Um jovem britânico, com claros instintos suicidas, convenceu um seu patrício a assassiná-lo. Para isso arranjou forma de convencer o seu compatriota de que era um espião. Mais tarde deu-lhe os seus sinais e prometeu-lhe sexo e dinheiro.
O jovem patriota, munido de uma faca mas pouco treinado para a acção, 'espetou-lhe' duas facadas. Uma no ventre e outra no tórax.
O jovem suicida , passou uma semanada num hospital, mas não morreu.
O jovem patriota neste momento pergunta-se se vale a pena acreditar em alguém...
Dizemos nós:
- Oh jovem! então não vês o Bush? É a mesma coisa... o que ele quer é cometer um suicídio político. Aquela coisa do Iraque é só um engodo! 'Tás' a ver?
Este veículo tem todas as condições para esmagar os 'cyber cafés'.
Este e este artigos falam da situação a que chegámos.
Pois é... já estamos a ver os comentários!...
'Não dão soluções!', 'são pessimistas', 'são os "enfants terribles" da praça', 'são escribas derrotistas'...
Podem ser isso tudo! Mas são inteligentes e são honestos.
Podem ver apenas os escolhos. Mas só há escolhos para ver.
Podem ver todas, e só, as cagadelas de mosca. Mas a montra está 'impraticável'.
Podem não ser maquinistas. Mas não são cegos e o comboio caminha para o abismo.
Um é de esquerda e está céptico com a sua prática.
O outro anda pela direita e não acredita nos seus executantes.
'Os dois têm algo de louco!...', dirão alguns.
A realidade supera-os nesse item. Diremos.
O Livro da Câmara de Panóias
O Livro da Câmara de Panóias que serviu de estudo para a administração do Novo Regimento de D. João V no Campo de Ourique não é coevo da sua implantação aqui. É uma nova cópia feita em 1817, pouco depois das Invasões Francesas e pouco antes da Guerra Civil. Momentos de alguma, não muita, acalmia no Campo de Ourique que, como sabemos, durarão muito pouco tempo... Inicia-se com a seguinte abertura:
"Este livro he para nele se recopiar o Novo Regimento dos Verdes da Villa de Panóias, por estar muito deslacerado [apagado, pouco legível e envelhecido] e velho o outro em que Me citava: Vai por mim numerado e rubricado com a Rubrica - [Barata]* - de que uso, e leva no fim encerramento de que para constar faz este termo. Messejana**, 17 de Outubro de 1817.
O Côrreg [ed]or Prov.[ed]or da Com.[ar]ca***
M.[anu]el Barata de Lima [Herculano] da Fon.[se]ca Arnaud."
* Coube ao Corregedor da Comarca do Campo de Ourique a abertura, a numeração e a Rubrica deste Livro.
**Como facilmente se vê era em Messejana que estava, ainda em 1817, centralizado o poder jurídico e administrativo do Campo de Ourique.
*** Manuel Barata de Lima Herculano da Fonseca Arnaud acumulava, em 1817, as funções de Provedor e Corregedor da Comarca e Provedoria de Campo de Ourique.
Esta situação era rara se bem que não inédita. De alguma forma deve justificar-se com a tradição de acumulação do cargo de ouvidor e provedor que já existia em séculos anteriores como já foi aqui referido ao longo desta postas dedicadas à História do Campo de Ourique.
No início do século XIX apenas 4 corregedores acumulavam os seus cargos com a provedoria: Braga, Porto, Penafiel e Campo de Ourique.
O PS tem muitos paradoxos.
Podíamos dizer que discursa à esquerda e governa à direita.
Podíamos dizer que governa à direita e faz oposição de extrema esquerda.
Podíamos dizer que apresenta um cabeça de lista à Europa que se define como um homem religioso e que, ao que parece, gostaria de ver na Constituição da Europa uma referência cristã.
Mas interessa-nos outro paradoxo:
O PS do Francisco Assis não é o mesmo PS em que milita o incontornável Pita Ameixa?
Então porque é que o Francisco Assis quer uma Região Europeia (Galiza + Norte de Portugal) e o Pita quer uma 'ComUrbezita'?
Os 'ossos do ofício' da Região Norte são a periferia face à Europa e aos centros de decisão peninsulares; os 'ossos do ofício' do Pita é a sua periferia face aos centros de decisão do PS?
Esperamos que o Pita tenha remorsos do que anda a propôr aqui pelo Alentejo. Numa altura em que regiões grandes se querem unir só o Pita pensa em dividir.
Mas até pode ser que o Pita esteja preocupado com o Baixo Alentejo e o Alentejo Litoral. Pode ser que esteja a ser honesto e que, inclusivamente, tenha razão!
Oh Pita! nesse caso estás a ser desleal com os teus camaradas lá de cima! Explica já ao Assis e ao Coelho que eles estão enganados. E toma atenção! o presidente da Câmara de Évora, ingénuo, anda em grandes conversas com os autarcas da Extremadura...
Impõe-te!!
E acima de tudo não deixes o Francisco Assis vender o Norte aos espanhóis... olha que vais ter remorsos!...
Na crónica de hoje do Diário de Notícias, sob o título "Isto", Vasco Pulido Valente, depois de ter analisado a nossa medíocre vida política, escreveu:
"Entrámos no deserto ou, mais precisamente, na crise do regime. Sem a «Europa», mais tarde ou mais cedo, mais cedo do que tarde, aparecia em cena o tradicional remédio para problemas desta espécie: o partido anti-partidos, provavelmente «presidencialista» e amante do «consenso» (da união nacional). Com a «Europa», as coisas não são tão simples."
Subscrevemos totalmente.
Depois do Euro haverá estádios de futebol sem uso e com despesas de manutenção enormes. Depois do 'Euro' haverá dívidas das autarquias aos construtores... Depois do Euro...
...Depois do 'Euro, pronto! acabou!...
Victor Martins, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), lembrou que na Coreia do Sul já se estão a demolir estádios para libertar espaços para a construção... sempre se atenuam as dívidas e se evitam despesas de manutenção...
O Jamor, lembram-se?, esteve às moscas durante anos.
Quantos 'Jamores' iremos criar?
Ou esta, neste país de 'lellinhos da bola' patrioteiros e politiqueiros, é uma questão anti-patriótica?
Cáspite! Corja!
Também D. João V legislou para o Campo de Ourique. Na prática deu o primeiro golpe na estrutura jurídica e económica existente para esta grande área do Alentejo. De agora em diante não era o rei o proprietário dos Verdes e dos Montados do Campo de Ourique.
O Regulamento de 1737 "Novo Imposto dos Verdes", publicitado dois anos depois, procura dar mais liberdade e poder aos proprietários terratenentes, em detrimento dos interesses dos pastores e, em certa medida, da propriedade real. A Fazenda Real aceitava como contrapartida o recebimento de um imposto pago pelos proprietários das herdades de acordo com a sua extensão. Eram os proprietários que passavam a acordar-se directamente com os pastores a quem vendiam ou arrendavam as pastagens.
Depois da contextualização feita da mentalidade, dos valores e da vida económica e material dos 'campaniços' feita nas últimas três postas, e da explanação da vida dos homens do Campo e da estrutura jurídica em que se enquadravam desde a fundação da nacionalidade e, especialmente desde o tempo de D. Manuel, no dealbar do Século XVI, avançaremos para a alteração da 'ordem instalada'. Estamos já a falar dos primeiros traços do Fisiocratismo, mesmo que ainda não teorizado, na vida económica alentejana e nacional!
Se nos recordarmos das preocupações de D. Pedro II, quarenta anos antes, de restringir o poder dos proprietários locais e de fazê-los respeitar os direitos reais sobre as pastagens e os montados, verificamos que essa foi uma 'guerra perdida'. Os proprietários acabaram por se impôr. A história é feita de movimentos profundos, de vagas subterrâneas que a vontade de legisladores e de poderosos pode atenuar mas que dificilmente pode contrariar. Esta é uma evidência indesmentível desde o século XIX.
Nas postas que se seguem iremos estudar a aplicação deste Novo Imposto servindo-nos do Concelho de Panóias (não confundir, como muitas vezes acontece, com a Panóias transmontana) como 'case study'.
P.S.: Está agora na hora de responder ao Vítor do "Verdade da Mentira":
O livro que, há umas postas atrás, sugeriste, existe, tem servido de base a 80% das postas publicadas sob o título "Coisas da História do Alentejo e do Campo de Ourique" e é da autoria do gestor deste blogue, intitula-se:
"O Livro da Câmara de Panóias -
A estrutura agrária do Campo de Ourique nos séculos XVII, XVIII e XIX.
Não se estranha que uma anestesista, de repente, mate duas pessoas?
______________________________ Podia ter discutido naquele dia com o marido...
Não se estranha que, no mesmo período de tempo, tenha morrido gente noutros hospitais durante a anestesia?
______________________________ O Complot dos anestesistas...
Não se estranha a preocupação de não ouvir especialistas exteriores à Inspecção Geral de Saúde?
______________________________ Desconfiemos dos especialistas propostos pela Ordem...
Não se estranha que se reafirme a confiança em métodos e anestésicos apesar do ocorrido?
______________________________ Nunca devemos desconfiar do que é nosso...
Não se estranha que a médica leve 3 meses de suspensão por ter, supostamente, matado dois pacientes? Não seria pouco?!...
______________________________ Tem que haver humanidade...
À cautela não queiram ser anestesiados com o medicamento anestésico genérico "Propofol"... Dizemos nós...
P.S.: Armados em parvos ficámos a pensar... Quanto é que uma empresa de medicamentos teria de pagar de indemnizações às famílias dos pacientes falecidos por esse país fora durante as operações?
... Parvoíces!! Toda a gente sabe que essas coisas escabrosas só acontecem em Itália!... Uf!
Director Clínico e Anestesista Acusados das Mortes no Hospital de Lagos
Por CATARINA GOMES
Sexta-feira, 28 de Maio de 2004
A Inspecção-Geral de Saúde (IGS) acusou formalmente o director clínico do Hospital de Lagos e a médica anestesista de terem responsabilidade nas duas mortes que ocorreram em Março passado, no bloco operatório daquela unidade de saúde. Foram instaurados oficialmente dois processos disciplinares.
Terminou assim a fase de inquérito, tendo a IGS considerado haver matéria suficiente para acusar os dois clínicos de responsabilidade nas mortes. Recorde-se que Albertina, de 44 anos - que iria ser operada a um pequena fístula, ao abrigo do programa especial do combate às listas de espera - e Rui de 35 - que ia retirar um quisto nas costas - sofreram pagagens cardio-respiratórias depois de terem recebido anestesia.
A IGS inicia agora dois processos disciplinares, que poderão levar cerca de três meses, e em que serão ouvidas testemunhas e os clínicos acusados. O desfecho poderá ir de uma simples repreensão, à suspensão temporária de funções, até à medida mais grave de expulsão do Sistema Nacional de Saúde. A médica anestesista continuará suspensa e o bloco operatório encerrado. A IGS vai agora fazer chegar aos dois arguidos as respectivas acusações, lê-se na nota do Ministério da Saúde a que o PÚBLICO teve acesso.
Torna-se assim mais forte o que já era sugerido pelo relatório preliminar da IGS, conhecido em Abril: a de que terá existido erro médico. O relatório final é o resultado da análise de vários elementos, como "os processos clínicos, relatórios de autópsias, registos administrativos", assim como "depoimentos, não só dos participantes directos na assistência prestada, mas também de outros intervenientes, incluindo familiares dos doentes falecidos". Do processo constam também pareceres, relatórios de avaliação e peritagens técnicas de médicos de anestesiologia e do Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento.
O relatório final confirma também a exclusão do medicamento anestésico genérico propofol como tendo sido responsável ou tendo contribuído para as mortes. Recorde-se que foi a Ordem dos Médicos (OM) quem aventou esta tese.
A nota do ministério cita a este propósito o "Esclarecimento da Direcção do Colégio de Anestesiologia da OM", incluído no processo de inquérito: "Não existe qualquer razão substantiva que ponha em causa a confiança dos utentes no acesso às diferentes técnicas anestésicas praticadas em Portugal por médicos credenciados, incluindo o recurso a todos os fármacos anestésicos disponíveis no mercado".
O relatório vai agora ser remetido aos serviços do Ministério Público dos tribunais de Lagos e de Portimão (onde correm já processos por participações feitas pela IGS), que avaliarão se existe matéria criminal. E ainda à OM, onde corre também processo relativo à médica anestesista
in: Público
Hoje, no Diário do Alentejo, o dirigente do PCP, José Soeiro, expõe a posição do seu partido. Os argumentos que aduz são já conhecidos de todos. São válidos e, na presente situação, são sérios.
Basicamente acusa o PS de Pita Ameixa de alterar as regras do jogo enquanto este decorre. Refere que as vantagens de uma Área Metropolitana do Alentejo já tinham sido verificadas consensualmente no Congresso Alentejo XXI (aquele a que quiseram que o Carvalhas estivesse presente). E nega que se tenha furtado ao debate.
O candidato a deputado ao Parlamento Europeu refere-se, em artigo de opinião, a 'Uma Europa forte, um Alentejo com esperança'. Neste artigo refere-se ao Alentejo como uma Região. E, como não podia deixar de ser, fala no Alqueva e afirma que com o voto dos alentejanos no PS isto vai ficar uma maravilha... Registamos a ideia de Alentejo como Região...
O Presidente da Câmara de Ourique está preocupado com as humilhações que os cidadãos sofrem junto dos vários gabinetes da administração central. Quer portanto que se faça uma reforma na administração pública e, ao que parece, já não considera muito importante que se faça uma ComUrb...
Na próxima semana o Pita Ameixa irá responder ao José Soeiro, a proposta vacilante do Bloco de Esquerda será esquecida e o Raúl dos Santos falará dos financiamentos públicos...
Tenhamos esperança que as coisas se comecem a encaminhar para o fim dos aventureirismos sem base social, sem base cultural, sem base histórica e com uma discutível base económica...
1. Paladino de uma "guerra justa": 2%
2. Como o artifice de uma guerra que fez milhares de mortos contra a qual é necessário manifestar-nos: 43%
3. Como o Presidente de um país que luta pela liberdade e a quem cabe a libertação da Itália face ao nazifascismo: 9%
4. Como o artífice de uma guerra suja sob a bandeira da paz: 46%
Votantes: 41639 desde as 7 horas e 52 minutos do dia 26-05-2004
La visita di Bush in Italia
Il 4 giugno il presidente degli Stati Uniti George W. Bush arriva in visita ufficiale in Italia. Come va accolto?
1. Come il paladino di una "guerra giusta", nonostante le violenze e le torture denunciate dai media di tutto il mondo. 2%
2. Come l'artefice di una guerra che ha fatto migliaia di morti. Bisogna manifestare contro di lui. 43%
3. Come il presidente di un paese che si batte per la libertà. Infatti è in Italia per celebrare la liberazione dal nazifascismo. 9%
4. Come l'artefice di una "guerra sbagliata". Va esposta la bandiera della pace. 46%
41639 voti alle 00:16
sondaggio aperto alle 07:52 del 26-05-2004
Os Campaniços (3)
Na feira de Castro, realizada, tal como hoje, no terceiro Domingo de outubro, compravam-se os apetrechos e peças que eram necessários para a manutenção das alfaias agrícolas.
Tal como a transumância dos gados, o arado usado no Alentejo até há 50 anos era milenar, de origem mesopotâmica, e talvez tenha sido introduzido no nosso país antes da sua ocupação pelos Romanos. De qualquer forma, foi nesta época que a sua utilização se expandiu. No Alentejo e no Algarve usava-se o 'arado de garganta' que ainda se pode ver exposto em muitas instituições públicas ligadas à agricultura ou em museus etnográficos. A terminologia ligada a esta ferramenta não é uniforme e, apesar de ter sido estudado este tema no segundo quartel do século XIX pelo eminente etnólogo Jorge Dias*, que se baseou para o seu estudo em consultas exaustivas, feitas por todo o sul do país, verificamos que são dispares as terminologias utilizadas pelo já citado Brito Camacho e pelo eminente etnólogo.
Sobre a área cultivada no Campo de Ourique a passagem que segue, da atrás citada obra de Brito Camacho, dá-nos uma ideia:
"[Da Nossa Senhora do Castelo, ermida que tem Aljustrel a seus pés] via as serras de Grândola, mal desenhadas, sem contornos, fechando o horizonte pelas bandas do poente, e até lá uma vastíssima área de charneca brava, em que pobres casais e minúsculas aldeias eram como bexigas discretas, uma aqui, outra além."
* Jorge Dias; "Os Arados Portugueses e as suas prováveis Origens"; Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda; 1992
Na edição Impressa da Visão de hoje dois artigos referem duas preocupações já abordadas na Planície:
* O Estado da Educação em Portugal
(.Educação - Bons Alunos Que Vieram do Frio.)e
* O Ambiente
( .O Pior Está Para Vir . ).
A primeira das duas preocupações aqui citadas informa-nos que os alunos vindos de países com sistemas de ensino minimamente estruturados vencem com facilidade as dificuldades e ultrapassam sem problemas os alunos portugueses.
A determinada altura uma das 'meninas caso' diz que aquilo que lhe é ministrado no nosso 5º ano já ela tinha aprendido no 3º ano ucraniano. Uma outra criança referiu-se à avaliação diária das suas aprendizagens na Moldávia.
Os professores referem-se ao empenhamento e à disciplina deste alunos. É referida a falta de atenção dos alunos portugueses, a sua infantilidade tardia.
O trabalho jornalístico é muito superficial quanto à procura das causas desta situação.
Quanto a nós são várias as causas desta situação.
