Às vezes temos má consciência. Não gostamos -e sabe Deus o quanto estamos a ser sinceros- de estar assim tão descrentes nesta política de chacha que temos. Nesta politiqueirice sem mérito e sem honra, sem palavra e sem inteligência. Nesta choldra.
É verdade!
Temos má consciência porque não ignoramos alguns dos méritos da democracia.
Temos má consciência porque houve quem fosse preso para que hoje tivéssemos uma democracia.
Houve até -oh nobre altruísmo!- quem desse a vida por esse ideal!
É nessas alturas que nos apetecia poder prender uma data de gente... em prol da Democracia, claro!
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Se ainda houvesse alguma dúvida quanto ao imobilismo dos rapazes da 'plíteca' bastava ao observador imparcial, medianamente atento e sem problemas auditivos de monta, o recurso a um indicador muito simples: as arrepiantes -porque muito batidas e demasiado gastas-, bandas sonoras polítiqueiras transmitidas por roufenhos altifalantes instalados nos capôs dos carros de campanha.
O tema mais recente -em termos relativos quase escandalosamente recente- emitido por estas portas de saída sonoras é datável do primeiro contacto do Grande Guterres com os números.
Já o leitor está a ver a coisa...
* Aqui na Planície chamamos pespeto a alguém que tenha um comportamento vivo; a um indivíduo que seja perspicaz, curioso, intelectuamente activo, interventivo.
"A justiça democrática consiste na igualdade segundo o número e não segundo o mérito"
A Política, Aristóteles
Estas autárquicas têm sido pródigas em arrebanhamentos de idosos para passeios e jantares, em discursos políticos pontuados pelo simbolismo consubstanciado em apelos -às vezes avinhados (o vinho é cultura)- ao voto na manita, nas setinhas, nos favinhos, na chaminé (?)...
Com tanta cultura não percebemos o Aristóteles. Então na Democracia a cultura não é um mérito? Ah, pois...
Um pai distante, é um pai distante...
Uma mãe distante é desnaturada.
Somos ou não somos um país de grunhos? Han?
A preocupação de se dizer que o Oliveira Martins não estava em causa enquanto técnico mas só enquanto socialista criou uma série de mal-entendidos. Criou-se até a convicção que o homem era competente e, vai daí, o Sampaio ratificou a sua nomeação para o tribunal de contas É muito bem feito.
Registamos que os candidatos às autárquicas fazem campanhas para os sectores mais inaptos da sociedade.
De facto, para além deles, quem mais anda na rua, 'à espera que chova', entre as 9 e as 17 horas?
Registamos ainda, com algum alívio, que o Rui Rio não levou 'porradas' hoje.
Não calhou... -dizemos nós.
Um tipo tem o 12º ano. Faz a tropa. Não gosta de fardas mas a necessidade atira-o para a GNR. O ordenado é certo e a 'vidinha' vai-se fazendo.
Eis senão quando...
...eis senão quando alguém se lembra de um sindicato. Adere ao sindicato.
Agora, no seu sindicato, reivindica, faz greves e quer derrubar este, como derrubou outros governos...
Para além de todas as possíveis considerações lembramo-nos de um tipo que comprou uma casa sem quintal e há 10 anos que maça os vizinhos.
Por que carga de água é que não lhe venderão um bocado dos seus quintais?
Má vontade da vizinhança, só pode ser!...

E uma praia? Ninguém quer por aí uma praia? Han? Assim, ao pé da porta... e tal. Han? Reivindique pá, reivindique!
Coitada, pá! Já viram as 'gaijas' que a apalpam nas ruas? Já tomaram consciência dos hálitos que lhe gritam. Dos miúdos ranhosos que ainda há-de ter que beijar? Dos gritos histriónicos a 7 cms dos seus tímpanos? Han? E dessas coisas todas?...
...Respeitinho, pois.
Fizémos uma recolha (muito frouxa e algo repetitiva) de alguns ídolos de hoje e de sempre. Descobrimos, com algum espanto, que alguns destes rapazes até tocava guitarra.
Já lá dizia o outro: 'Isto, quem tem unhas é que toca que toca viola...'





















Um território, uma história, um povo, os seus autarcas, um campo de golfe...
Nem sabemos se 'maçar' é a expressão correcta. Se não é uma sublimação da nossa raiva.
A 'bacoquice' chega ao limite de se pretender que a única forma de rentabilizar a planície é enchendo-a de carrinhos brancos, relva, buracos e tacos de golfe. O jornal que subsidiam e controlam com o dinheiro dos contribuintes vai pelo mesmo caminho: o golfe!
Só haverá trabalho para os alentejanos se houver golfe e caça.
O preço do crude não lhes diz nada. Em absoluto, depois de uma estupidez, virá outra. Depois do celeiro da nação, o Alentejo quer ser o campo de golfe da Europa. Terá tantos buracos quantas as autarquias que o compõem. 'Haja ambição, bolas!' gritam crentes neste projecto provinciano (no mau sentido, claro!).
Os preços do crude não lhes inspira nenhuma outra saída. Não lhes mostra as possibilidades do Alentejo enquanto campo de 'biodiesel', enquanto suporte de energia eólica, enquanto base de painéis de energia solar.
O preço do crude é apenas uma maçada... ao fim e ao cabo os BMs gastam que se fartam!
Havendo o Alqueva não há água porque não há canais. Quando os canais estiverem feitos não haverá água por causa dos campos de golfe...
E quando o golfe se tornar, definitivamente, ridículo? Ahhh pois!...

