outubro 31, 2004

A Missão de Buttiglione

buttiglioneministerio.gif in: Corriere della Sera; Giannelli

Sem msis comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 11:55 AM | Comentários (3)

Estados de espírito

tearsofspeter.jpg 'As Lágrimas de São Pedro', El Greco

Andamos mais ou menos por estas bandas... São Pedro, as lágrimas, a tensão (sim! sabemos que é um sentimento latente nos trabalhos do 'Grego'...) ,o apelo ao Altíssimo, a chuva, o céu cinzento... e as núvens negras.
As núvens negras?...
-As núvens negras representam o que vocês quiserem...

Publicado por Francisco Nunes em 10:00 AM | Comentários (1)

!984/2004 - George Orwell (um certo ar...)

bennett--504x368.jpg

Publicado por Francisco Nunes em 02:15 AM | Comentários (1)

As costas de Bush

salon.jpg

Nos 'states' anda tudo doido a analisar as costas do Bush. Com um simples tratamento de imagem alguém pôs a nú um estranho 'mata-moscas' nas costas do homem. É de facto uma estrutura esquisita...

Até somos sinceros: Não vemos mal nenhum em que um candidato à presidência da maior potência do mundo se muna das necessárias precauções para não dizer disparates. Mas temos uma curiosidade enorme em saber quem é que estará do outro lado dos fios...

Publicado por Francisco Nunes em 01:30 AM | Comentários (4)

7 da manhã!

Se não é a Blogosfera que está em causa , então ainda não percebemos o que está em causa no 'caso Portugal Profundo'.

O 'segredo de justiça'?
Esse segredo, coitado, é a criança ,mais violada em Portugal nos últimos 25 anos.

A integridade das testemunhas?
Foram salvaguardadas nos documentos revelados...

A integridade dos arguidos?
Mas esses senhores já escrevem livros e já foram amplamente publicitados pela comunicação social.

A informação veiculada?
Mas quem lhe deu peso e a tornou verídica foram os senhores que numa espectacular acção policial acordaram uma familia com filhos pequenos e uma velha senhora.

A descoberta da origem das fugas de informação?
E que tal começar a pesquisa no seio do Ministério Público?
Ou controlar os advogados?
Ou os quadros que trabalham junto do Procurador?
Já toda a gente se esqueceu que houve um largo período de tempo em que as televisões competiram para ver quem dava mais notícias sobre os autos de instrução? Lembram-se das estadias em Hotéis no Brasil? Lembram-se dos cartões de crédito? Das passagens simultâneas nas portagens da Auto-Estrada pela mesma pessoa? Lembram-se dos números dos telemóveis? Das difamações sobre a figura de um determinado juiz? Lembram-se?

Bolas! Ninguém acha ridículo o tempo que esta 'macacada' já dura? Ninguém se aflige com os litros de tinta já consumidos pelos jornais? Ninguém se interroga sobre a utilidade das horas de emissão já consumidas? Ninguém se questiona sobre a identidade daqueles que fizeram vir a Portugal uma 'especialista' americana para contradizer o que um psiquiatra português de créditos firmados disse? Não há que ponha em causa a utilidade de quem quer pôr em causa a rectidão da actual provedora da Casa Pia? Ninguém se revolta por haver arguidos com familiares em altas instâncias judiciais que, nem assim, se acham incompatibilizados com as suas funções? Ninguém se questiona com a falta de rigor na gestão dos segredos de justiça? Com o facto de haver documentos deste tipo que acabam no lixo? Ninguém acha ridículo o quadro penal em que o António Caldeira incorre? Nada?


Vamos lá a ser HOMENZINHOS:
Quantos de nós se espantaram verdadeiramente com os textos publicados pelo Caldeira?
Para cúmulo de tudo isto o Blogue do Caldeira já foi citado pelos jornais!
O que fez a Judiciária? Levou as rotativas?

A todos aqueles que acham que isto são preceitos normais num estado de direito. Perguntamos: não seria melhor ir brincar com outra coisa? Com a Barbie... por exemplo!

Qual Estado de Direito?
Um estado que sabe -e a prova está no relatório do SIS publicado precisamente pelo Caldeira- que há pedófilos na Caparica, aqui, acolá... e não os regista convenientemente! Nem os interroga?!
Isto é um Estado de Direito?!
E que fazem os nossos actuantes jornalistas? Defendem-se dizendo-nos que só eles é que têm a prorrogativa de guardar o segredo das fontes!
E pronto!!
Fica a sensação de que foi muito bem feito!
Olha o António Caldeira!... Armado em jornalista... o cretino!

Bolas!


Nós, tiramos ainda outra conclusão:
Já não queremos ir trabalhar para a Polícia Judiciária!
Acordar às 6 da manhã para ir chatear um tipo estremunhado, assustar-lhe os putos e levar-lhe um computador!
Argh!
E se nos calhasse a casa da velha senhora?!...
Cáspite!!!

Publicado por Francisco Nunes em 12:15 AM | Comentários (6)

outubro 30, 2004

Caso Buttiglione: Berlusconi continua a aturar Buttiglione

Buttiglione resolveu afastar-se da Comissão Europeia. Deseja o máximo sucesso à Comissão Barroso -que considera uma Comissão forte e necessária à Europa!!!-. Diz ele:"[...]a Europa necessita de uma comissão forte que trabalhe conjuntamente com o parlamento e com os governos para potenciar todas as oportunidades da constituição assinada em Campidoglio".O homem diz-se vítima de uma campanha superficial da Imprensa e afirma-se orgulhoso de pertencer ao governo italiano a que irá dedicar-se ainda mais completamente...
O Berlusconi deve estar 'à rascconi'.

Publicado por Francisco Nunes em 06:02 PM | Comentários (3)

outubro 29, 2004

Isto é um ataque à blogosfera? Ou são 'Coisas das Leis que um bronco não percebe'?...

Não nos esquecemos da afirmação de um Governador Civil, aquando do 'Encontro de Blogues do Alandroal', olhando para o stand do Blogue Local que exibia cópias (prints) dos vários blogues presentes:

"Mas isto é muito perigoso!"

Ficámos 'varados'. É perigoso porquê?

Infelizmente começámos a ver porquê...

Corre neste momento em Portugal um processo judicial contra alegados pedófilos. Alguns deles são pessoas poderosas e muito bem relacionadas.
Sobre este caso já vieram a lume várias notícias.
Umas falsas, outras verdadeiras outras nem uma coisa nem outra... antes pelo contrário...
O caso arrasta-se e a seu propósito já o Procurador Geral se pronunciou sobre o 'excesso de segredo de justiça' neste país. Antes havia sido tornado público pelo Independente uma série de informações saídas de uma das suas assessoras (ou coisa do género...).

Nos Açores um caso semelhante já foi averiguado e julgado. O processo em causa não. O processo em causa é visto como especial pelo próprio Procurador...

Um cidadão nacional resolveu publicar partes deste processo num blogue. Achámos -e achamos- discutível o mérito da sua publicação. Já aqui o dissémos. Verificámos, no entanto, que houve sempre o cuidado de não pôr em causa a integridade das testemunhas.
Paralelamente, um Blogue de Pombal foi fechado pelo seu gestor. O homem, apesar do gesto, foi despedido.

O Possidónio Cachapa, vê-se em maus lençóis porque tem alguns dos seus livro num índex (chamemos-lhe assim) do SIS.
Enfim! Este país cria um ambiente fétido aos seus cidadãos mais empenhados e honestos. É assim de há uns anos largos a esta parte...

É incrível que não se aja contra os jornalistas que em órgãos de comunicação social divulgam, vá lá saber-se para quê, ou a mandado de quem... excertos 'mal arranhados' de processos judiciais. Age-se contra um indivíduo que, a partir de sua casa, divulga uns documentozecos...

Ele, a sua família e a sua mãe septuagenária foram despertados às 7 horas da manhã. Uma acção simultânea que os apanhou desprevenidos nas suas casas.
A velha senhora atónita numa casa.
Ele e a sua família (com filhos pequenos) atarantados, noutra.

Incorre nesta sanção:

Artigo 348º

Desobediência

1 - Quem faltar à obediência devida a ordem ou a mandado legítimos, regularmente comunicados e emanados de autoridade ou funcionário competente, é punido com pena de prisão até 1 ano ou com pena de multa até 120 dias se:

a) Uma disposição legal cominar, no caso, a punição da desobediência simples;

Os alegados pedófilos incorrem nestas:

Artigo 174

Actos sexuais com adolescentes

Quem, sendo maior, tiver cópula, coito anal ou coito oral com menor entre 14 e 16 anos, abusando da sua inexperiência, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

(Redacção da Lei nº 65/98, de 2 de Setembro)

Artigo 175º

Actos homossexuais com adolescentes

Quem, sendo maior, praticar actos homossexuais de relevo com menor entre 14 e 16 anos, ou levar a que eles sejam por este praticados com outrem, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.


Todos os dias surge na televisão um senhor que por actos e palavras ofende o país e, desta forma, poderia incorrer aqui:

TÍTULO V

Dos crimes contra o Estado

CAPÍTULO I

Dos crimes contra a segurança do Estado

SECÇÃO I

Dos crimes contra a soberania nacional

SUBSECÇÃO I

Dos crimes contra a independência e a integridade nacionais

Artigo 308º

Traição à pátria

Quem, por meio de violência, ameaça de violência, usurpação ou abuso de funções de soberania:

a) Tentar separar da Mãe-Pátria, ou entregar a país estrangeiro ou submeter à soberania estrangeira, todo o território português ou parte dele; ou

b) Ofender ou puser em perigo a independência do País;

é punido com pena de prisão de 10 a 20 anos.

Quanto a este último senhor ainda 'não vimos nada'...
Pior! temos a certeza que 'não haveremos de ver nada'.

Publicado por Francisco Nunes em 12:10 AM | Comentários (6)

outubro 28, 2004

Quem está de fora 'racha lenha'...

Herald Tribune.jpg in: Herald Tribune

É lido a Bush, por um funcionário da Casa Branca, o relatório dos serviços secretos:
- A maioria dos americanos apoia a mudança de Regime no Iraque; por outro lado, quase todos os europeus apoiam mudanças de Regime nos Estados Unidos.

Publicado por Francisco Nunes em 10:28 PM | Comentários (4)

Não substitua o português pelos grunhidos! Fale com os seus filhos. Pode ser que a China os faça ganhar com isso.

Sim. Bebemos um branco e um uisquezito ao almoço... mas recusamo-nos -o que é bom sinal- a repetir o nosso nome e a 'fazer o quatro'.
A China vai tentar salvaguardar o Português em Macau. Ao que parece por interesse próprio...

Para os mais desconfiados em relação a estes tipos de 'olhos em bico' aqui vai:
A China cresce a um ritmo imparável; a China aposta nos mercados lusófonos (Brasil e África) e preocupa-se com o desaparecimento da Língua de Camões em Macau!...
Seria engraçado, se não soubéssemos que 'poupamos' uma fortuna em livros para os centros culturais e bibliotecas dessa imensa lusa diáspora. (Não... esta da imensa lusa diáspora não é pesporrência... é mesmo capaz de ser do vinho e do uísque... mas só do último golo!...)

Publicado por Francisco Nunes em 05:35 PM | Comentários (2)

Sérias divisões entre a Imprensa Ocidental e a Imprensa do Médio Oriente (incluindo o Ha'aretz)

A Imprensa ocidental põe o velhote num 'casaco de tábuas'.
O Ha'aretz e a Al'Jazeera discorrem largamente sobre a 'tripalhada' do senhor, a sua gripe, e a sua possível saída de Israel para Paris ou Aman, e concordam que temos ali berbicacho para durar...

Nós divergimos de toda esta celeuma e afirmamos que o Arafat está velho -75 anos já é obra!- e borrifamo-nos no assunto.
Somos mauzinhos - diz o leitor com mais sentido crítico.

Não. Não somos muito mauzinhos -também não somos santos!- mas é ridículo que um povo (o palestiniano) esteja nas mãos de um 'caco'; que um acordo (entre Israelitas e Palestinianos) esteja dependente de um 'senhor de idade' (com os egoísmos próprios de um corpo e de uma alma senil) e que não haja como interlocutores válidos para a 'questão palestiniana' mais do que um triunvirato mafioso, um movimento fanático (o Hamas), ou um velho senil...
Os palestinianos deveriam merecer muito mais... e os israelitas também.
Achamos que sim.
Se o 'bem-pensante' e/ou politicamente correcto leitor acha que estamos a ser facciosos, perguntamos-lhe:
-Punha o seu futuro -ou o futuro dos seus filhos- nas mãos de 'rapaziada' desta?
-Pois é... nós também não punhamos...

O que é estranho é que a Imprensa Ocidental não se aperceba dos problemas que a intervenção dos líderes mundiais tem criado aquela gente. Pior do que a franqueza face aos problemas, pior que o tão criticado neo-colonialismo face a determinadas áreas do mundo... pior do que isso, só o paternalismo hipócrita... Cínico e hipócrita!

Publicado por Francisco Nunes em 04:48 PM | Comentários (2)

O Arafat morre ou não morre?

Desculpem-nos a 'falta de chá', mas é preciso pachorra!
Vai-se à Al Jazeera e o velhote está porreiro, corre-se a imprensa europeia e americana e o velhote está a 'dar as últimas'.
Uns falam em falta de repouso, os outros já referem um triunvirato!
São meia-noite e um quarto e isto, a continuar assim, é como diz o outro:

'Porra! nem o pai morre, nem a gente almoça...'

Raio de velório!...

Publicado por Francisco Nunes em 12:21 AM | Comentários (2)

OK!... Aceitamos descrever o nosso estado de espírito...

É mais ou menos este:

gorilla.jpg

Publicado por Francisco Nunes em 12:12 AM | Comentários (2)

Durão Barroso está "im-buttigliato"

Barrosoengarrafado.jpg in: Corriere della Sera

Pelo menos é essa a opinião do cartoonista italiano.
Nós achamos que não...
Achamos que a Europa é que está engarrafada.

Publicado por Francisco Nunes em 12:04 AM | Comentários (3)

outubro 27, 2004

Riam-se

com esta.

Publicado por Francisco Nunes em 10:38 PM | Comentários (1)

A 'prova Rocco'

de que os princípios cristãos não fazem sentido na constituição (ou lá o que é...) da Europa.

Afinal o que o homem disse vem da Bíblia...

Publicado por Francisco Nunes em 02:01 PM | Comentários (2)

Fidel Castro e o Dólar - A génese de um duro anti-ianque.

10dolares1.jpgFidel.jpg10dolares2.jpg

Está descoberto o ódio de Fidel à América capitalista e o recente ataque de Cuba ao dólar:
TRAUMA DE INFÂNCIA!!!
Trata-se de um dramático e evitável trauma de infância. É verdade!
Parece que o Fidelzito, numa cartita toda bonita, com uma caligrafia redondinha, sem nódoas de chouriço e bem endereçada, pediu ao Roosevelt, com boas maneiras, uma nota de 10 dólares.
A criança só queria uma daquelas notas porque ainda não tinha tido nenhuma.

O forreta do velho não se condoeu, egoísta, atormentado pela doença, recusou-se a gastar essa quantia com um fedelho hispânico que não conhecia de lado nenhum...
Pronto! Ficou o caldo entornado!
Cuba saíu da esfera americana, tornou-se um 'covil de comunas' no quintal dos Ianques, houve a crise da Baía dos Porcos e agora já não se aceitam dólares naquele Arquipélago...

Tudo isto por causa de uma notinha de 10 dólares. Bem cara se revelou esta poupança... Insensatos todos aqueles que se recusam a ver nas injustiças actuais um foco de terrorismos... e de comunistas.

Não! não estamos a inventar!...

Publicado por Francisco Nunes em 09:16 AM | Comentários (1)

outubro 26, 2004

Os 'trunfos' de Kerry

kerrypugilista.jpg in: Le Monde; Pancho

Primeira leitura:
Dois fortes 'trunfos' para Kerry: o apoio de Clinton e o roubo de 400 toneladas de explosivos no Iraque.
São de facto fortíssimos 'trunfos'...