Os pais portugueses não investem na educação dos filhos o suficiente. É comum verificarmos que elementos responsáveis das associações de pais (eleitos vá saber-se como) apostam na Escola como depósito de alunos. Para eles os professores são pedagogos, são guardadores de crianças, são tutores, são assistentes sociais, são administrativos... Não são símbolos de autoridade (credo!) nem símbolos de saber.
A pe-da-go-gia-zi-nha!
Esta estranha ciência no limbo entre as ciências humanas e as ciências exactas. Recente. Com autores dispares e em perfeito desacordo entre si. Por estruturar. Ideológica Esta ciência - este .caldo. - dá cartas entre nós.
Com resultados nada brilhantes!... Uma mina de responsabilidades não assumidas desde há 30 anos!
Os programas de ensino ministeriais não apresentam sinergias válidas. As matérias repetem-se ao longo dos anos e em diferentes disciplinas. Alternam-se. Baralham-se. .Os professores que as criem. nos chamados Planos Curriculares de Turma, à pressão e apesar de todas as incumbências burocráticas que lhes estão reservadas, apesar de todas as incumbências pedagógicas que lhes cabem, apesar de todas as incumbências científicas que lhes cabem . ou deviam caber -.
Apesar dos exames, apesar das diferentes origens dos alunos, apesar...
Os professores que se desenrasquem.
Alunos que apresentam graves problemas de integração por questões sociais e económicas são atirados para turmas onde convivem com alunos aplicados. A indisciplina campeia. E a má-fé. Porque é má-fé colocar um aluno normal numa turma caso só porque os seus pais não podem pagar um colégio privado. Porque é má-fé não admitir que há problemas sociais graves na sociedade e que se repercutem na Escola. Porque é má-fé achar que a Escola os pode resolver.
Há má-fé. Há incúria. Verborreia, .pedagogice. e irresponsabilidade.
Há incúria quando não se faz nada de concreto para resolver o problema. Há verborreia porque nenhum problema se resolve com acções de formação sobre stress e/ou sexo. Há .pedagogice. porque a Pedagogia é uma coisa séria e deve levar as crianças a afirmar-se e a aprender. A Pedagogia não é uma teoria do .facilitismo. absurdo e superficial.
E há irresponsabilidade quando não é assacada a ninguém -que não aos professores - a culpa da balbúrdia a que chegámos.
Nestes últimos tempos a proletarização dos professores atingiu o seu limite com o escândalo dos Concursos de Colocações (?!?). Um ambiente de desânimo e de impotência atinge uma classe profissional inteira e o ministro discursa sobre incongruências e futilidades.
O politicamente correcto atinge responsáveis governamentais e sindicais. Atinge muita gente. Mas não resolve problemas concretos.
Nas escolas os bons alunos passam incógnitos. Não é este, nem pode ser, o melhor ambiente para uma Escola de Excelência. A ambição do .Sucesso. corrói de tal forma quem de direito que se dá crédito a quem considera sobredotados alunos com um jeito e não dá destaque a alunos que se distingam.
A prazo, e não se resolvendo o problema grave que se instaurou no nosso sistema de ensino, os descendentes de portugueses ocuparão apenas os lugares que os seus pais hoje recusam. A prazo deixará de haver advogados a fazer faxinas e engenheiros como mecânicos. A prazo a vida económica corrigirá estas disfunções que a nossa sociedade hoje tolera.
Quando os netos de portugueses se ocuparem dos serviços que os portugueses filhos de estrangeiros recusam justamente a extrema-direita esfregará as mãos.
Em Portugal não será só o clima que estará instável.
Os Campaniços (2)
A vida material dos homens do Campo era muito dura. Se compararmos algumas posturas do Regimento dos Verdes e Montados de D. Pedro II (1699) e o Novo Imposto dos Verdes (1738) de D. João V (que analisaremos em próximas postas) com a descrição de Brito Camacho (1870+/-) verificamos que se registou um agravamento das condições de vida das populações do Campo de Ourique entre os séculos XVIII e XIX. Conta-nos Brito Camacho:
"[...] almoçavam ao romper da manhã, para cearem já noite, durante este longo intervalo fazendo um jejum perfeito, sem tomar aqui a palavra no seu rigoroso sentido eclesiástico."
"À noite, na casinha e na arramada, um fogo enorme ardia na lareira, sempre alimentado por mancheias de lenha seca, se a havia [!], e a ele os pobres ganhões aqueciam o corpo e enxugavam a copa*, sem um fio enxuto. A cama era no chão, sobre uma gorpelha**, alguns, os mais felizes, conseguindo dormir sobre tábuas, servindo-lhes de colchão alguma enxerga quase vazia, todos dormiam vestidos, e como a roupa de que dispunham era pouca, como cobertura, acamaradavam para a sossega."
O vestuário destes trabalhadores foi descrito de forma muito sucinta, por Brito Camacho, da seguinte forma:
"[...] Ruim era o trabalhador que não tinha, além da manta, um par de botas - pelo menos botas caneleiras, que as outras, as joelheiras, não se tiravam por menos de meia moeda".
*A copa era uma mantilha provida (ou não) de capuz que os trabalhadores usavam para se proteger da chuva ou do frio. Era usada por cima de toda a outra roupa. A eventual semelhança do efeito causado por esta peça de vestuário sobre o corpo das pessoas e o cume de uma árvore suscitou-lhe esta designação.
** A gorpelha era um cesto simples, com apenas duas faces cosidas entre si, de grandes dimensões (90/110cms x 120/140cms +/-). destinava-se a transportar produtos leves como a palha ou a lã.
Foi substituida, como medida de aferição da beleza feminina pela mais recente bota da tropa. O seu pouco aprumo estético era evidenciado por um dixote conhecido de todos os alentejanos:' Fulana é mais feia que uma gorpelha!'.
Já são muito raras as gorpelhas para sorte dos alentejanos,... e das alentejanas, claro!...
Agora digam-nos se em Portugal os políticos se podem afastar dos 'Lélinhos da Bola'?
Claro que não podem!
Com a operação 'Apito Dourado' a decorrer o Primeiro Ministro deu força àquele estranho 'mundo da bola', enfraqueceu (e desautorizou!) a justiça e não esteve no México a defender os nossos interesses...
Mas isso não tem qualquer importância!
Viva o FCP!
Carago!
Cáspite!!!!
A Europa desenvolve negociações da máxima importância com os países do Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e com outros países caribenhos e da América Latina.
Por forma a reforçar a posição da Espanha neste espaço e colocar a França na defensiva o Zapatero já está no México.
Está 'na calha' a alteração das políticas de subsídios da União Europeia que, claramente beneficiam a França face aos outros países. Por outro lado, são as fontes canadianas que o referem, joga-se o enfraquecimento da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), em prol do reforço das integrações regionais e da cooperação entre a América Latina e a Europa.
Rodríguez Zapatero assistirá à Cimeira de Guadalajara depois de cumprir uma visita oficial de 48 horas à Cidade do México, a 26 e 27 de Maio, onde se entrevistará com o presidente Fox na sua residência oficial de Los Pinos.
O nosso primeiro está à vontade... aqueles latino-americanos hão-de estar à sua espera de joelhos.
A Planície sabe que serão entregues duas garrafas de tequilla de edição especial a cada um dos congressistas na Cimeira. Pode ser que nos convidem...
Leia em castelhano toda a notícia aqui e ou abaixo.
Negociación UE-Mercosur, foco de interés en Guadalajara
5/26/2004
Pascal Lamy, Comisario Europeo para el Comercio, quien está al final de su mandato, quiere avanzar en este acuerdo.
La III Reunión UE-América Latina y el Caribe presentará controversias en temas de subsidios y exportaciones agropecuarias entre la Unión Europea y el Mercosur. Foto: Darío López/AP
La III Cumbre UE-América Latina y el Caribe en Guadalajara, según las fuentes europeas, presentará una negociación intensa entre la Unión Europea (UE) y los cuatro países del Mercosur (Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguay).
Pascal Lamy, Comisario Europeo para el Comercio, quien está al final de su mandato, quiere avanzar en este acuerdo porque .ilustra la necesidad de reforzar las integraciones regionales., un concepto que minaría la negociación del según las fuentes canadienses.
El .aparte. en la III Cumbre se inscribe en el avance en un acuerdo comercial y de inversiones que se supone estaría listo para ser firmado en octubre, despierta inquietudes, por razones diferentes, tanto en Canadá como en Francia, donde el gobierno está atacando a Pascal Lamy.
Del lado francés la oposición no es ideológica sino práctica, y similar a la que opone desde hace varias semanas el gobierno galo a Pascal Lamy, cuando éste último envió una carta a los países miembros de la OMC para proponer la eliminación de los subsidios de la UE a la exportación de los productos agropecuarios, con la esperanza de relanzar la Ronda de Doha si EU, Japón y otros países aceptaban hacer lo mismo, y si los países en desarrollo aceptaban negociar la agenda que interesa a los industrializados.
En esa oportunidad, y ahora con Mercosur, el ministro francés de Agricultura, Hervé Gaymard, y algunos funcionarios franceses definieron esa propuesta del Comisario Lamy como una .estrategia suicida. para la agricultura francesa.
La oferta de Bruselas
En su oferta, presentada la semana pasada, Bruselas propuso una cuota extra de 100 mil toneladas para la carne bovina que el Mercosur envía dentro de la llamada cuota Hilton y 75 mil toneladas para productos avícolas y 11 mil toneladas para carne de cerdo, entre otras.
Ese es apenas el principio de la discusión.
Rodríguez Zapatero, por mayor cooperación
El gobierno español acudirá a la III Cumbre de la Unión Europea, América Latina y el Caribe que se realizará en Guadalajara con el objetivo de .profundizar la cooperación. entre ambos continentes, algo que para el presidente del gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, es .fundamental..
.Lógicamente para España es de una gran importancia que ese espacio de cooperación entre Latinoamérica avance y se profundice., declaró Zapatero cuando se le preguntó aquí respecto a la posición que este país adoptará en la cita mundial organizada por México.
Para el presidente socialista español el viaje a Guadalajara será su primer gran encuentro con mandatarios latinoamericanos para lo que, según fuentes del ministerio de Exteriores, aprovechará su estancia al máximo con el fin de intercambiar opiniones y concretar posibles encuentros oficiales con sus homólogos de América Latina.
Rodríguez Zapatero asistirá a la Cumbre de Guadalajara luego de cumplir una visita oficial de 48 horas a la ciudad de México, el 26 y 27 de mayo, donde se entrevistará con el presidente Fox en la residencia oficial de Los Pinos.
La reunión en cifras
58 jefes de Estado y sus cancilleres asistirán a la Cumbre de Guadalajara.
2 botellas de tequila recibirá cada uno de los mandatarios y sus cancilleres, una de edición especial de José Cuervo y otra de Sauza.
24 horas durará la Cumbre.
2000 agentes de la Policía Federal Preventiva, municipal y estatal estarán a cargo de la seguridad de las instalaciones y del hospedaje de los asistentes.
75 disidentes cubanos detenidos y condenados dieron lugar al bloqueo de las relaciones de Fidel Castro con la Unión Europea, México y Perú.
100 mil toneladas de carne de bovina es la cuota que la Unión Europea está dispuesta a conceder al Mercosur.
315 mil toneladas es la cuota que el Mercosur quiere colocar en los países de la UE.
75 mil toneladas de productos avícolas sería el monto que la Unión Europea estaría dispuesta a recibir de los integrantes del Mercosur.
250 mil toneladas de productos avícolas es la cantidad que los países del Mercosur intentan vender en las naciones de la Unión Europea.
Os mexicanos são porreiros.
Percebem perfeitamento que o PM de um país como Portugal não os visite porque tenha mais que fazer... ir à bola, por exemplo...
que se evadem do trabalho e das responsabilidades para se dedicar de 'corpo e alma' ao futebol. Às suas tricas e aos seus desaguisados. Aos seus desmandos e irracionalidades. Vivem a bandeira de um clube com a mesma emoção de quem vive uma situação limite. Identificam-se com as idiossincrasias clubísticas de uma forma tribal, clâmica, fanática.
...Estes aqui não andarão muito longe desta definição:
Nós temos muito medo desta expressão.
Lisboizar será uma corruptela da expressão 'This boys are'!!! Mais?! Mais boys? E 'are' o quê? Han???
Bolas!
É com vaidade por termos leitores desta qualidade e com a devida vénia ao amigo Alves Caeiro que damos aqui a máxima visibilidade a um comentário que nos enviou acerca do assunto supracitado em título e com o qual não podíamos estar mais de acordo.
"Amigo Francisco, isto é só para complicar um pouco mais o .problema.:
O que é a regionalização ?
(!!!...???) um dia chego lá!
Competências e atribuições das regiões
As atribuições das regiões administrativas exercem-se nos seguintes domínios:
® Planeamento e ordenamento do território
a) Elaborar o plano de desenvolvimento da região em colaboração com os municípios e assumir a sua execução de forma coordenada.
b) Contribuir para a elaboração de planos de desenvolvimento regional (PDR) e assegurar a sua execução na região.
c) Elaborar os Planos Regionais de Ordenamento de Território e participar no planeamento central e nos planos e programas dos diversos sectores com incidência regional.
® Desenvolvimento económico e social
a) Participar na preparação dos planos nacionais de desenvolvimento, no que respeita aos empreendimentos com incidência na região.
b) Elaborar estudos que funcionem como fundamento a acções de promoção no âmbito regional ou sub-regional e levá-las a efeito.
c) Proceder à avaliação de impacte regional das políticas nacionais e comunitárias, com vista à adaptação ou correcção das medidas neles contidas.
® Ambiente
a) Estudar medidas susceptíveis de contribuírem para a melhoria do ambiente e equilíbrio ecológico da região.
b) Colaborar com a administração central na definição e aplicação de normas nacionais e melhoria do ambiente e conservação do ambiente.
c) Criar e gerir reservas naturais regionais.
d) Fiscalizar as fontes responsáveis pela poluição.
e) Promover uma gestão regional dos recursos hídricos da região.
® Equipamento social vias de comunicação e transporte
a) Construir e manter edifícios e equipamentos públicos regionais .
b) Definir as redes de equipamento de âmbito sub-regional nos domínios da saúde, da assistência social e da educação, em conformidade com as disposições legais aplicáveis.
c) Participar no planeamento da rede regional de transportes.
® Cultura e património histórico e natural
a) Criar e dirigir centros de cultura, museus , bibliotecas e arquivos regionais .
b) Preservar e promover o património e os valores culturais da região.
® Turismo
a) Reorganizar o actual modelo de regiões de turismo e participar na concessão de incentivos à actividade turística de interesse social.
b) Promover a imagem e potencial turístico regional nos mercados nacionais e internacionais.
® Habitação
a) Acompanhar a situação habitacional na região e participar no planeamento e programação da oferta de fogos e na definição de padrões de qualidade de vida.
® Educação e formação profissional
a) Promover a formação profissional para jovens que pretendam criar o seu próprio emprego.
b) Incentivar, promover e apoiar o movimento associativo.
Mais, citando o meu colega, Leonardo Costa, Economista e Professor da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade Católica Portuguesa: .A regionalização ou o caos. - .Manuelete, si no sabes torear, porque te mete?., diz-se em Barrancos. E se não sabes descentralizar, porque te metes?
Em 1998 os Portugueses rejeitaram, em referendo, a proposta de descentralização do país que era a regionalização. Como alguns dos adversários da proposta na época diziam, tratou-se de um Não plural. O Não juntou os que são contra a descentralização em si, os que são contra a proposta específica de descentralização que é a regionalização e os que, sendo a favor da proposta, são contra o mapa das regiões proposto. Foi este Não plural que ganhou o referendo na época, não foi outro.
Várias evoluções existiram desde então na sociedade portuguesa. Em primeiro lugar, é finalmente entendido que a descentralização, qualquer que seja o modelo, é por definição política e por consequência administrativa. Descentralizar significa transferir poder político de decisão ou para as autarquias locais ou para estruturas intermédias de poder. Todavia, para não ser inoperante, a descentralização política é acompanhada de descentralização administrativa. Isto é, cada nível de poder político é suposto ter um corpo de técnicos e funcionários que suporte a implementação das suas decisões políticas.
Em segundo lugar, também ficou claro, com a mudança que houve de Governo em Portugal e as inerentes nomeações de boys partidários, que os .tachos. estão em larga medida na administração, em particular na administração central.
Em terceiro lugar, tragédias como a da ponte de Entre os Rios explicitaram que a administração central em Portugal é caótica. A administração central tem demasiados organismos e com competências sobrepostas, sendo praticamente impossível atribuir ou pedir responsabilidades.
Em quarto lugar, a crise dos nitrofuranos mostrou que a administração central em Portugal está territorialmente desorganizada e desarticulada. É praticamente impossível articular políticas entre ministérios e estabelecer prioridades distintas nas diferentes unidades do território nacional, tendo em conta as necessidades distintas das populações que as habitam.
O actual Governo manifestou vontade de reformar a administração central e descentralizar o poder político. Todavia, pelo menos aparentemente, não parece existir ligação entre as duas tentativas de reforma. São tentativas que aparecem desgarradas e despidas de qualquer visão territorial. A reforma a fazer na administração central tem de eliminar organismos supérfluos, eliminar sobreposições de competências e trazer coerência territorial aos actuais organismos da administração central que actuam sob a tutela dos diversos ministérios. Por outro lado, se há poder político a ser transferido para níveis intermédios então também tem de haver administração. A reforma a fazer na administração central não pode ignorar o facto.