Dois candidatos a uma câmara municipal discutem programas eleitorais e projectos. O concelho não tem uma rua bem desenhada, tem graves deficiências de saneamento básico e tem mais de 12% de desempregados.
Uma das medidas prioritárias de um dos candidatos: um estádio.
Nome da candidata ausente neste debate: Fátima Felgueiras.
É verdade -dizemos nós depois de uns copos com uns amigos-, o povo é que sabe. Se o povo de Felgueiras, pá! gosta da Fátima Felgueiras; se o pessoal de Oeiras, my man! gosta do Isaltino do charuto e o de Gondomar gosta, pá! do charuto do major... pois que, pá! ou o catrino! votem nesses cromos! É até muito bem feito.
Viva a, caraças, pá! Democracia, pá! Mainada!...
O que é bué da chato nas manhãs seguintes a estes momentos de euforia, não é a boca a saber fava seca, não! o que é uma maçada é a vontade de emigrar. Tivéssemos nós menos compromissos e... menos 15 anos!...
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Depois de terem tomado conhecimento que os antigos sumérios se faziam representar nas cerimónias religiosas colocando figurinhas em atitudes cultuais em seu lugar, algumas senhoras 'esposas de oficiais' ficaram extasiadas.
Contactamos há bem pouco com um grupo de 26 senhoras que, de forma decidida e assertiva, querem substitur os seus valorosos consortes no Iraque.
-Também quero uma! - foi o grito confessado de uma destas senhoras que, compondo por cima dos olhos o seu hierático cabelo, nos garantiu que, no país dos dois rios, vai tentar conseguir algumas destas figuras trocando-as por material de guerra dos anos 50 à guarda de um sargento barrigudo e algo dado a pequenos favores e simpáticas comissões, -conhecido no meio castrense pela enigmática alcunha de 'suspensão em baixo'-, em serviço há vários anos na manutenção militar.
'Nem que seja com os malandros da Resistência' - gritou excitada uma outra senhora-, 'hei-de conseguir ter umas duzentas ou trezentas figurinhas daquelas!'
O objectivo destas esposas é, ao que apurámos, fazerem-se substituir por estas estatuetas em manifestações ou cerimónias oficiais em que não haja bolinhos ou cházinho, ou a que não compareçam o CEMGFA ou o PR. Poderão assim dedicar-se a actividades mais prementes como a manicura, arranjo de unhas, arranjo de cabelo, consultas ao esteticista e até, se fôr caso disso, para as mais abonadas, um peelingzito ou uma boa lipo.
A grande 'maçada' destes bonequitos, segundo uma nossa interlocutora que não se quis identificar, é a ausência de patentes. 'Vai ser uma pepineira' -assegurou-nos- 'ficarem bonecos de tenentezecos pézinho-mole ao lado de bonecos de oficiais com provas dadas como o meu António. Mas o facto de podermos fazer manifestações militares por interposta pessoa sempre que nos apeteça compensa -e de que maneira!-esses dissabores'.
-Tem toda a razão!... garantimos nós à angustiada senhora. (Se calhar até fomos sinceros.)
'Amor', Paula Rego
A Paula Rego desenhou o Amor como se vê: uma 'tronga de beiço caído'.
Cá para nós isto parece-se mais com a história recente deste país: aptos para um 'flirtzito', inaptos para uma paixão consistente.
A desilusão surge depressa... afinal, é só o tempo de passar a bebedeira de cerveja, apanhada no bailarico de aldeia tocado à concertina e à sanfona, ao sofrego magala escanzelado.
Ele tomará um banho de água fria, ela chorará pelos cantos e suspirará de olhos vagos.
Ele é a nossa ambição, ela é a nossa constante desilusão. Coisas de 'tronga'... 'tronguices', portanto.
Umas forças armadas contestatárias.
Uns professores que não ensinam.
Uns médicos que não tratam os seus doentes.
Uns juízes que não julgam.
Uns funcionários públicos incompetentes.
Uma pena... e logo neste país que tem tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, e tantos, políticos de tão boa qualidade... e baratinhos.
É muita injustiça, pá!

O que não falta por aí é quem ande sempre na penumbra e nos atire, quiçá inadvertidamente, com o que não devia.
Um tampo de sanita fosforescente permitiria a toda a gente objectivar o local exacto onde 'dar de corpo'. Conhecemos pelo menos quatro ou cinco locais onde, em sanitas devidamente sifonadas, dava um jeitaço a colocação destes objectos.
Pelo menos enquanto não houver ideias verdadeiramente luminosas brotando dos neurónios dos seus ilustres potenciais utilizadores...
Nebulosa (a partir de uma imagem produzida pela sonda Hubble)
Pergunta-se o leitor: o que é que faz uma imagem destas num blogue alentejano.
Ora bem, a resposta é muito simples:
O espaço, para nós, é como a política portuguesa: uma carrada de nebulosas situadas longe do homem comum plenas de reflexos manhosos.
Com os leitores e as páginas visitadas que nos atribui (mais ou menos zero) ficamos com a certeza de que o único caminho que nos resta é melhorar a nossa aceitação entre os leitores... ou então escrever mesmo o que nos apetece.