Segunda leitura:
O ringue de combate é comum. Kerry fará, necessariamente, o mesmo que Bush... mas será mais eficiente.

Publicado por Francisco Nunes em 08:05 PM | Comentários (1)

António Barreto: um português muito lúcido... e ignorado.

Vale a pena a leitura da entrevista de António Barreto ao Jornal de Notícias.

Leia-a via Fumaças.

Publicado por Francisco Nunes em 05:10 PM | Comentários (1)

Coisas de adultos...

Conversa de uma menina de 9 anos com o seu pai, hoje, à hora do almoço:

-Pai, é verdade o que dizem lá na Escola?
-O que é que dizem lá na Escola?
-Que aquele... o que fez de Exterminador...
-Ah! o Arnold Schwarzenegger!...
-Sim. Pai, é verdade que ele é governador da Califórnia?
-É. É verdade...
-Como é que ele fez isso?!
-Coisas de adultos filha! Coisas de adultos...

Há que ter esperança na juventude...

Publicado por Francisco Nunes em 02:22 PM

Beja Capital!

comurb.bmp

Temos andado a matutar no artigo de opinião que um dirigente local de grande capacidade -e que idolatramos!- tem andado a propor para o Alentejo.
"Beja capital!" foi o título que Jorge Pulido Valente escolheu para este artigo. Apetece continuar: "...e o resto são cantigas!..." Mainada!

Diz este político, com os olhos postos numa descentralizadora 'Comurbezita' que temos que aceitar o centralismo de Beja.
E porquê?
Porque sim!
O seu artigo iniciou-se com esta pérola estalinista -dizemo-lo elogiosamente-:
"Cada município tem que perceber e aceitar que, para benefício de cada um e do desenvolvimento de todos como região, há certos investimentos, projectos e iniciativas que têm que ser feitos na “capital” e que só aí fazem sentido."
Sem mais discussão...

Esclarecida esta questão(?!?!?!) parte o nosso político para a sua idéia.
Idealiza uma estrela multipolar. Ora, argutamente, o articulista constata que uma estrela tem um centro.
E tem pólos!
E vai mais longe: esta estrela pressupõe o abandono do "comprovadamente inadequado e ineficaz triângulo"
Esta deixou-nos esmagados! Porque é que a estrela multipolar é melhor do que o triângulo?
Quem é que pode dizer:
"Não, não meu caro senhor! Não! Triângulos nunca! E entre as refeições... ah lá isso! Im-po-ssí-vel!
Para mim uma estrela multipolar!... Mas com centro!"
Há quem possa. O articulista pode. Diz ele:
"O modelo de desenvolvimento em estrela multipolar que tenho vindo a defender para o Baixo Alentejo, em substituição do já comprovadamente inadequado e ineficaz triângulo, pressupõe a existência dum centro, uma capital, a qual por motivos óbvios e por muito que custe a determinadas pessoas que anseiam por outros protagonismos, não poderá deixar de ser Beja."
Somos levados a concordar: Beja, de facto, fica no meio de uma estrela multipolar. Até imaginamos que os pólos sejam, p'raí 3... Assim tipo emblema da Mercedes... com os vidros muito, muito fumados...(essa do make peace, not war....)
Até propomos que se faça uma bandeira para esta Comurb baseada nesta idéia: O emblema da Mercedes; em cada ponta da estrela, uma imagem... o Alqueva, o porto de Sines e o aeroporto de Beja. A circunferencia seria substituida pela silhueta da fronteira da ansiada 'taifa do BAAL'. Tudo em amarelo doirado (por causa do trigo... e assim).
Não temos nada contra... Assim... tipo... Chipre! Sim! é isso: tipo bandeira do Chipre!... um fundo branco e uma imagem amarela. Lindo. Poderiam os vetustos carros negros dos nossos representante confundir-se com os carros do Vaticano e do embaixador do Chipre... mas depois a rapaziada habituava-se...
Bom! isto é a gente a sonhar!... Até porque urge passar à acção!
Diz o nosso guru:
"No entanto, para que tal se venha a concretizar em tempo útil, é indispensável que se verifiquem alguns pressupostos, nomeadamente:
1 – que todos os concelhos do Baixo Alentejo reconheçam o papel fundamental e insubstituível que a cidade de Beja tem de desempenhar como centro polarizador, catalizador e dinamizador deste território em termos estratégicos, económicos, sociais, culturais, educativos, políticos e administrativos. Nessa perspectiva, cada município tem que perceber e aceitar que, para benefício de cada um e do desenvolvimento de todos como região, há certos investimentos, projectos e iniciativas que têm que ser feitos na “capital” e que só aí fazem sentido".

Apreciamos a ambição do homem... 'TODOS' os concelhos do Baixo Alentejo devem aceitar Beja como a sua capital indiscutível.
Brilhante! Amanhã, Beja; depois o Baixo Alentejo e, esmagados pelo potencial avassalador da coisa, os concelhos do litoral submeter-se-ão à nova capital.
Heróico!
O leitor sorri-se... Descanse.
Qual Maquiavel, o grande Pulido, depois de impôr às autarquias que larguem alguma réstea de personalidade e amor-próprio que lhes possam ainda restar, lança corajosamente a estratégia:
"
Assim, todos e cada um dos autarcas deverão preocupar-se não só com os projectos referentes ao seu município como também com aqueles que localizando-se em Beja tenham um âmbito regional e contribuam para afirmar Beja como capital do Baixo Alentejo.
Para que assim seja, necessitamos de dispor de um instrumento político que até à concretização da regionalização enquadre a intervenção inter e supramunicipal. Face à nova lei e “arrumada” a AMDB como associação de fins específicos, apenas nos resta a Comunidade Urbana do Litoral e Baixo Alentejo;"

Subtil a 'facada'. Não é bom humilhar os vencidos...
Reparem: Comunidade Urbana do Litoral e Baixo Alentejo
Han? Estão a ver a ideia?...
- Isso agora é nosso. É cá da Taifa. Mas para que vocês não se sintam muito espezinhados a expressão Litoral até surge primeiro...
Bom!... Pelo menos nos primeiros tempos...
Mas entretanto Beja não pode dormir. Beja tem que ser velhaca... e dominadora!
É preciso mostrar quem manda:
"2 – que Beja (com o contributo das outras autarquias) defina e assuma clara, decidida e definitivamente a sua vocação, a sua estratégia, os seus objectivos e as suas prioridades, como concelho, como cidade e como capital regional. Sendo já, actualmente, um pólo atractivo de população relativamente aos municípios vizinhos devido à oferta de determinados serviços que só fazem sentido e só são viáveis a partir de uma certa dimensão ou escala, a cidade adquiriu um conjunto de novas responsabilidades quer relativamente aos seus habitantes permanentes, quer aos seus utilizadores de serviços, quer aos que apenas aí detêm o seu “domicílio habitacional nocturno” (ou seja, trabalham noutros concelhos), quer ainda no que respeita à organização e desenvolvimento de uma rede urbano rural com o seu centro em Beja;"
Esta da 'rede urbano rural' obrigou-nos a ir ao Nepal ter com outros gurus... esta é forte! Muito forte! Mas também quem nos manda comentar génios?... Pois!... Não é que o conceito seja muito complicado em si mesmo. O que nos baralhou foi a operacionalidade da coisa. Falando de 'domicílio habitacional nocturno' imaginámos alguém que more no Bairro de Mira Serra ir ver as suas couves e estufas de alfaces, diariamente, à cabeça Gorda... ou a Cuba... e de carroça. Por exemplo...
Mas queremos crer que o grande líder já pensou nisso. Pronto!
Quanto às responsabilidades que a cidade adquiriu... essa é fácil: o comércio e os organismos públicos... só a EDIA mete gravatas e saltos altos... Bem!...
Está certo, portanto...

Esmagadas as autarquias, é preciso calcar todos os partidos...
"3 – que todos os partidos políticos coloquem os interesses da região acima das meras estratégias e objectivos partidários e se unam na procura do modelo e da estrutura política e administrativa que melhor se adequa aos objectivos e mais eficazmente responde aos desafios que se colocam em termos de desenvolvimento – a Comunidade Urbana do Litoral e Baixo Alentejo. Só reforçando e valorizando o papel do Baixo Alentejo e de Beja como sua capital, evitando a sua secundarização e subalternização face a outras áreas e cidades do Alentejo, será possível resolver os problemas estruturais que impedem o nosso desenvolvimento;"
Esta é fácil: todos os partidos vão ter de ter a mesma opinião do nosso grande Estaline (sem desprimor... antes pelo contrário!)
Convencidos os partidos e as outras autarquias, o nosso lídere lembrou-se das "forças ainda vivas". Mas só das forças que interessam (ou estejam desempregadas e não sirvam para mais nada)!
"4 – que as chamadas “forças vivas” da região, mas sobretudo um alargado e diversificado conjunto de pessoas de vários quadrantes sociais, políticos, profissionais, etc., que já demonstraram ao longo das suas vidas (mais curtas ou já mais longas) estarem interessados e preparados para contribuir desinteressadamente para este processo de afirmação e desenvolvimento do Baixo Alentejo, possam gerar um amplo movimento de reflexão e de acção que elabore um “pacto regional” e prepare e apresente publicamente, à população e ao Governo, uma estratégia e um programa de intervenção em todos os sectores, pelo menos para os próximos 10 anos;"
Depois dos quinquenais, os planos de dez anos. Não há que ter tibiezas! O Estaline de certeza que agora até se envergonhou pela sua mesquinhez! Bem feito!
Posto isto, só falta montarmos os alazões e mostrarmos aqueles alentejanos perfumados dos barquitos e da sardinhita e da praia como é que é...
É que líder já temos...
"5 – finalmente, que surja um “líder” com reconhecida visão, vontade, espírito de missão, de sacrifício e capacidade para mobilizar, congregar, catalizar, potenciar e coordenar todos os que estiverem disponíveis para trabalhar nesse projecto, criando uma “onda” que a partir da capital natural do Baixo Alentejo se estenda por toda a região."
Chamam-lhe:
"Jorge Pulido Valente"

Pulido Valente.jpgPulido Valente.jpgPulido Valente.jpgPulido Valente.jpgPulido Valente.jpg

já a seguir todo o artiguinho publicado no Diário do Alentejo:


Beja capital!
2004-10-22 10:55:46
Cada município tem que perceber e aceitar que, para benefício de cada um e do desenvolvimento de todos como região, há certos investimentos, projectos e iniciativas que têm que ser feitos na “capital” e que só aí fazem sentido.

O modelo de desenvolvimento em estrela multipolar que tenho vindo a defender para o Baixo Alentejo, em substituição do já comprovadamente inadequado e ineficaz triângulo, pressupõe a existência dum centro, uma capital, a qual por motivos óbvios e por muito que custe a determinadas pessoas que anseiam por outros protagonismos, não poderá deixar de ser Beja. No entanto, para que tal se venha a concretizar em tempo útil, é indispensável que se verifiquem alguns pressupostos, nomeadamente:
1 – que todos os concelhos do Baixo Alentejo reconheçam o papel fundamental e insubstituível que a cidade de Beja tem de desempenhar como centro polarizador, catalizador e dinamizador deste território em termos estratégicos, económicos, sociais, culturais, educativos, políticos e administrativos. Nessa perspectiva, cada município tem que perceber e aceitar que, para benefício de cada um e do desenvolvimento de todos como região, há certos investimentos, projectos e iniciativas que têm que ser feitos na “capital” e que só aí fazem sentido.
É indispensável, para o efeito, que exista um correcto planeamento e ordenamento do território à escala inter/supra municipal, substituindo a irracional lógica do somatório de tudo aquilo que cada um quer só para o seu concelho, mesmo que não tenha dimensão ou vocação para tal.
Assim, todos e cada um dos autarcas deverão preocupar-se não só com os projectos referentes ao seu município como também com aqueles que localizando-se em Beja tenham um âmbito regional e contribuam para afirmar Beja como capital do Baixo Alentejo.
Para que assim seja, necessitamos de dispor de um instrumento político que até à concretização da regionalização enquadre a intervenção inter e supramunicipal. Face à nova lei e “arrumada” a AMDB como associação de fins específicos, apenas nos resta a Comunidade Urbana do Litoral e Baixo Alentejo;
2 – que Beja (com o contributo das outras autarquias) defina e assuma clara, decidida e definitivamente a sua vocação, a sua estratégia, os seus objectivos e as suas prioridades, como concelho, como cidade e como capital regional. Sendo já, actualmente, um pólo atractivo de população relativamente aos municípios vizinhos devido à oferta de determinados serviços que só fazem sentido e só são viáveis a partir de uma certa dimensão ou escala, a cidade adquiriu um conjunto de novas responsabilidades quer relativamente aos seus habitantes permanentes, quer aos seus utilizadores de serviços, quer aos que apenas aí detêm o seu “domicílio habitacional nocturno” (ou seja, trabalham noutros concelhos), quer ainda no que respeita à organização e desenvolvimento de uma rede urbano rural com o seu centro em Beja;
3 – que todos os partidos políticos coloquem os interesses da região acima das meras estratégias e objectivos partidários e se unam na procura do modelo e da estrutura política e administrativa que melhor se adequa aos objectivos e mais eficazmente responde aos desafios que se colocam em termos de desenvolvimento – a Comunidade Urbana do Litoral e Baixo Alentejo. Só reforçando e valorizando o papel do Baixo Alentejo e de Beja como sua capital, evitando a sua secundarização e subalternização face a outras áreas e cidades do Alentejo, será possível resolver os problemas estruturais que impedem o nosso desenvolvimento;
4 – que as chamadas “forças vivas” da região, mas sobretudo um alargado e diversificado conjunto de pessoas de vários quadrantes sociais, políticos, profissionais, etc., que já demonstraram ao longo das suas vidas (mais curtas ou já mais longas) estarem interessados e preparados para contribuir desinteressadamente para este processo de afirmação e desenvolvimento do Baixo Alentejo, possam gerar um amplo movimento de reflexão e de acção que elabore um “pacto regional” e prepare e apresente publicamente, à população e ao Governo, uma estratégia e um programa de intervenção em todos os sectores, pelo menos para os próximos 10 anos;
5 – finalmente, que surja um “líder” com reconhecida visão, vontade, espírito de missão, de sacrifício e capacidade para mobilizar, congregar, catalizar, potenciar e coordenar todos os que estiverem disponíveis para trabalhar nesse projecto, criando uma “onda” que a partir da capital natural do Baixo Alentejo se estenda por toda a região.

Jorge Pulido Valente

Publicado por Francisco Nunes em 09:16 AM | Comentários (4)

outubro 25, 2004

E o Baixo Alentejo a vê-los voar...

skylander.jpg

Sem mais comentários... até ver...

Publicado por Francisco Nunes em 11:39 PM | Comentários (2)

Quanto valem 650 postos de trabalho?

Uma empresa do ramo da aeronáutica que quis estabelecer-se em Beja foi-se embora. Partiu.
Foi para Évora.

... Dizem os políticos locais que Beja não tem uma voz forte!
Bolas!... - Estamos a imaginar o que seria se tivesse... Então sim! Então não ficaria cá ninguém!-

O Carlos pôs o dedo na ferida do 'menino'. A ferida é bem grande, não se sabe é qual a sua causa nem qual o desinfectante a utilizar... Mas isso se calhar é outra história.
Uma coisa é certa: o menino caíu e a cura para as mazelas feitas é desconhecida...

Publicado por Francisco Nunes em 07:55 PM | Comentários (1)

Estranha, muito estranha, a génese das idéias de Lutero!

lutero.jpg


A rigorosa BBC informa-nos que foi encontrada a casa de banho de Martinho Lutero.
Era uma das divisões mais importantes da sua casa.
Ao que parece, o fundador de uma da maiores igrejas protestantes sofria de prisão de ventre e passava horas na sua casa de banho. Enquanto esperava que a tripa aliviasse pensava, fazia forrrrça, lia, fazia forrrçaaa, pensava, fazia forrrrça e, aliviado, lá lhe saía uma ...idéia.