A regionalização é um modelo de descentralização ordenado, do ponto de vista territorial, que traria governância às diferentes unidades do território e aumento da eficácia da despesa pública nesse mesmo território. O mesmo não se pode dizer da descentralização à la Carte pretendida pelo actual Governo. Não só abstrai do território como, a ir para frente, aumentaria o caos político e administrativo, sendo que em nada contribuiria para o aumento da eficácia da despesa pública, para um crescimento económico com coesão económica, social e territorial. O mínimo que se espera do actual Governo é que sujeite este seu pacote a referendo. Já agora, nesse referendo, porque não confrontar o dito pacote com a regionalização?
Um abraço, Francisco.
Alves Caeiro"
"Os Campaniços*"
A vida dos homens do Campo de Ourique era árdua. O Político republicano, jornalista e médico, Manuel de Brito Camacho, ilustre "campaniço**" nascido no concelho de Aljustrel nos anos 60 do século XIX, filho de proprietários agrícolas escreveu, a propósito da sua ida para Beja para fazer o Ensino Secundário, um texto*** interessantíssimo que nos ilustra a preparação das sementeiras pelo S. Miguel (29 de Setembro), a vida dos trabalhadores desta região, o quadro mental e moral destes homens, a preparação das alfaias e uma imagem da paisagem agrária que vale a pena citar.
Sobre o S. Miguel:
"O que eu não queria era abalar para Beja antes do S. Miguel, porque nesse dia metiam-se os arados à terra, e para mim isso era uma festa sempre original, apesar de todos os anos repetida. Era então que entravam os criados da temporada, a qual durava até ao fim de Março. Se nesta altura a lavoura ainda não estava acabada, o puco que faltava fazia-se só com as parelhas[...]".
É curioso verificar que há uma coincidência entre os tempos para o início dos trabalhos agrícolas e para o início do aproveitamento das pastagens do Campo. Os fins destes trabalhos, por outro lado, eram coincidentes com a época em que os pastores forasteiros se dirigiam para as suas pastagens de Verão. É fácil imaginar que era esta a época do ano em que o Campo mais fervilhava em termos económicos.
A propósito da honestidade das pessoas:
"[...] havia boa fé nos contratos, nos ajustes que cada qual fazia de sua livre vontade - era como se fossem lavrados no cartório de um tabelião, com testemunhas e fiança."
Dizia-se correntemente:
"Um homem não tem mais que uma palavra."
Neste texto referem-se ainda dois tipos de contrato: os feitos pelo S. Miguel e os de S. Maria (15 de Agosto):
"Os que entravam pelo S. Miguel, já sabiam que tinham patrão até finais de Março, e o patrão ficava descansado, porque já sabia que tinha ganhões até àquela data.
- Quem se concerta pelo S. Miguel não sai quando quer".
[...]os almocreves**** eram sempre criados de ano, concertados pela Santa Maria".
* A utilização deste termo é aqui abusiva. Estendeu-se a designação dos homens do Campo Branco a todo o Campo de Ourique. Hoje esta designação tem para as pessoas mais idosas de fora do Campo Branco uma conotação negativa que, como é lógico, repudiamos.
De qualquer forma esta designação, em sentido mais restrito, aplica-se aos campos de terra quase branca, de pouca profundidade própria para a pastagem de parte dos concelhos de Aljustrel, Serpa e Mértola e aos concelhos de Castro Verde, Ourique e Almodôvar.
** Em bom rigor Brito Camacho não seria 'campaniço', nasceu no Monte das Mesas, concelho de Aljustrel, próximo de Rio de Moinhos e já fora da área abrangida pelo chamado Campo Branco.
***in: Manuel de Brito Camacho; 'Gente Vária'; Lisboa, Liv. Ed. Guimarães & Cª; 1928.
**** O termo almocreve, no Alentejo, tem (tinha) um sentido alargado a todos os que de alguma forma interagem com animais. Tanto designa os indivíduos que com um ou dois asininos ou muares percorriam o país comerciando e trazendo notícias e recados como aqueles que dirigiam as parelhas de animais no arado ou na 'carroça'.
Ainda hoje, em algumas povoações, há 'Ruas dos Almocreves'; geralmente na zona exterior das povoações.
O 37º Artigo consta do seguinte:
"1. Todos têm o direito de exprimir e divulgar livremente o seu pensamento pela palavra, pela imagem ou por qualquer outro meio, bem como o direito de informar, de se informar e de ser informados, sem impedimentos nem discriminações.
in: Constituição da República Portuguesa (5ª Revisão)
2. O exercício destes direitos não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
3. As infracções cometidas no exercício destes direitos ficam submetidas aos princípios gerais de direito criminal ou do ilícito de mera ordenação social, sendo a sua apreciação respectivamente da competência dos tribunais judiciais ou de entidade administrativa independente, nos termos da lei.
4. A todas as pessoas, singulares ou colectivas, é assegurado, em condições de igualdade e eficácia, o direito de resposta e de rectificação, bem como o direito a indemnização pelos danos sofridos."
Não há Portugal Positivo que resista a estas assimetrias morais!
Ao que nos diz o Público há dois juízes envolvidos no caso "Apito Dourado".
O Alves Caeiro, a quem desde já enviamos um abraço, comentou a nossa posta "A Traição do Funchal cativou o Bloco de Esquerda". Escreveu ele:
"Francisco, ainda não tive "tempo" de completar/publicar o resto do texto sobre o Alentejo. Contudo, vou lendo os seus textos e comentários. Quanto a este (texto), em certa medida concordo, no entanto, o que (ainda)diz a Constituição parece-me (embora nunca tivesse visto a sua efectivação) já desadequado, nomeadamente quanto aos orgãos de "governo" da região. Daí que se tenha que definir (com alguma urgência)em termos de representatividade (orgãos e cidadania)o que se pretende para as Áreas Metropolitanas. Quanto a mim, o que neste momento são!...não são nada! Fachada e notabilidade pacóvia para alguns.
O que diz a Constituição:
ARTIGO 95.º
(Regiões Plano)
1. O país será dividido em regiões Plano com base nas potencialidades e nas características geográficas, naturais, sociais e humanas do território nacional, com vista ao seu equilibrado desenvolvimento e tendo em conta as carências e os interesses das populações.
2. A lei determina as regiões Plano e define o esquema dos órgãos de planificação regional que as integram.
CAPÍTULO IV
Região administrativa
ARTIGO 256.º
(Instituição das regiões)
1. As regiões serão instituídas simultaneamente, podendo o estatuto regional estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
2. A área das regiões deverá corresponder às regiões-plano.
3. A instituição concreta de cada região dependerá do voto favorável da maioria das assembleias municipais que representem a maior parte da população da área regional.
ARTIGO 257.º
(Atribuições)
Além de participação na elaboração e execução do plano regional, serão conferidas às regiões, designadamente, tarefas de coordenação e apoio à acção dos municípios, bem como de direcção de serviços públicos.
ARTIGO 258.º
(Órgãos da região)
Os órgãos representativos da região são a assembleia regional, a junta regional e o conselho regional.
ARTIGO 259.º
(Assembleia regional)
A assembleia regional compreenderá, além dos representantes eleitos directamente pêlos cidadãos, membros eleitos pelas assembleias municipais, em número inferior ao daqueles.
ARTIGO 260.º
(Junta regional)
A junta regional é o órgão colegial executivo da região e será eleita, por escrutínio secreto, pela assembleia regional de entre os seus membros.
ARTIGO 261.º
(Conselho regional)
O conselho regional é o órgão consultivo da região e a sua composição será definida pela lei, de modo a garantir a adequada representação às organizações
culturais, sociais, económicas e profissionais existentes na respectiva área.
ARTIGO 262.º
(Representante do Governo)
Junto da região haverá um representante do Governo, nomeado em Conselho de Ministros, cuja competência se exerce igualmente junto das autarquias
existentes na área respectiva.
Como diria o Eça na sua Campanha Alegre:
Fomos outrora o povo do caldo da portaria, das procissões, da navalha e da taberna. Compreendeu-se que esta situação era um aviltamento da dignidade humana: e fizemos muitas revoluções para sair dela. Ficámos exactamente em condições idênticas. O caldo da portaria não acabou. Não é já como outrora uma multidão pitoresca de mendigos, beatos, ciganos, ladrões, caceteiros, que o vai buscar alegremente, ao meio-dia, cantando o Bendito: é uma classe inteira que vive dele, de chapéu alto e paletó.
Este caldo é o Estado.
Um abraço."
Parece-nos que esta não é a versão actual da Constituição Portuguesa. Aquela a que acedemos, a da 5ª revisão, reza assim quanto aos planos:
"TÍTULO II
Planos
Artigo 90.º
(Objectivos dos planos)
Os planos de desenvolvimento económico e social têm por objectivo promover o crescimento económico, o desenvolvimento harmonioso e integrado de sectores e regiões, a justa repartição individual e regional do produto nacional, a coordenação da política económica com as políticas social, educativa e cultural, a defesa do mundo rural, a preservação do equilíbrio ecológico, a defesa do ambiente e a qualidade de vida do povo português.
Artigo 91.º
(Elaboração e execução dos planos)
1. Os planos nacionais são elaborados de harmonia com as respectivas leis das grandes opções, podendo integrar programas específicos de âmbito territorial e de natureza sectorial.
2. As propostas de lei das grandes opções são acompanhadas de relatórios que as fundamentem.
3. A execução dos planos nacionais é descentralizada, regional e sectorialmente.
Artigo 92.º
(Conselho Económico e Social)
1. O Conselho Económico e Social é o órgão de consulta e concertação no domínio das políticas económica e social, participa na elaboração das propostas das grandes opções e dos planos de desenvolvimento económico e social e exerce as demais funções que lhe sejam atribuídas por lei.
2. A lei define a composição do Conselho Económico e Social, do qual farão parte, designadamente, representantes do Governo, das organizações representativas dos trabalhadores, das actividades económicas e das famílias, das regiões autónomas e das autarquias locais.
3. A lei define ainda a organização e o funcionamento do Conselho Económico e Social, bem como o estatuto dos seus membros."
Já não se referem as regiões-plano, apesar de se afirmar que "a execução dos planos nacionais é descentralizada, regional e sectorialmente".
Quanto às Regiões Administrativas a conversa feita é esta:
"CAPÍTULO IV
Região administrativa
Artigo 255.º
(Criação legal)
As regiões administrativas são criadas simultaneamente, por lei, a qual define os respectivos poderes, a composição, a competência e o funcionamento dos seus órgãos, podendo estabelecer diferenciações quanto ao regime aplicável a cada uma.
Artigo 256.º
(Instituição em concreto)
1. A instituição em concreto das regiões administrativas, com aprovação da lei de instituição de cada uma delas, depende da lei prevista no artigo anterior e do voto favorável expresso pela maioria dos cidadãos eleitores que se tenham pronunciado em consulta directa, de alcance nacional e relativa a cada área regional.
2. Quando a maioria dos cidadãos eleitores participantes não se pronunciar favoravelmente em relação a pergunta de alcance nacional sobre a instituição em concreto das regiões administrativas, as respostas a perguntas que tenham tido lugar relativas a cada região criada na lei não produzirão efeitos.
3. As consultas aos cidadãos eleitores previstas nos números anteriores terão lugar nas condições e nos termos estabelecidos em lei orgânica, por decisão do Presidente da República, mediante proposta da Assembleia da República, aplicando-se, com as devidas adaptações, o regime decorrente do artigo 115.º.
Artigo 257.º
(Atribuições)
Às regiões administrativas são conferidas, designadamente, a direcção de serviços públicos e tarefas de coordenação e apoio à acção dos municípios no respeito da autonomia destes e sem limitação dos respectivos poderes.
Artigo 258.º
(Planeamento)
As regiões administrativas elaboram planos regionais e participam na elaboração dos planos nacionais.
Artigo 259.º
(Órgãos da região)
Os órgãos representativos da região administrativa são a assembleia regional e a junta regional.
Artigo 260.º
(Assembleia regional)
A assembleia regional é o órgão deliberativo da região e é constituída por membros eleitos directamente e por membros, em número inferior ao daqueles, eleitos pelo sistema da representação proporcional e o método da média mais alta de Hondt, pelo colégio eleitoral formado pelos membros das assembleias municipais da mesma área designados por eleição directa.
Artigo 261.º
(Junta regional)
A junta regional é o órgão executivo colegial da região.
Artigo 262.º
(Representante do Governo)
Junto de cada região pode haver um representante do Governo, nomeado em Conselho de Ministros, cuja competência se exerce igualmente junto das autarquias existentes na área respectiva. "
???!!!
Caro leitor,
ninguém se entende nesta bagunça legislativa. As leis, e a Constituição, neste país estão feitas para ser interpretadas, quando o são, por 'grandes causídicos'. Num país onde ninguém pode deixar de cumprir a lei por a desconhecer, é escandalosa a inépcia e a confusão legislativa em que vivemos.
Por via das dúvidas vamos linkar a nossa Constituição.
Janeiro de 2002, arranhou a bochecha depois de se engasgar com um pedaço de pretzel e desmaiar.
Junho de 2003, caiu de seu patinete motorizado.
Maio de 2004, caiu da sua bicicleta e arranhou-se.
Maio de 2003 a Maio de 2004, caiu no Iraque e continua a partir dentes.
Os seus pais pensam proibi-lo de brincar com bicicletas, patinetes, israelitas, iraquianos e outros meninos maus.
A Bárbara afirmou-nos: -O Júnior não é mau rapaz. O pai que é que lhe arranjou estas más companhias... Mas vou tentar alterar isso. O Pretzel? Ah o pretzel ele já estava proibido de comer... arranhou-se ao cair de uma cadeira em que se empoleirou, precisamente porque os escondo num armário fora do seu alcance. É uma criança que precisa de muita vigilância- rematou a simpática senhora.
Temos o maior respeito e consideração pelo Constantino Piçarra. No último Diário do Alentejo - apesar de julgar a questão estéril - este dirigente do Bloco de Esquerda veio colocar a posição do seu agrupamento político no âmbito da discussão em moda.
Diz o Constantino que "o que deveríamos estar a discutir neste momento era a importância e as vantagens da regionalização em oposição ao modelo de .descentralização. apresentado pelo Governo."
Tem toda a razão. Já expressámos aqui esta opinião.
Acrescenta este dirigente 'bloquista':"A recente discussão entre autarcas alentejanos, mediatizada pelos partidos maioritários na região e polarizada entre os defensores da Comunidade Urbana do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (PS e PSD) e os apologistas da Área Metropolitana do Alentejo com todos os seus municípios (PCP) está a dividir os alentejanos e a prestar um mau serviço ao futuro do desenvolvimento da região [...]". Ora, esta questão não é uma questão alentejana. É uma questão menos que baixo-alentejana. É uma questão localizada e protagonizada por dois ou três autarcas. É uma questão de poder e protagonismo pessoal.
O Constantino continua a sua exposição. Não atribui qualquer importância à divisão do Alentejo em 'ComUrbs' ou em 'Áreas Metropolitanas'. "[...]são entidades profundamente anti-democráticas, uma vez que os seus órgãos executivos não são legitimados pelo voto popular nem controlados pelos eleitos do povo, irão viver mais das competências retiradas aos municípios do que das eventualmente delegadas pelo poder central."Depois de nos advertir para o perigo de o Poder Central esvaziar de poderes, competências e capacidades das ComUrbs, muito simplesmente não lhas delegando e não lhes atribuindo verbas; o autor, alerta-nos ainda para o perigo de esta situação continuar a prefigurar o aumento da dicotomia entre a periferia e o litoral.
Parte de seguida para a conclusão do seu discurso.
.Ora, isto não configura, nem de perto nem de longe, a regionalização pela qual os alentejanos se têm batido de forma quase consensual, o que se traduziu na vitória do SIM à região Alentejo aquando da realização em 1998 do referendo sobre esta matéria. Assim sendo, o que devíamos estar a discutir neste momento era a importância e as vantagens da regionalização em oposição ao modelo de .descentralização. apresentado pelo Governo e não como se está a fazer [.].
Ora, o atento Constantino, teme que a bandeira da regionalização tenha caído das mãos do PS e do PCP. Desta forma . [.] não parece haver qualquer razoabilidade na introdução na discussão do diferendo relativo a uma ou mais regiões para o Alentejo, embora camuflado sob a capa da dicotomia comunidade urbana/área metropolitana. Que o fundamental, a afirmação da defesa da regionalização enquanto condição necessária para o desenvolvimento do Alentejo, suplante as discussões estéreis referentes ao acessório, eis o que parece ser a grande exigência do momento presente..
Dito isto, e sabendo de antemão que o Governo vai cair em 2006(!!!), que se faça pois uma .ComUrbezita..
Cabe dizer que uma ComUrb fica, de facto, nas mãos do Governo. Um Área Metropolitana não tanto. Uma Área Metropolitana pode negociar directamente com Bruxelas.
Cabem a uma Área Metropolitana mais competências que a .gestão das águas e dos esgotos.. -Não nos esqueçamos que a Constituição de 1976 propunha a criação de Regiões Plano. Como é normal as boas ideias neste país desaparecem como aparecem: o efeito .plop.!-
Muitas áreas de actividade devem ser enquadradas em termos Regionais:
A gestão turística; os transportes, visando os acessos facilitados entre as povoações mais remotas e os centros urbanos de maior envergadura, os acessos das produções a desenvolver, a coerência dos sistemas viários na área e as suas ligações a Espanha e a outros potenciais .centros de consumo.; o enquadramento de projectos estruturantes como os aduladíssimos e badaladíssimos Porto de Sines, Alqueva e Aeroporto de Beja aproveitando todas as sinergias possíveis nestes focos de desenvolvimento (sem descobertas da pólvora!); a adaptação criteriosa das ofertas universitárias às necessidade de uma Região que, no seu todo, tem características muito bem definidas e distribuídas pelo seu todo territorial .seria bom que se valorizasse o papel da Universidade de Évora na evolução dos vinhos do Alentejo.-; a gestão racional da rede hospitalar, da rede escolar, etc.
