novembro 30, 2005

Portugal pode aderir à Comonwealth

   Depois de termos esgalhado a posta abaixo apercebemo-nos da nossa evidente e excessiva reactividade blogueira. Se pensássemos com maior acuidade veríamos que a adopção dos States -o cousin 23'- para as cimeiras Ibero-Americanas teria alguns pontos positivos.
   A primeira vantagem é que os senadores americanos começariam a conhecer um pouco mais a geografia do planeta azul, por outro lado, é sabido que a família anglófona é prima dos States em primeiro grau. Sendo que também nós somos primos dos States, vai daí que então também nós somos primos dos anglófonos (não nos esqueçamos que temos emigrantes e lusodescendentes em tudo quanto é sítio). O Canadá, por exemplo, que nesta lógica é cousin (cuzan) dos países francófonos e claramente cousin (coudzen) dos países anglófonos seria um dos muitos elos da nossa ligação à family. Vai daí aderíamos à Comonwealth 'porque sim' e, dessa forma, livravamo-nos de mais umas eleições pentanuais e, que charme!, éramos súbditos da Casa de Windsor, e tudo.    Mas isto ainda tinha outros pontos positivos... podíamos seguir a Life com mais empenho e a socialite lusa desabrocharia com outro encanto e com o gáudio da imprensa cor-de-rosa.
   O único problema era o gaijo das orelhas... o Charles... e o coisinho... o filho... o Árri... não, o... o... o Harry... O Harry às vezes é lixado!...
   Eh, pá! Cá está!... que precipitados, que reactivos!... já nos esquecíamos do gaijo dos olhinhos muita pequeninos, assim suínos, o Jorginho, pá! o George dos Buchos. Esse tipo também não as tem todas!... Irra!
Publicado por Francisco Nunes em 10:36 PM | Comentários (1)

O Primo 23

   Lendo o La Razon concluímos que o primo '23' anda aborrecido com os primos '1', '2', '3', '4', '5', '6', '7',... ,'22'. O '23' anda, em suma, aborrecido com os seus primos todos!
   Ao que parece os seus 22 primos reúnem-se só para dizer muitos disparates e cortar na casaca do desgraçado do primo 23. Chegam estes malandrecos capciosos, para cúmulo, a considerar que o '23' não é da família!... Can you imagine, hu?!
   Ora isso é muito aborrecido (oh yes it is!) e o primo 23 -que é muito forte- não acha graça nenhuma a essa situação. Pois, pudera!
   Mas o primo 23 is a gooooood boy e quer ultrapassar esta situação. Para isso basta-lhe -coitado!- ser convidado para as reuniões familiares e dar umas dicas, e tal...
  Thats all, guys!
Publicado por Francisco Nunes em 10:07 PM | Comentários (0)

Há água em Marte.

   A ESA diz que há água em Marte. Os Italianos dizem que quem a detectou foi o radar que criaram. É bonita a uni(ci)dade europeia...
Publicado por Francisco Nunes em 09:15 PM | Comentários (0)

Dúvidas caninas (microposta)

caoinformatico.jpg Bloga-se porque este é um 'mundo cão', ou bloga-se que nem um cão?
Publicado por Francisco Nunes em 11:54 AM | Comentários (1)

Gracinhas...

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-O que é giro é que estes tipos não sabem que estão numa missão suicida!
Publicado por Francisco Nunes em 09:28 AM | Comentários (0)

Eu sou o Mathé da minha aldeia e a minha filha é Tabu.

   Um qualquer chefe tribal da Polinésia ou da Micronésia... saiu-se com esta a um dos primeiros antropólogos mal encarados que viu. (Esta frase, vá lá saber-se porquê, é um 'must' entre os antropólogos!)
   Depois de tanta conversa com multiculturalismos para aqui, touradas para ali, crucifixos para acolá, já não sabemos se isto tem que ver com a campanha das presidenciais, ou com antropologia aplicada.
   Se calhar isto é que é multiculturalismo... Han?
Publicado por Francisco Nunes em 12:19 AM | Comentários (2)

novembro 29, 2005

Fernando Pessoa cantado (e muito bem) em italiano.

   Deidda, acolitado por nomes como Enrico Rava e Miroslav Vitous, lembrou-se (que é como quem diz) de cantar Fernando Pessoa.
   A obra musical dirigida por este cantor sardo, pelo que pudemos ouvir nestes quatro temas, estará entre o romantismo final do século XIX (não somos especialistas...) e o jazz, e atenção que é qualquer coisa!
  A voz não está nada, nada mal a dizer Pessoa, traduzido pelo já nosso muito conhecido Antonio Tabucchi.
   Parece-nos que esta adaptação da poesia de Fernando Pessoa à música, numa das línguas mais bonitas do mundo e levada a cabo por artistas de primeira água, é motivo de orgulho para nós portugueses. ...Até, e especialmente, porque esta adaptação está -repetimo-nos- muito bem feita.
   Leia mais aqui e já a seguir em

Mariano Deidda 

  
   Mariano Deidda é desconhecido em Portugal, mas algo nos diz que esse desconhecimento não vai durar muito mais tempo. De facto, este cantor-compositor italiano adoptou claramente Portugal como segunda pátria: depois de cá ter rodado telediscos para o seu disco de 1998 "L'Era dei Replicanti" e de ter participado na Expo 98, o seu mais recente trabalho discográfico, "Deidda Interpreta Pessoa", musica poemas de Fernando Pessoa, adaptados para italiano por Antonio Tabucchi e acompanhados por um quarteto acústico de piano, violoncelo, contrabaixo e saxofone. Oriundo da Sardenha, Mariano Deidda é figura importante do panorama musical italiano desde 1992.