Fica-nos a questão:
Quantos políticos portugueses terão prisão de ventre? E quantos a aproveitam positivamente?


Publicado por Francisco Nunes em 12:52 AM | Comentários (1)

Da Revolução À Legalidade Democrática

Do PREC à actualidade muito se fez pela democracia em Portugal.


Uma prova?
- O Centrão!
centrao.bmp

Publicado por Francisco Nunes em 12:41 AM | Comentários (1)

Isto é um direito democrático?

juego12gr.gif Quino

As pessoas podem manifestar-se. Têm esse direito.
E têm o direito de se manifestar pelo silenciamento dos outros?

O prezado leitor ri-se!?...

Publicado por Francisco Nunes em 12:12 AM | Comentários (3)

outubro 24, 2004

"A Verdadeira História da Bela Adormecida" - Teatro Garcia de Resende em Évora: "imperdível"!

Imagem7 031a.jpg O exterior

A peça 'A Verdadeira História da Bela Adormecida' de António Rodrigues Alvárez, está em cena no Garcia de Resende até ao próximo dia 30.
Esta é uma das peças mais inteligentes a que temos assistido.
De um humor cortante esta peça para dois actores mexe com os nossos sentimentos de uma forma muito eficaz. Põe em causa, de uma forma crua e divertida, muitos dos nossos mitos e desconstrói subliminarmente as bases da nossa estrutura mental e moral.


A peça 'A Verdadeira História da Bela Adormecida' é uma reflexão sobre a condição feminina no Mundo Mediterrânico; sobre a forma como os contos populares, mesmo quando reescritos por literatos, de gosto duvidoso, aliás, reflectem concepções profundas da estrutura social vigente.
O trabalho de actores está impecável. A portuguesa Rosário Morales e o espanhol Vicente Palacios actuam, sem qualquer intervalo, a muito bom nível durante uma hora e vinte minutos. Incutem ao texto um ritmo ágil e divertido.
Justificou plenamente a casa cheia de ontem (Sábado 23).
Na assistência havia crianças de nove anos e adultos de todas as idades. Todos estes espectadores, fazendo obviamente diversas leituras da peça, saíram de sorriso estampado no rosto.

A actriz Rosário Gonzaga chega 'a jogar com os sentimentos' do público a níveis altíssimos, atirando-o das lágrimas ao riso e das descontracção à reflexão como se, a um tempo, o público fosse uma mera caixa de ressonância dos impulsos e caprichos da actriz.
A determinada altura, quando a protagonista se assume como a Bela Adormecida, e passe o possível excesso patriótico, deu-nos a sensação que o seu colega Antonio Morales se deixou, ele próprio, subjugar pela força da representação da actriz.
A encenação, a cargo de Juan Ruesga Navarro e de Vicente Palacios, está adequada bem como a música de fundo da responsabilidade de Santiago Martinez e de Enrique Galera.
Lotação e preço dos bilhetes:
60 lugares (a peça é apresentada na sala de aula -antiga sala de ensaios).
Adultos 8 euros, crianças 4 euros.

Do teatro há pouco a dizer: Lindo!


Enquanto esperávamos pela hora de subida para a sala apreciávamos os quadros e os rasgões que os excessos dos revolucionários no 'pós 25' lhe 'espetaram' colando-lhe revolucionariamente cartazes e panfletos de peças e ideais revolucionários...
Imagem7 038b.jpg Os fundadores.

Imagem7 034.jpg A Dança

Imagem7 035.jpg A Literatura

Imagem7 036.jpg A Comédia

Imagem7 037.jpg A Música

Imagem7 038a.jpg A Entrada para as salas

Vistos de relance...
Imagem7 029a.jpg A Sala (principal)

Imagem7 030a.jpg O Tecto

Publicado por Francisco Nunes em 05:57 PM

Ciganos na paisagem

Imagem7 026.jpg

No movimento, a perenidade.
No nomadismo, a estabilidade.
No quieto Alentejo, o 'troque trot' das alimárias.


Porque será que a inconstância dos outros às vezes nos conforta?
Estranhas, as coisas do nosso Alentejo...

Publicado por Francisco Nunes em 01:47 AM | Comentários (4)

outubro 23, 2004

Há revolta no zoo!

Democratas e Republicanos, burros e elefantes, lobos e águias... uma confusão enorme.

cia.jpgciaa.JPG

Parece que se acusam mutuamente de tentar enfraquecer a América. Sabemos que muita gente aposta no Kerry (também não há outro remédio...) para inverter a situação em que a América, no seu afã de vingar o 9 de Setembro, se lançou.
Preferimos esperar para ver... De qualquer forma o Kerry já disse que a América há-de ser uma águia sobre as outras nações.
Esperemos que o Bush não contraponha com um 'A CIA deve ser um burro aos coices entre os serviços secretos do mundo!'
Se a campanha enveredar por aí já fizémos a nossa propostazita... não ficaria muito cara.
...E depois com o dinheiro que gastam para aí em campanhas...

Publicado por Francisco Nunes em 01:33 PM | Comentários (2)

A ONU à deriva

vignetta_estera.jpg
Como ilustrou este cartoon a Onu deu-nos a sensação que tudo fez para que se atacasse o Iraque.
Perante a morte de milhares de seres humanos em Darfur continua-se à espera de uma solução...

Lógicas da política real (surreal?)

Publicado por Francisco Nunes em 10:04 AM | Comentários (5)

A Reunião é na Praça da República...,

beja1.jpg

...o resto logo se vê...

Publicado por Francisco Nunes em 12:57 AM | Comentários (1)

outubro 22, 2004

Alvéolas e pardais

alveola.jpgpardal.jpg

Vimos, pelos comentários que nos fizeram, que muitos dos nossos leitores andam deslocados do mundo rural. Nós arriscamos: deslocados do mundo.
Injustamente, foi o Carlos, para quem, por causa das coisas já temos uma praxe pensada (estrebuche ele o que estrebuchar), quem 'as pagou' todas. Apercebemo-nos que, na imaginação de muita gente, o pardal é uma espécie avícola com uma inteligência prodigiosa.
Coitados dos pardais!


Para quem não sabe, muitos destes bichitos, caídos, ainda meio borrachos, do ninho, eram apanhados à mão e alimentados por muitos de nós. Quando lhes pegávamos vivos o seu corpo era, todo ele, um pulsar, um pavor confrandegor...
Para que não se criem mitos acerca do pardal devemos dizer que o pardal, ao contrário do que pode constar nalgumas almas, não é uma raposa arisca e esperta. Não! Um pardal é... um pardal.
Arisca, arisca era a alvéola. Este bichito saltitante sim... este era lixado.
Esperto, apanhava-nos o isco por baixo do mordente da armadilha. Era desesperantemente ardiloso -ou irritantemente medroso-. Mas mesmo este animal era caçado pelos mais habilidosos, nos quais não nos incluímos, de entre nós...

Tal como entre os homens, os espertos também se enganam, e os cobardes não estão a salvo de todos os riscos.

Estão a ver, prezados leitores, como as lições da natureza têm muita aplicação no 'mundo dos homens'?
Pois é!...

Publicado por Francisco Nunes em 03:45 PM | Comentários (5)

Votar a Constituição Europeia

estnovo.jpg

Já não é a primeira vez que a votação para Constituições nos engana...
Estejam pois, prezados leitores, de olhos abertos, de ouvidos limpos e com o sentido na nossa História...

Não precisamos -ou não deveríamos precisar- fazer contrapor à evidente 'rebaldaria' em que caímos uma Ordem que nos esmague.

Um conselho: olhando para o cartaz tomem atenção à cara contorcida da mãe e aos bracitos agitados do bébé.
Há 70 anos atrás estas figuras não se enganaram...
Não vos deixeis agora enganar.
Pode ser irremediável. Pode ser trágico.
Já é trágico...

Publicado por Francisco Nunes em 09:12 AM | Comentários (2)

outubro 21, 2004

Ainda as agúdias... e as aranhas.

agudias1.jpg Nas teias da ordem...

As agúdias que não acabaram calmamente o seu ciclo de vida num canto entre as pedras da calçada, encolhidas contra um muro ou espreguiçando-se no asfalto, foram comidas por osgas, ou por lagartixas, ou por pardais, ou pelos pequeníssimos, mas espertos, cartaxos e caguinchas...
Amanhã, é quase certo, já quase não haverá agúdias.

Pior ficaram as que se enredaram em teias cuidadosa e persistentemente montadas pelas aranhas.
São engraçadas as aranhas... são uns bicharocos sem qualquer apetencia para viver em sociedade, estão-se nas tintas para a sua comunidade (disparate! qual comunidade?...) para elas o que conta é o que lhes 'cai na rede'.
Não vão caçar moscas.
Não ousam caçar mosquitos.
Nem baratas...
Não ousam.
Não! As aranhas tecem e esperam, esperam e tecem.
... e isso resulta muitas vezes... infelizmente para as formigas.


Publicado por Francisco Nunes em 11:51 PM

Agúdias

Imagem7 020.jpg

O Carlos está aqui na Planície há apenas 8 anos. Fez uma posta de alentejano caloiro típico.
Já nos deu bastante e esperemos que não se sinta vexado. O Alentejo gosta e precisa dele.

Carlos, os bichinhos aí em cima são 'agúdias' -ou formigas-de-asa. São a alegria das aranhas, das osgas, dos pássaros e das crianças...
São formigas que, no normal ciclo das suas vidas, tomam asas... Vão morrer em breve. -As agúdias que fotografámos há 10 minutos estão claramente moribundas...-

São um autentico petisco.
Antes dos 'game boys', das consolas, dos computadores e de toda a parafrenália que entretém os miúdos hoje, quando éramos moços de 10, 11, 12, 13... anos, a ocorrência que viveste estaria incompleta se não visses bandos de miúdos a apanhá-las. Preparavam-se para 'ir armar'!

Estes bichos eram o melhor isco para montar armadilhas ( dizíamos ratoeiras) aos pardais.
Grandes patuscadas, grandes tachadas de pardalitos fritos em azeite e alho; quase sempre nas casas dos amigos com estômagos mais vazios...

...Porque é que as recordações de infância não têm só um ponto de vista? Estaremos a ficar velhos?

Publicado por Francisco Nunes em 03:45 PM | Comentários (15)

O Buttiglione fez-nos lembrar o Dâmaso dos Maias

Coitado deste rapaz...
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... Ninguém o pode acusar de não querer ser comissário!
Pede desculpas 'por tudo', por escrito... E tudo o que tenha a ver com homossexualidade, famílias monoparentais e outras poucas-vergonhices não serão da sua responsabilidade... Nem quer ter nada a ver com essas coisas... Era o que faltava!

Fica a dúvida: Porque é que o Monsieur José Manuel Durao Barroso contou com este moço?
Que autonomia é que o nosso ex-Primeiro tem nesta Comissão?
Quem é que manda na Comissão? Quem é que mexe os cordelinhos desta amálgama de povos e de culturas?
A Europa poderá alguma vez afirmar-se como uma entidade autónoma, coesa e forte?


Publicado por Francisco Nunes em 03:29 PM | Comentários (3)

O Mundo é injusto.

Isso é certo e sabido...

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Mas quando vemos coisas como estas apetece-nos perguntar:
Até que ponto pode ele ser injusto... para os burros?

Publicado por Francisco Nunes em 10:16 AM | Comentários (1)

Dias de vento...

Guardian.jpg in: The Guardian

Sem mais comentários.

Publicado por Francisco Nunes em 01:43 AM

outubro 20, 2004

Durão Barroso vs. Buttiglione

Durão Barroso diz que Buttiglione é vítima do politicamente correcto.
De uma forma politicamente correcta desautorizou o Buttiglione: Arranjou-lhe um assessor...
O Buttiglione, ao que parece, não se importa com a menorização... Afinal em Bruxelas vive-se bem!...

Agora por politicamente correcto... será parvoíce propor que só os santos ou os homens muito ricos possam dedicar-se à coisa pública? É que temos visto cada uma!...

Cáspite!

Publicado por Francisco Nunes em 04:27 PM | Comentários (2)

De facto dá que pensar...

O jornalista Fernando Madrinha pergunta-se no 'Expresso on line':

"Entre Rui Gomes da Silva, José Veiga, Pinto da Costa, Alberto João Jardim e Luís Filipe Vieira pode não haver mais nada em comum senão a boçalidade e a intolerância. Mas as suas intervenções por estes dias - e toda a agitação que provocaram - justificam que todos nos interroguemos e reflictamos: como é possível que estas figuras tenham adquirido a projecção e o poder de que dispõem na nossa vida pública? Qual a responsabilidade dos «media» na construção da sua imagem? Quais os riscos, para a democracia e para a sociedade, de os discursos e os métodos que já vigoram no mundo do futebol se generalizarem ainda mais ao mundo da política?"

Podemos ajudar o Fernando Madrinha:

Responsabilidade dos «media» na construção da sua imagem

Ajudaria bastante à moralização da vida pública portuguesa que os jornais que se dizem de referência não dessem primeiras páginas ao futebol.
Que não andassem sofregamente à procura dos disparates dos 'lellos do futebol' que pululam -e governam- por aí.
Que não obrigassem as pessoas a suportar nos telejornais 5 minutos de notícias e uma hora de disparates (futebol -jogos e treinos!!!!!-, 'facadas e alguidaradas', notícias claramente encomendadas...).
Que os lóbis tivessem rosto...

Riscos, para a democracia e para a sociedade, de os discursos e os métodos que já vigoram no mundo do futebol se generalizarem ainda mais ao mundo da política

Essa é de truz! Temos como chefe de governo um 'Lello do Futebol' (até o alemão que o convidou para assistir ao Mundial de 2006 sabia disso...) e como líder da oposição outro 'Lellito'!
São precisas mais análises?

Publicado por Francisco Nunes em 12:47 PM | Comentários (6)

Má Imprensa

Só já falta que o Camarada Rui Gomes da Silva se venha queixar de ter má imprensa. E tem razão, coitado! Tem de facto má imprensa...

E é muito bem feito!
A má imprensa é o castigo para os meninos que querem mandar calar outros meninos e depois não dizem coisa com coisa...

Como diria o nosso Primeiro (ler posta abaixo):
-É do Fado!

Publicado por Francisco Nunes em 09:26 AM | Comentários (1)

Santana Lopes ao Frankfurter: "Já fizémos mais de metade do caminho"

Tradução muito livre (assim tanto também não!...) de uma entrevista que lemos (que é como quem diz...) em alemão:

"Já fizémos mais de metade do caminho"

O novo primeiro ministro é um amigo dos Alemães. Aprendeu a falar alemão enquanto estudante. Teve a primeira reunião de trabalho com o Schroeder nesta Terça Feira.
Os dois chefes de governo procuraram uma interpretação conjunta do Pacto de Estabilidade. Pretenderam conseguir uma interpretação mais livre e flexível.
Tratou-se de procurar uma leitura mais aberta das premissas do Pacto. Tirar-lhe o sentido estrito e rigido que apresenta sem prejudicar a fiabilidade financeira.

Santana Lopes substituiu José Barroso há apenas 3 meses. Jorge Sampaio, apesar da oposição do seu partido, nomeou-o Primeiro Ministro recusando realizar eleições como exigiam os socialistas.

Depois de receber o Chanceler Alemão, Santana Lopes recebeu o nosso correspondente Leo Wieland.

O que deveriam saber os europeus sobre o novo chefe de governo Português?

Devem saber que acredito que a Europa é viável. Creio solidamente neste projecto.

O seu próximo desafio é o de realizar um Referendo sobre a Nova Constituição Europeia. Quando o realizará?

Creio que o faremos em Abril.

Conseguirá uma maioria sólida em prol da Constituição?

Estou certo que uma maioria estável a ratificará.