Quanto à Regionalização de que fala o Constantino basta olhar para a Madeira e para os Açores para ver os perigos em que todos incorremos. Nessa regionalização também não vamos. Essa foi rejeitada em Referendo.
Também seria anti-democrática a sua instauração. Ou não?
Em defesa da regionalização
2004-05-21 11:23:29
O que devíamos estar a discutir neste momento era a importância e as vantagens da regionalização em oposição ao modelo de .descentralização. apresentado pelo Governo
A recente discussão entre autarcas alentejanos, mediatizada pelos partidos maioritários na região e polarizada entre os defensores da Comunidade Urbana do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (PS e PSD) e os apologistas da Área Metropolitana do Alentejo com todos os seus municípios (PCP) está a dividir os alentejanos e a prestar um mau serviço ao futuro do desenvolvimento da região para gáudio do Governo e dos defensores da centralização administrativa, uma das causas, entre outras, que explicam o nosso atraso ancestral.
O que o Governo PSD/PP propõe ao País em matéria de reorganização administrativa não é uma qualquer regionalização dissimulada pela palavra .descentralização.. O que se propõe sob a capa da novidade é, no fundo, a constituição de meras associações de municípios, como as que já existem, sem recursos, competências e meios financeiros autónomos. O que se propõe, em síntese, é a criação de novas unidades territoriais que, para além de serem profundamente anti-democráticas, uma vez que os seus órgãos executivos não são legitimados pelo voto popular nem controlados pelos eleitos do povo, irão viver mais das competências retiradas aos municípios do que das eventualmente delegadas pelo poder central. Diz o Governo que o Estado poderá contratualizar com cada uma das comunidades urbanas ou áreas metropolitanas diversas competências com a atribuição das respectivas verbas. Assim sendo, o inverso também é possível, ou seja, tanto pode contratualizar como não. A decisão está no Governo. E quando decidir transferir competências e os meios financeiros para a execução destas, nada garante, por força da constituição dos órgãos gestores destas novas unidades territoriais, que as benfeitorias daí resultantes não sirvam exclusivamente os municípios com maior peso político e económico dentro de cada unidade territorial com isto se potenciando à escala regional a dicotomia centro/periferia que já existe em termos nacionais.
Ora, isto não configura, nem de perto nem de longe, a regionalização pela qual os alentejanos se têm batido de forma quase consensual, o que se traduziu na vitória do SIM à região Alentejo aquando da realização em 1998 do referendo sobre esta matéria. Assim sendo, o que devíamos estar a discutir neste momento era a importância e as vantagens da regionalização em oposição ao modelo de .descentralização. apresentado pelo Governo e não como se está a fazer, onde o que emerge é a luta entre duas opções . comunidades urbanas ou áreas metropolitanas . que são parte integrante dum mesmo modelo que, embora dito descentralizador, visa enterrar de vez a regionalização do País.
Se PS e PCP não tivessem, como a recente discussão indica, deixado cair a .bandeira. da regionalização, o que se estava agora a discutir e a aprovar nas assembleias municipais de todo o Alentejo eram resoluções que, rejeitando o processo dito de .descentralização. apresentado pelo Governo, enfatizassem e sublinhassem a necessidade da regionalização no Alentejo como condição imprescindível ao seu desenvolvimento. No entanto, e apesar do tempo perdido, ainda se está a tempo de arrepiar caminho, recentrando-se a discussão nos seus verdadeiros termos: regionalização/.descentralização., com isto desvalorizando-se a importância e o papel presente e futuro das novas unidades territoriais que o Governo pretende criar no âmbito da sua proposta de .descentralização administrativa., as quais só podem ser vistas como entidades transitórias cujo fim deverá acompanhar o fim do próprio Governo o que, muito provavelmente, acontecerá nas eleições de 2006.
Neste quadro, e no âmbito deste entendimento que não deixará de ser maioritário entre as diferentes forças políticas da região, isto a fazer fé no que defenderam aquando do referendo de 1998, o que faz sentido é não perder-se a dinâmica já criada pelas diversas associações de municípios entretanto constituídas no Alentejo, pelo que a opção natural deveria ser a readaptação destas estruturas às normas constantes do novo modelo de .descentralização. tal como o Governo o apresenta, com o único intuito de, com isso, e de forma transitória, os diversos municípios ficarem em condições de poderem receber e gerir as eventuais competências e respectivos meios financeiros que o Governo lhes possa delegar no curto prazo.
Porque o que está em jogo não é qualquer modelo de regionalização, não parece haver qualquer razoabilidade na introdução na discussão do diferendo relativo a uma ou mais regiões para o Alentejo, embora camuflado sob a capa da dicotomia comunidade urbana/área metropolitana. Que o fundamental, a afirmação da defesa da regionalização enquanto condição necessária para o desenvolvimento do Alentejo, suplante as discussões estéreis referentes ao acessório, eis o que parece ser a grande exigência do momento presente.
Constantino Piçarra
um político em campanha.
(Os gaijos das bandeirinhas não apareceram logo porque foram à casa de banho, uns, e ao carro de apoio buscar mais sacos de plástico, outros).
O Império de Carlos Magno ocupava as actuais França, Alemanha, Itália (até Roma), Suiça, Áustria, Bélgica, Holanda e Eslovénia.
Em 843, no Tratado de Verdun, este Império dividiu-se pelos herdeiros de Carlos Magno: Carlos, o Calvo; Lotário I e Luís, o Germânico.
Eram os herdeiros de um território, de um património. Dividiram-no. Ninguém sabia o que era nacionalismo, patriotismo... Aos que se levantavam cedo para trabalhar isso pouco interessava. Havia de haver sempre quem mandasse...
Em 2004 atribui-se o 'Prémio Carlos Magno' a um Inglês pelo seu trabalho em prol da Europa.
O inglês (Pat Cox) agradeceu.
Carlos Magno, na tumba, sorriu. Os seus herdeiros estão a portar-se muito bem. Até já arranjaram súbditos anglo-saxões...
Os europeus que se levantam cedo para ir trabalhar não deram pelo acontecimento. Não lhes interessa. Nem interessa que lhes interesse...
Tem que haver sempre quem mande...
O bravo e inovador exército israelita aplica à segurança nacional inovações de várias áreas (química, física, psicologia, sociologia...), desta vez, e baseado na prática médica que aposta, de há umas décadas a esta parte, na medicina preventiva, o exército começou a eliminar palestinianas logo aos 1000 dias de vida.
Brilhante!
Um grande povo estes filhos da p---!
Assustadíssimo com a possibilidade de ir passar a noite de núpcias com toda a classe média espanhola o Princípe tenta estar à altura da situação.
- Quero satisfazer toda a gente- confidenciou-nos.
Daqui os nossos votos de boa sorte para este bravo rapaz!
Casamento real, congresso do PSD, montes de foguetes e 'pechaninhas'...
Para os interessados, o único local em que avistámos papoilas foi na entrada de Beja 'para quem entra pelo cemitério'.
_____________________________________Isso terá algum simbolismo?
Depois dos artigos do último Diário do Alentejo, a propósito da 'regionalização / descentralização, mais gente começa a 'voltar o bico ao prego'...
Até Pita Ameixa se prepara para arrepiar caminho. Previdente, prepara já a terra para uma nova sementeira. - Mas os sulcos frescos deixam sempre marcas visíveis para quem as queira ver...
O Pita Ameixa, muitas vezes, faz-nos lembrar aqueles rapazitos que lêem uns 'canhenhos', não muitos, para poderem ganhar discussões. Dissémos bem: 'Ganhar discussões'! O importante é não perder a face. A ilusão de se controlar todos os acontecimentos.
Este homem, que se vangloria de sempre ter defendido uma ComUrb para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, afirma que "o que se pretende é apenas ganhar campo negocial para se partir de uma posição forte para uma possível negociação com uma outra ComUrb do Alto Alentejo". Acusa ainda o PCP de fugir ao diálogo, impedindo uma posição consensual, e ignora a posição do PSD.
Estas posições tergiversam, mentem e falaciam:
-Não é entre si que os Alentejanos devem ter força negocial. Os Alentejanos devem ter força negocial face a todos os poderes da Comunidade Europeia. Devem afirmar-se como uma região portuguesa unida, com objectivos e com potencialidades.
- A preocupação do dirigente do PS local é manter o seu poder. Criar a sua 'Taifazita'. Foi a última posição do Raúl dos Santos que motivou esta sua prosa no Diário do Alentejo, e não qualquer necessidade séria de repensar o que tem vindo a propôr aos alentejanos. Mas quanto ao artigo do seu homólogo de Ourique o autarca de Ferreira nada diz... A frontalidade e a clareza de posições não é o forte dos políticos locais. Respondem-se e correspondem-se de uma forma cifrada e inacessível para os cidadãos mais desprevenidos.
- O Pita é um homem de 40 anos. Afirma ser 'desde sempre favorável a uma ComUrb'... -Tal e qual como todos os 'democratas de sempre' que surgiram por esse Alentejo a seguir ao 25 de Abril-.
Como 'desde sempre'?
Desde quando?
Isto quer dizer o quê?
Este tema é 'velho' de 10 anos! Se tanto...
- A CDU, no Baixo Alentejo, é a única força que tem uma visão para um Alentejo forte e reivindicativo. O Alentejo foge-lhe, em termos eleitorais, para o PS. As suas sedes não se renovaram de gente. Os seus militantes são os mesmos de há anos a esta parte. Os jovens que lhe aderem fazem-no quase por folklore...
Mas pensam em termos regionais. Habituaram-se a isso...
- A CDU não faltou ao diálogo. - Desta vez não! - A CDU reagiu a uma tomada de posição unilateral (... bilateral - PS + PSD) sobre a alteração das 'regras do jogo'. A Associação de Municípios do Distrito de Beja tinha fins e objectivos definidos. Tinha defeitos (grandes) mas os seus estatutos estavam definidos.
- O Ameixa, a ser verdade que está preocupado com os seus eleitores e com os seus interesses, devia preocupar-se em saber a sua opinião. Em consultá-los.
Isso sim, fá-lo-ia forte. Isso seria, de facto, democrático. Isso dar-lhe-ia força negocial.
O seu correlegionário Blair faz-se forte -fez-se forte- no contexto europeu ameaçando a França e a Alemanha com um referendo.
Um exemplo para o PS do BAAL!
- Mas espantemo-nos! O Pita Ameixa quer fazer-se forte para negociar com outra ComUrb!!
Qual?!
A de Évora?!!! Estará a dar as ComUrbs da Visão como certas? E a outra possível e potencial ComUrb quererá negociar com ele? E negociar o quê?
Respondemos: -quer negociar a divisão de cargos e de os poderes. Só isso! Não há nenhum pragmatismo em preparar negociações com realidades virtuais!
- E, para quem defende o diálogo, não há novidades a mais sempre que o Pita 'bota faladura'?
Será a isto que se chama 'diálogo faseado?
Um diálogo sem regras? Às escuras?...
... Um diálogo 'à político', na óptica e na versão de Pita Ameixa?!
Numa questão desta importância os políticos locais negoceiam puxando o chapéu para os olhos, massajando o queixo e afagando a nuca?
Negoceiam na perspectiva de ver onde é que o 'outro' quer chegar?
Em que é que um 'negócio' nestes moldes se distingue de um negócio de feira corredoura de gado!? Na qualidade das gravatas?
- O Pita Ameixa não achará 'autista' colocar os concelhos mais populosos e/ou mais ricos do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral de fora das suas jogadas (Beja, Serpa, Santiago do Cacém, Sines, Castro Verde)?
- O Pita acha que é assim que se faz política? É esta a noção de 'política para a cidadania' que este grande 'homem de estado' defende? O Pita achará que as pessoas não se aperceberam que os 2 ou 3 debates promovidos foram uma farsa na qual os cidadãos sem cargos políticos foram ultrajados?
- O Pita não é um verdadeiro democrata. A sua maneira de fazer lembra-nos a telenovela a que muita gente assistia quando ele era miúdo.
O Pita Ameixa faz política como os coronéis da 'Gabriela Cravo e Canela'.
Lembram-se?... 'As jogadas'? A imprensa controlada? As chantagens? As ambições desmedidas de poder?...
Esperemos que não use jagunços...
De qualquer forma parece que o Pita, agora, já não arrebita... tanto.
Notícia completa doDiário do Alentejo abaixo:
O processo de descentralização continua a dar que falar no distrito de Beja e Luís Pita Ameixa, que sempre defendeu a criação de uma Comunidade Urbana (ComUrb) para o Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, acusa os comunistas de faltarem ao diálogo no sentido de se chegar a uma posição consensual. .A CDU tem falado sempre em diálogo, mas não o pratica, é mentira quando diz isso, pois quer sempre diálogo, mas para toda a gente ter de, obrigatoriamente, entrar na posição deles, que é rígida., disse ao .DA..
Para o presidente da Federação do Baixo Alentejo (FBA) do PS e autarca em Ferreira do Alentejo, .o PCP está a avançar de acordo com uma liderança autista, que está um pouco desligada do mundo real e, sobretudo, que é nada conhecedora do que é a vida autárquica e da importância que tem a colaboração entre os autarcas e entre as autarquias.. Para o dirigente do PS a suspensão de funções dos eleitos pela CDU no seio da Associação de Municípios do Distrito de Beja (AMDB) uma decisão .completamente desajustada..
Pita Ameixa revela que o PS está disponível a chegar a uma posição consensual e que para tal até já passaram das palavras aos actos. .Apresentámos, no seio da AMDB, uma proposta concreta por escrito, no sentido de que todos aceitassem que se formasse, para já, uma ComUrb do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral por transformação directa da AMDB, mas onde admitíamos, uma vez criada essa ComUrb, entrar em negociações com a ComUrb . ou outra . do Alto Alentejo, para ver se era possível ter algum acordo no futuro., explica.
O autarca garante que manter uma capacidade política própria de representatividade de um determinado território, tal como existe agora a AMDB, é .essencial. para o PS, que está, contudo, disponível para abdicar um pouco desta opção em detrimento de uma posição mais .centrista.. .Abrimos aqui uma janela de oportunidades de diálogo e a resposta que tivemos foi essa, com uma teimosia em fazer uma associação de fins específicos, o que para nós é inaceitável, pois trata-se de retirar força à AMDB e ao próprio distrito de Beja..
Neste capítulo da desejada transformação da AMDB numa associação de fins específicos pelos comunistas, Pita Ameixa assegura que tal é uma .fraude à lei., pois .o que se pretende fazer é uma associação de fins gerais usando a figura legal de associação de fins específicos.. .Querem usar a lei das associações de fins específicos para obter efeitos contrários àqueles que esta pretende prosseguir: a isso chama-se . é uma figura jurídica . .fraude à lei. e nós não podemos aceitar isso., esclarece.
Relativizando a importância deste processo, Pita Ameixa afirma que o PCP .hiper-valorizou. a questão e fez dela .quase uma coisa de vida ou morte., com muito .dogmatismo e monolitismo. à mistura. .O processo de descentralização que está em cima da mesa é um processo que parece que se há-de de construir ao longo dos anos. É um processo em aberto e que tem um grande ponto de interrogação em relação ao que será no futuro, e por isso é que devemos avançar para ele de uma forma pragmática, cuidadosa e prudente. Portanto, temos de cumprir a lei e dar passos em frente defendendo os interesses da nossa terra., conclui.
Não resistimos à menção elogiosa que o amigo Vítor da Verdade da Mentira nos fez. Tínhamos pensado que a próxima posta desta rubrica seria dedicada a todos os oficiais dos montados.
Andamos cansados e o tempo não abunda. Resolvemos que seria interessante, e não muito trabalhoso, falar de um ofício existente no Campo de Ourique que, na sua prossecução, se assemelhava a uma inspecção, seria, passe algum abuso terminológico, um fiscal da confiança do Rei:
'O Homem do Montado'
este oficial deveria correr o Campo duas vezes por ano. Verificaria a forma como os montados e as pastagens reais eram geridas pelos vários oficiais de câmara ou dos verdes, pelos rendeiros e pelos lavradores. Poderia denunciar as situações que não estivessem consentâneas com as pretensões do rei e da Fazenda Real ou encoimar (multar) directamente os prevaricadores.
O seu testemunho era equivalente ao de um escrivão (recordemos que os escrivães validavam os testemunhos e o trabalho do próprio ouvidor do montado!).
Para que se aplicassem no seu serviço, tinham, tal como os outros oficiais, direito a receber metade do valor das coimas aplicadas.
Lemos com alguma comoção a posta do Alentejanando sobre o 'dia da espiga'. Tirámos-lhe um 'print' que demos à 'cria da casa'. A nossa menina levou-a para a escola depois de almoço para mostrar à professora. A professora leu e gostou. Fez questão de ler a posta aos colegas do nosso 'rebento'.
Esta tarde os colegas e as colegas do nosso rebento e os seus familiares avistavam-se um pouco por toda a planície envolvente. A chuva ameaçava cair a todo o momento. Mas não caíu. Ainda bem!
Senão da coisa: JÁ NÃO HÁ PAPOILAS!!!!
A BBC mostra-nos duas fotografias de gosto duvidoso:
Esta e esta.
Dois soldados americanos posando sorridentes sobre dois presos iraquianos.
Para quem tem dúvidas sobre a decadência de valores no Ocidente tem aqui uma prova.
