos há que tempos...
Aliás muitos cidadãos só pagam impostos quando compram um macito de cigarros...
Pior...
Já há energúmenos que advogam que os fumadores devem ficar para o fim em casos de emergência médica:
O Manuel, trabalha todos os dias, é pai, é responsável, tem princípios ...mas fuma!... Se tiver necessidade de uma operação cirúrgica ao mesmo tempo que o Joaquim que não fuma mas é um perfeito parasita, terá, obviamente!!! que esperar pelo Joaquim!
...Lindo! Obviamente...
Bem...
De qualquer maneira sempre deixamos o nosso método para deixar de fumar(Custo total 108 a 158 euros).
Materiais:
Folha de papel A4;
marcador;
Bostik (ou fita-cola;
20 ou 30 notas de 5 euros.
Modo de execução:
Escreva na folha A4:
''Este indivíduo tem graves perturbações psiquícas.
A Família agradece que lhe seja retirado qualquer cigarro que esteja na sua posse.
O Tabaco dá-lhe instintos homicidas.
Dão-se alvíssaras.''
Pronto. Com o cartaz colado na costas passeamo-nos na rua e, ao mínimo gesto suspeito, somos violentamente atacados por jovens que nos ficam com os cigarritos que tinhamos e nos tentam levar a casa com algumas nódoas roxas...
Não é preciso! Logo ali distribuímos algumas notas de cinco euros...
Passadas duas semanas somos observados com vivo interesse pela comunidade local.
Ao fim de dois meses o vício dissipou-se...
A partir deste momento devemos evitar os casamentos e odiar os fumadores (esses imbecis poluidores...).
Tyler Crotty levantou-se cedo para poder estar com o presidente dos States.
A sua performance em palco suplantou mesmo a do Presidente. Um sucesso! Tyler pode chegar longe na política americana...
Coitado do miúdo...
as Falklands nem tanto... (**)
sem pagar mais por isso!
Pois. Deve ser uma dessas campanhas promocionais...
Parece fácil pedir aos Brasileiros que parem.
Parece fácil pedir aos adolescentes 'anafados' que se deixem de hamburguéres e de batidos...
Mas é difícil pedir aos Brasileiros que parem...
...especialmente se soubermos que países como a Holanda, a Itália, a Espanha, o Reino Unido, a França, a Alemanha, têm um PIB superior ao seu...
É difícil se soubermos que dezenas de milhares de agricultores brasileiros não têm terras.
É difícil se soubermos que as tecnologias de ponta abandonam progressivamente o Terceiro Mundo...
Aparentemente há duas (ou três) saídas:
Liberaliza-se totalmente o comércio e assistimos ao desemprego dos trabalhadores europeus e americanos, à procura de um equilíbrio sempre instável (até porque não é necessário que este processo arraste consigo a tranferência de tecnologias...).
Ou paga-se para que os Brasileiros protejam mais eficazmente a sua Amazónia.
OU / E
Reduzem-se as emissões de materiais poluentes para a atmosfera.
Isso seria caro?
Não achamos!
Quanto custa a salvaguarda deste planeta?!
...E quando é que os Homens Poderosos da Indústria, da Energia e da Finança se aperceberão que os seus netos não viverão muito confortavelmente se tiverem de usar diáriamente máscaras de gás...
O Petróleo, por um destes dias, ainda nos trama!...
'Linkámos' este blogue por uma série de razões:
1.- Porque já nos tinha linkado a nós.
2.- Porque gosta do Alentejo.
3.- Porque é um bom blogue.
4.- Porque (também) é civilizado.
5.- Porque os seus autores também se divertiram com o livro muito sério de Alan Sokal e de Jean Bricmont -'Imposturas Intelectuais'-, já aqui citado.
... a acompanhar...
25 anos depois... Nas mãos de radicais. Os de sempre...
Não negamos as perseguições que os judeus sofreram em toda a Europa nos últimos séculos.
São de facto um povo que partiu, de há muito tempo a esta parte, numa Diáspora que parece não ter fim.
A Europa viu Sefarditas chegarem e vencerem a Ocidente. Askhenazis chegarem e trabalharem no Centro e no Leste de um continente que ainda não se chamava assim.
Há muito tempo. Muito!
Fruto das inquisições peninsulares, muitos judeus se refugiaram no Norte da Europa onde, em certa medida, influenciaram o espírito protestante, a crença no destino individual presbiteriano e calvinista. A ruptura com a má consciência cristã face à acumulação de capital .
No Norte da Europa estes judeus venceram no comércio de pedras preciosas, convenceram enquanto filósofos na Holanda e enquanto editores em França. Ainda hoje, muitos holandeses e flamengos se orgulham da sua origem judaico-portuguesa...
Outros dirigiram-se para o Norte de África e para o Império Otomano, onde foram muito bem acolhidos.
Os judeus, de facto, nunca foram mal acolhidos no Mundo Muçulmano!
No século XIX o alemão Teodoro Herzi fundou o 'movimento sionista'.