A Turquia é um país suficientemente europeu para integrar a União Europeia?

A Turquia tem uma identidade particular no que concerne à religião e às suas tradições. Mas é também um país que tem uma componente forte do nosso estilo de vida e é nossa aliada na Nato. Creio que a religião não será motivo suficiente de recusa da sua entrada na Europa. Esta deve assegurar-se que a Turquia respeita as regras fundamentais do Direito.

As nossas relações atlânticas têm sido fortemente prejudicadas pela guerra do Iraque. Qual ´a posição portuguesa?

Essa situação preocupa-me. Este é para nós um tempo duro para nós enquanto europeus. Respeitamos o quadro criado pela Coligação. Esta é uma situação que nos cria dificuldades nas relações com os nossos parceiros europeus. Concordamos, no entanto, com o governo alemão: deve-se criar no seio da ONU uma solução para este conflito. Devemos, ao mesmo tempo, honrar as nossas obrigações já assumidas.

Ocorreram no Domingo as eleições regionais no Açores e na Madeira. Perdeu as primeiras ganhou as segundas. Relaciona isso com a 'fotografia dos Açores'?

Não, não creio... Trata-se de facto de matéria sensível mas devemos recordar que para Durão Barroso o encontro dos Açores era uma última oportunidade para a Paz.
Infelizmente transformou-se numa fotografia de guerra...

O que pensa da proposta de criação de campos para emigrantes no Norte de África?

A imigração é um problema sensível. É um problema, sobretudo de segurança. Tenho no entanto grandes reservas quanto à criação destes campos.

Portugal ten tido sérias derrapagens económicas nos últimos anos. Vê a luz ao fundo do túnel?

Sim. Devemos tomar decisões anticiclicas muito duras. tivémos governos que não levaram em conta as regras estabelecidas dos 3% de deficite. Contamos com um crescimento de 2,3%. A situação está a modificar-se e parece-nos que já temos mais de metade do túnel atrás de nós. Para além de informações muito positivas de que dispomos, contamos com fortes investimentos alemães. As exportações e as importações estão a crescer. devemos melhorar agora a nossa produtividade.

A Oposição duvida da legitimidade do seu governo. A coligação que o sustenta aguentar-se-á até 2006?

Assumimo-nos como estado da Europa Ocidental e Central. Quanto à legitimidade do Governo ela não se pode pôr em causa nem se justifica o seu fim a meio da legislatura. Em nenhum país da Europa se pede a queda de um governo sustentado por uma maioria no parlamento a meio de uma legislatura. Se o anterior Primeiro Ministro aceitou aescolha para a Comissão Europeia não deveria, como bom europeu, recusá-la.

Ao que é que atribui o pessimismo dos Portugueses?

Ao fado. À nossa canção nacional. Mas, lentamente, a situação vai alterar-se.

Publicado por Francisco Nunes em 02:56 AM

Em contrapartida o Frankfurter Allgemeine

fez uma entrevista de uma coluna ao Pedro.
Por alto, o Frankfurter rejubila com o Pedro porque o acha um amigo da Alemanha; -o Pedro sabe falar alemão...- e achou-o optimista.

Não percebemos muito da língua de Schiller mas ficámos desconfiados que o Santana quis levar o jornalista à Kapital ...ou a uma casa de fados... aquela conversa da tristeza do fado como contraponto com o seu optimismo...

Publicado por Francisco Nunes em 01:17 AM

Destaque dado pelo Der Spiegel à visita de Gerhard Schroeder a Portugal:

ZERO!!!!!

Publicado por Francisco Nunes em 01:08 AM

outubro 19, 2004

Cabala

Cabala.gif

A partir de agora, alertados pelo João Carvalho Fernandes e seguindo as cautelas do camarada Rui Gomes da Silva, vamos ler o Expresso, o Público e ouvir os jornalistas da TVI com cuidado...
Para já vamos experimentar a chave acima.
Depois logo se vê...

Publicado por Francisco Nunes em 03:57 PM | Comentários (2)

Turquia

Giannelliturquia.gif in: Corriere della Sera; Giannelli

A entrada -ou não- da Turquia na Europa cria susceptibilidades entre os 'Europeus de dentro' e entre quem está fora.
O cartoonista italiano vê assim as hesitações turcas:

A Estrelinha:
- Quero ir para a Europa.

O Crescente:
- Toma atenção: a Europa não é [uma] Meca.

Publicado por Francisco Nunes em 10:08 AM

Fernando Caeiros

caeiros.jpg in:Diário do Alentejo

Este homem é um senhor.
O Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde foi eleito como independente por um partido político em que, em princípio, não votaríamos.

Milita, no entanto, no Partido certo:
Este homem vestiu a camisola de autarca.

Fez do seu concelho um dos mais bem apetrechados do Distrito de Beja. -Não, não estamos a falar de construções várias em cimento com rentabilidades duvidosas-. Estamos a falar de infraestruturas úteis, razoáveis e equilibradas.

Foi um homem que se soube rodear das pessoas certas.
Um homem que transformou Castro Verde num 'porto de abrigo' de escultores, pintores, historiadores...
Impôs um assinalável dinamismo cultural e económico no Concelho de Castro Verde. Este autarca fez de Castro Verde uma povoação onde se vai ver cinema, assistir a eventos musicais, culturais...

Fernando Caeiros soube fazer com que a feira da sua terra resistisse aos tempos de mudança a que assistimos.
Preocupa-se já com o eventual encerramento das minas da Somincor, demonstrando uma capacidade de previsão assinalável entre os políticos locais... Fernando Caeiros não geriu, nem gere, a sua autarquia 'à vista'. A cabotagem não o fez correr nunca. A cabotinagem também não... Navega sempre em mar alto, com espaço, com visão.

Um homem que não se diz descentralizador agindo como um centralista compulsivo na sede do seu concelho.
A prová-lo a qualidade de vida nas pequenas terras do concelho que dirige... terras em franca decadência há 20 anos, brilham, à vista de povoações da mesma dimensão por esse Alentejo fora.
Entradas está muito digna e aprazível, Casével está bem arrumada...

Em suma: um homem que nunca teve muito tempo para os jornais... -e é pena, porque ensinaria muito a muita gente.

Não, não lhe vamos pedir nenhum tacho. Vamos lamentar a sua intenção de não se recandidatar.

Publicado por Francisco Nunes em 12:08 AM | Comentários (7)

outubro 18, 2004

Entre a Vida e a Morte. Entre os Hospitais Privados e os Hospitais S.A. ...

juego14gr.gif Quino

Publicado por Francisco Nunes em 04:44 PM | Comentários (2)

E agora?!... Quem é que me indemniza?

O miúdo do vizinho pediu-nos autorização para guardar a bicicleta no nosso quintal.
Dissémos-lhe que sim, mas por pouco tempo...
Disse-nos que não queria maçar-nos por muito tempo. Só até o pai arrumar a garagem.

Estávamos à espera que o pai arrumasse a garagem havia dois anos.
Era preciso fazer alguma coisa...

Chamámo-lo.
- Manelito amanhã tiras-me daqui a bike (esta foi a forma encontrada para aceder ao âmago da consciência do puto... Os tipos já não têm bicicletas; uns têm bikes e outro biclas...).
O Manelito...
- Vou falar com o pai.
Nós condescendentes e 'vizinhos porreiros':
-O.K.
Não voltou.
Ao fim de uma semana fomos à casa do vizinho esclarecer o esquecimentozito.
- Vizinho está aqui a sua bicicleta.
O pai do Manelito:
- Qu'é lá isso?
- A sua bicicleta...
- Isso não é assim...
- Não?!
- Não! Quem é que me indemniza dos plásticos que comprei para proteger a bicicleta da chuva? Quem é que me indemniza da tabuinha que lá pus no último Inverno para o puto não se enlamear?
- O vizinho andou a beber?!
- Não me ofenda!

Virámos-lhe as costas... Ele há com cada vizinhança... Cáspite!
Onde é que aquele gaijo tinha visto uma coisa assim?!

Publicado por Francisco Nunes em 03:12 PM | Comentários (1)

Clamando pela Paz...

21GIANNELLI.jpg in: Corriere della Sera; Giannelli

Publicado por Francisco Nunes em 11:08 AM

A 'Pax Bushia'

giannelli1.gif in: Corriere della Sera; Giannelli

Publicado por Francisco Nunes em 09:05 AM

O Sarmento foi forreta... Bem feito!

O Sarmento não aceitou a nossa preciosa colaboração. Os açorianos tramaram-no. Muito bem feito...

Publicado por Francisco Nunes em 02:12 AM | Comentários (1)

Nos arredores de Vila Nova da Baronia...

Uma capela perfeitamente discreta. Passáramos várias vezes por ela sem lhe dar grande importância... até que no Sábado:

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Ficámos arrepiados pela riqueza do seu espólio.
Ficámos aliviados por ser desconhecida.
Da nossa boca não sairá mais nada... até que isto seja um país normal que guarde as suas riquezas...

Publicado por Francisco Nunes em 01:29 AM | Comentários (1)

outubro 17, 2004

Este governo não existe... Não é possível!...

Os impostos baixaram para os muito ricos que nunca os pagaram, para os ricos que pagam alguma coisa (para não parecer mal...), para os pobres e para os mais pobres.


Só não baixaram para a classe média cumpridora e que tem o mau hábito de poupar:
Os impostos para a classe média mantiveram-se inalteráveis: 34%!!!
As reduções nos planos de poupança foram exterminadas!!!


O 'mui católico e homem de família Bagão' permite que se pague menos impostos estando solteiro ou divorciado...
os casados pagam mais impostos!
O sigilo bancário marca passo.
A interrupção voluntária da gravidez não é permitida.

Isto é 'governar à esquerda'? Não é!... Um governo de esquerda aumenta os impostos sobre os ricos.

É 'governar à direita'? Não é! Um governo de direita não prejudica a família.

É 'governar ao centro'? Não é! Um governo de centro democrático -o que quer que isto queira dizer...- não prejudica a classe média face às outras classes. Antes pelo contrário...

É governar com sensatez? Não é! Um governo sensato não desestimula a poupança.

É um governo de 'extrema-direita'? Não é! Se fosse já não haveria liberdade de imprensa e alguns comentadores mais desabridos já teriam sido afastados... Não... a sério... Também não é de extrema direita...
Parece que não...

É um governo de 'extrema-esquerda'? Não é! Também não parece...


É um governo de quê?
É um governo de... de...
...de contenção?

CÁSPITE!!!!

Publicado por Francisco Nunes em 01:23 AM | Comentários (5)

outubro 16, 2004

Morais Sarmento: Estamos à tua inteira disposição! Agora e sempre!

Sarmento, pá!
Somos alentejanos.
Somos muita lentos.
Usamos suiças, safonas, jaqueta de pele de ovelha, botas caneleiras (tu dizes botas alentejans...) e abotoamos as calças sobre a nossa camisa branca à altura do pescoço... e estamos pá, comovidamente contigo!
Afirmamo-lo batendo com o nosso cajado bem sonoramente no soalho do adro da igreja ou no tabuado da tasca do Manel.

Sarmento: Oferecemo-nos para tua nova arma política, 'O Exemplo Alentejano'.

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Ó Sarmento!...As lágrimas correram-nos marotas quando soubemos que foste dizer para os Açores que o César e os seus rapazes são mais lentos do que nós.
Gostámos dessa frase comicieira até ao mais infímo dos nossos fundilhos.
Porra pá!...és dos nossos!
Conta c'a gente.
Se nos quiseres como assessores (para te assessorar) e como acessórios etnico-antropológicos... já sabes. 'Levamos barato'... umas açordas e uma idas ao 'Elefante Branco'... e não se fala mais nisso!

Queres tu ideias, amigo Sarmento?
Pá!... no Ministério da Educação dizes, atirando o teu queixinho delicado na nossa direcção e apontando com o teu indicador decidido os computadores e o pessoal que os opera (que é como quem diz...): "Estes computadores são uma m----! São mais lentos que aqueles alentejanos!"

Depois partes, connosco atrás, para o Ministério da Saúde. Lá chegado dizes ao estupefacto -e teu colega- dono daquela 'pasta'. "És mais lento com os melhoramentos na Saúde que estes alentejanos!" Sais repentinamente do gabinete e bates com todas as portas que vires para que a tua acção tenha mais impacto...

Na Justiça repetes a dose: "Nem alentejanos como estes são mais lentos do que a resolução dos processos que caem nesta casa!"

Junto do Bagão dizes: "Até um alentejano, como estes gaijos aqui, já tinha posto o fim do sigilo bancário cá para fora". Olhas o encolhido e envergonhado Bagão nos olhos e sais. Mas sais à cowboy...

Junto do Portas não digas nada porque é perigoso...

Ao pé do Santana repetes a entrada e repetes a saída e dizes que nós gastaríamos a massa mais depressa que ele... Vais ver o regabofe!...

Ao pé do Sampaio não deves dizer nada -somos teus amigos!...-

E pronto! Vais fazendo assim nos ministérios, nas secretarias-gerais, nas direcções gerais e junto do treinador da tua equipa de futebol.

Sarmento. Estás a ver o fumo que se levanta ali ao fundo? Não!... Não é nenhuma refinaria... É o País que avança já a todo o vapor!

És genial ó Sarmento!

Publicado por Francisco Nunes em 03:21 AM | Comentários (8)

O Governo tem que agradecer aos médicos a paz social em que vivemos.

Têm dúvidas?
Imaginem que os médicos deixavam de receitar anti-depressivos... Vá!...
Já estão a ver a coisa? Pois!...

Publicado por Francisco Nunes em 03:06 AM | Comentários (1)

outubro 15, 2004

"Pai Catavento Homofóbico Pró-Turco"

Estamos à espera que nos tratem por pai.


Quando isso acontecer passaremos a ser o
"Pai Catavento Homofóbico Pró-Turco".

Não está mal...

De facto não há como a Blogosfera para que o verdadeiro âmago dos nossos humildes seres seja esquadrinhado e verdadeiramente exposto.
É bonito isto! Sim senhor...

Publicado por Francisco Nunes em 12:36 AM | Comentários (1)

outubro 14, 2004

As Farpas

Em Maio de 1871 -há 133 anos- dois promissores intelectuais portugueses referiam-se assim a esta "choldra":

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farpas2.jpg
farpas3.jpg
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Mereciam um blogue. Seriam ainda, e sempre! arrasadores.
E estariam em casa.
Este ainda é o País que eles conheceram.
Infelizmente!

Bem hajam Eça e Ramalho onde quer que estejam.

As Farpas todas estão 'linkadas' em Actualidades Actualíssimas aí ao lado...

Publicado por Francisco Nunes em 10:43 PM | Comentários (2)

Eleitos democraticamente...

20030412Portas.jpgAlbertoJoaoJardim01.jpgcarlos_alberto_rodrigues.jpg
1818.jpghitler.jpg
A Democracia em acção de forma 'não inteligente' e 'não estúpida'...

Nota: O Staline, o Franco, o Salazar e o conde Drácula ficavam muito bem neste rascunho de galeria mas, com muita pena nossa, não foram eleitos em plebiscito universal... Mas podia ter calhado...