A decadência moral foi sempre o início do fim dos impérios. Os E.U.A. atingiram muito rapidamente esse patamar. Demasiado rapidamente.
A América de hoje não é a mesma que ajudou a Europa a lutar contra o nazifascismo. A América de hoje defende os interesses de meia dúzia de cavaleiros da indústria com ligações à imprensa, ao petróleo e à finança.
Em boa verdade a 'queda do muro de Berlim' não nos deixou mais seguros e, portanto, não nos trouxe maior liberdade. A queda do Bloco de Leste provocou a afirmação de uma única potência no Mundo. Pedia-se-lhe, e isto não era pedir demais a uma democracia... probidade, discrição, sentido de justiça.
A ascensão que os Estados Unidos protagonizam no Mundo, desde a Guerra Hispano Americana, está agora a chegar ao seu auge. A manter-se esta postura estará muito próximo o seu epílogo.
P.S.: Por curiosidade diga-se que a guerra contra os espanhóis, há um século, e esta contra o Saddam se baseiam em pressupostos forjados: O falso afundamento de um barco americano por um vaso de guerra espanhol e a posse de armamento proibido no Iraque. Num e noutro caso os senhores da guerra quiseram fechar os olhos à verdade dos factos.
Resposta:- Quem calha.
Também achamos que o Jeremias devia ser preso. E por mais tempo!
Isto é uma fotografia?
Bolas!
Com tanto material humano não podia fazer melhor? Ser mais ousado? Mais original?
Preso!
Mainada! Ele e outros artistas de meia-tijela que há para aí...
Os americanos estão a recuar na sua política para o médio-oriente.
Desta vez não apoiaram o feio, gordo e mau Ariel.
O Tio Sam é poderoso mas está cansado. As suas mãos têm alguns traços de artroses (já repararam naqueles dedos empenados quando apontam para os 'boys' a pedir ajuda? Pois!...). O 'saco' está muito cheio e quase rompe pela costuras.
Neste momento, e listando apenas as cargas que são facilmente visíveis, as pobres costas do velho do chapéu de carnaval suportam as seguintes 'iguarias':
-O massacre de palestinianos por helis e tanques israelitas em Gaza.
-O ataque, por engano(!!!), a um casamento no Iraque, próximo da fronteira Síria.
-O escândalo, mal disfarçado, das torturas de presos iraquianos sem assumpção de culpa - evidente para todos os seres humanos com um Q.I. minímo - pelas hierarquias.
-A antipatia do mundo, que dizem defender, pelas suas políticas de guerra e pela suas políticas económicas e ambientais.
-A antipatia com que o mundo árabe vê a sua política externa.
-O défice galopante das contas públicas americanas.
-O risco de se pôr em causa a retoma económica.
-Os avisos de Henry Kissinger para a situação em Israel.
-Os alertas de Samuel Huntington para o 'atoleiro iraquiano' em que os jovens americanos se afundam.
- O isolamento na comunidade internacional e junto dos aliados mais tradicionais face à questão israelita.
E quem não pode descarrega... Não atirou para o lixo o embrulho de cima, mas deixou-o no chão. - Os Estados Unidos não tiveram coragem nem quiseram vetar a deliberação do Conselho de Segurança da ONU que condena a acção de Israel na faixa de Gaza - .
Pronto! Uf!! O Rumsfeld já encontrou o 'mau da fita'!
Foi condenado a 1 ano de prisão e à expulsão do exército, em tribunal militar, o soldado Jeremy C. Sivits. Este soldado ia acusado de três crimes:
- maus-tratos (usava trelas muito apertadas e não regulamentadas),
- conspiração (combinava com os outros pândegos estas sevícias, sem que as chefias soubessem, para se divertir e beber umas bejecas)
- abandono do dever (não zelava pelas necessidades de conforto dos presos).
O rapaz, que dentro da polícia militar tinha a designação de (especialista?!?!), ouvida a sentença que o acusava de "não ter sabido proteger os prisioneiros iraquianos que se encontravam sob sua custódia", chorou baba e ranho e proferiu as seguintes palavras sábias e sinceras:
''Queria pedir perdão ao povo iraquiano e a esses presos. Deveria tê-los protegido em vez de fotografá-los''.
Assoou-se e acrescentou olhando para a biqueira das botas:
''Aprendi uma grande lição, senhor: não se pode deixar ninguém abusar das pessoas como se fez''.
Algumas testemunhas referem que Rumsfeld ouviu esta sentença em circuito radio interno chorando e orando a Deus que, como o Papa lembrou há pouco tempo, tudo perdoa.
Bush filho, a seu lado, bebendo o seu Bushmills, recordava os tempos em que os copos não lhe davam para ser Presidente dos 'States'. Velhos tempos...
Segue abaixo a notícia do JB on line (não tem nada a ver com o JB on the rocks), que cita a agência EFE.
Soldado dos EUA acusado de tortura é condenado a 1 ano de prisão
BAGDÁ - A corte marcial que julgou hoje o soldado americano Jeremy C. Sivits condenou-o a um ano de prisão após considerá-lo culpado de três acusações relacionadas com os maus-tratos a presos iraquianos, informaram fontes ligadas ao tribunal. Sivits, que tinha o cargo de .especialista. dentro da Polícia Militar, será expulso do exército.
Depois do anúncio da sentença, o condenado rompeu em lágrimas e pediu perdão por não ter sabido proteger os prisioneiros iraquianos que se encontravam sob sua custódia. ''Queria pedir perdão ao povo iraquiano e a esses presos. Deveria tê-los protegido em vez de fotografá-los'', disse.
Dirigindo-se ao juiz, acrescentou: ''Aprendi uma grande lição, senhor: não se pode deixar ninguém abusar das pessoas como se fez''. A condenação à prisão e a expulsão do exército são as penas máximas que Sivits poderia pegar pelas acusações de maus-tratos, conspiração e abandono do dever.
Espera-se que Sivits, que se declarou culpado para conseguir benefícios carcerários no futuro, deponha contra outros soldados que serão processados por causas similares.
Não é por nada, e isso até pode nem ser importante, mas porque é que os Estados Unidos têm sempre judeus em locais de destaque da sua política externa?
... Será porque calha? Porque a comunidade judaica o exige? Porque a imprensa o solicita sorrateiramente? Porque são muito espertos?
Será porquê?! Han?
_____Não, não gostamos do gaijo baixinho, com 'ar' de parvo e bigode ridículo...
vertidas serão de crocodilo?
De qualquer forma não parecem muito precupados com a subida do preço do petróleo ...
Agora a sério... achamos uma excelente notícia. Infelizmente fazem-se cada vez menos coisas que sejam consertáveis ou reutilizáveis. (Em termos informáticos esta realidade roça a pornografia... mas daquela muito esquisita com gente e animais...).
Para quem ainda não sabe como se inscrever aqui está uma cópia da posta de 16 de Maio do Alandro Al sobre a forma de se inscrever neste evento.
Diz o Alandro Al:
"O Encontro de Blogs no Alandro al continua a ser preparado em colaboração com a CMA.
Muitos foram os blogues que fizeram referência no seu espaço ao encontro que vamos organizar no dia 3 de Julho, integrado no programa da EXPO-GUADIANA que se realiza de 2 a 10 de Julho.
Até ao momento inscreveram-se 15 Blogues:
ALBARDEIRO
AO SUL
CONTRA FACTOS & ARGUMENTOS
DES-ENCANTOS
DIGITALIS
EGO
ENE COISAS
ESCRITA IBÉRICA
IDEIAS SOLTAS
MULHERES
NOTÍCIASALENTEJO
O VENTO LÁ FORA
PLANÍCIE HERÓICA
PRAÇA DA REPÚBLICA EM BEJA
Está à espera do quê para se inscrever no encontro?
Envie mail para ltata@sapo.pt com o nome, blog e telefone."
O Ouvidor do Verdes
O Capítulo XXX do Regimento dos Verdes e Montados de 1699 definia assim a importância e as funções deste Oficial Superior:
" I
O Ouvidor dos verdes e montados pelo seu cargo será superior a todos os Juízes, escrivães e mais oficiais dos verdes de toda a Comarca, conhecerá por apelação e agravo de todas as cousas que se tratarem perante os Juízes do Verde e terá alçada de quatro mil reis, & nas que passarem desta quantia dará apelação para o meu Conselho da Fazenda, aonde pertencem, fará duas audiências na semana às partes; às segundas e sextas feiras de tarde, a que não faltará para melhor exposição das causas e no modo de as processar guardará em tudo as ordenações do Reino.
II
Conhecerá também de todas as denunciações que os oficiais do verde, ou os Rendeiros quiserem dar perante ele, dos que tiverem incorrido em algumas penas, ou descaminhos, que neste Regimento se acham declarados; dando da mesma sorte apelação & agravo, qual no caso couber, para o meu Conselho de Fazenda.
III
Assistirá a todas as montas dos gados, assim das ovelhas, como das vacas, porcos e éguas dos criadores de fora da Comarca, para que com a sua presença se evitem todas as perturbações e desordens que nelas pode haver, e se não lhe pagará o seu ordenado, sem certidão do escrivão de como assistiu a elas.
IV
Terá obrigação de me dar conta pelo meu Conselho da Fazenda dos Comendadores Fidalgos, & outras quaisquer pessoas poderosas que não quiserem pagar montas dos seus gados, ou guardarem os montados, ou as ervagens das suas herdades, ou se tomaram coutadas sem autoridade de justiça, para eu nisso prover, como cumprir ao meu serviço; & não o fazendo assim, se lhe dará em culpa na residência que dele se há-de tirar, & pagará toda a perda que por essa causa receber a minha Fazenda.
V
Terá obrigação outrossim de hir huma vez no ano pelas Vilas do campo a prover sobre as cousas pertencentes aos verdes & montados, & devassará dos oficiais de cada hum lugar se cumprem com a obrigação dos seus Regimentos, e se cometeram erro algum nos seus oficios, assim em prejuízo da minha fazenda como das partes.
VI
Se os Juízes foram pessoalmente dar as coutadas em seus tempos legítimos demarcando-as com as divisas necessárias, e se deram maiores coutadas do que aquelas que devem dar, & se fazem as audiências nos tempos devidos, & e se ouvem aos Rendeiros, & oficiais do verde, 6 às mais partes com diligência, & bom acolhimento.
VII
Se os escrivãos são diligentes nas matérias de seus oficios, fazendo os manifestos e termos das montas com a clareza necessária, & brevidade, & da mesma sorte se os jurados assentam todas as coimas, ou se o deixam de fazer por respeitos ou outros quaisquer interesses, & se algumas pessoas os injuriam, ou agravam, & e impedem a que eles não façam os seus oficios como devem.
VIII
Outrossim devassarão de todas as pessoas que demarcam maiores coutadas daquelas que lhes são dadas pelo juízes, ou se as tomaram, sem serem por ordem de juiz competente, ou se guardam as terras das suas herdades, & as defendem dos outros gados, sem nelas terem tomado coutada.
IX
Também devassarão dos Rendeiros do verde, se fazem avenças com as partes, ou lhes dão licença para fazerem cortes contra a forma disposta neste Regimento; & e achando que qualquer das sobreditas pessoas tem delinquído contra o que lhe é ordenado, procederá contra eles dando-lhes livramento como for justiça.
X
E quando o ouvidor dos verdes estiver fora da Comarca, ou legitimamente impedido, servirá o seu cargo o Provedor da Comarca que inteiramente cumprirá este Regimento.
Henry Kissinger critica, neste jornal argentino, a política externa de Bush de apoio incondicional a Ariel Sharon.
Sem deixar de criticar a opinião pública ocidental não americana, este experimentado e astuto político, estabelece outro caminho para a paz no Médio Oriente.
Do seu extenso artigo de opinião retirámos estes dois parágrafos:
"[...] a política estado-unidense no Médio Oriente
não pode basear-se na especulação sobre os
motivos de um líder aliado. A diplomacia
estado-unidense deverá seguir os princípios a
que se comprometeu o própio Sharon em
Washington, ainda que esta interpretação dos
seus motivos resulte errada ou que a política
interna israelita a impeça de os implementar.
A opinião pública .sobretudo fora dos Estados
Unidos. julga duramente as fortes medidas
pelas quais Israel trata de proteger-se contra
os ataques suicidas. Mas mostra muito
escassa compreensão para o profundo desejo
de paz dos israelitas que têm vivido sem ser
reconhecidos pelos seus vizinhos árabes
durante a maior parte da sua história e que
lêem em publicações árabes e vêem na
televisão árabe exortações veementes à
destruição de Israel."
Vale a pena ler todo o artigo( mesmo em castelhano), aqui.
teórico dos conservadores norte-americanos
e citado aqui na Planície ontem
"Samuel Huntington, 'pai' do neo-conservadorismo americano afirma que os Estados Unidos não poderão ganhar a guerra que travam no Iraque",
o nosso amigo João Guerra
propôs-nos a leitura de um
interessante - interessantíssimo -
texto publicado por Carlos Fuentes:
"El Moby Dick de Huntington
RACISTA ENMASCARADO"
Ao João Guerra um 'muito obrigado' e grande abraço da Planície .
O Instituto Nacional de Estatística, certamente por desfastio, teve a ideia de andar para aí a meter o nariz na casa de cada um.
Está mal. Não passam de uns 'cuscos' armados em cientistas.
Os prezados leitores já viram as explicações e os dissabores que a publicação destes dados pode acarretar? Aqueles tipos não terão mais nada para fazer? Depois um gaijo tem que se chatear!... Bolas!...
Ainda por cima, como provaremos, as questões estão mal formuladas.
Em 1999, no continente, a vida doméstica era assim partilhada (dados percentuais):
Homens(% 47,5)_______________________ Mulheres (52,5%)
Costuma preparar as refeições? O que é que se entende por refeições? Os pré-congelados? Aquelas sopas que basta aquecer? O que é que isto prova? As nossas mães... essas sim! Sabiam cozinhar... cá coisas!...
Sempre 8,0 __________________________ 92,0
Com frequência 38,8 ___________________ 61,2
Algumas vezes 61,6____________________ 38,4
Raramente 76,6 _______________________ 23,4
Nunca 88,6____________________________ 11,4
Costuma realizar a limpeza regular da casa? Regular?!!! O que é regular? Em regra? Como mandam as regras? Nós cá arrumamos sempre o balde do lixo... em boa -boníssima!!- regra. E as meias... artisticamente e meticulosamente distribuídas algures entre as mesas de cabeceira e a porta do quarto... Tudo em boa ordem... Elas têm que ter o prazer sublime de dizer 'o que seria de ti se não fosse eu...' Então um gaijo quando era solteiro não se governava?!... Pois!
Sempre 6,5___________________________ 93,5
Com frequência 22,3 ___________________ 77,7
Algumas vezes 46,0 ___________________ 54,0
Raramente 69,2 _______________________ 30,8
Nunca 88,7 ____________________________ 11,3
Costuma cuidar da roupa? Assim é demais!!... Já explicámos 'como' e tudo...
Sempre 5,1_____________________________94,9
Com frequência 19,7 _____________________80,3
Algumas vezes 31,6 _____________________ 68,4
Raramente 52,9 _________________________47,1
Nunca 87,6______________________________12,4
Costuma realizar trabalhos de jardinagem? Esta questão não é válida... Jardinagem para um homem é JARDINAGEM!! Elas arrancam umas ervas e tratam dum vasozito... Toda a gente sabe isso... E depois como é que a malta de lisboa faz jardinagem? han? Imaginamos a qualidade da amostra aqui analisada...
Sempre 43,4 __________________________56,6
Com frequência 50,6 ___________________ 49,4
Algumas vezes 51,7 ____________________48,3
Raramente 33,7 ________________________66,3
Nunca 48,9____________________________51,1
Costuma realizar serviços administrativos? O.K. ... papéis é mais com elas...
Sempre 55,2___________________________ 44,8
Com frequência 56,2_____________________43,8
Algumas vezes 46,4_____________________ 53,6
Raramente 34,5_________________________ 65,5
Nunca 41,7_____________________________58,3
Costuma realizar as compras habituais? Essa agora?! Que compras? O tabaquito? A Bola? Há coisas que só um homem é que sabe comprar... Em vez de 22,7% devia obter-se 95 (por causa de alguns indefinidos...). Ou para elas há compras habituais?! fazem sempre uma complicação!...
Sempre 22,7___________________________ 77,3
Com frequência 46,6_____________________53,4
Algumas vezes 58,9_____________________41,1
Raramente 57,7_________________________42,3
Nunca 73,2_____________________________26,8
Costuma realizar compras esporádicas? Assim já é demais!... Sempre a complicarem, sempre a complicarem... ArreCáspite!...
Sempre 50,9___________________________49,1
Com frequência 50,2_____________________49,8
Algumas vezes 51,1_____________________ 48,9
Raramente 44,2_________________________55,8
Nunca 44,8_____________________________55,2
Na casa da Planície
Blogue dele - 841 entradas_______________Blogue dela - 27 entradas
Média de leitores dele por posta (ultimamente) 55/65...
Média de leitores dela por posta (ultimamente) 550/650...
Estão a ver?... sempre há um certo equilíbrio...
De qualquer forma parece-nos que vamos ter de lhe explicar algumas coisas se ela chegar a saber desta estatística...
Ninguém gosta do rapaz. Agora é o Putin que se prepara para o 'matar' a conselho de uma academia de ciências.
Mas se se sabe o que não resulta, não se saberá o que poderá ser mais eficiente para acabar com a emissão de gases de estufa? É fazer o que fôr necessário!
Os gaijos das palminhas daqui a pouco baterão palmas ao planeta.
Se calhar não merecemos muito mais... Os americanos vão votar no ecologista Bush, os russos no ambientalista Putin e o resto da malta quer é futebol...