Por incrível que possa parecer este movimento não estabelecia qualquer tipo de proselitismo religioso. Não ao princípio...
Este movimento agnóstico propunha-se estabelecer-se na 'desabitada' Palestina.
Não criticamos este 'panjudaísmo' especialmente, os 'pans' afirmavam-se na Alemanha, na Rússia, na Turquia, enquanto os nacionalismos apareciam um pouco por todo o lado.
Este 'Panjudaísmo' era, portanto, um fruto da Época...
Sublinhamos o carácter não religioso do movimento nesta altura.
De facto, a Palestina, até ao século XX, era povoada por muçulmanos, cristãos e judeus (estes últimos em clara minoria)... sem problemas. Tal como a Bósnia de há vinte anos não os tinha...
O Império Otomano não facilitava, nem fomentava, este tipo de 'acidentes'. Como não os fomenta agora a Turquia Moderna...
Os Ingleses, durante a 1ª Guerra, apostaram na destruição do Império Otomano. Apoiaram os Árabes contra os Turcos e 'a la longue', apoiaram os Judeus e o Movimento Sionista (incomodativamente em ascensão...)
Depois da Guerra a Sociedade das Nações outorgou a Palestina e o Iraque à protecção da Inglaterra. A família Hachemita recebeu a Jordânia na pessoa de Abdalah, bisavô do actual rei deste país.
Paralelamente, os sionistas compravam terrenos - territórios - à população local ou aos latifundiários semi-feudais da área.
O segundo grande conflito na Europa do século XX e a perseguição aos judeus na Alemanha aumentou a dimensão deste processo.
Surgiram, lembrando o que se passou após a queda de Tito na Jugoslávia, os primeiros conflitos religiosos na Palestina.
Grupos de judeus começaram a organizar-se no sentido de se protegerem de eventuais agressões da comunidade autóctone e, em pouco espaço de tempo, conseguiram tomar a ´dianteira' deste estranho processo. Dentro em breve levaram a cabo 'pequenas limpezas étnicas', afastando os não judeus de determinadas áreas.
Em 1947, os judeus detinham 7% do território palestino e representavam 1/3 da população da zona!
Nesse ano as Nações Unidas atribuiram 56% do território aos judeus. Pior! dividiram o território em zonas árabes e em zonas muçulmanas.
Cereja no bolo: Decretou-se o Estado de Israel na zona judaica!
Em 1948 o Líbano, a Síria, a Jordânia, o Iraque e o Egipto, convencidos que Israel se tratava de um território historicamente árabe atacaram Israel.
Como sabemos, Israel ganhou esta guerra.
Israel passou a deter 77% do território palestiniano. 77%!!!!
De repente surgiram 750 000 refugiados cristãos e muçulmanos. Muitos, mais tarde, massacrados pelos Hachemitas...
Apenas 100.000 não judeus puderam ficar em Israel, apesar de se sujeitarem a algumas descriminações em termos de cidadania... Não esqueçamos que Israel, ao contrário de Portugal, da França ou da Turquia não é um >estado laico... longe disso!
Em 67 Israel, ameaçado pelo 'Mundo Árabe', reagiu violentamente e, na 'Guerra dos 6 Dias', tomou Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém Este, a Península do Sinai e os Montes Golã, na Síria. Estes montes são a origem dos recursos aquíferos israelitas e têm, para este país, uma especial importância estratégica...
Mais 300 000 refugiados...
Contra as determinações da ONU, Israel voltou a criar mais colonatos...
Para se defender dos ataques da OLP a partir do Líbano, Israel, com o apoio das milícias cristãs, destruíu o país (próspero, culto e civilizado até há pouco tempo) e massacrou 'mais alguns' refugiados palestinianos.
Também o Líbano viu o ódio religioso reacender-se. Não era assim desde as Cruzadas...
O 'Senhor desta guerra'? Ariel Sharon...
Outro Senhor desta Guerra? Yasser Arafat!
Vítimas? As pessoas normais...
25 anos depois... o problema continua em vias de resolução pelo caminho das armas...
Não gostamos da OLP nem do Hamas, mas defendemos a causa palestiniana.
'Contradição!' - pensarão alguns...
Não achamos. A Palestina tem razão.
Os palestinianos têm razão.
Têm toda a razão!
De facto, a OLP é uma entidade terrorista e corrupta. Objectivamente esta atitude atira os palestinianos para os braços radicais do Hamas, para o exílio e para o alheamento (outro tipo de exílio).
O Arafat e o Sharon têm radicalizado com todo o sucesso a Causa da Palestina.
É por isso que tem valor a atitude desta americana que, com a sua própria vida desmascarou um comportamento terrorista. Morreu perto de Rafah enquanto lutava contra buldozeres que destruíam casas de cidadãos palestinianos... mas não levou crianças com ela.
Em Portugal?
Não!
A quem é que lembraria pregar partidas a cépticos e a descrentes?... ainda por cima com razões para isso...