Jorge, pá! estamos lixados contigo.
Ouve lá, Jorge, pá:
Aceitaste a demissão do, agora refugiado, papa hóstias Guterres. Porreiro. Com Melícias atrás e tudo. Formidável!
Novas eleições. Normal.
O Durão Barroso venceu. Partilhaste a cama da República com ele sem ciúmes. Civilizado (e, atendendo ao que dizes agora, algo aliviado...).
O Durão foi para 'caesar do Império Ocidental'. Veio o Santana. Aceitaste o Santana.
O Santana 'flopeou' (e fizeram-no flopear...). Puseste o Santana na 'alheta'. Bem.
Mais eleições. Sócrates ao poder. Atura-lo. Que remédio...
Mas agora, pá... Agora, deixaste a República Portuguesa (já velha, esclerótica, com artrite e com tanta falta de viço que nem os cremes do Carrilho da Bárbara a podem ajudar) e aderiste apaixonadamente à neta da Ética: a jovem Ética Republicana (concordamos -e é evidente- que esta menina tem umas formas mais redondas e apetitosas e o seu hálito ainda cheira a rosas, leite fresco e mel). Se a Maria José Ritta não diz nada, também não somos nós...
O.K.! Tu sabes da tua vida. Mas olha que não é aceitando a invasão suciàlista de todo o aparelho de estado, sem escrúpulos e sem vergonha que a jovem Ética Republicana se quer...
Han? isso, um borracho desses não vai lá só com uns dixotes... vê lá a tua idade...
Ah! e vê lá se recebes todos os candidatos à presidência. Era mais bonito... e a tua jovem amante gosta de ver caras novas. Isto se não queres que a moça se canse de ti!...
Quem te avisa...
A Portugal
Esta é a ditosa pátria minha amada. Não.
Nem é ditosa, porque o não merece.
Nem minha amada, porque é só madrasta.
Nem pátria minha, porque eu não mereço
A pouca sorte de nascido nela.
Nada me prende ou liga a uma baixeza tanta
quanto esse arroto de passadas glórias.
Amigos meus mais caros tenho nela,
saudosamente nela, mas amigos são
por serem meus amigos, e mais nada.
Torpe dejecto de romano império;
babugem de invasões; salsugem porca
de esgoto atlântico; irrisória face
de lama, de cobiça, e de vileza,
de mesquinhez, de fatua ignorância;
terra de escravos, cu pró ar ouvindo
ranger no nevoeiro a nau do Encoberto;
terra de funcionários e de prostitutas,
devotos todos do milagre, castos
nas horas vagas de doença oculta;
terra de heróis a peso de ouro e sangue,
e santos com balcão de secos e molhados
no fundo da virtude; terra triste
à luz do sol calada, arrebicada, pulha,
cheia de afáveis para os estrangeiros
que deixam moedas e transportam pulgas,
oh pulgas lusitanas, pela Europa;
terra de monumentos em que o povo
assina a merda o seu anonimato;
terra-museu em que se vive ainda,
com porcos pela rua, em casas celtiberas;
terra de poetas tão sentimentais
que o cheiro de um sovaco os põe em transe;
terra de pedras esburgadas, secas
como esses sentimentos de oito séculos
de roubos e patrões, barões ou condes;
ó terra de ninguém, ninguém, ninguém:
eu te pertenço. ƒÉs cabra, és badalhoca,
és mais que cachorra pelo cio,
és peste e fome e guerra e dor de coração.
Eu te pertenço mas seres minha, não
Jorge de Sena
Este senhor
fará alguma ideia, terá alguma teoria, sobre a quem se dirigia exactamente este poema de Jorge de Sena?
Ah, o Jorge de Sena também vez uns versos a um 'país de sacanas'. Que raio de país será?
Baseados numa prodigiosa sondagem (mais de 380 respostas em apenas 2 meses), a que já aqui tinhamos feito referencia, o DA concluiu que os alentejanos querem mesmo é golfe e, tal como a rapaziada do DA, acreditam sinceramente que a agricultura não dá trabalho a ninguém.
A Planície recomenda desde já ao senhor de bigode que promove a OVIBEJA e que se bate pelos agricultores do Alentejo que adira aos novos tempos, rape o bigode, vista calças quadriculadas, use sapatos com pitons, venda os tractores e assuma uma pose, se não metrossexual, pelo menos ubersexual.
Golfe em Alqueva é bem aceite
Trinta e nove por cento dos leitores da edição on-line do “Diário do Alentejo” estão de acordo com a criação de campos de golfe na zona de Alqueva porque, defendem, isso criará emprego e dinamizará a economia. Num universo de 381 votantes que responderam ao inquérito lançado na site do "DA", 35 por cento também dá aval a projectos deste tipo porque a vertente turística é um potencial que não pode ser desperdiçado pelo empreendimento de Alqueva. Os restantes 26 por cento manifestam-se contra o surgimento de greens naquela região, sustentando que o projecto deve ter apenas fins agrícolas.
in: Diário do Alentejo (on-line) - 16/09/2005 - 12h06
Hoje rimo-nos muito mais -mas mesmo, muito mais!- com o seu anexo (aquele onde escreve o atormentado VPV).
Antigamente via o Mundo a preto e branco. Ou PSD, ou PS. Ou estava no Governo, ou na Oposição.
Era jovem, usava uns óculos foleiros e era irreverente. Quando me lembro das loucuras que fiz!... O que eu verdadeiramente queria era pôr coisas no mapa (povoações, cinzeiros, barrancos, dois clips e um sublinhado... tudo). Queria, ao fim e ao cabo, pôr-me no mapa. No mapa... e na História.

Uma conversa com o lídere fez-me ver as coisas de outra forma.