Publicado por Francisco Nunes em 04:49 PM | Comentários (5)

Da democratia

O Pacheco Pereira desta vez desiludiu-nos.
Pode ser-se ditatorialmente democrata?
Pode.
É-se ditatorialmente democrata quando se acredita que os eleitores têm SEMPRE razão.
Apesar de começar a ser claro que, com Bush ou com Kerry, o Mundo vai ficar na mesma. Quer dizer, a política americana vai ser a mesma nos próximos anos, continuam os blogues de direita a apoiar o Bush e os blogues de esquerda a apoiar o Kerry. Este estado de espírito é sintomático do seguidismo em que "isto" anda.
Vamos à nossa história:

O Pacheco Pereira não resistiu a comentar assim o Vital Moreira:

"ELE HÁ MOMENTOS
em que não se deve escrever sem pensar duas vezes. Vital Moreira fê-lo na seguinte nota no Causa Nossa:

“Dos três debates públicos entre Kerry e Bush, este não ganhou nenhum e perdeu inequivocamente dois deles (o primeiro, sobre política externa, e o terceiro, realizado ontem, sobre política interna), em que Kerry triunfou em toda a linha. Perante a patente superioridade do candidato democrata, os eleitores norte-americanos serão estúpidos?”
A pergunta final não tem qualquer sentido numa democracia.
Primeiro, porque a performance nos debates não é o único critério para uma escolha eleitoral. Há elementos intangíveis – para o bem e para o mal - na relação entre eleitos e eleitores que incluem a percepção de outras qualidades e defeitos para além da argumentação racional. A confiança, por exemplo. Depois, porque os eleitores em democracia são sempre mais “inteligentes” do que a sobranceria da frase de Vital Moreira que os divide entre “inteligentes” (que votam Kerry) e “estúpidos” (que votam Bush). Mesmo quando votam em Chavez.

O último período é assassino! Assassina tudo o que o Pacheco tinha escrito até ao momento.
Pacheco Pereira, implicitamente, considera que os eleitores podem votar mal. No entanto não reconhece ao Vital a possibilidade de se questionar quanto à bondade de uma grande parte dos americanos votarem no Bush.
A frase "Mesmo quando votam em Chavez" traz no seu âmago a ideia contraditória de que os eleitores, mesmo quando fazem coisas estúpidas, são inteligentes.
Não são.
Os alemães que votaram em Hitler não foram muito espertos. Os italianos que puseram Mussolini no poder não foram geniais. Os portugueses que votaram sempre no mesmo corrupto e decrépito partido republicano provocaram insensatamente a ascensão de Salazar...
Lembramo-nos de Ortega e Gasset:
"Os líderes espelham sempre os povos que representam". Para o melhor e para o pior... e recordamos Churchil: "A Democracia é o pior dos sistemas políticos, com excepção de todos os outros."

Publicado por Francisco Nunes em 04:09 PM | Comentários (1)

Freedom Tower Silver Dollar

DOLLARO.jpg in: Corriere della Sera

Esta moeda de prata pura, alegadamente recuperada do 'Ground Zero', colocada legalmente à venda em Nova Iorque, está a gerar uma imensa polémica.
A muito publicitada "The Freedom Tower Silver Dollar" viu a sua venda bloqueada pelo procurador geral de Nova Iorque, Eliot Spitzer. O procurador afirma que esta é uma 'forma vergonhosa de ganhar dinheiro com uma tragédia nacional'.
Achamos que tem razão.
Já agora... a moeda nem é assim tão bonita...

Publicado por Francisco Nunes em 12:50 AM | Comentários (1)

Continuamos a vigiar o Bagão...

De facto o IRS até pode vir a baixar e os funcionários públicos podem ver descongelados os seus salários. Não é uma má notícia.
Mas o que nos deixa verdadeiramente curiosos são as "medidas inéditas para combater a fraude e a evasão fiscal".
O Bagão conseguirá mesmo acabar com o sigilo bancário?
Ao menos tentá-lo-á?
A ver vamos...

Publicado por Francisco Nunes em 12:37 AM | Comentários (2)

outubro 13, 2004

O Luís Delgado é fundador de algum sistema de castas?

Há uns tempos citámos aqui o Cintra Torres e, nos comentários feitos a essa posta, alguém pôs em causa o passado do homem. Não as suas palavras. O seu hediondo passado...

Agora é a vez de um estropício do 'jornalismo com patrão' que dá pelo nome de Luis (intestino?)Delgado atacar o homem da mesma forma!

O que é que se passa aí em Lisboa? Han?
O que é que há contra os vendedores de parabólicas?
Aqui na Província desconhecemos os presumíveis e hediondos truques dessa estranha profissão.
Esta é uma situação muito injusta. Nós também queremos saber os malefícios que esses profissionais têm ousado contra a Humanidade.
Temos esse direito.
Queremos estar alerta!
Imaginemos...
Se, por algum disparatezito, no caótico e impossível, trânsito de Lisboa, em vez de nos chamarem nomes às senhoras nossas mães ou puserem em causa a integridade das nossas esposas, nos apelidarem de 'vendedores de (argh...) parabólicas como é que salvamos a nossa honra e o nosso amor próprio?
Levantamos o dedo médio acima das nossas cabeças?
Levantamos o mindinho e o indicador até à altura referida?
Ou não?...
O caso é muito grave e, atendendo à inépcia e à incompetência da Justiça, devemos arregaçar-nos e, desde que o alfacinha não seja muito maior que nós, avançar para o suposto energúmeno levantando o queixo espasmodicamente e gritando ao filho da senhora de má catadura que nos ofende, que repita a ofensa, enquanto nos enchemos de adrenalina. Posto o que, num ápice, partimos para as vias de facto?
Bolas! Isto é importante...

Ou ao contrário...
Podemos ser, inadvertidamente, alvo de alguma agressão!
Suponhamos que vamos a Lisboa comprar uma parabólica. Desorientados com o bulício da grande urbe, enganamo-nos na loja e perguntamos:
-O senhor, por acaso, não vende parabólicas?
Pimba! Somos esmagados com socos, pontapés e ensurdecidos com os gritos histéricos dos amigos e familiares do nosso interlocutor...

Não pode ser!...
Queremos saber que raio de gente é essa. Quem são, afinal, os terríveis vendedores de parabólicas?!
Não queremos que escumalha dessa case com as nossas filhas, com as nossas sobrinhas, com as filhas dos nossos amigos e vizinhos...
Não queremos partilhar uma sala de restaurante ou um balcão de café com gente dessa.
Repetimos: temos o direito de ser informados.

De qualquer forma já sabemos que no sistema de castas do Luis (intestino) Delgado os intocáveis vendem parabólicas.
Já é bom!

Obrigado Luis (intestino - de assuntos intestinos, internos...-) Delgado!
Muito obrigado!

De vez em quando dá-nos uma dicas sobre o teu rigoroso sistema de castas. Por favor.

Publicado por Francisco Nunes em 03:40 PM | Comentários (2)

José Manuel Barroso

O Figaro, que não é propriamente um jornal de esquerda, surpreendeu-nos. Ficámos banzados com o tratamento dispensado ao ex-maoísta e ex-primeiro-ministro de Portugal neste jornal:
camaleao.gif
Pensando bem foram exagerados!
Não, não estamos a pensar só no Helmut Schmidt... estamos a pensar em 90% da fauna que nos governa...

Publicado por Francisco Nunes em 03:28 PM | Comentários (2)

La France, toujours la France...

Podem pensar que são ciúmes.
Podem julgar-nos invejosos pelo facto de os franceses terem um Governo e nós não.
Não é nada disso.
É verdade que os franceses têm um governo e nós vamos tendo uns 'coisos'. Mas estamos aqui para falar da agricultura francesa...
É sabido que os excessivos subsídios dos países europeus à agricultura prejudica a agricultura dos países mais pobres. É certo que o mercado dos produtos agrícolas roça a imoralidade.
Também é sabido que nenhum país pode abdicar da produção de bens agrícolas e que a agricultura, em certa medida, cria equilibrios regionais que seriam difíceis de assegurar com outras actividades económicas -sim, sabemos que em Portugal se querem conseguir esses equílibrios com o turismo no espaço rural...-. Quer dizer: a agricultura é um pilar básico na economia de qualquer país.
De qualquer forma a França exagera. O Fígaro de hoje, sem qualquer espírito crítico face à situação, (pudera!) anuncia-nos que o Nicolas Sarkozy anunciou na manhã de hoje à 'France Inter' que o carburante destinado aos agricultores, vítimas da alta espectacular do preço do gasóleo, será aliviado de taxas em quatro cêntimos por litro para as aquisições efectuadas entre Julho e o final de Dezembro.
Quer dizer, para além de todos os subsídios 'escondidos' que os agricultores gauleses já tinham ainda levam mais este: o gasóleo 8$00 mais barato que os seus colegas europeus.
Bem podem os franceses falar em diálogo Norte/Sul... Lérias...

Publicado por Francisco Nunes em 01:26 PM

'Alternância sem alternativa *'

Verdadeiramente, em Portugal, onde quem não é de Direita é de Esquerda, nunca se governa para ninguém...
Se calhar nunca se viveu em democracia... Viveu-se 'afunilado ao centro'. Acomodado. Refém de todo o tipo de oportunistazecos que nos oprimem e cansam. Que nos desanimam e alquebram.
Vivemos no fundo do funil: nas sobras, entre as borras.

Os portugueses nunca poderão escolher entre verdadeiras opções?!
Porquê?

Percebe-se bem o dito de Helena Roseta : 'Vivemos numa alternância sem alternativa'.

Publicado por Francisco Nunes em 02:15 AM | Comentários (3)

O que é que os 'tipos dos cacos' dirão desta?

bcdiscov1.jpg
bcdiscov2.jpg in: B.C.; Johnny Hart

Quem me dera poder estar aqui quando aqueles tipos virem esta!...

Publicado por Francisco Nunes em 12:26 AM

outubro 12, 2004

Bush empurrou toda a América para a Direita.

A tal ponto que, segundo se pode ler nesta entrevista a John Micklethwait a América pouco mudará qualquer que seja o vencedor da eleições para a presidência dos 'States'.
O que é pior é que nos parece que o entrevistado tem toda a razão!
A ser assim já não vamos votar no círculo eleitoral do 'resto do mundo'...


Publicado por Francisco Nunes em 11:01 AM | Comentários (1)

Quando os fins não justificam os meios...

torero.jpg

Demos uma volta por uma coisa chamada Blogosfera... Há para aí tanta gente a 'capear' frangos...
É que também há meios que não justificam os fins...

Pobres frangos, pobres 'capinhas'...

Publicado por Francisco Nunes em 09:47 AM | Comentários (1)

Visto do Japão

o Alentejo é assim:
alentejo2-map.jpg

Ficaram com os 'olhos em bico'? Han?


Falando com alguém que percebe muito de turismo -mesmo muito!- fomos informados -relembrados...- que o que conta Hoje, em termos de 'marquetingue' é a marca.
A marca de qualquer produto deve ser forte, deve ter expressão, deve criar no consumidor uma identificação forte e tão imediata quanto possível...
O Mundo de Hoje é assim...
E foi mais longe: "mesmo na Europa as marcas di tipo 'Madeira', 'Açores' e 'Algarve' criam, em determinados clientes alvo, dificuldades de identificação que impedem o máximo aproveitamento destes recursos turísticos nacionais."
Segundo este nosso amigo a melhor marca para 'nos vendermos' seria 'Portugal'!
Já vemos o esgar mais céptico de alguns dos nossos leitores...
Imaginam-se, mesmo assim, a dividir o Alentejo em Baixo, Litoral, Litoral e Baixo, Alto, Central?...
Se olharmos para a necessidade que os Japoneses tiveram de integrar a maior região do país no todo nacional para a localizarem muitas dúvidas se dissiparão. Deve ser dito que o Japão é dos países asiáticos aquele que melhor nos identifica. Melhor: fora do espaço europeu e da lusofonia o Japão deve ser dos países que melhor nos identifica... E no entanto...
Mas vamos ao 'nosso' ponto:
Não há nada que justifique, a não ser as leis do "trabalho" para as camarilhas políticas, a divisão do Alentejo em várias regiões de turismo. Já vimos publicados no Diário do Alentejo, com a aparência mais séria deste mundo, inquéritos à satisfação dos turistas na Planície Dourada tendo por base um universo de inquiridos de !!!100 - turistas - 100!!!
E o turismo é apenas um exemplo...
Numa altura em que as autárquicas se aproximam e certos actores locais esgrimem argumentos algo surrealistas, é bom que estejamos atentos às propostas de regionalização que devem estar a pulular por aí...

Por agora ficamo-nos por aqui...

Publicado por Francisco Nunes em 01:22 AM | Comentários (2)

outubro 11, 2004

Jorge e Juan vão ao Alqueva

Diz o Notícias do Alentejo que o Presidente da República Portuguesa e o Rei de Espanha vão nesta quarta-feira, de helicóptero, ao Alqueva. Adianta a mesma fonte que não está nada agendado.
Parece que, como milhares de alentejanos, vão ali para ver a água...
Não tem mal nenhum. Pois não?...

Publicado por Francisco Nunes em 02:53 PM | Comentários (5)

Cientistas acreditam ter descoberto nova espécie de macacos gigantes!

É inacreditável! Numa altura em que se fala tanto da extinção de espécies animais há cientistas que pensam ter descoberto uma nova espécie de macacos, semelhantes a gorilas no aspecto e a chimpazés quanto ao comportamento, no norte da República do Congo.
Estes bichos, de quase dois metros, poderão ser híbridos das espécies referidas.

Publicado por Francisco Nunes em 08:39 AM | Comentários (4)

Nunca nos próximos cem anos!!!!

KalBaltimoreSun.gif in: Baltimore Sun; Kal

Bush
- Quando falei pela primeira vez ao primeiro-ministro Sharon da paz com Arafat, ele respondeu:

Sharon
- Nunca no próximo milhão de anos!

Bush
- Mas depois de uma boa conversinha à texana 'fiz-lhe' a cabeça...

Sharon
- Nunca nos próximos cem anos!

Publicado por Francisco Nunes em 01:25 AM | Comentários (2)

Isto também não são só bestas e bestiais!! Era o que faltava!...

As pessoas excitam-se em vários campos e de várias formas. Excitam-se no amor, no jogo, no trânsito, nas salas de espera dos consultórios médicos, na comemoração de efemérides, no comícios, no Campo Pequeno, na Assembleia da República, no futebol... e excitam-se nos raciocínios.
Sejamos claros:
O camarada Rui Gomes da Silva censurou o Marcelo.
É óbvio que o RGS é uma besta. Ponto.
Não é óbvio que o Marcelo, a linha jornalistica da TVI, os jornalistas da TVI, e outros que tais sejam bestiais!
Não faltava mais nada!...

Publicado por Francisco Nunes em 01:12 AM | Comentários (2)

outubro 10, 2004

Bush tem péssimo costureiro? ou... 'http://www.isbushwired.com/'?...

Ou então, não...
O debate de sexta-feira à noite entre Bush e Kerry gerou muitos rumores de que ele estivesse a receber instruções - quanto ao desenvolvimento do debate e da sua argumentação - ao ouvido por meio de um 'ponto electrónico.
Há até um site onde este tema é debatido...isbushwired

Publicado por Francisco Nunes em 01:50 PM | Comentários (5)

Serviço militar obrigatório?

Por princípio preferimos um exército constituído por pessoas normais. Mesmo que se corra o risco de ser um eufemismo o voluntariado apregoado é sempre preferível a um exército de amostras de Rambo...


É claro que o serviço militar obrigatório pode ter destas coisas:
quinocartoon.jpgQuino

Publicado por Francisco Nunes em 01:38 PM | Comentários (4)

Rural Beja

Uma feira de 7 a hoje que ainda vale a pena... Despache-se!

Publicado por Francisco Nunes em 12:54 PM

outubro 09, 2004

Man of Leisure, King George

20041009103833bushnu203.jpg

Este quadro acabou retirado de uma exposição. Vá lá saber-se porquê!...

Publicado por Francisco Nunes em 06:29 PM | Comentários (3)

Valor, valores, interesses...

Duas postas abaixo colocámos uma fotografia que suscitou comentários, na nossa modestíssima opinião, fabulosos. Foi aquela, na expressão douta do nosso amigo Alves Caeiro, uma posta polissémica -evidentemente que não no seu sentido literal, que se aplica apenas às palavras com vários sentidos, mas em termos mais latos...

Poderá o leitor mais atento enfadar-se.
Poderá achar insensata e desprovida de pertinência esta derivação terminológica, óbvia e a roçar o escusado. Poderá pensar, poderá exasperar-se:'Afinal, todas as imagens são passíveis de várias leituras! Em sentido lato, todas as imagens serão polissémicas!...'