Andamos confusos.
Ultimamente assistimos a grande salvas de palmas nos funerais do 'mundo do desporto'.
Acabámos de ver o funeral de um jovem de 18 anos que jogava no Benfica.
A princípio ouvimos as palmas e não estranhámos. Esperamos tudo da rapaziada dos futebóis...
Quando olhámos para o ecrã constatámos que o padre batia palmas(!), o pai batia palmas(!), a assistência batia palmas. Toda a gente batia palmas!
Toda a gente!
Velhos, novos, familiares, crianças, homens, mulheres... Todos!
Ficámos a pensar... Ainda bem que não somos actores!
Coitados! A insegurança que devem sentir quando os aplaudem... e se de repente alguém se levanta... Bolas!
...!???Será para o aplaudir ou para lhe fazer o funeral???!...
Diz-nos o Diário de Notícias que estão entre nós muitos emigrantes de Leste.
Sabíamo-lo.
Que pelo menos 15% quer ficar entre nós.
Também já tínhamos ouvido dizer...
Boas notícias.
Que muitos deles são muito bem preparados tecnicamente.
Ainda bem!
E os seus filhos, sabemos nós, integram-se no nosso sistema de ensino com sucesso e com determinação.
Esta última não é uma má notícia de per si. Será péssima se os nossos jovens continuarem a ter uma 'educação para a integração'. Aí sim!
que os Estados Unidos não poderão ganhar a guerra que travam no Iraque.
Em entrevista ao La Repubblica, citada pelo La Vanguardia, Samuel Huntington considera que os E.U.A. não poderão sair vencedores de uma guerra contra o povo iraquiano.
Aconselha os dirigentes do seu país a entregarem o poder aos iraquianos e a retirarem.
Mostra-se ainda preocupado com as alterações culturais que os Estados Unidos e, especialmente, a Europa irão sofrer com os fluxos de imigrantes hispânicos e magrebinos.
A New Yorker, na sua edição on line, mostra-nos um soldado americano com um alvo nas costas. A sua presença há mais de um ano no Iraque ainda não lhe retirou uns bastos quilos a mais. É um alvo volumoso. Estupidamente fácil.
Toda a gente sabe que a juventude ocidental está gorda. Comparem-se as fotografias das nossas mães e das nossas avós quando jovens com a filha do vizinho.
Já compararam?
E então?
Para demonstrar aquilo que os nossos olhos nos evidenciam um cineasta resolveu consumir apenas refeições da McDonald's durante um mês e a não dar mais que 2500 passos diários -devidamente acompanhado por um corpo de especialistas, claro!- . Ao fim de três semanas o médico desta equipa pediu-lhe que parasse.
Não parou.
Ora uma empresa que é um atentado à saúde pública, que só emprega e explora garotos, que é um perigo ecológico, que é um retrocesso civilizacional em termos gastronómicos e culturais. Que é estrangeira e tudo... Uma empresa destas, não é proíbida porquê?
Porque é que se lhe permite o lançamento de 'mccampanhas'?
Porque é que os copos de batido não alertam para o risco de impotência?
Porque é que os pacotes de batatas não nos advertem para o perigo de morte?
Porque é que não se colocam cartazes dentro destes restaurantes explicando que o para a produção de 10 hambúrgueres foi necessário derrubar outra árvore na Amazónia?
Porque é que não se diz que os rapazitos estão todos empregados a prazo?
Porque é uma empresa americana? Han?
_________________Porque agora, 'para despistar', nos dá umas alfaces?!...
Grande filme!
Inteligente e actual.
São muitas as analogias entre as guerras de há 3 000 anos e as actuais. A 'condição humana' está bem espelhada neste filme.
Somos forçados a fazer um 'quem é quem'. O Agamémnon será o Bush; o Heitor será o... vá ver quem!
Estivemos a ler o Diário do Alentejo. A situação neste nosso Alentejo é actualmente a seguinte:
O director do Diário do Alentejo, em editorial, culpabiliza -bem- o executivo por tomar medidas legislativas inconsequentes, ou de consequências imprevisíveis.
Constata que os autarcas se mexem de acordo com as políticas partidárias e, portanto, desresponsabiliza-os. Menoriza-os.
Os 'autarcas do Funchal' ficaram certamente com as orelhas vermelhas...
Para rematar, à cautela, e criando já o seu 'espaço', sem o definir claramente, considera ´'desastroso que, por causa de um processo insustentável, pouco claro e sem objectividade suficiente, queiram alguns pôr em causa uma organização como a Associação de Municípios do Distrito de Beja, cuja missão política é muito mais importante e influente para a Região do que qualquer lei escrita num gabinete de Lisboa, 'injectada' sem responsabilidade nas regiões e, naturalmente, condenada ao fracasso por ser absolutamente inviável.'`
Os socialistas, democraticamente, afirmam que as minorias têm que se sujeitar às maiorias! -Que maiorias, que minorias!? Nunca ouvimos um alentejano definir-se como baixo ou alto alentejano. Estes democratas fazem maiorias e minorias nas suas ruas... umas ruas muito pequeninas... Aliás, as 10 'câmaras do Funchal', juntas, não fazem os 150 000 habitantes necessários para a criação de uma ComUrb-.
Por outro lado foram estas câmaras que alteraram as 'regras do jogo'. Quando o PS e o PSD se aliaram para retirar ao PCP o Diário do Alentejo, a imprestável Região de Turismo da Planície Dourada e mais uns tachozitos o PCP não abandonou o barco. Abandonou-o quando estes autarcas disseram que queriam brincar às traiçõezinhas e às Comurbs... Não é honesto, neste caso específico, dizer-se, que aqueles homens não respeitam as regras do jogo da democracia...
O dirigente de uma das autarquias social-democratas da região culpa a pressa e a ambição dos socialistas. Compreende toda a gente e descobre o óbvio: 10 câmaras em 18 são a maioria, mas dez câmaras em 47 já não... Pois!... De facto, se o Alentejo não se fracturar, 10 câmaras são quase... 1/5 do total!
Os leitores são ainda alertados para o facto de o Alentejo se transformar numa aldeia gaulesa (já lemos isto em qualquer lado...)
Há ainda socialistas que não se pronunciaram... De qualquer forma a atitude de 'querer isolar o País' face a esta fantasiosa ComUrb é uma atitude quixotesca e megalómana que exige coragem e determinação...
Tê-la-ão?
O Pita Ameixa, cavaleiro mor desta fantasia, levou uma nega da concelhia socialista de Beja para a sua candidatura a esta câmara que a sua ambição não enjeitava. Os tempos estarão a mudar? Talvez...
Os comunistas, recolhidos, contam as suas armas... Não lhes vai ser fácil este combate. O tempo, no Alentejo, corre contra o PCP. Esta não será a sua batalha. Será um de muitas batalhas.
Sem querermos ser bruxos, e apesar da atitude mesquinha, manipuladora e mentirosa -'chico-esperta'- de alguém que se lembrou de dar a ComUrb do BAAL como criada à Visão, parece que a partir de agora se vai de facto dar início à discussão da nossa regionalização.
Esperamos não estar enganados.
Esperemos que vença o Alentejo.
Que os autarcas do Alentejo tomem juízo. Em política não se é, está-se. Estejam e façam. Essa será a memória que os vossos netos guardarão das vossas acções.
Diz o Povo que 'nunca vemos as ramelas dos nossos olhos'.
É verdade...
Desta vez, conforme noticia o 'Notícias do Alentejo', o socialista António Paiva, de Alvito, acusa o PCP de querer continuar a mandar no Alentejo.
A quem é que este senhor perguntou se podia partir, com os amigalhaços, o Alentejo a seu gosto? Será que o que está mal é o PCP e não o seu anterior 'quero, posso e mando'?
Este senhor, e os seus amigos do Funchal, ignoraram, tal a ambição que os (des)norteia, os alentejanos e as suas cúpulas partidárias. Ouviram-se, descurando a opinião de quem quer que fosse, em colóquios a brincar, em debates a fingir. Verdadeiramente surdos às opiniões alheias.
Ainda há bem pouco tempo Jorge Coelho se demarcou deste abuso de ambições locais que fragmentam até à ingovernabilidade este pequeno país.
No Alentejo ninguém o ouviu. Ninguém o quis ouvir.
Sejamos francos:
O que faz correr esta 'rapaziada' é a esperança de poder tomar o Alentejo das mãos de um PCP que não se renovou de gentes nem de ideias.
O que os faz correr é a gula.
A mesquinhez e a falta de princípios campeiam nestes espíritos.
Se é verdade que 'Deus escreve direito por linhas tortas'.
Esperamos que as linhas tortas sejam estes 'artistas da baixa política' e a 'escrita direita' os imponderáveis que a sua cegueira não lhes permite vislumbrar.
Leia o artigo completo abaixo
PCP tem de perceber que já acabou o «quero, posso e mando» - António Paiva
O presidente da Câmara de Alvito, António Paiva, manifestou-se contra a posição a suspensão de funções dos autarcas comunistas na Associação de Municípios do Distrito de Beja. O autarca socialista disse, em declarações à Rádio Pax, que O PCP tem que se convencer que já acabou o «quero, posso e mando» que praticou durante 21 anos.
Paiva adianta que não compreende a posição dos autarcas comunistas que suspenderam esta semana funções na Associação e acrescenta que, no quadro da reorganização administrativa do território, o PCP está como o antigo regime: orgulhosamente só.
Os autarcas eleitos pelo PCP suspenderam as suas funções nos órgãos da Associação de Municípios de Beja para vincar uma posição contra a transformação da AMDB em Associação de Fins específicos. Os comunistas dizem que esta é uma situação ilegal, com a qual não querem colaborar.
Os oito autarcas das câmaras de Alcácer do Sal, Aljustrel, Beja, Castro Verde, Moura Santiago do Cacém, Serpa e Sines, suspendem e indisponibilizam-se para exercer funções nos órgãos da AMDB.
Contrariamente ao defendido por socialistas e social-democratas do Baixo Alentejo, o PCP defende a criação de uma comunidade que associe os municípios de todo o Alentejo.
Os Gados do Vento
Uma das faces mais curiosas das disposições régias para o Campo de Ourique tinha que ver com os 'gados do vento'.
Nas extensões do campo muitos animais se tresmalhavam e perdiam. Surgiam sem indícios de donos em estado quase selvagem.
Estes animais pertenciam à Fazenda Real.
Eram referidos já por D. Manuel.
D. Pedro II estabelecia pesadas penas para quem ignorasse esta disposição. O mesmo fez D. João V.
Duvidamos das razões humanitárias que levaram os americanos a intervir no Iraque.
Estranhamos o número limitado de países incluídos no 'eixo do mal'.
É verdade que o Sadam era um tirano. Mas não era -nem é- o único, e talvez nem fosse -nem é- o mais ameaçador para o mundo ocidental.
Mas centremo-nos naquilo a que nos propusémos: A Sra Esther.
Esta senhora está preocupada com a imagem que os militares americanos estão a dar de si próprios e com o facto dessa imagem ser objectivamente inimiga do proclamado 'lado bom' desta guerra.
O que é estranho nesta senhora não é este artigo.
O que se estranha é que não veja que o estado de Israel, também ele, estigmatiza, maltrata, tortura discrimina e vilipendia, não só os Palestinianos, como os cidadãos (cidadãos neste caso é um eufemismo) árabes de Israel.
Neste aspecto, e a avaliar pelo que regularmente escreve no Público, a sra Esther parece ter comprado 'uns óculos de Penafiel'.
Pior que o comportamento americano no médio-oriente, apenas o comportamento israelita.
Desenganem-se todos aqueles que pensam que a atitude do actual governo de Telavive é a única via possível para garantir a paz dos israelitas vindouros.
´'A Lei de Bases proposta não é uma ruptura, mas a formulação a que se chegou tanto dá para manter tudo na mesma, como para trabalhar com outros objectivos e fazer mudanças, através da lei ordinária e da gestão.'`
´'[Defende a] profissionalização da gestão e não a gestão profissional'`
´'A cultura de organização dominante tem sido mais próxima da ideia de repartição, apesar de, durante 20 anos, não ter havido um ministro que não defendesse a autonomia das escolas. Da administração central havia uma prática de centralização, apesar do discurso de autonomia e não estou imune a esse risco, mas espero concretizar uma via que não essa'`.
´'[Os agrupamentos escolares] não são uma criação deste Governo [mas que não serão postos de parte pelo actual Executivo, são] uma política decisiva, mas que tem dado excessivo relevo à componente administrativa dos agrupamentos em vez da pedagógica".
´'[Apesar de qualquer um poder concorrer, o programa do concurso pode exigir que o candidato seja professor] cabendo ao júri da escola [?!?!?!?!?] a decisão, mediante análise curricular e de mérito'`.
Atacados, reagimos a uma só voz.
Atacados, unimo-nos.
Atacados, fomos solidários. Fomos duros. Frontais. Firmes.
Perante uma situação que poderia pôr em causa a nossa liberdade de expressão. Perante uma situação perigosa, todos aqueles que de entre nós acham importante comunicar; todos aqueles que de entre nós andam de peito aberto e de alma lavada porque não têm segundas intenções. Porque nada de inconfessável os move. Todos nós nos mostrámos disponíveis para a luta.
Não somos heróis. Todos sabemos que este era um probleminha. Um problema ridículo! Dissémo-lo.Todos sabemos que a solução para este problema passava, por exemplo, pela adesão a um servidor sedeado no estrangeiro. Mas seria sempre uma situação desconfortável...
Por outro lado, e mais importante, fica em causa a confiança que temos na nossa Democracia.
Chegámos a um ponto em que uma situação destas se afigurava possível.
A mediocridade, a incompetência, a falta de vergonha e a arrogância campeiam.
Blogues de Esquerda. Blogues de Direita. Todos os blogues julgaram possível uma 'jogada' deste género!
Apetece repetir aquele velho 'dixote' que cita Shakespeare: 'Algo está mal no Reino da Dinamarca...'
Procuramos de há algum tempo a esta parte vislumbrar uma comunidade blogueira (blogger?). Provocámos, com reduzido feed-back, a comunidade há algum tempo a este propósito.
Partilhamos estranhos (do nosso canhestro ponto de vista) circuitos cibernáuticos. Podemos partilhar pouca coisa mais. Mas esta partilha é-nos grata. É importante.
A criação de barreiras a essa partilha era para nós insuportável.
Somos, deste ponto de vista, uma comunidade.
Desculpem-me os blogueiros mais aristocratas. Lembrámo-nos dos camionistas. Alguns destes profissionais são de esquerda, alguns de direita. Uns preferem as loiras, outros as morenas e muitos não se prendem com pormenores. Uns são do Benfica, outros do Sporting e outros adoram o FCP.
Alguns até são vegetarianos...
Mas, quando a circulação de mercadorias está em causa, zangam-se. E depois unem-se.
Quando a livre circulação de ideias se nos afigurava em causa zangámo-nos. E estávamos a unir-nos. 'Rebate falso'.(Quase que apetecia que este 'toque a rebate' não fosse falso...).
Em 1870 Bismark, no intuito de unir a Alemanha, serviu-se de uma jogada inábil da diplomacia francesa.
Napoleão III, ansioso por um trunfo diplomático no 'xadrez' europeu que lhe garantisse alguma supremacia no ocidente continental, e a propósito da sucessão ao trono de Espanha de um Hohenzollern- Leopoldo-,
resolve opor-se-lhe.
Uma jogada aparentemente ganha: a Prússia de Bismark não ousaria uma intervenção em força por uma causa tão pequena.
Erro fatal! Conforme previra Bismark, todos os estados alemães se uniram em torno da Prússia. Os alicerces para a construção da Alemanha estavam lançados...
A Blogosfera afinal não teve o seu Napoleão III. Mas a História repetir-se-ia. Acreditamos que sim!
O Carlos Araújo Alves informou-nos que estava esclarecida a opinião do Pedro Amorim sobre os Blogues. Afinal o homem não pertence à ANACOM e é um entusiasta dos Blogues tendo até escrito um artigo sobre o assunto.
P.S.: Sem ofensa... alguém comentou perto de nós que este Pedro é um cromo. Mas nós não acreditamos...
Os fogos
D. Pedro II deixava aos 'oficiais das câmaras das vilas do Campo de Ourique' a marcação das datas em que se podia foguear, tantos os restolhos, como as arroteias e as roças. Quem contrariasse o disposto pelos oficiais deveria pagar 500 réis.
Os oficiais determinariam os aceiros a realizar para que os fogos não se 'soltassem'.
No caso de se não cumprirem as determinações dos ditos oficiais ficariam sujeitos os prevaricadores a uma multa de 10 000 réis dividida em três partes entre a Fazenda Real, o Procurador do Concelho e quem fez a coima (os 'oficiais dos verdes', ou os 'oficiais das câmaras').
O Paulo Querido alerta-nos para os plágios. Pertinente este aviso.
Que os excessos de alguns não prejudiquem a liberdade de todos os outros.
Este comentário foi o milésimo recebido pela Planície.
Ao Carlos Araújo Alves um abraço, bem como a todos os amigos que, com os seus comentários nos têm feito reflectir, pensar e reagir, por outras palavras: nos têm aperfeiçoado.
Um Obrigado grande a todos.
Qual é a idéia da Ilda e da rapaziada da CDU ao anunciar em tudo quanto é rotunda e cruzamento que 'há outro caminho'?
O Notícias do Alentejo dá-nos conta do mal-estar que se vive no seio da Associação de Municipios do Distrito de Beja.