Fez-me pensar.
Decidi que poderia continuar a divertir-me que nem um nabababo -já vos disse que tenho uma gargalhada assustadoramente estridente?- alterando um pouco a minha postura jovem e irreverente. Pensei:'Lili -é assim que me trato quando estou com os meus botões- tu é o maior!
Avança, pá! Avança!'
Afinal sou um tipo com uma dimensão ética e profissional fora-de-série. Sou o verdadeiro boy for the job. Ou vocês também acham que isto tem que ver com o facto de ninguém competente querer já cargos de nomeação política?
Subscrevemos completamente o que o José Gonçalves diz aqui.

(Sem mais comentários...)
É provável que caiba aos portugueses a culpa do esvaziamento rápido de qualquer projecto político que opte pela aposta no livre-arbítrio, na responsabilidade e na honestidade de cada um de nós. É um facto que os homens honestos sempre se afastaram desgostos e desiludidos destes processos.
Em certa medida, a instauração da República lembra o recente 25 de Abril. As semelhanças são muitas e fortes.
Apenas dois anos após o 4 de Outubro de 1910, e dirigindo-se a um dos entricheirados do 4 de Outubro, Manuel Ribeiro traçou-lhe o seguinte quadro da República:
"[...]E é porventura o que aí está a república que tu sonhavas? Foram-se as leis de excepção, é certo, mas voltaram mascaradas nas leis de defesa. Abalou o Jesuíta, mas deixou cá a intolerância. Sumiram-se os comilões, mas surgiram os tubarões. O que querias então que fosse a república, meu ingénuo? Inevitavelmente ela tinha que continuar a ser o que são os seus homens, com os seus erros e as suas ambições. Que é a monarquia? Uma concentração de poder. Que é a democracia? Uma descentralização de poder. No fundo sempre o mesmo mal - o poder.
Ah, a tua famosa república!
E vê tu. Hoje para continuares a ser republicano tens que te matricular num partido, tens de que te guiar por um programa, tens inevitavelmente que pôr-te em contradição com o teu correlegionário de ontem, opondo as tuas idéias às dele - talvez mesmo a tua browning ao seu revólver. Se fores democrático chaman-te escória e ralé, chamam-te mesmo - canalha. Se fores evolucionista ou unionista chamam-te talassa e conspirador, chamam-te mesmo - traidor. E nota que se quiseres permanecer republicano tens que ser qualquer coisa destas, porque a tua república só a podes apreender, só te é sensível, dissubstanciada na triplíce encarnação afonsista, almeidista e camachista.
Outrora percorrias o país inteiro arrastando os povos com a palavra mágica da república. Só por seres republicano aguardavam-te como um messias e escutavam-te como um apóstolo. Hoje as idéias têm os seus departamentos como as influências políticas. Tal burgo é camachista? Atreves-te a ir lá prégar, afonsista! Esta mesma Lisboa, a cidade das imponentes paradas republicanas, dos soberbos triunfos eleitorais, esta Lisboa que fez a revolução unida pela mesma fé, solidarizada pelas mesmas crenças, é hoje um foco de capelinhas políticas cada qual consagrada ao seu ídolo. Pondera nisto, tu que sonhaste Portugal unido no mesmo credo, tu que só admitias mesmo a república capaz de congraçar todos os portugueses.
Bem empregado sacrifício o teu!"
in: Manuel Ribeiro; 'Na Linha de Fogo - Crónica Subversivas'; Empreza Editora Popular, Lisboa, Rua do Poço dos Negros, 79 e 81, 1920 (Trata-se de uma compilação das suas crónicas publicadas no 'Sindicalista' entre 1912 e 1913)
Um dos paradigmas da, agora tão propalada e tão ignorada, ética republicana foi Cincinato. Exactamente, o senhor representado aí na posta abaixo.
Ora esse senhor abominava a demagogia, o nepotismo e a possível perda da independência da sua República.
Não tinha fundações nem ambicionava benesses estatais, nem esbirros 'por conta'... nada. A República de Roma chamava-o e ele acorria. A República serenava e ele voltava para a sua lavoura.
Era um cidadão de uma República sem principes e sem outros donos que não o conjunto dos cidadãos. Provavelmente foi tendo em atenção a sua atitude que o escultor o representou nú, despojado de riquezas.
Denis Foyatier; 'Lucius Quinctius Cincinnatus';1834, Jardim das Tulherias
(Depois explicamos o que faz aqui este senhor com excesso de descontracção...)
In: Enciclopédia Luso-Brasileira
Este é o 'pai' da Planície Heróica. Um homem valente. Um homem que durante a Monarquia lutou pela República. Na República bem cedo se opôs à partidocracia que e aos esbirros que muito cedo assomaram (e assombraram) o país.
Outro que, como muitos mais, se desgostou muito rapidamente da 'Ética Republicana'.
Nesta Planície aparecerão muito em breve alguns dos seus textos, para já a sua biografia (com algumas lacunas não muito inocentes) conforme consta na já acima citada Enciclopédia.


Um cartógrafo incansável!
O incontornável político (agora socialista) Oliveira Martins, depois de ter prometido nesta campanha autárquica, perante alguns basbaques com bandeirinhas esperando que a febra lhes caísse no prato, a heróica inserção de algumas povoações da Planície no mapa (!!!!), prepara-se agora para, com a galhardia, a isenção e o arrojo que se lhe reconhece, colocar o Tribunal de Contas no mapa.