De facto, todas as imagens são passíveis de várias leituras... mas nem todas nos dão que pensar como aquela deu a, pelo menos, cinco pessoas de entre nós.

Depois de nos provocar, como alentejanos, com a nossa 'tradição regicida', evocando 'en passage' e sibilinamente um filho da simpática e pacífica Casével, o gestor do Albardeiro fez algumas considerações de muito interesse. Sublinhamos e citamos:
"[...]todas as sociedades expressam combinações originais de tradição e modernidade, provavelmente o Japão alterou o paradigma, ou seja, morrem por outra causa... mas continuam a ter causas. Não questiono se são justas e aceitáveis. Sabemos apenas que têm causas. O mesmo já não posso afirmar para outras sociedades(polissemia).
[...] um dos problemas mais complexos e mais importantes da Filosofia, hoje e sempre, e dos que têm mais consequências na nossa vida pessoal e social, é a questão de saber se existe uma natureza humana. [...]pode estar a aludir-se a muita coisa. Limitemo-nos, muito simplesmente, a três visões:
1 - Por um lado, é o estar-aí de uma paisagem, um como que axiologicamente indiferente pano de fundo ou mesmo se inócuo elemento de diálogo com o Homem.
2 - Por outro lado, é a natureza da selecção natural, da lei do mais forte, etc. (embora pareça hoje provado que o humanamente natural seja a solidariedade para com o mais fraco e não essa rude imitatio naturae...).
3 - Finalmente, é uma natureza eticizada, que estilizamos e culturalizamos, e na qual vemos o arquétipo da civilização e dos valores.
Afinal, o homem não é ainda o Homem, tem de tornar-se Homem, tornar-se no que é, como diria Píndaro. Por isso não adiante procurar no homem antropológico ou no homem sociológico o Homem ou a sua natureza... [...]"
Achámos muito pertinente a citação do velhinho -coitado... 'demasiado' velhinho, mas nada pindérico- Píndaro. O Homem continua, nesta perspectiva, a construir-se. Quando o arquitecto é exigente o processo de construção é intercalado por períodos de destruição e desconstrução...

O gestor do Placard -blogue que respeitamos muito e visitamos todos, ou quase todos os dias, disse-nos a determinada altura:"[...]há suicidas que sobrevivem, que passam à reforma sem terem cumprido a missão. Como se sentirão ou o que sentirão? Tranquilidade? Frustração?"
Confessamos que foi esta dúvida que nos levou a colocar aquela posta. Esta questão foi-nos levantada pelos olhos da figura apresentada. São, aparentemente, sentimentos suscitados no olhar daquele velho e aristocrático 'japo'.

"A questão da felicidade é tema para muita "conversa". Na minha forma de ver, muitas vezes fantasiamos em torno desse conceito e ficamos incapazes de sentir felicidade pelas pequenas/grandes coisas que temos.
O gestor do Gin Tónico deixou-nos ainda a seguinte ideia:
"São as circunstâncias que nos podem levar, ou não, a dar a vida por um ideal. Seria sempre necessário passar por uma situação concreta para saber se nós somos capazes de abnegar da nossa própria vida. Dificilmente poderemos, com honestidade, afirmar que o faríamos sem estar no concreto, sem estar no momento de o afirmar na prática. [...]"

O nosso amigo Zecatelhado, no seu jeito brincalhão aventou a hipótese de o velhote da fotografia não ser um verdadeiro kamikaze.
"Se sobreviveu à guerra ( como parece parecer )e não enfiou o focinho do Zero num porta-aviões americano... nunca chegou a ser um Kamikase."
Mauzinho...

Disse-nos o gestor do Blogquisto:
"Todos encerramos em nós, um pouco de suicidas.
Não no sentido lato da palavra, já que procuramos sempre sobreviver à morte física."

A palavra japonesa Kamikaze significa, literalmente, vento divino. Alguns aviadores japoneses, debaixo desta designação, voluntarizaram-se para se fazer explodir, pela causa nipónica e pelo seu imperador, contra os navios de guerra americanos.
Este movimento suicida tomou forma a partir de 1944. Esta foi a altura em que o Japão começou a defender-se. Os americanos, no Pacífico,e os ingleses, neozelandeses e australianos, no Índico e Oriente, tinham conseguido inverter o sentido da guerra.
O Japão eufórico e anti-ocidental; o Japão que fazia associar o Ocidente a uma decadência de valores em todo o Mundo; o Japão que -em termos que assumimos como polémicos e polemizantes- foi, na Segunda Guerra, uma entidade anti-globalização, começava desesperadamente a 'jogar à defesa'.
Era este o aparentemente normal Japão dos kamikazes:

kamikaze.jpg

kamikazes2.jpg

E, sejamos francos, parecem-nos jovens determinados mas equilibrados. Parecem-nos jovens felizes... Jovens!

Falando ao almoço com a gestora do Mulheres sobre este assunto ela, mulher inteligente e prática que faz o favor de nos aturar há anos comentou secamente.
- No Ocidente, para o melhor e para o pior, temos o Bem-Estar como um Valor.

É isso! para o melhor e para o pior o Bem-Estar é um Valor... Como todos os valores tem virtudes e tem defeitos. Tem excessos e tem ambiguidades...

Como é que uma mulher tão inteligente nos atura?...

Publicado por Francisco Nunes em 03:52 PM | Comentários (1)

Foi encontrado -finalmente!- o CONTRADITÓRIO!

Após várias e infrutíferas buscas no rectângulo solo pátrio, a Planície descobriu o Contraditório.
Tivemos que sair do rectângulo e entrar mar adentro... após aturados esforços e vários enjoos, no Funchal, finalmente, demos de caras com este senhor:

AlbertoJoaoJardim02.jpgAlbertoJoaoJardim01.jpg

Ao que parece conseguiu as proezas consensualmente contraditórias de clamar pela independência da sua ilha -sempre depois de almoço- sem promover nenhum referendo; de se alcoolizar em seviço sem que a oposição o esmague e sem que a esposa vá viver com a mãe e, proeza das proezas, ser o mais antigo dirigente de uma Regiâo Autónoma estando contra a Regionalização...

Se não é este tipo o desejado Contraditório, não estamos a ver...
Pode o camarada Rui Gomes da Silva descansar. Ainda bem...

Publicado por Francisco Nunes em 02:30 AM | Comentários (4)

outubro 08, 2004

Do Império do Sol Nascente

Peter MacdiarmidReuters.jpg

um dos últimos pilotos Kamikaze...

Publicado por Francisco Nunes em 01:41 PM | Comentários (7)

O Tio Sam visto do Médio Oriente

ZIOSAM.jpg

Sem mais comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 12:35 AM

outubro 07, 2004

Pronto! E Pronto...

O Cavaco também já está contra o Camarada Rui Gomes da Silva...

P.S.: Continuamos a aceitar apostas...

Publicado por Francisco Nunes em 06:05 PM | Comentários (4)

Procura-se o Contraditório

marcelore.jpg!chapl.jpg

O Camarada Rui Gomes da Silva pediu, e pede, a todos os portugueses que ajudem as autoridades a encontrar o Contraditório.
À semelhança do trabalho de Joyce Milton sobre o Chaplin -onde a Joyce, por desfastio, procurou o contraditório- o Camarada Gomes da Silva procura o contraditório em Marcelo Rebelo de Sousa.
"Foi tudo um mal-entendido!"- disse-nos o camarada Gomes.
O 'Comuna Stalinista' (forma familiar e afectuosa por que é conhecido entre os amigos) lembrou-nos a sua douta participação na Grandiosa Enciclopédia 'Polis':
- Pá, -disse-nos de uma forma toda 'pós 25/A'- sou um gaijo ligado à cultura. Cá para mim o que é importante é a procura da verdade. Eu procuro a verdade -sublinhou- e, portanto, as minhas palavras não poderiam ter sido lidas literalmente. Tal como os Sofistas procurei que se chegasse à verdade dos factos questionando o Mundo. Questionando.
Como franzíssemos os sobrolhos até às orelhas o 'Stalinista' justificou-se desconsolado:
- O que eu não dava para viver num país onde se discutisse e filosofasse diariamente... Só neste país de chacha é que um fulano é esmagado publicamente -até pelos militantes do seu partido- por procurar o contraditório...
Não nos contivémos e retrucámos:
- Camarada, você sabe que o Marcelo estava na TVI como comentador a título individual. Aquilo não era nenhum tempo de antena... A TVI pagava-lhe e ele falava; pagava-lhe mais, ele falava mais! Ainda por cima o homem também é do seu partido...
- Do PSL?
- PSL?- admirámo-nos.
- Desculpe o mal-entendido! O Marcelo é do PSD?...
- Pois! Do PPD/PSD...
- Não sabia...
- A sério?
- A sério. Com um discurso daqueles... pensei... Pronto!... Isso não interessa... Procurava o Contraditório como técnica de chegar à Verdade, como Sistema.
- Ahhh!
- Pois pá! Neste país o contraditório não existe, não se procura! Devia ser aplicado em todo o lado! Casa a casa, escola a escola, fábrica a fábrica, bairro a bairro, nos tribunais, nas patrulhas de polícia, no futebol...
- ????????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
- Estou a falar o que penso!- Exaltou-se.
- Como é que é isso?
- Pá, para cada casa um elemento de contradição...
- Sim, em quase todas as casas há sempre alguém que tem uma dúvida, uma oposição, um senão... o filho adolescente, a sogra... Mas nas escolas?
- Pá! dois professores por disciplina... Tás a ver?
- Não, não estou...
- O professor A expõe uma matéria qualquer. O professor B encarrega-se de desmontar toda a sua exposição! Simples!
- E se for Cálculo? E se for Francês?
- E se for Cálculo?! E se for Francês?! Então, se for Cálculo cria-se uma impossibilidade qualquer, um demonstração que ponha toda a gente com os olhos em bico... Se for Francês um dos professores expressar-se-á em Francês padrão (se é que existe...- e outro alternará entre o Francês da Bélgica, do Luxemburgo e de Marselha, por exemplo... E assim sistematicamente: dois representantes antagonizados nas Comissões de Moradores; dois juízes por sessão de Tribunal com espírito de contradição; dois polícias que argumentam ao passar uma multa de estacionamento proibido; dois árbitros que se antagonizem e discutam em pleno jogo importante quanto à marcação de uma grande penalidade... Estás a ver?... DE-MO-CRA-CIA pá!
- Mas isso cria dificuldades... isso é... é bizantino!...
- Pois...
- Mas então!?...
- Olha: o Governo! Nós, lá no governo discutimos e pomos tudo em causa. Somos um governo democrático. Discutimos, argumentamos, falamos para os jornais... Estás a ver?
- E a governação?
- A governação não é o mais importante!
- Não?
- Não. As pessoas às tantas habituam-se a viver autonomamente. Sem recorrerem ao governo por tudo e por nada...
- E isso tem dado resultados?
- Claro! Já ninguém está preocupado com a Educação, nem com a Saúde... se repares a malta já se ri quando fala desses temas.
- E isso é bom?
- É bom porque as pessoas apercebem-se da sua fraqueza face ao Mundo e isso dar-lhes-á força para reagirem, para agirem...

Despedimo-nos deste grande filósofo político com a cabeça a andar à roda...
O Homem é genial!

Publicado por Francisco Nunes em 05:23 PM | Comentários (6)

Coisas da História do Alentejo e do Campo de Ourique LIII (Regimento de D. João V)

Conforme prometido nas últimas Coisas do Alentejo e do Campo de Ourique aqui publicadas no dia 25 de Setembro vamos transcrever as posturas 30ª, 31ª, 32ª, 33ª, 34ª e 35ª. Eram estas as posturas que, de acordo com suas as indicações, se destinavam a proteger as pastagens e restolhos do Campo dos gados locais e forasteiros. (Aconselhamos a sua leitura após a consulta do link acima).
Sublinhamos o peso maior das coimas sobre os gados estranhos ao concelho. Também aqui se verifica a preocupação de D. João V em criar as condições para que a agricultura e a pecuária se desenvolvessem de uma forma mais adstrita à terra. Vinha aí o tempo das 'enclosures'.
Chamamos ainda a atenção para a recompensa à denúncia das situações ilegais, pagando-as com um terço do valor total da coima.
Verifica-se, face ao Regimento de D.Pedro, um menor rigor, arrisquemos a expressão, uma 'falta de paciência' evidente, para enquadrar os animais em diferentes estádios de crescimento. Comparem-se as 34ª e 35ª Posturas às determinações de D. Pedro quanto aos 'escalões' de pagamento de coimas dos animais.


"Postura 30ª

Pastos e Restolhos

Todo o rebanho de Ouvelhas que se-entenderá de sincoenta para sima que for achado em Pastage[m] alhea ou restolho ainda que seja no meio das Rechegas sendo do termo tera de penna mil e dozentos [reis] e não chegando a Rebanho vinte [reis] por cabeça sendo de dia, e de noite dobrado; e sendo de fora do termo tudo dobrado a terça parte para quem encoimar, e as duas para o Concelho


Postura 31ª

Cabras

Todo o Rebanho de Cabras e Chibarros que se entenderá de sincoenta Cabeças para sima, que forachado nos dittos dannnos [sic] terá de penna seiscentos [reis] e não chegando a rebanho dez [reis] por Cabeça sendo de termo, e Sendo de dia, e de noite dobrado e sendo de fora do termo tudo dobrado applicados na mesma forma


32ª Posturas

Todos Rebanho de Porcos que se entenderá de vinte sinco Cabeças para sima sendo do termo nos dittos dannos terá de penna mil e dozentos [reis], e não chegando trinta [reis] por cabeça de dia, e de noite dobrado, e sendo de fora do termo tudo dobrado


Postura 33ª

Gado Vacum

Todo o rebanho de Gado Vacum que se-entenderá de vinte sinco Cabeças para sima do termo terá de penna mil e dozentos [reis] nos dittos damnos e não chegando sincoenta [reis] por Cabeça de dia, e de noite dobrado, e sendo de fora do termo dobrados applicados da mesma forma


Postura 34ª

Borregos, Chibos, Leitões e Bezerros

Os Borregos, Chibos, Leitões, e Bezerros, que mamarem não terão penna alem das que tem as Mãis que com elles andarem, e não mamando farão Cabeças, e Rebanhos como os mais


Postura 35ª

Cavalgaduras

Toda a Cavalgadura que for achada em pastagem ou Restolho alheio assim maior, como menor terá de penna de dia cento, e vinte [reis] e de noite dobrado, sendo do termo, e de fora dobrado aterça para quem o emcoimar e as duas para o Concelho"

Publicado por Francisco Nunes em 03:46 PM

E depois admiram-se...

Com os exemplos que a classe política tem dado de civilidade, de eficiência, de honestidade, de desapego ao poder, de sentido de dever, de elevação ninguém se admira que o Zé...

zepovinho1.jpg

Publicado por Francisco Nunes em 08:59 AM

Nunca entrar, nunca entrar, nunca, nunca...

Este senhor
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saíu-se um dia com esta:
"Never give in, never give in, never, never, never, never-in nothing, great or small, large or petty-never give in except to convictions of honor and good sense."
- W. Churchil; 29 de Outubro de 1941.

Não acha o prezado leitor que se aprende alguma coisa com os grandes homens?
Nós achamos...


P.S.:
Valerá a pena acrescentar que nos dias que correm o lema é: "Entrar sempre, entrar sempre, sempre, sempre, sempre em tudo, maior ou menor, grande ou pequeno - entrar sempre porque tudo o que vier à rede há-de ser peixe."
Han?


...Não! Ninguém está a falar de sexo... nem da quinta dos famosos...

Bom! Pelo menos em princípio não estamos!...

Publicado por Francisco Nunes em 12:45 AM | Comentários (2)

outubro 06, 2004

E pronto!