Independentemente das orientações políticas de cada um de nós, devemos, aqui no nosso Alentejo, ter atenção aos políticos que, inventado um qualquer espaço geográfico, ao arrepio de qualquer lógica, esquecendo o interesse da Região que os viu nascer e os interesses das populações que os elegeram, 'politiqueiram' como quem fala de futebol, e gerem os interesses dos outros pela bitola egoísta dos seus próprios interesses e das suas camarilhas.
Nós já decidimos. Nas próximas autárquicas não votaremos em quem aposte nestas quezílias, nestes interesses e nesta falta de ética.
Num país normal as traições pagam-se caras. Gostaríamos de acreditar que este era um país normal.
P.Scriptum: Depois de feita esta posta passei pelo Ideias Soltas e sou confrontado com esta notícia do Público onde se dá conta da opinião de um alto dirigente do PS que os politicos locais, sempre tão prestimosos, ousam pôr em causa, tal a sua ambição. Apercebemo-nos ainda da falta de critérios do governo para um assunto do máximo interesse para o País...
P.S.(2):O Alves Caeiro, gestor do Albardeiro, refere-nos ainda o artigo do Vital Moreira no Causa Nossa sob o título 'Cinco Regiões'. que transcrevemos abaixo.
Tristezas...
A notícia e o artigo do Vital Moreira seguem abaixo:
AMDB - Autarcas Comunistas suspendem funções
Os autarcas eleitos pelo PCP suspenderam as suas funções nos órgãos da Associação de Municípios de Beja. A tomada de posição foi tornada pública, este fim-de-semana, através de um documento assinado pelos autarcas da CDU do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, avançou hoje a Radio Pax.
Em causa está a decisão da última reunião em rejeitar o processo de transformação da AMDB em Associação de Fins específicos. Os comunistas dizem que esta é uma situação ilegal, com a qual não querem colaborar.
Os oito autarcas das câmaras de Alcácer do Sal, Aljustrel, Beja, Castro Verde, Moura Santiago do Cacém, Serpa e Sines, suspendem e indisponibilizam-se para exercer funções nos órgãos da AMDB.
Segunda, 10 de Maio de 2004 - 12:47
Fonte: - Jornalista : N.A.
Cinco regiões
Pela voz de Jorge Coelho, o PS defende agora o modelo das cinco regiões administrativas, correspondentes às actuais NUTS II (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve), quando o dossier da regionalização voltar à agenda política, o que sucederá já na próxima legislatura, se os socialistas vencerem as eleições gerais de 2006.
Nunca é tarde para ganhar juízo. Ainda hoje me causa espanto como é que em 1998 se pôde ter congeminado o mapa exótico das 9 regiões, saído não se sabe de que cabeça. Não quer dizer que com o modelo já tradicional das cinco regiões se tivesse ganho o referendo; mas seguramente que não se teria assistido à bizarra situação de ter contra ele quase todos os principais adeptos da regionalização à esquerda e à direita.
Por minha parte devo dizer que tenho as mais sérias dúvidas sobre a possibilidade de ganhar um referendo da regionalização "a frio", como se tentou em 1998. Devem primeiro criar-se as respectivas infra-estruturas territoriais e institucionais, para que esta não surja como algo no escuro, mas sim como metamorfose institucional de algo que já existe no terreno, como o resultado natural de uma evolução precedente. Por isso entendo que a via correcta passa pela transformação gradual das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) em órgãos territoriais representativos (numa primeira fase por via indirecta) ou então pela agregação das entidades supramunicipais que acabam de ser criadas, no espaço correspondente a cada uma das cinco NUTS II.
Vital Moreira in 'Causa Nossa 11/5/2004'
-Gosto de submarinos. -Disse o Svensön-. É pena que tenham a casca tão grossa...
Sopesando esta circunstância deixaram-no ir ter com os seus amigos.
- A procura de alimentos na internet sempre é mais cómoda... - Comentou pensativamente o Erikson palitando os dentes com um farripo de rádio rachado.
O Alandroal já é dos nossos!
Bem-vindo.
Novo endereço:http://alandroal.weblog.com.pt/
D. Pedro II, tal como já o havia feito D. Manuel, legislou no sentido de salvaguardar os seus montados.
Os lavradores, agindo no seu próprio interesse, punham em risco a saúde e a existência das árvores do campo. Para o monarca as extracções (cernadas) e cortes de árvores, bem como as roças que se levavam a cabo punham em causa 'o bem comum'.
Determinou assim que qualquer pessoa, 'de qualquer condição ou estado' que arrancasse uma árvore pagasse 8 000 réis por árvore 'cernada'; 4 000 réis por árvore se a cortasse pelo pé.
No caso de reincidência neste crime o lavrador seria degredado por um ano para fora da vila.
Cortar um ramo custaria 200 réis.
A madeira, no entanto, seria disponibilizada gratuitamente se fizesse falta para traves de construção, arados, cales de moinhos (calhas e encaixes), apeiros grandes (varas para moinhos, arados etc.), varas de lagar e para a construção de batéis.
As ripas pequenas (apeiro miúdo) para aguieiros (ripas onde assentavam as telhas), pocilgas, currais e outras coisas necessárias só poderiam ser extraídos desde que deixassem a salvo a 'primeira trepada das árvores' (ramos mais próximos do solo).
Os interessados, solicitá-la-iam aos juízes dos verdes que, por alvará, lhes indicariam os locais de onde as podiam extrair sem dano, depois de os interessados terem jurado arrancar apenas a madeira de que necessitassem. O juramento feito seria escrito nas costas do alvará.
Os juízes dos verdes, acompanhados pelos seus escrivãos foram incumbidos de, nos termos das suas vilas, verificar o estado dos macieirais bravos que, por falta de tratamento, se encontravam completamente improdutivos. Deveriam permitir aos lavradores que abatessem as macieiras em excesso passando-lhes um alvará desta permissão.
Os lavradores poderiam roçar as áreas livres, cultivá-las e 'asseirar' (fazer aceiro, cortar o mato rente por forma a evitar os incêndios) as 'árvores que se lhe ressalvarem'.
D. Pedro II manteve a permissão de D. Manuel I de permitir o livre abate de montados entre a ribeira de Odemira e o Algarve.
A cortiça era importante para o curtimento de couros. Muitos pastores descascavam os sobreiros com esse objectivo.
'Toda a pessoa, que quiser tirar casca dos montados para o uso do curtimento dos couros o poderá fazer, tirando primeiro Alvará de licença do Juiz do verde em cujo distrito a quiser cortar, & lhe não dará mais que para tirar hum terço de cada sovereira acima da terra dois covados (1 côvado = 66 cms), em razão do dano que lhe pode causar o fogo se a alcançar pela parte por que está
[d]escascada, & fazendo o contrário, ou escascando sem o dito Alvará, incorrerá nas penas que são impostas aos que cernam Sovereiras.'
'Quando as notas dos exames nacionais do 12º Ano ficam abaixo ou acima das notas de frequência algo está mal: ou há subavalição ou sobreavaliação nas referidas notas. Tem que se investigar isso...'
Justino, aceita um conselho: Faz primeiro os exames que é para os professores poderem dar as notas de frequência com um rigor absoluto. Fácil pá!... Já te devias ter lembrado desta!
Justino, lembrámo-nos agora! Já pensaste que as notas dos exames podem também ser dispares? Pá!... Vê lá isso... envia o mesmo teste para 10 avaliadores e obterás 10 avaliações...
Tens que mandar inspeccionar também essa...
Um abraço curtido para ti DJ.
Ontem, na 2, assistimos à entrevista do inenarrável Justino.
Uma anedota. Humor do mais puro.
Os gestos, os disparates, as arroganciazitas, as poses, os esgares.
Bem feito; ao nível d'A Empresa'. O ridículo e a tristeza da 'condição humana' faziam doer numa série e na outra. O espectador, em qualquer boa comédia, fica dividido entre as lágrimas e as gargalhadas. É pena que o Justino seja tão mal pago... O homem tem jeito para o papel.
Vejamos algumas pérolas:
'[...]as primeiras informações sobre o número de erros nas listas de colocação de professores não davam a verdadeira dimensão do problema.' - Genial!
'[...]o concurso nacional é mais justo' - O outro concurso também era nacional.
'Explica-se acima de tudo [a dimensão do erro dos concursos de colocação de professores] por duas coisas: por ser um modelo de concurso novo, para o qual foi necessário encontrar instrumentos informáticos e procedimentais novos e por, eventualmente, terem ocorrido erros que são incompreensíveis e inaceitáveis. Logo, o que o Ministério tem a fazer é reconhecer que errou e apurar a origem dos erros.' - Brilhante! (Qualquer gestor, por mais grunho que seja, sabe que um sistema informático não se adopta atirando o anterior para o lixo. Claro que o Ministério da Educação não tem que saber isso... ao fim e ao cabo está a mexer em dinheiros públicos!)
'Pouparam-nos na informação que nos forneceram.' - Eheheheh...
'Maior transparência, maior equidade, maior rigor e, acima de tudo, maior eficácia [vantagens do novo modelo de concurso].' - Sublime. Humor britânico puro: o 'non sense' levado até às últimas consequências.
'Estamos a falar de um concurso público de âmbito nacional a que qualquer cidadão, resida onde residir, pode aceder. A expressão nacional do concurso é fundamental. Nos anteriores concursos, especialmente nos mini-concursos, não havia igualdade de acesso...' - O Justino é o maior!
Anteriormente:
1ª Fase em duas partes (1ª e 2ª) ambas nacionais.
2ª Fase (mini-concursos regionais). Aqui só eram colocados os docentes que não tinham sido colocados na primeira fase...
Daí a expressão 'especialmente'. O DJ é de facto o maior!...
'[...]a equipa técnica da Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação, tem anos de experiência a fazer concursos e tenho de ter uma posição de respeito institucional e de estabilidade no funcionamento da administração.' Sem comentários... 'um must'!
'Tenho quase a certeza, sem inquérito, que o que falhou foi a articulação entre passar da legislação à sistematização de procedimentos e desta à programação propriamente dita.' - Ahhh bom!... Boa.
'P. - Como é que corrige isso agora, em 20 dias?
R. - De uma forma muito simples: começar do zero. ' - Ehehehehe!
'P. - Aparentemente o Ministério ainda nem sequer percebeu qual a origem do problema.
R. - É por isso que só em sede de uma investigação rigorosa e sem estar sob esta pressão é que conseguiremos apurar o que é que falhou em toda a sua dimensão. Porque há muitos tipos de erros.' - Gandamaluko!
Em Sines serviram-nos alfaquim.
- Alfaquim?
- Peixe Galo... mas em Sines chamamos-lhe Alfaquim...
Achamos que os sineenses têm razão: Alfaquim é mais bonito.
...Um alentejano que se preze deveria saber falar Árabe!
A ver na Pousada de S. Francisco de 7 a 17 de Maio (10.00 h às 22.00h):
' Exposição-Testemunhos de Guerra
Angola, Guiné, Moçambique - 1961/1974'
Gostámos.
Esta menina, com um ar muito menos composto, tem sido vista em todo o mundo a seviciar soldados iraquianos presos.
Muita tinta se gastou a escrever sobre as atitudes por ela cometidas.
A nossa menina desculpou-se com a pressão dos serviços secretos e dos oficiais superiores para que se comportasse daquela forma.
'Neste caso faria o seu trabalho e protestaria depois!' - Dizem alguns entendidos nestas coisas.
'Ou não o faria!' -Grita a maioria dos comentadores.
Seria assim tão fácil para ela tomar uma destas atitudes?
Tão evidente?
Não acreditamos... Quem esteve em situações de guerra; em situações de combate e de tensão sabe que os instintos que nos acorrem nestas circunstâncias não são os melhores.
A 'força e a coerência' dos sentimentos que manifestamos e temos em tempos de paz nunca são verdadeiramente testados.
Quantos de nós, em situações como a que esta jovem viveu, seriam capazes de racionalizar as situações?
De distinguir o certo do errado?
Não tantos como pensamos...
Somos filhos, irmãos e primos de homens que passaram por situações de guerra. Quantas coisas terão eles visto, sentido, sofrido?
E o que é que nos contam?
Nada! Quase nada!... Falam outra língua. Melhor! Nós falamos outra língua!...
Respeitamo-los.
Diziam-lhes que cumpriam um serviço à Pátria e eles acreditavam.
E porque é que não haviam de acreditar?
Toda a Europa tivera colónias até há bem pouco tempo. Porque não as teria Portugal? Que culpa tinha o nosso país da incompetência colonial francesa, belga, inglesa, italiana, holandesa, alemã, espanhola?...
Os portugueses defenderiam as suas colónias!
O Humberto Delgado defendia-as.
O Norton defendia-as.
Toda a gente, menos os que fugiam, as defendia. E depois a 'política não dava de comer a ninguém' - dizia-se então-. Portanto, não se discutia: agia-se; cumpria-se.
Quantos dos portugueses com 50 e 60 anos vivem ainda tensos, sofridos, traumatizados? Quantos destes portugueses têm vidas familiares desreguladas? Problemas de sono? De álcool? Psiquiátricos?
Que apoio lhes damos?
'Escusava de estar bem disposta e a fumar cigarros!' -ouvimos nós comentar a alguns dos nossos leitores, já furiosos-.
Pois... também achamos... Não era preciso rir-se tanto!
No entanto apostamos que o nosso sono é mais tranquilo que o dela...
Os 'pontos nos iiis', quanto a nós, são estes:
1- A Guerra é injusta.
Esta é uma guerra injusta. É uma guerra imperial, dominada por considerações de ordem geo-estratégica e geo-económica.
Não é uma guerra pela liberdade, nem pela democracia... (balelasn sempre convenientes!)
E é injusta porque são os pobres que a fazem: Os pobres iraquianos e os americanos pobres.
2- A história desta menina, em três parágrafos, é contada assim pela BBC, citando um outro jornal:
De acordo com o jornal Baltimore Sun, England foi criada em um trailer estacionado em uma rua de terra batida atrás de um bar e de uma fazenda de criação de ovelhas em Fort Ashby, em West Virginia. Seu pai trabalhava em uma ferrovia.
Sua mãe, Terrie, disse ao jornal que a filha entrou no Exército para conhecer o mundo e ir para a universidade. A ex-estudante dedicada tinha ambições de se tornar metereologista.
No Exército, ao invés de um emprego burocrático, viu-se ajudando a guardar centenas de prisioneiros iraquianos. Ela se envolveu com um outro soldado, Charles Graner, que aparece com ela em uma das fotos publicadas.
3- Este texto, lido com a devida atenção, alerta-nos para um perigo crescente para o equílibrio das sociedades ocidentais: os exércitos profissionais, tão em voga e a que vamos aderir.
Os nossos compatriotas que fizeram a 'guerra de África' fizeram disparates. Uns, já os referimos, não conseguem viver com eles, outros, tentam sublimá-los, indo aos locais (com ou sem a SIC), com tratamentos psiquiátricos, escrevendo, contando. Mas não fizeram todos os disparates apesar de algum ambiente esclavagista que ainda se vivia nas nossas ex-colónias.
Não fizeram todos os disparates, dizemos nós, porque eram jovens normais. Eram rapazes que iam cumprir o seu dever.
4- Quer dizer, o nosso exército não era constituido por Rambos nem por jovens chantageados pelo estado que os obrigava a combater para que pudessem estudar.
Iam todos e pronto!
5-Esta forma de recrutar carne para canhão não é honesta.
É quase o 'direito de saque' medieval (OK soldado! bateste-te bem, aqui está a tua recompensa...).
É um retrocesso civilizacional.
É uma barbaridade.
Pois... mas ninguém fala nisto... O que é 'chiquérrimo', da Esquerda à Direita, é o modelo profissional da tropa.
... Mais a mais, o raio dos putos com a 'trampa' das Nikes, das Reebooks e das Adidas já não suporta o 'calo' das botas. Uns caguinchas...
Fontes da Planície garantiram-nos que o B.Gates, passado um primeiro momento de fúria, que exteriorizou mordendo a sua própria mão, questionou os seus colaboradores quanto ao 'valor do passe' deste jovem germânico.
Ao que parece não está muito caro...
Ou os Americanos, de facto, não controlam o petróleo do Iraque;
ou querem que a 'malta' pague o seu esforço de guerra...
(Duvidamos da segunda hipótese, os americanos são previdentes e boas pessoas e não estão nada interessados na venda de armas que conseguirão no Médio Oriente com os petrodolares amealhados a mais pelos regimes corruptos da área.)
Assin.:
Mickey Mouse
Baseado no modelo de concursos televisivos como o 'Chuva de Estrelas' ou 'Soccer Stars' (é assim que aquela badana se escreve??), o PP vai lançar na comunicação social um novo concurso: o 'Chuva de Autarcas'.
Todos os 'lusos malcriadões' se poderão inscrever desde que -perdoem-nos os excessos de linguagem, limitamo-nos a citar o documento de lançamento de concurso- preencham as condições expressas neste documento:
´´CHUVA DE AUTARCAS (Condições de Inscrição, Selecção e Regulamento)
Queres ser um autarca a sério?
Tens tomates?
Chamas os bois pelos nomes?
Não gostas que te apalpem?
As 'gaijas', para ti, estão bem é na cozinha?
Não tens medo de andar à porrada?
Tens uma saúde de ferro?
Tens a 4ª Classe (ou uma equivalência qualquer)?
Queres ganhar o teu?
Então, até 15 de Julho, inscreve-te!
Um júri especialmente constituído por Fátima Felgueiras (que falará do Brasil em video-conferência com patilhas e bigode postiço), Valentim Loureiro e Avelino Ferreira Torres, apreciará os registos criminais e os curricula dos candidatos.
Serão escolhidos 500 dos candidatos a concurso.