É verdade pá!... Quando, fumando o meu cigarro, me sento sossegado e aprecio as interacções destes macacos pelados (o Desmond M. não me deve nada...) fico sorumbático. Fico triste... por eles, claro!
VILHENA, GAIOLA ABERTA
(Sem mais comentários...)

- Um arrefecimentozito calha bem. Agora só falta uma chuvita para lavar o sovaquito...
É verdade! O nosso país não para de nos surpreender e de nos mostrar como evoluiu.
Repare o prezado leitor que há 150 anos, para que o povinho votasse no filho do regedor, o seu pai disponibilizava uma vaca, uma pipa de tinto carrascão e duas sanfonas.
Já ninguém faz uma coisa destas!
Agora é mais passeios de reformados (ou de mulheres), terminados com sardinhas, febras e umas 'bejecas'.
Havemos de ir longe!
William Steig
-V.as Ex.as têm reserva?
Não, não traduzimos à letra este cartoon. Transpusemo-lo para a realidade europeia. Uma opção que se justifica pelo facto de termos visto já muitos 'pavões de pena dourada' exigirem que o mundo lhes caia aos pés.
P.S.: Devemos dizer que vimos esta situação quase tantas vezes como vimos alguns energúmenos sublimar frustações e complexos de inferioridade a coberto de um 'Isto é serviço!' algo forçado e bacocamente empertigado.
Tayo Fatunla
Não há qualquer dúvida que este cartoon espelha uma realidade. Um facto.
O que é espantoso é que todos os líderes africanos tenham o seu amiguinho europeu! O Savimbi era amigo do Soares, o Eduardo dos Santos gostava muito do Durão, o Nino é íntimo do Valentim Loureiro...
Seria engraçado pedir a este premiado cartoonista nigeriano radicado em Inglaterra que desse nomes e moradas da ratazana negra representada... Apostamos que era conversa de meses.
Tayo Fatunla
(Sem mais comentários...)
A peregrinação lusa por terras de África ainda marca a sua benfazeja presença.
Esta edificante história conta-se em 'três penadas':
Gerindo uma fazenda com o curioso nome de 'Capanga', o senhor José Marques Pinto dava-se conscienciosamente ao feito civilizador de arrear boa e justificada porrada aos pretos. 'É para isso que eles servem' -dizia sempre com um ar meigo e paternal. Até que, maldita a hora!, uma associação manhosa que não conhecia os pretos de lado nenhum se meteu no assunto e pôs o justo homem em tribunal.
O tempora, O mores!
Devemos dizer que estamos de acordo com o incontornável Mário Soares no combate a estas manias da globalização que, tanto na net, como na economia, como na justiça, são cegas às particularidades locais. Já é uma falta de visão universalista este síndrome da universalidade de critérios. Está mal isso, pá!
Ao fim e ao cabo o homem só tentou corrigir ad aeternum erros humanos graves -como o é o roubo- tornando impotentes os seus justiçados.
Cá para nós os Angolanos até têm uma sorte incrível. Têm ao seu serviço um bravo justiceiro lusitano e o santo dos Santos que os impede de ter dinheiro para gastar em vícios. Boa vida, a de Luanda...
NOTÍCIAS
Cidadão português no banco dos réus na Huíla
07-09-2005
O tribunal da província da Huíla começa, esta quarta-feira, no Lubango, o julgamento do cidadão de nacionalidade portuguesa de nome José Marques Pinto, por agressão e cárcere privado.
José Marques, gerente da fazenda Capanga, nos Gambos, é acusado de ter torturado pelo menos 18 trabalhadores da fazenda que dirige por, alegadamente, terem roubado bois no princípio do ano de 2003.
O processo crime corre os seus trâmites legais desde Junho de 2003 e foi desencadeado pela Associação de Defesa dos Direitos Humanos “Mãos Livres”, que apresentou, em conferência, provas fotográficas e filmagens dos maus-tratos a que foram submetidos os autóctones.
Jeremias Simão, coordenador da Associação, fez saber que as provas são evidentes e disse também que pelo menos 11 dos 18 trabalhadores apresentam lesões corporais graves, inclusive de impotência sexual.
in: Rádio N'gola Yetu
William Steig
- Dilema: vitela ou galinha?...
A não ser que a 'ética republicana', pá... queira dizer perigo... sabe-se lá... o perigo de a malta se cansar de votar nesta rapaziada, por exemplo.
Será isso? Han?
Se se têm repetido os defeitos da Primeira República nesta Terceira República e só agora é que se apela à ética (?) isso quer dizer o quê? O que é que está a acontecer que ainda não tinha acontecido antes? Han?
A Terceira República assiste à ameaça de elementos das chamadas 'forças da ordem' (o que quer que isso queira dizer) que ameaçam desgastar este governo como já desgastaram o anterior!!!
Se mesmo assim persistem como membros de uma força da ordem será porque faz parte desta ordem que estas forças desgastem o governo constantemente? Será isso?!... (É melhor perguntar aos tipos que apelam à ética republicana...)
A Segunda República foi menos confusa do que a Primeira... mas não era lá muito democrática e, para muitos, nem era uma República...
Adiante, pois.
... Às vezes, quando a solução para o problema se afigurava resolúvel dizia outra coisa: 'Isto mais parece um república!!'; ou ainda, e de forma para nós muito enigmática: 'Que república vem a ser esta?... Já chegámos à Madeira... ou quê?!'
Ainda há bem pouco, sempre que confrontada com situações mais confusas em termos domésticos, uma das nossas avós dizia:
'Isto está uma república!!!'
O povo aplaudiu o golpe de Gomes da Costa e de Cabeçadas.
Estaria exausto da ética republicana?
A Primeira Republica foi um charivari constante.
A República foi um autêntico desastre em termos de moralidade política (esta expressão já reconhecemos mais facilmente). Os casos de nepotismo na Primeira República sucediam-se escandalosamente.
Qu'é isso?