Entrámos em contagem decrescente. A partir deste momento, e esperamos não estar enganados, o Governo está condenado. Está por poucos meses. Está por dias.
O combustível que alimentará este processo será a sua própria incompetência e a péssima imprensa que já tem.
O barómetro da queda será o de sempre: Quantas mais nomeações, mais rápida a sua queda.

Agora o presidente tem duas hipóteses:
1ª Como socialista promove já eleições, o que equivale a pôr o País nas mãos do PS; ou
2ª Como português deixa que no próximo congresso do PSD aquele partido se organize -se conseguir- e promoverá uma eleição com alternativas...

O país, de qualquer forma, só tem uma hipótese:
-Atirar estes rapazes para casa.

Cá na casa aceitam-se apostas. Sempre vamos dizendo que acreditamos que se façam eleições legislativas em simultaneo com as já aprazadas autárquicas.

Publicado por Francisco Nunes em 08:29 PM | Comentários (7)

E pronto! O Marcelo lá saltou...

Onde é que isto pode chegar ainda?
Não nos apetece dizer mais nada...

Publicado por Francisco Nunes em 07:47 PM | Comentários (1)

As leis da lógica

juego06gr.gif Quino

"Leis de Física Geral"

Sem mais comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 02:21 PM | Comentários (1)

O PSD versão camarada Rui Gomes da Silva

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O 'PSD Rui Gomes da Silva' tem duas faces.
Aceita democraticamente (que remédio!...)as críticas à esquerda do presidente e procura silenciar as críticas do seu interior.

Aqui na planície os senhores 'peiessedês' do potencial e já quase impossível aeroporto de Beja querem mandar calar um militante que já foi governador civil. Um deles veio despudoradamente para o DA desta semana dizer que quer processar o homem por aquilo que disse no Diário do Alentejo da semana passada! -Ao que parece discorda da estapafúrdia ideia de Luis Serrano quando este afirma que o aeroporto não é local para fazer política...-
E porque é que o senhor em causa quer processar o homem?
Simples: Por difamação!


Em Lisboa o grande líder Rui Silva quer calar o Marcelo... Afinal o homem fala sem contraditório! ... e é movido pelo ódio!
Pois...

Há uns tempos quiseram mandar o Pacheco Pereira para o estrangeiro...

Mas afinal o que é que se passa no partido laranja?
Porque é que querem mandar calar toda a gente menos o Presidente?!

...Será porque é mais fácil mandar calar quem os critica do que fazer obra?

Ficamos na dúvida:
Querem silêncio por estratégia ou necessitam desesperadamente de silêncio? ...para descansar de pouco fazer...

Publicado por Francisco Nunes em 01:47 AM | Comentários (3)

outubro 05, 2004

Uaaaaaaau!!!! I feel good... so good...!

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A estes homens tudo os divide, o país, o partido, o desporto favorito, os gostos musicais, a roupa, o domínio da língua materna...

Em comum apenas...

... o estilo cowboy!

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Publicado por Francisco Nunes em 03:19 PM | Comentários (4)

De facto os vídeos da Al-Qaida são pouco imaginativos...

SteveSackMinneapolisStartribune.gif in: Minneapolis Star Tribune; Steve Sack

"Envenenamentos, assassínios, terrorismo, cortes (decepamentos e talhe de membros), torturas, ataques à bomba e ódio...
-Seja simpático: volte a fita para trás)

Publicado por Francisco Nunes em 11:38 AM

Em campanha...

juego13gr.jpg Quino

Sem mais comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 02:58 AM | Comentários (2)

A Traição do Funchal: aceitam-se apostas...

Depois do apocalíptico artigo do Pita Ameixa é a vez do José Raúl dos Santos escrever sobre o futuro do Alentejo. (Um jornal gerido com os subsídios dos autarcas alentejanos tem que fazer assim: numa semana o Pita, no outro o Raúl... Afinal todos pagam quotas!). Adiante...
Em Maio tinhamos escrito aqui: "O Presidente da Câmara de Ourique está preocupado com as humilhações que os cidadãos sofrem junto dos vários gabinetes da administração central. Quer portanto que se faça uma reforma na administração pública e, ao que parece, já não considera muito importante que se faça uma ComUrb..."

Ao que parece não nos enganámos. Sob o título "Assim não vamos lá...", o autarca de Ourique afasta-se da 'Traição do Funchal'. Começam (finalmente) a ficar esquecidos os alegres dias passados na Madeira para acertar as contas quanto a uma possível ComUrb. Os tempos eram outros e não se previa que o PSD sofresse uma tão grande erosão em termos de opinião pública...
Desta feita o Raúl dos Santos pretende que se faça uma descentralização administrativa. JÁ!!! Sem demoras!
Diz ele:
"Da minha parte, não sinto satisfação alguma em saber que o Alentejo é a única região do País que ainda não conseguiu o consenso possível para encontrar o seu modelo de descentralização. É pena que os cidadãos tenham sido colocados à margem deste processo."
Chegados aqui precisamos tomar ar. As estratégias dos políticos, mesmo aqui na Planície, deixam-nos sem fôlego. E desta vez o Raúl excedeu-se. Maquiavel, na tumba, nunca se lembraria de uma destas reviravoltas... Richelieu nunca foi tão longe, em tão pouco tempo...

Esclareça-se:
1º.- Cabe ao PS e ao PSD a responsabilidade de, colocando com excessivo voluntarismo o PCP de parte neste processo, negarem ao Alentejo um desenvolvimento mais rápido do nosso processo de regionalização.
Muitos dos leitores devem estar recordados das conclusões do último Congresso do Alentejo. O caminho estava, por essa altura, preparado. Temos memória... De facto, lembramo-nos de o PCP ter procurado que um Beirão de São Pedro do Sul tivesse, sabe-se lá a que propósito, uma acção quase tutelar do evento. -Os comunistas têm de facto desses defeitos...- No entanto a melhor forma de contornar um hóspede metediço é ignorá-lo. Nunca seria sério esse pretexto para um isolamento dos comunistas no Baixo Alentejo e no Alentejo Litoral. Aliás, quem acabou isolado do 'todo alentejano' nem foram os comunistas...

2º.- Cabe ao PS e ao PSD a responsabilidade de haver um afastamento das pessoas em relação a este processo de regionalização ou de, se preferirem, descentralização.
Não é de estranhar que isso aconteça. Este até foi um resultado muito procurado! É preciso termos presente que estamos a falar de um processo negociado na Madeira e discutido de forma desequilibrada em sessões ditas 'de esclarecimento' que frustavam a intenção de os cidadãos discutirem abertamente a Regionalização.
Não se poderia imaginar outro fim para um processo destes...

Conforme o noticiado noutras páginas do Diário do Alentejo, o político de Ourique refere-se também às 'jigajogas' protagonizadas pelos autarcas do PCP e do PS.
Voltamos a citar:
"Na passada segunda-feira os autarcas do Baixo Alentejo e Litoral Alen­tejano reuniram-se em assembleia inter­mu­nicipal para discutirem o modelo de representatividade municipal. Como sabemos, face à legislação em vigor a Associação de Municípios do Distrito de Beja está, há alguns meses, fora da lei. O resultado está à vista. A continuação do impasse.
E assim vamos nós ostentando o honroso (?) galardão de sermos a única região do País que ainda não se decidiu pela sua integração ou numa comunidade urbana ou numa grande área metropolitana."

Esta é uma situação que, antes de envergonhar os Alentejanos, deve envergonhar os seus representantes! Não é nada curial que se atire para as costas dos baixo-alentejanos ou dos alentejanos do litoral o ónus desta situação. Os seus representates fizeram-nos o favor de nos ilibar de qualquer cumplicidade com a situação criada.

E a catarse da acção política desenvolvida até ao momento continua a espraiar-se nas palavras do autor:
"O nosso mau exemplo [e ele a dar-lhe!...] impede que outros concelhos alentejanos dos distritos de Beja e Portalegre possam dar por encerrado este processo."
Ao tempo que a Planície alertava para essa circunstância! Mais! o imbróglio será maior ainda se o PS, comandado pelo inefável e ambicioso Pita Ameixa, conseguir 'conquistar', agora ao som da banda sonora de um outro filme de Hollywood, a câmara de Beja com mais uma ou outra câmara agora nas mãos das outras forças políticas...
Nesse caso, e como líder de peso do PS no Alentejo, Pita Ameixa irá pressionar todos os autarcas do seu partido a aderirem a uma ComUrb. Isolará, ou procurará isolar, geograficamente e, por consequência, politica e administrativamente, alguns concelhos dirigidos por outras forças políticas. -Como é sabido as ComUrbs devem ter continuidade geográfica-. Nesse caso ai do concelho/ilha que fique num eventual oceano PS... Melhor:Ai de todos nós! Esta seria a situação que mais poderia dividir, espartilhar, esquartejar e desbaratar a nossa Região...

Dirigindo-se claramente ao Pita diz o Raúl:
"Mas tudo isto parece que pouco incómodo causa a quem está apostado em criar uma espécie de aldeia do Astérix, enquanto exemplo de isolamento e teimosia incompreensíveis."
E prossegue atirando a responsabilidade desta confusão instalada a que chegou o Baixo Alentejo aos partidos de esquerda:
"O que resultou de mais uma reunião dos autarcas? Nada. Apenas se continua a projectar para o exterior uma imagem de divisão que eu diria já fazer parte do código genético dos autarcas das esquerdas comunista e socialista."
Justificando a sua ultrapassada ligação aos propósitos do PS, melhor, aos propósitos diabólicos do satânico Pita...
"Logo no arranque deste delicado processo cheguei a assumir publicamente a minha vontade de tudo fazer, inclusive, aliar-me ao diabo, para que o processo de descentralização administrativa fosse concluído."
Até podemos acreditar nas suas palavras... De qualquer forma o político apouca-se no parágrafo seguinte. Justifica o seu apego a uma ComUrb como forma de conseguir chegar-se a uma Área Metropolitana:
"Defensor que sempre fui e sou da regionalização e de uma região Alentejo, entendia que a criação das comunidades urbanas e das grandes áreas metropolitanas, embora um modelo mitigado de descentralização, seria sempre um primeiro passo no sentido de uma maior autonomia. O que importava era dar o primeiro passo. Não vivo agarrado a clichés, nem procuro ostentar uma personalidade irredutível."

Seria, portanto, apenas um primeiro passo no processo...
Aqui jogamos as mãos ao céu!
Bolas! isto parece a técnica de engate -quantas vezes frustradíssima- de um adolescente dos anos 60!
Primeiro uma troca de olhares, dias depois uma palavrita, meses mais tarde um chá (ou um capilé) com um bolo, um passeio no jardim e, se tudo corresse muito bem, ao fim de um ano ou dois já poderiam passear de mãos dadas...
Mas o que é isto? Um dirigente local ou regional que quer realmente dar cartas não motiva primeiro a população? Não diz primeiro o que realmente quer? Não negoceia com os seus pares. Não procura ter força para impor, dentro do possível, a sua vontade?
Há coisas para discutir!
Ou não?
Se os políticos regionais como o Raúl, se preocupam com a divisão dos poderes no Alentejo; se se preocupam com a possível excessiva expressão de Évora no Alentejo; se se preocupam com uma nova centralização -ainda mais provinciana, ainda mais 'tacanha'- digam-no!
Cáspite!
Voltando ao exemplo do adolescente:... Quando finalmente o jovem tomava coragem para declarar à apaixonada os seus sentimentos esta, na maior parte dos casos, já se tinha casado com um primo apalavrado... por exemplo.
Atiravam-se assim para a vizinha gorda e estrábica.
Pois é. A continuar assim estes dirigentes é o que farão: atirar-se-ão para quem já tem a casa montada... atirar-se-ão para os braços da receada Évora...

Mas o Raúl persiste no seu raciocínio:
"Pelo menos tínhamos algo de concreto que ia além das meras palavras de circunstância."
Tal como poderia acontecer ao nosso adolescente dos 'sixties', o Raúl descobriu que a pequena, afinal, não era assim tão bonita. Mau hálito... sabem como é... Estão verdes, não prestam.
"Mesmo assim, o conturbado processo que temos tido serviu para aferir da (in)capacidade dos autarcas do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano para gerar consensos."
Pois...

Respondendo às partes mais apocalípticas do Pita Ameixa:
"Os fantasmas e os traumas continuam a ditar as orientações políticas quer de um lado quer do outro. Sobretudo prevalece a vontade de se anularem, mesmo que isso signifique sacrificar os interesses da região e dos que cá nasceram, vivem e trabalham."
Cansado:
"Já custa ouvir as mesmas ladainhas, reuniões a fio. Já custa ouvir dizer que o diálogo vai prosseguir... e que o diálogo é possível... e que só com diálogo é que vamos lá. Com tanto diálogo de surdos, já começo a abominar a palavra diálogo, embora o significado da palavra não mereça os maus tratos que lhe têm causado as estranhas estratégias de domínio que nós temos vindo a assistir.
Mais uma reunião sem resultados. Mas este facto parece não incomodar os nossos boxistas, que insistem em dar murros na atmosfera, por não terem força para colocar o adversário KO."

Para que a culpa não morra solteira, o discurso pode ser 'redondo'. O Raúl dos Santos volta a queixar-se do PS...
"Mas continuam convencidos que um dos dois vai ceder. Entretanto a Associação de Municípios do Distrito de Beja já está fora de prazo de validade e a lei não é respeitada. Mas que importa isso!!!
Belo exemplo de capacidade cívica. Belo exemplo de maturidade política. E depois se os autarcas sociais-democratas decidirem colocar as cartas na mesa e acabar com o forrobodó, não custa nada acusá-los de terem roído a corda."

Finalmente descansou-nos. Forneceu aos felizardos leitores do Diário do Alentejo a posição dos autarcas do PSD cá da área:
"Os autarcas de Ourique e Almodôvar não podem continuar a assistir a mais reuniões inconclusivas. Isto tem de acabar, porque o interesse público não pode continuar a ser confundido com os interesses partidários."
Da política para a zoologia...
"E se alguém pensa que tudo vai mudar nas próximas eleições autárquicas e legislativas, seria bom que, antecipadamente, não contassem com o ovo no... da galinha."
... e o último aviso:
"As vitórias antecipadas podem dar em vitórias morais para acalentar a dor da derrota. Por conseguinte, seria bom que fosse dado lugar à coerência e que acabasse este estranho jogo de dados em que foi lançado o processo de descentralização administrativa."
Pois é...

Indo de encontro ao que já tinha dito atrás, voltou ao afastamento dos cidadãos:
"Da minha parte, não sinto satisfação alguma em saber que o Alentejo é a única região do País que ainda não conseguiu o consenso possível para encontrar o seu modelo de descentralização. É pena que os cidadãos tenham sido colocados à margem deste processo. Provavelmente os irredutíveis gauleses – têm muito mais piada as histórias de Goscinny e Uderzo – já teriam sido obrigados a estar de acordo."
Finalmente uma posição com pernas para andar:
"Recuso-me a estar mais tempo a assistir ao jogo de palavras, de argumentos sem substância que perseguem apenas orientações partidárias marcadas pela irresistível vontade do absoluto poder, de que temos tão má memória antes e depois do 25 de Abril.
Já chega, meus caros colegas autarcas. Se os interesses do Alentejo no seu todo passam por uma definição no distrito de Beja, então vamos ao concreto e acabemos com a brincadeira."

Muito bem.

O autor declara agora aquilo que todos sabíamos. Diz-nos que 'o rei vai nú...'
"E sobretudo deixem de falar numa identidade própria, de uma matriz que alguns teimam em dizer que só nós temos. Com bairrismos assim, impregnados de convencimentos sem sentido, dá gosto ser cosmopolita.
Não somos nem mais nem menos alentejanos. Somos iguais... embora diferentes. O resto é campanha eleitoral antecipada."