No dia 1 de Agosto os candidatos apurados apresentar-se-ão no pavilhão Rosa Mota apenas com umas cuecas de fabrico nacional e artesanal, ou quase, em algodão (não são permitidos boxers, nem slips, nem fios dentais...).
No Pavilhão haverá roupas e artigos de higiene que os candidatos deverão disputar utilizando a força física, a violência e a argumentação que entenderem. -Esta prova não será determinante (os candidatos não se coibirão de dizer de sua justiça enquanto disputam as pastas de dentes, as escovas, as camisas e as calças... O Júri apreciará a qualidade da argumentação utilizada)-.
Todos os candidatos deverão fazer os seguintes discursos:
- A I Liga deve ter 14 clubes.
- A I Liga deve ter 24 clubes.
- O Euro deve ser realizado com o apoio financeiro do Estado.
- O aborto é 'contra natura'.
- A Igreja deve ser respeitada pelo Estado e da Constituição Europeia deve constar o Cristianismo como génese da 'nossa' civilização.
- Os Bispos comunas devem calar o bico.
- Devemos todos confiar na Justiça.
- A Justiça deve submeter-se ao poder político porque não foi legitimada pelo voto.
Os concorrentes podem, e devem, tentar boicotar com urros, assobios e soltura estridente de gases, seguida de gargalhadas alvares, os discursos dos colegas participantes.
Apesar da subjectividade inerente a uma prova deste género serão atribuídas pontuações às seguintes intervenções e acções:
Por palavrão.- 1 ponto.
Por acto de violência verbal.- 2 pontos.
Por acto de violência física.- 10 pontos.
Por articular, nos discursos a proferir, duas frases correctamente.- 10 pontos.
Por impedir que os outros concorrentes articulem duas frases correctamente nos seus discursos.- 10 pontos.
Por cada ponto percentual de simpatia junto das sondagens de opinião entretanto realizadas.- 100 pontos.
Por peça de roupa que consigam envergar no final do concurso 200 pontos.
Por dia em que se tenham conseguido escanhoar convenientemente.- 200 pontos.
O Júri distribuirá 3 mil pontos como entender pelos concorrentes (os concorrentes podem interagir com o júri como bem entenderem).
Serão atibuídos mil pontos extra aos concorrentes que provarem que construíram o Pavilhão Rosa Mota.
Os concorrentes, depois de aferida a sua classificação, escolherão a Câmara a que pretendem concorrer de acordo com a sua classificação, o último classificado deverá aceitar uma das Câmaras não escolhidas pelos concorrentes precedentes (nenhum dos candidatos se poderá candidatar a Amarante)``
'Se tiveres um percurso a cumprir,
se houver cães no percurso,
e se eles te ladrarem, não lhes atires pedras:
___________________________ ou nunca chegarás ao teu destino...'
´'A propriedade é a exploração do fraco pelo forte; a comunidade é a exploração do forte pelo fraco.'`
Os blogonautas possuem um PC mas partilham o ciberespaço...
Portanto:
Na blogosfera, haverá uma comunidade ou/e haverá proprietários?
Ou/e radicais livres?
Ou/e autistas?
Ou/e narcisos?
Ainda não sabemos...
...mas, a acreditar no 'franciú', somos mais fortes quando partilhamos.
define o Avelino Ferreira Torres.
Que estranha forma de doença será esta?... Nunca tinhamos ouvido falar! Provavelmente não tem cura...
Esperemos que não seja contagiosa!... Bolas! Era o que faltava...
Os Montados
Ainda que no Campo de Ourique, as águas, os pastos e os montados (sovereiraes e azinhaes) pertencessem ao Rei, disponibilizava-se ao lavrador, para além da coutada, um montado. Ao contrário do que acontecia com o couto, que não poderia ser vendido, o montado, se o lavrador o desejasse, poderia ser vendido aos criadores de porcos caso o negócio se acertasse. Fá-lo-iam sempre depois de terem, ajuramentados sobre os Evangelhos, declarado o valor pelo que era feita essa venda. Desse valor a Fazenda Real receberia 1/5.
Os criadores, assim se referem o textos coevos aos guardadores de porcos e aos seus proprietários, deveriam também, sob juramento, declarar quantos porcos tinham à sua guarda, de quem eram e quanto recebiam por essa tarefa. Também desse valor retirariam uma quinta parte para entrega à Fazenda Real.
Uns e outros pagavam pela utilização dos montados ao Rei. Uns e outros, lavradores e criadores, eram encoimados [multados] pelo dobro do valor recebido caso alguém denunciasse o dolo. Em qualquer dos casos, a Fazenda Real dividiria o proveito da multa com o denunciante...
D. Pedro II, para além de não abdicar da sua posse sobre os montados do Campo, tomou medidas para a sua protecção. Neste sentido proibiu a utilização do mangualde. -Espécie de matraca em grande escala: duas varas, uma de 2 a 3 metros, a maior, e outra de aproximadamente 1 metro, unidas por um correia ou corrente. O seu utilizador, empunhando-a pela base da vara maior, batia-a de cima para baixo sobre os sobreiros e azinheiras por forma a deitar as bolotas por terra de onde as recolhia para posterior alimentação dos animais ou as deixava para que os porcos 'se servissem'-. O uso deste instrumento era encoimado em 1000 réis.
O lavrador proprietário das herdades em cujos montados, ainda que não no montado que por uso e por lei lhe era destinado, isto sucedesse, sem o denunciar ou impedir, também ficaria devedor de 1000 reais à Fazenda Real.
Cabia aos 'juízes dos verdes' fiscalizarem a actuação dos lavradores neste aspecto.
Deveriam ainda assegurar-se que os lavradores não tomavam para si montados maiores do que os que lhes estavam destinados. Neste caso seriam punidos, tal como acontecia com o 'alargamento' dos coutos: 20 000 réis de multa, divididos entre a Fazenda Real e o denunciante e a 'devassa' do montado na sua totalidade. Este montado era disponibilizado então a todos os criadores como sucedia nos restantes montados do Campo.
A próxima 'Histórias do Alentejo e do Campo de Ourique continuará a debruçar-se sobre a protecção dada pelos monarcas dos séculos XVI, XVII e XVIII aos montados.
Alguém disse que
'a energia gasta
a cozer os tijolos
de uma casa daria
para a aquecer
durante 5 anos...'
Isto deveria dar que pensar a muita gente.
Não é fácil, com os PDM(s) existentes, construir uma casa moderna com materiais tradicionais. Uma casa com bom gosto, pensada por um profissional adequado. Por um arquitecto.
Estamos fartos de montes alentejanos construídos em 'tijolo de 16' com parede dupla e esfervite azul.
Só tinhamos razões estéticas para abominar esta aberração. Afinal há muito boas razões de ordem económica e ambiental para as detestar.
No Alentejo são materiais de construção tradicional a cal, a pedra, a taipa e o tijolo 'burro'. Não se usam.
Usa-se o cimento subaproveitando-o nas suas capacidades. -Porque os materiais têm capacidades! têm espírito, têm alma...-
E francamente, fazer uma casa com uma traça milenar com materiais contemporâneos é contrariar a própria história da Humanidade.
Muitos dos arruamentos 'bonitinhos' promovidos pela câmaras têm 2 ou 3 anos de 'vida estética'. O tempo não as melhora. Não lhes dá nenhuma 'patine'. Não lhes perdoa...
A esses pormenores fecham os ditadores dos PDM(s) os olhos. Haja tinta branquinha e azulinha que já está! Lindo!
Mas nós não somos especialistas...
As Coutadas no Campo de Ourique.
Nos séculos XVI, XVII e XVIII atribuíam-se coutadas aos terratenente locais. A coutada era um privilégio atribuído pelo monarca. Cabia aos 'juízes dos verdes' a atribuição destas coutadas aos lavradores -uma por lavrador, independentemente do número de terras possuídas no Campo.
Nestas coutadas os pastores, qualquer que fosse a sua origem, não poderiam entrar com os seus gados de Setembro/Novembro a Maio.
No caso de haver propriedades interpoladas (i.e. abrangendo vários concelhos), seria o juiz com jurisdição sobre a área de domicílio do lavrador que lhe atribuíria a coutada; mesmo que para isso 'entrasse' na jurisdição de um outro 'juiz dos verdes'.
No Capítulo XXI do 'Regimento dos Verdes e Montados' de D. Pedro II pode ler-se:
'Os Juízes dos verdes, cada um com o seu Escrivão, em seu distrito, irão todos os anos pelas herdades do seu termo dar uma coutada a cada lavrador, para os seus bois de arado, vacas de leite e cavalgaduras de serviço, sómente na forma do Regimento antigo [de D. Manuel I ] e lhe darão a relva da seara [ o restolho ] do ano antecedente, e outra tanta terra; a qual lha demarcarão com aquelas divisas [limites] que melhor lhes parecer, distribuindo-as por sítios que bem se conheçam, de que farão termo [ documento legal, certidão, escritura ] com toda a clareza, por onde parte a dita coutada; porque se depois as mudarem em ordem a mais a estenderem, se saiba definitivamente de onde as tiraram; e nesta diligência principiarão desde 15 de Setembro até quinze de Novembro, e levarão por cada coutada que derem um alqueire de cevada e uma galinha para Juiz e Escrivão.'
D. Pedro instituiu o seguinte 'quadro penal' para o incumprimento das suas regras para o estabelecimento de coutadas:
A venda das coutadas, por parte dos lavradores a quem tinham sido atribuídas, era punível com uma multa de 20 000 réis - 10 000 réis eram para a Fazenda Real e os restantes 10 000 para o denunciante-.
Os 'juízes dos verdes' que atribuíssem como coutadas áreas mais extensas do que as devidas deveriam pagar 16 000 réis (metade para o denunciante).
Os pastores que entrassem pelas coutadas pagariam 4 000 réis de multa (metade para o denunciante). Se a infracção ocorresse de noite a multa dobraria...
Quem tentasse evitar que os pastores apastascentassem nas terras não coutadas seria multado em 20 000 réis (metade para o denunciante).
Algumas curiosidades:
Os concelhos de Sines, Santiago e Almodôvar eram considerados privilegiados, no contexto do Campo, nos séculos XVI (com D.Manuel), XVII e XVIII.
Os criadores que vendessem gado para fora do campo deveriam fazer 'manifesto' dessa intenção e pagar, caso se concretizasse esse intuito, na devida altura, as montas das cabeças vendidas. Esta disposições não se aplicavam aos moradores dos concelhos citados.
Os criadores que vinham às feiras das vilas do Campo deveriam pagar a respectiva 'montaria' aos 'juízes dos verdes' daquelas localidades. A montaria seria paga apenas numa das localidades uma vez que os criadores se fariam acompanhar por um 'manifesto' - uma declaração autenticada por qualquer outro juiz para o efeito. Pagaria a monta apenas a um dos 'juízes de fora'...
Aqueles que ocultassem animais à Fazenda Real (na pessoa dos 'juízes dos verdes') ver-se-ia despojado dos animais não declarados. Ao denunciante desta situação estava previsto o pagamento de 4000 reais.
Em Odemira não se pagavam quaisquer montas. Esta vila não pertencia ao Campo de Ourique. Estava sobre a jurisdição da Comarca de Beja. A sua relação com as actividades pecuárias no Campo era enorme. E estava prevista a entrada dos criadores do Campo, ou oriundos do Campo, na pastagem da sua 'serra'. Pagariam as montas assim que entrassem na Comarca. Os do Campo não ficavam isentos da monta por terem ido para aí apascentar o gado...
Os Rendeiros das Sizas procuravam aceder aos impostos destes gados. Esta pretensão foi-lhes recusada por D. Pedro.
Para desmotivar os pastores de entrarem nas pastagens das suas vilas, especialmente durante os 'tempos de esterilidade', as suas autoridades estabeleciam pesadas rendas aos pastores. Esta actuação foi proibida por D. Pedro. Em contrapartida, e depois de consultado o Ouvidor, poderiam enviar estes pastores para outras vilas.
O Ministério da Educação, depois de avaliar o espírito crítico dos seus colaboradores, vai forçar a sua integração num curso orientado por bons pedagogos (3 ou 4 dúzias - pelo menos!).
As 'fichas de trabalho tipo' andarão por este modelo de organização e de questões:
Coloca uma cruz (x, + ou X) apenas num dos espaços de cada uma das respostas às questões abaixo:
1.- Um casal de patos do mesmo sexo com sucesso reprodutivo é:
__ moderno,
__ impossível,
__ improvável,
__ provável.
2.- A Maria todos os dias ia às compras; levava apenas 4 Euros consigo e trazia o cabaz aviado para toda a família.
Provavelmente a Maria:
__ roubava o merceeiro todos os dias,
__ era boa a fazer contas,
__ era boa na cama,
__ ia a uma cadeia excelente de hipermercados.
3.- O António comprou um automóvel topo de gama a prestações suaves. Sabendo que o António é funcionário público, provavelmente:
__ não comerá durante uns anos,
__ é um asno,
__ recebeu uma herança,
__ não se vendem automóveis topo de gama com prestações suaves e o António tem que deixar de espreitar a vida de alguns políticos.
Passada esta fase, altamente selectiva, os formandos responderão a questões mais fáceis. Pretende-se apenas consolidar os seus conhecimentos.
4.- Se em 100 000 concursos há 30 000 boletins mal preenchidos isso é:
__ impulse,
__ uma maçada,
__ uma coincidência do 'caraças',
__ impossível.
Os formandos que errarem apenas 3 das 4 questões acima, poderão contar com a solidariedade do David Justino, podendo, desta forma, continuar a assegurar os seus melhores serviços ao país.
Concordamos, apesar de algumas questões serem mesmo muito difíceis e até um pouquito imorais...
Há quem diga que o M.E. criou mais hologramas, omissos, inexistentes, transexuais, desaparecidos (em combate) e excluídos, num clique, do que Holywood em 10 anos.
Mas isso também já é maldade... não foi só um clique!...
Pois!...
Jorge Sampaio, Presidente da República Portuguesa.
O-uh-uh-uh-uh-uh-uh mi-hi-hi-hi-hi-ni-hi-hi-hi-sté-hé-hé-hé-hé-ri-hi-hi-hi-hi-o-ho-ho
da-ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha E-he-he-he-he-he-du-uh-uh-uh-uh-uh-ca-ha-ha-ha-ha-ha-ha-ha-çã-han-han-han-han-han-han-han-o-uh-uh-uh-uh-uh...
Não foi giro?
A Reconquista foi feita com negociações e discursos.
A violência não existia na sociedade nem na vida política penínsular.
Isso é claro!
Santiago era pacifista.
São Jorge era ecologista...
Toda a gente sabe isso!...
Por este andar ainda veremos espanhóis a falar muito, muito baixinho, ciciando...
Bolas! A nossa memória colectiva não pode ser hipotecada pelas circunstâncias.
A dignidade dos nossos antepassados exige-o.
É tão grave ocultarmos os 'trabalhos' cristãos como termos vergonha do nosso passado islâmico...
JUÍZO!!!...
Cáspite!
áspite!
spite!
pite!
ite!
te!
e!
!
nós também não gostamos da Microsoft.
Também achamos que a malta qualificada deve ganhar bem (se possível tramando o B. Gates).
Mas aqui entre nós...
Estamos fartos de lutar (fazendo updates e downloads) com as vossas virosesitas... não haverá outra maneira de conseguir emprego na Microsoft?...
Vejam lá isso!...
Os tempos das 'montas para os criadores de dentro'
Aos criadores de ovelhas e cabras de 'dentro da Comarca' eram feitas as montas nos meses de Fevereiro a Março perante os Juízes dos Verdes. Cada um destes juízes tinham jurisdição sobre um dos concelhos do Campo (seriam portanto 16 juízes...), seriam auxiliados nas suas funções pelos seus escrivãos.
Os criadores, ou, em caso de qualquer impedimento, um seu representante (ninguém podia reclamar da monta alegando engano deste seu representante), declaravam o gado possuído aos juízes para que pudesse ser feita a 'monta'.
Não havendo um 'Rendeiro dos Verdes' os juízes mandavam apregoar, nos últimos 8 dias de Fevereiro, as cabeças que pertenciam à 'monta'. Desta forma quem estivesse interessado na sua compra poderia aproveitar-se dos 'frutos do leite (queijo, requeijão, manteiga)'. Pretendia-se desta forma a valorização das cabeças de gado da Fazenda Real e a sua valorização antecipada...
Os gados da 'monta da Perdigoa' (de fora), eram quase sempre vendidos por melhor preço que os gados da monta de cada um dos concelhos.
Prevendo o aproveitamento desta situação e por forma a conseguir melhor preço para estas cabeças, cada um dos juízes poderia protelar a venda destes gados até que a 'monta da Perdigoa se concluísse e fizesse preço.
Os Juízes dos verdes não teriam que sair das sedes dos concelhos para proceder à 'monta'. Ao contrário, esperariam que os criadores ou os seus representantes os contactassem nas vilas sedes de concelho. Só os juízes dos maiores concelhos -Mértola e Ourique- se deslocariam da sede para as freguesias dos seus concelhos em dias a determinar. De qualquer forma nunca 'andariam pelos rebanhos'...
As 'montas' das vacas (Maio) e porcos (Dezembro) dos criadores de dentro seriam feitas no mesmo momento em que eram feitas as 'montas' dos criadores de fora, prolongar-se-iam ou não de acordo com o estabelecido pelo Ouvidor.
Caso não houvesse interessados na compra dos animais das montas, dois 'louvados' estabeleceriam um preço para os animais 'montados'. Os criadores seriam taxados em dinheiro em vez de o serem em cabeças de gado...