Sem mais assunto...
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Palavras amargas as de um dos responsáveis do LNETI.
Confidencialmente um dos responsáveis por este laboratório queixou-se-nos de que não tinha 10 minutos de desconto desde ontem pelas dezassete horas.
- O Primeiro ficou entusiasmado com o botão que despoletou a implosão de Tróia e agora pressiona-nos a todo o momento para criarmos um botão daqueles para implodir a Crise. Já lhe dissémos que não há 'coisas' daquelas com toda a diplmacia possível. No último telefonema a situação ficou tão ácida que nos gritou: "É para isso que servem os laboratórios de engenharia! Se não há botões desses, criem-nos. Caso contrário extingo essa merda, amanhã!!!"
Suspirando o nosso interlocutor acrescentou:
- O caso da pála de Alvalade é uma brincadeira de crianças comparada com este caso...
Tentámos consolar o engenheiro que se despediu de nós lamentando-se por não ter aceite um convite que recebeu de Riad há 3 anos.
Quisémos falar com o Engenheiro José Sócrates tendo sido informados pela sua secretária que o Primeiro não queria ser incomodado.
Após várias tentativas infrutíferas para falar com outros responsáveis ministeriais da área, conseguimos contactar Jorge Coelho. Ao seu melhor estilo, lacónico, disse-nos:
- Não há impossíveis...
Constatámos que tinha toda a razão... depois de nos despedirmos deste grande homem de estado, e constatando arreliados que nos tinhamos voltado a esquecer do tapete voador no bengaleiro do restaurante (que não identificamos a pedido do simpático Coelho) apanhámos o avião, aterrámos em Beja, dirigimo-nos à estação de caminhos-de-ferro e, em dois tempos, chegámos de TGV a casa.


Pois é, é deprimentemente machista... mas tem graça.
Porquê!? - pergunta o caro leitor.
Simples. Bastava que um autarca ou um sobrinho qualquer de um político qualquer tivesse interesses num dos apartamentos daquelas tristes torres para que nem o Belmiro fizesse ali o que quer que fosse.
Há alguém que duvide? Não são precisos exemplos, pois não?...
Não há dúvida que o Belmiro tem estofo. A solução para Tróia não poderia ser outra que não a demolição.
E já agora: Num país destes


não seria melhor vender tudo ao Belmiro? Han?
Já agora...
(Imagens roubaditas no Vistas na Paisagem e no A Sul)

Para os países civilizados a subida do preço do petróleo é um incentivo para a procura de soluções alternativas menos poluentes, mais económicas e, tanto quanto possível, inesgotáveis.
Em Portugal estava previsto um campo de produção de energia fotoeléctrica na Amareleja que já não vai avançar.
É possível pôr meio Alentejo a produzir biodiesel a partir do Alqueva. Não há canais de rega construídos, nem projectos rigorosamente definidos nesse sentido.
A energia das ondas é um projecto bonito. Mas é só isso.
São ridiculamente pequenos os campos de energia eólica em Portugal.
Para incentivar o uso doméstico de energias alternativas começou por se incentivar em termos fiscais, da mesma forma, uma salamandra mal construída e pouco eficiente e um sofisticado painel fotoeléctrico. Era um disparate. Agora não se incentiva nem uma, nem outra coisa.
Se isto não é incompetência da nossa classe política, é o quê?
Cáspite!!
Nós, os eleitores, temos alguma culpa. Eles pedem-nos um votinho e nós, pimba!
P.S.: Quanto aos políticos cá da zona as ideias não são melhores:
- Em vez destas modernices energéticas façam-se antes campos de golfe, ao fim e ao cabo os 'BM,s' vão andar a 'pitróil' durante bons e largos anos... Cá coisas!...
Paula Rego
Sentimo-nos vaidosos quando na National Gallery deparámos, há uns anos atrás, com um painel enorme da 'nossa' Paula Rego na zona do refeitório lá do sítio. Apeteceu-nos falar português em voz alta, e isso... Mas há uma coisa que não percebemos: Porque é que esta pintora pinta só dois tipos de mulheres: ou feias ou/e com roupas e posturas pouco (muito pouco) atractivas?
(Sim sabemos que a filha do polícia é uma rapariga jeitosa, e tal... Mas, pá! está a engraxar as botas do pai!!!!)
Não percebemos... pronto!
A não ser que queira ir trabalhar para a RTP Internacional...
Deixámos a posta afixada aí abaixo e ficámos à espreita.
De facto era como desconfiávamos, ninguém comentou, ninguém tem já medo à Al Qaeda.
Nem os tipos mais 'galinhas'.

Arsonofobia - Medo do fogo
Alectorobia - Medo de galináceos
Ornitofobia - Medo dos pássaros
William Steig
- Só mais uma queriduuuucho. Vá lá...
Na América, como em Portugal, as corporações cavalgam a vida pública sobre o lombo dos políticos.
Como diria o outro: 'É a vida, pá!
Pois é... Deve ser.