Então e agora? -Perguntamos nós.- Perdeu-se demasiado tempo. O PSD alinhou muito pouco dignamente nas pretensões do Pita.
Vai agora jogar nas pretensões da CDU?
Em que condições?
Que propostas devem estar na mesa de possíveis negociações entre estas duas estruturas partidárias do Alentejo?
Por outro lado... o que é que garante que esta 'nova face' de Raúl dos Santos não se destina a conseguir créditos no seu próprio partido face ao dinâmico e competente Ramôa?
E se este discurso do autarca de Ourique é um aríete na luta interna do seu partido?
Relembramos que a opinião do potencial candidato do PSD à Câmara de Beja, não é ainda muito definida -pelo menos em termos públicos-. Diga-se no entanto, em abono da verdade, que se trata de um político que prefere as acções às palavras e que está na política mais para servir do que para se servir. É um político que a Planície aprecia.
A sua acção enquanto governador civil de Beja, aliás, é elogiada por pessoas de todos os quadrantes políticos...

Por outro lado, é preciso ter claro que se pressente o PS como a nova força hegemónica do Alentejo. Não negando sinceridade a todas as palavras do autarca de Ourique, esta é uma consideração que ele, certamente, já fez.

Do nosso ponto de vista, e talvez numa perspectiva algo mística, talvez por uma questão d fé, parece-nos que se cumpre a máxima:
'Deus escreve direito por linhas tortas'.

Quanto ao futuro da regionalização, quanto ao futuro do Baixo Alentejo e do Alentejo Litoral... ainda se aceitam todas as apostas.

iJoseraul.jpgiJoseraul.jpgiJoseraul.jpgiJoseraul.jpg

Leia o texto sem 'interrupções' abaixo:

Assim não vamos lá...
2004-10-01 10:31:30
Da minha parte, não sinto satisfação alguma em saber que o Alentejo é a única região do País que ainda não conseguiu o consenso possível para encontrar o seu modelo de descentralização. É pena que os cidadãos tenham sido colocados à margem deste processo.

Na passada segunda-feira os autarcas do Baixo Alentejo e Litoral Alen­tejano reuniram-se em assembleia inter­mu­nicipal para discutirem o modelo de representatividade municipal. Como sabemos, face à legislação em vigor a Associação de Municípios do Distrito de Beja está, há alguns meses, fora da lei. O resultado está à vista. A continuação do impasse.
E assim vamos nós ostentando o honroso (?) galardão de sermos a única região do País que ainda não se decidiu pela sua integração ou numa comunidade urbana ou numa grande área metropolitana.
O nosso mau exemplo impede que outros concelhos alentejanos dos distritos de Beja e Portalegre possam dar por encerrado este processo. Mas tudo isto parece que pouco incómodo causa a quem está apostado em criar uma espécie de aldeia do Astérix, enquanto exemplo de isolamento e teimosia incompreensíveis.
O que resultou de mais uma reunião dos autarcas? Nada. Apenas se continua a projectar para o exterior uma imagem de divisão que eu diria já fazer parte do código genético dos autarcas das esquerdas comunista e socialista.
Logo no arranque deste delicado processo cheguei a assumir publicamente a minha vontade de tudo fazer, inclusive, aliar-me ao diabo, para que o processo de descentralização administrativa fosse concluído.
Defensor que sempre fui e sou da regionalização e de uma região Alentejo, entendia que a criação das comunidades urbanas e das grandes áreas metropolitanas, embora um modelo mitigado de descentralização, seria sempre um primeiro passo no sentido de uma maior autonomia. O que importava era dar o primeiro passo. Não vivo agarrado a clichés, nem procuro ostentar uma personalidade irredutível.
Pelo menos tínhamos algo de concreto que ia além das meras palavras de circunstância. Mesmo assim, o conturbado processo que temos tido serviu para aferir da (in)capacidade dos autarcas do Baixo Alentejo e Litoral Alentejano para gerar consensos.
Os fantasmas e os traumas continuam a ditar as orientações políticas quer de um lado quer do outro. Sobretudo prevalece a vontade de se anularem, mesmo que isso signifique sacrificar os interesses da região e dos que cá nasceram, vivem e trabalham.
Já custa ouvir as mesmas ladainhas, reuniões a fio. Já custa ouvir dizer que o diálogo vai prosseguir... e que o diálogo é possível... e que só com diálogo é que vamos lá. Com tanto diálogo de surdos, já começo a abominar a palavra diálogo, embora o significado da palavra não mereça os maus tratos que lhe têm causado as estranhas estratégias de domínio que nós temos vindo a assistir.
Mais uma reunião sem resultados. Mas este facto parece não incomodar os nossos boxistas, que insistem em dar murros na atmosfera, por não terem força para colocar o adversário KO.
Mas continuam convencidos que um dos dois vai ceder. Entretanto a Associação de Municípios do Distrito de Beja já está fora de prazo de validade e a lei não é respeitada. Mas que importa isso!!!
Belo exemplo de capacidade cívica. Belo exemplo de maturidade política. E depois se os autarcas sociais-democratas decidirem colocar as cartas na mesa e acabar com o forrobodó, não custa nada acusá-los de terem roído a corda.
Os autarcas de Ourique e Almodôvar não podem continuar a assistir a mais reuniões inconclusivas. Isto tem de acabar, porque o interesse público não pode continuar a ser confundido com os interesses partidários.
E se alguém pensa que tudo vai mudar nas próximas eleições autárquicas e legislativas, seria bom que, antecipadamente, não contassem com o ovo no... da galinha.
As vitórias antecipadas podem dar em vitórias morais para acalentar a dor da derrota. Por conseguinte, seria bom que fosse dado lugar à coerência e que acabasse este estranho jogo de dados em que foi lançado o processo de descentralização administrativa.
Da minha parte, não sinto satisfação alguma em saber que o Alentejo é a única região do País que ainda não conseguiu o consenso possível para encontrar o seu modelo de descentralização. É pena que os cidadãos tenham sido colocados à margem deste processo. Provavelmente os irredutíveis gauleses – têm muito mais piada as histórias de Goscinny e Uderzo – já teriam sido obrigados a estar de acordo.
Recuso-me a estar mais tempo a assistir ao jogo de palavras, de argumentos sem substância que perseguem apenas orientações partidárias marcadas pela irresistível vontade do absoluto poder, de que temos tão má memória antes e depois do 25 de Abril.
Já chega, meus caros colegas autarcas. Se os interesses do Alentejo no seu todo passam por uma definição no distrito de Beja, então vamos ao concreto e acabemos com a brincadeira.
E sobretudo deixem de falar numa identidade própria, de uma matriz que alguns teimam em dizer que só nós temos. Com bairrismos assim, impregnados de convencimentos sem sentido, dá gosto ser cosmopolita.
Não somos nem mais nem menos alentejanos. Somos iguais... embora diferentes. O resto é campanha eleitoral antecipada.


José Raul Santos

Publicado por Francisco Nunes em 01:10 AM | Comentários (2)

outubro 04, 2004

À procura de uma boa razão...

Claybennettthecristiansciencemonitor.jpg in: The Cristian Science Monitor; Clay Bennett, 2002

Sem mais comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 03:08 PM | Comentários (3)

Uma maçã muito consumida

Willemliberation.jpg in: Libération; Willem

...por uma lagarta com uma cara conhecida...

Publicado por Francisco Nunes em 12:02 PM | Comentários (3)

Um sonho azul

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Sonhadores manifestam-se em Londres, felizardas realizadas gozam em Kandahar...

Publicado por Francisco Nunes em 08:35 AM | Comentários (1)

Não podíamos ter estado quietos?...

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Sem mais comentários...

Publicado por Francisco Nunes em 01:53 AM | Comentários (3)

outubro 03, 2004

Uma escola moderna.

O projecto fora integralmente cumprido.
Para espanto de todos, aquela escola daquela vilória alentejana tinha sido feita cumprindo rigorosamente todos os prazos!
Todos,todos!...
O secretário de estado exultava.
Calara todos os 'Velhos do Restelo'.
Em Portugal podiam-se fazer escolas como na Finlândia!
Escolas airosas. Abertas. De amplas janelas. Com as instalações apropriadas para todas as actividades.
Tudo o que uma boa escola deve ter.
Corredores largos.
Anfiteatro.
Laboratórios equipados devidamente.
Uma biblioteca moderna.
Salas grandes.
Um refeitório com todas as condições.
Aquecimento central.
Ar condicionado.
Computadores.
Mobiliário.

Agora por mobiliário... Aquele armário intrigava-o.
Não era um armário para mapas...
Pensativo discou o número do arquitecto finlandês que projectara aquela escola.
Não estava... que dissesse o que queria...
Disse o que queria...

Três dias depois um fax:
Aquele armário servia para os alunos guardarem os esquis...


Publicado por Francisco Nunes em 10:43 PM | Comentários (4)

A política de interesses contada às crianças

torneira200.jpg

Era uma vez um senhor que fazia torneiras de madeira.
Só fazia torneiras de madeira.
Fazia torneiras de azinho do Alentejo, torneiras de pinho, torneiras de carvalho, torneiras de cerejeira, torneiras de madeiras exóticas, torneiras de todo o tipo de madeira. Mais caras, mais baratas... Torneiras.
Fazia torneiras numa altura em que ninguém as queria.
Como só fazia torneiras de madeira, vivia mal... Coitado!...
Na aldeia já quase todos tinham a sua torneira e ninguém queria mais torneiras de madeira.
Os aldeãos nem usavam as torneiras... mas tinham pena do 'Manuel das torneiras' e já todos lhe tinham comprado uma. Até para que não se dissesse...
Adiante: de maneira que o pobre homem -que só fazia torneiras em madeira- passava muito mal.
Uma irmã deste homem era muito bonita e apaixonou-se por um estudante de Coimbra que gostava de copos, de touradas, de petiscos, de suecas e de política.
Mas isso agora também não vem ao caso...
O nosso fabricante de torneiras, coitado, continuava a fazer torneiras que não vendia...
Para alimentar a sua esposa e os dois filhos que já tinha pescava e fazia armadilhas aos coelhos. Mas aquilo não era vida... A mulher queixava-se que os filhos tinham pouca roupa, que passavam fome e que tinham frio...
Propuseram-lhe que mudasse de ramo. Mas o nosso homem, coitado, tinha aquela obsessão: só fazia torneiras. Era o que sabia fazer!
Envergonhada, a sua mulher remendava a roupa. Corcovada costurava. Corcovada cumpria os trabalhos sazonais que o campo pedia.
Foi assim um anos, dois anos... Foi assim durante 10 anos.
Cansada, e na eminência de ter que retirar os filhos da escola para que fossem trabalhar -para o mais novo seria uma pena; era um garoto inteligente... o professor até a chamara à escola e lhe pedira que fizesse os possíveis para que o catraio prosseguisse os estudos- a Joana, engolindo o orgulho e vestindo os seus melhores trapinhos, resolveu tomar uma atitude. Às escondidas do 'seu Manuel' foi falar com a cunhada.

Intimidada pelo fausto em que vivia a irmã do seu marido, arranjou coragem para lhe contar as suas mazelas.
"Se se pudesse fazer alguma coisa..."
"Deus sabia que nem era por ela que pedia..."
A outra ouviu-a atentamente.
Os seus sentimentos eram contraditórios. Envaidecia-a o ascendente que tomava sobre a mulher do seu irmão mais velho, envergonhava-se dos trapos que esta envergava -ai se alguém a visse!...- mas condoía-se sinceramente dos seus sobrinhos e do seu irmão e admirava a coragem que a sua cunhada demonstrava para defender os seus filhos das vicissitudes da vida.
"Uma boa mulher para aquele sonhador..."
Prometeu-lhe que iria ver o que se poderia fazer e deu-lhe algumas moedas. O rosto contristado da Joana não lhe passou despercebido. Fingiu não se aperceber que o tinha desvendado.
A pobre Joana só se sentiu dizer que não, que não queria aquelas moedas, a meio do caminho de regresso a casa. A necessidade calou-lhe o 'não' e a mão aberta em concha e estendida à sua cunhada traíram-lhe os sentimentos.
Chegada a casa não contou o que acabara de fazer ao seu Manuel.
"Logo se veria..."

Passados quatro dias uma resposta:
- O Manuel que faça torneiras!

A Joana não queria acreditar: "Que faça torneiras!?"
Mais zangada que humilhada decidiu-se a ir pedir explicações à sua presunçosa cunhada e ao seu empertigado marido.
O seu Manuel era mais homem que aquele doutorzeco com bigode à cabide para balões de Santo António. Essa agora!...
Pegou nas moedas escondidas no fundo da arca, - nas que ainda não tinha gasto- e com a farpela que vestira quatro dias antes e fez-se ao caminho. "Não se chamasse Joana se aquela serigaita emproada não engolisse as moedas!..."
Chegada à quinta atirou:
- Que resposta foi essa?
Ao agarrar do bolso do avental as moedas que tinha consigo a cunhada, sorrindo intimamente, percebeu o que atormentava aquela pobre mulher.
Não deixando transparecer o seu divertimento, firmemente, disse-lhe:
- Guarda as tuas moedas e ouve-me. Por favor!
Foi aquele 'por favor' que acalmou a boa da Joana...
Horas depois chegou a casa satisfeita. Os seus cunhados eram boas pessoas. Ainda iriam ver quem ela era lá na aldeia... Aqueles sorrisos que ela bem via, os comentariozinhos... 'Olha, a cunhada do ministro!', as veniazinhas irritantes...
Ah... não esperariam pela demora!

O Manuel regressou tarde com alguns, poucos, tordos. Abriu a porta de cabeça baixa. Envergonhava-se da vida que (não) proporcionava aos seus...
De rompante a voz da Joana:
- Foste caçar?
- Fui...
- Então não tens torneiras para fazer!
O Manuel ficou surpreendido. A ironia, o chiste não era 'a maneira' da sua Joana. Passara-se! Estava mesmo farta... a má alimentação com toda a certeza...
Não respondeu.
A Joana insistiu:
- Tens torneiras para fazer!
- O'messa! Tenho nada... Ninguém quer as minhas torneiras!
- Vão querer, vão querer...
- Conversa...
- O teu cunhado passou por aqui.-Mentiu.
- O ministro?
- Esse.
- E então?
- Que faças torneiras...
- Que faça torneiras? Para quê? A quem é que as vendo?
- Vá, faz lá o que ele diz.
- Mulher! Mesmo que quisesse fazer torneiras precisava de madeira. Não tenho dinheiro para isso... Ele está maluco. Está tudo doido?!...

Foi então que a Joana lhe contou que o seu cunhado sabia que iria surgir uma lei que obrigaria todas as tascas a colocar torneiras nas pipas.

Não lhe contou que tinha sido ela a pedir à sua cunhada para que intercedesse por eles.

O 'cunhado ministro' também não contara que já tinha comprado, com uns amigos, um armazém em Lisboa. Vazio. Para encher de torneiras...

Gostaram?
Estão a ver como é bom gostar dos cunhados? E dos políticos...
Os meus meninos não esqueçam: Os políticos são nossos amiguinhos!...
Adeus.

Publicado por Francisco Nunes em 09:58 PM | Comentários (4)

A Valéria, em honra de Amália Rodrigues,

...promove um pequeno concurso literário.
Passem por lá se fazem favor.

Publicado por Francisco Nunes em 06:09 PM | Comentários (2)

outubro 02, 2004

Isso era dantes!...

Antigamente dizia-se que qualquer burro descarregava quando a carga era muita...

Agora não.
Agora quanto maior a carga mais o burro se eleva. Mesmo que fique com os pés e a cabeça no ar.

Avaliando pela altura a que este ficou poder-se-á dizer que...

burro.jpg

... chegou a ministro?

Publicado por Francisco Nunes em 02:07 AM | Comentários (9)

outubro 01, 2004

Reconhecimento

giannelli.gif in: Corriere de la Sera; Giannelli

Sem comentários

Publicado por Francisco Nunes em 11:10 AM | Comentários (5)

Bush e a Palestina

vignetta_1.gif

- Os palestinianos precisam de um novo líder.
- Eu estou pronto!...

Publicado por Francisco Nunes em 08:05 AM | Comentários (1)