(-E o vencedor é...)
- O debate é muito importante. Faz com que os candidatos se sintam parte do processo.
O prezado leitor, certamente, já ouviu muitos autores dizerem, algo ufanos e inspirados, que as personagens de um seu romance, ou de uma sua peça de teatro, se autonomizaram, tomaram vida e se construíram no desenrolar de uma qualquer obra sózinhas... Já ouviu escultores afirmarem convictamente que não esculpiram nada. Não! limitaram-se a tirar as pré-existentes esculturas do interior da pedra. Pintores dominados por pincéis (não, caro leitor, não estamos a falar de sogras com bigode...) adiante, pintores dominados por pincéis são incontáveis. Os poetas a quem as palavras subjugaram não caberiam num estádio de futebol do Euro.
Enfim!... a eterna história do criador submergido, subjugado, amarrado pela criação.
Mas voltemos aos pintores... Melhor: aos retratistas. Esses tipos fazem-se pagar -às vezes abundantemente!- pelas suas obras. Afinal, criam um trabalho que, eventualmente, lhes surgiu por estranhos automatismos e mecanismos algo divinos. Pior! servem-se de um modelo que é uma criatura que, se não divina, se não divinal, é pelo menos uma criatura biológica, com progenitores.
Mas... pense o leitor por si: Não terão os pais do modelo direitos de autor?
Ahhh, pois, pois!...
No caso abaixo aconteceu: a modelo tem marca de fabrico. Está a ver? Han? Na coxa esquerda, abaixo da mão. Siiiim... Aí mesmo!
William Steig
O Lumife induziu-nos a tomar posição face aos movimentos de cidadãos que, ao arrepio das lógicas partidárias, se acometem ao desafio de tomar nos seus ombros a responsabilidade de gerir os destinos dos espaços autárquicos em que vivem.
A nossa posição exprime-se de uma forma muito simples: pecam pela excessiva pontualidade. São poucos.
Mas uma resposta a esta questão também não é assim tão simples... e por isso hesitámos em tomar uma posição face a um movimento em particular. Ao movimento apontado pelo Lumife.
O maior problema de qualquer sistema não é o sistema em si. O maior problema de um qualquer sistema são as pessoas que se movem no seu seio. São as pessoas que fazem os sistemas...
Os partidos não são, à partida, um mal, uma caixa de Pandora... Quem se mexe no seu seio, não raras vezes, sim.
O mesmo se pode vir a passar com os movimentos independentes: podem revelar-se, nalguns casos, não tão independentes assim...
Dito isto, resta-nos dizer que só conhecemos uma das pessoas deste Movimento, falámos com ela algumas vezes e deixou-nos uma impressão muito favorável. Não conhecemos as outras...
Já agora, e a propósito do título desta posta, cabe dizer que foi o 'Grito do Ipiranga', o 'Indepedência ou Morte', que levou à Independência do Brasil. Já viram os prezados leitores ao que chegou?...
Uma potência, completa e orgulhosamente de acordo. Mas uma potência com tanta corrupção...
Os editores de manuais escolares, coitados, acham que se exagera na avaliação -sempre negativa- que se faz do preço dos manuais escolares.
Têm as suas razões.
Por estes dias, numa esplanada da Expo, falámos com um deles que, a este propósito, nos teceu os seguintes comentários:
-150 a 250 euros, han! 30 a 50 contos, em manuais escolares por aluno não é muito, catano!. Apostem na educação! Experimentem apanhar uma doença manhosa que logo vêm o que é caro!... Forretas. Pois!... O Estado, que tem muito dinheiro, que ajude os sacanas dos papás refilões. Sumíticos, pá!...
Ainda por cima querem que os manuais durem por mais de quatro anos! Se calhar é para poderem fazer feirinhas de trampa -ilegais, claro!- de compra e venda de manuais usados entre os papás!... Ahan! Eu é que topo os sacanas!
Mas licho-os bem! Ah pois!... Os cadernos de fichas de trabalho não podem ser vendidos à parte, -tás a ver o esquema?- os manuais têm sempre umas perguntas de chacha para os putos responderem e espeto-lhes umas fotografias deslavadas de tipos sem bigode e sem óculos... Não há miúdo que resista: em três dias inviabilizam a venda ou a oferta em boas condições dos manuais a outros colegas.
Sacanas!...
Só para acabar ainda te digo esta: Ó meu caramelo, tu és bronco ou tás parvo? han? Tu já viste que se fizéssemos uns livros mais baratos nem os putos os queriam, nem os professores os escolhiam, han? Diziam logo essas coisas, pá! Que não são atractivos, nem apelativos, nem o caraças! Eu é que sei, ó caramelo!
Bebois, bebemos outra (hic) cerveja e falámos do (hips) tembo. Bois está (Ooops) claro (hics)!
"Existem dois mundos: O primeiro é o meu, o outro é o verdadeiro".
Sabahudin Hadzialic
William Steig
(Sem mais comentários...)
William Steig
'Mulher, sem compromissos, deseja conhecer homem de qualquer idade para partilhar os prazeres da vida...'
Fartos!
Não temos ouvido outra coisa nas TV's da boca de autênticos energúmenos a quem os jornalistas, por falta de melhor notícia, ou por via de alguma encomenda, dão crédito e tempo de antena:
'se não me pedem desculpas, processo-os.'
Na versão mais tesa e terra-a-terra destes dirigentezecos de pacotilha a coisa é (era...) mais simples:
O Zé das Couves, ao Fim-de-Semana, bebia um copito a mais lá na tasca da terra e, invariavelmente, acabava o dia no posto da GNR local. Às vezes era testemunha, outras vezes acusado; ora ofendido, ora agressor.
À saída, à espera, a mulher e os filhos.
Na versão 'fato-e-gravata' e 'dar-se ares' a situação é mais 'perfumada': No Tribunal, às Segundas, Terças e Sextas como arguidos e às Terças e Quartas como ofendidos.
À saída, à espera, os jornalistas.

Para se desembaraçar de umas muito maçadoras aranhas que se tinham abrigado na sua garagem, uma diligente alemã de 34 anos, moradora em Zülpich (que raio de nome!...), resolveu incinerá-las com um maçarico. Numa hora de azar, deitou fogo à casa mas, ao que parece, conseguiu plenamente os seus intentos.
A proverbial eficácia alemã voltou a impor-se...
Os tipos do Libération contam-nos esta história com um pertinácia algo suspeita.
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Avisamos o prezado leitor desde já: Não sabemos o rigor desta notícia segundo a qual o revolucionário bem-nascido na Argentina e mais tarde conhecido como Che Guevara se terá reconciliado com o capitalismo.
A acreditar no que se nos apresenta, acreditamos que sim.
O caro leitor, no entanto, dirá de sua justiça... se quiser!

Francamente, achamos que o homem está melhor aqui do que ao peito de jovens hirsutos e velhos barrigudos bebedores de cerveja... Mas nós somos umas bestas.
O Camarada Jerónimo de Sousa 'bate bem'? Andámos uns momentos preocupados com a saúde psicológica do leader do PCP.
Pareceu-nos ouvi-lo apelidar-se a si mesmo como Camarada Jerónimo de Sousa quando proferiu a sua declaração de candidatura à Presidência da República. Como ninguém tivesse comentado o facto começámos a pensar que tinhamos ouvido mal.
Hoje confirmámos: o homem apelidou-se a si mesmo como camarada. É portanto camarada dele mesmo.
Olhem lá... é que isso é muito honesto. Para sermos camaradas dos outros temos que ser camaradas de nós mesmos primeiro.
Bonito! Sim senhoureees...
A malta, pá, fazendo das tripas coração (e não fazendo ainda qualquer alteração funcional a nenhum outro órgão) estava quase a meter-se no género metrossexual. Andavámos já , pá, a marcar consultas para umas 'lipos', han!, para umas limpezas de pele, para umas depilações e para uns 'lifts', han!, e tudo!... a comprar uns cremes caríssimos cum'ó caraças, a tentar apaneleirar um bocadinho a voz, a organizar a vida para ver o programa da Sic (... ponto gê, ou qualquer coisa assim), e tal...
Eis senão quando o Expresso nos veio dizer qu'agora o que tá a dar é ser ubersexual.
Se por um lado ficámos aliviados, por outro já gastámos umas pipas de massa... agora quem é que nos indemniza dos gastos com estas merdas? Han?
E a voz amaricada que já tentáramos publicitar? Han? E se a malta não acredita na desculpa da afonia?
Ah, pois!... não se brinca assim c'as pessoas.
Gianeli; Corriere della Sera
- Alarme! Terrorismo?
- Não. Campeonato de Futebol.
Lá, como cá, o 'desporto de massas' é um desporto vocacionado para as ditas, desde que compostas pelos elementos mais broncos e mais frustados da sociedade. Lá, como cá, os politiqueiritos (que vão pululando um pouco por todo o lado) gostam de se associar ao fenómeno.
Mas cá somos mais francos. Muito mais francos.
O futebol aqui é patrocinado por um casino na net; um casino que ninguém controla; um casino indiferente aos dramas familiares que certamente criará, frio perante as chagas sociais que fomenta.
Nesta 'choldra' toda a gente se esquece que este é um país em que o cinto de segurança e o capacete são obrigatórios, em que há regras para os jogos de azar em sítios públicos, em que as receitas dos casinos têm trâmites definidos...
Enfim!... num país destes o futebol é intocável. A 'mafia da bola' em Portugal está de grande. Vai a votos e tudo.
Os únicos tipos que dizem alguma coisita a propósito deste escândalo são os gestores dos casinos legais... Coitados.
É verdade pá! Têm tanto sucesso a manter a ordem em países inundados de petróleo como em cidades inundadas de água...
William Steig
(Sem mais comentários...)
Frans Hals; Jovem com Caveira (Também chamada 'Vanitas')
No século XVII os homens tinham uma noção mais clara das suas limitações corporais. A morte, nesta época, não se escondia nos hospitais. Ocorria naturalmente, era uma evidência, um limite, um fim...
Às crianças não lhes era escondido o falecimento dos familiares; da mesma forma que lhes não era sonegada a evidência do desaparecimento dos animais de pegula e de capoeira lá de casa (a cabra, a ovelha, a galinha...): se não estivessem doentes apareceriam uma última vez na panela.
A lei da vida não era imposta a ninguém. Ao contrário: Expunha-se quotidianamente.
Um jovem rindo da morte, pegando displicente e bem-humorado numa caveira era uma arrogância, uma irreverência de juventude. Uma toleima que roçava a vaidade.
(Francamente, depois deste arrazoado só precisamos que alguém nos diga o que é que isto tem a ver com o que quer que seja!... Ah, pois! a Vaidade!...)
Gahan Wilson
- Acho que esta coisa gosta de nós.
O maior problema não são os fishões. O maior problema podem ser os fishinhos... deste mar salgado. Pois...