In: A Música nos Livros, 13 de Junho de 2005 

Enrico Rava


   Com 30 álbuns como líder, Enrico Rava se firmou como solista de personalidade forte e criativa, que estão presentes nos tributos a Bix Beiderbecke e a Louis Armstrong (no disco Bix and Pop) e a Chet Baker (Shades of Chet). Outro destaque é Rava Plays Rava, cd que fez ao lado do pianista Stefano Bollani e que reúne 13 de suas composições. No show, o trompetista Rava terá as presenças de Gianluca Petrella (trombone), Andrea Pozza (piano), Rosario Bonaccorso (baixo) e Roberto Gatto (bateria).

 

in: Clube de Jazz

 

Miroslav Vitous

 

Iniciado en la música por las enseñanzas de su padre, que tocaba el saxo, el contrabajista checo, Miroslav Vitous (Praga, 1947), comenzó a estudiar violín a los seis años de edad y posteriormente amplió su aprendizaje al piano y al contrabajo, instrumento con el que decidió profesionalizarse. Durante los años de estudio en el Conservatorio de música de Praga, fundó un grupo propio junto con su hermano, Alan Vitous que tocaba la batería, y un amigo de ambos, llamado, Jan Hammer, que tocaba el piano.
     En 1966 ganó el primer premio del concurso para musicos noveles  en un encuentro internacional en Viena dirigido por Friedrich Gulda, y poco después cruzó el Atlántico para estudiar jazz en el prestigioso instituto "Berklee College of Music" de Boston. Su primer gran encuentro con los grandes del jazz tuvo lugar al año siguiente cuando trabajó con el saxofonista alto, Julián "Cannonball" Adderley y posteriormente en New York con Art Farmer, Freddie Hubbard y el grupo liderado por el trombonista, Bob Brookmeyer denominado: "Bobby Brookmeyer-Clark Terry Quintet". Tras esas dos grandes experiencias prácticamente recién aterrizado en Norteamérica, Miroslav Vitous tocó en una sesión con el trompetista, Miles Davis, y tras ese paso efímero pero muy fructífero para su formación, Vitous, estuvo dos años con el flautista y compositor, Herbie Mann, y en 1969 tuvo la oportunidad de grabar su primer disco liderado a su nombre "Infinite Search" (Import, 1969), un álbum que contó con la colaboración del gran saxofonista tenor, Joe Henderson, el pianista, Herbie Hancock, John McLaughlin a la guitarra y Jack DeJohnette a la batería, todo un lujo para el disco de un debutante.
     A principios de los años setenta, Miroslav Vitous, era considerado como uno de los grandes contrabajistas europeos de jazz y Stan Getz lo llamó para grabar un álbum con el. Vitous fue uno de los fundadores del extraordinario grupo de jazz-fusión: "Weather Report" junto a Joe Zawinul. En los tres años que estuvo con Weather Report, grabó cinco espléndidos álbumes destacando el "Live in Tokyo" en 1972 para el sello Sony. En 1973 dejó el grupo y permaneció un par años alejado de la escena musical, exceptuando una aparición puntual en un disco al lado del percusionista brasileño, Airto Moreira. En 1976 grabó varios discos con Herbie Hancock, Airto Moreira y Jack DeJohnette para la Warner Brothers y el sello Arista. En 1979 participó en el festival de jazz de Lyón con su nueva formación y aprovechó su estancia europea para grabar para el sello alemán ECM, acompañado de John Surman, Kenny Kirkland y Jon Christensen, iniciando una etapa donde la música acústica tomaba protagonismo.
     Miroslav Vitous, se ha distinguido siempre por una extraordinaria habilidad técnica, una enorme capacidad creativa y poseedor de un gran swing. Las influencias en su formade tocar de los grandes contrabajistas del jazz moderno como: Scott LaFaro, Ron Carter y sobre todo, Gary Peacock, son además de evidentes, una garantía de calidad para uno de los grandes jazzman europeos contemporáneos.

in: Biografias del Jazz
 

Publicado por Francisco Nunes em 07:33 PM | Comentários (0)

Ai se o ridículo matasse...

   Depois de autorizada a aterragem de um desses voos da CIA, o estado português reagiu energicamente e resolveu informar-se da natureza do aeroplano... O avião já estava em Washington.
   Aflige, não aflige? Mais a mais, toda a gente sabe que a Europa pacifista e correctista já não se mantem, em termos defensivos, sem os ianques...
Publicado por Francisco Nunes em 11:23 AM | Comentários (0)

Falando 'p'ró boneco'

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James Stevenson

    (Sem mais comentários...)
Publicado por Francisco Nunes em 09:08 AM | Comentários (0)

Violência alternativa nas escolas

   O Ministério da Educação, ao contrário do que quer fazer crer, pondera uma medida drástica da maior importância para acabar com a violência nas escolas. Há relatos de agressões indescritíveis sobre alunos e sobre docentes feitas com o recurso a jarras, compassos, transferidores, apagadores... 'Um caso sério...' garantiu-nos uma fonte do Ministério da Educação.

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- Queres experimentar o J.C., meu menino? Queres?

 

   Segundo a mesma fonte, é esta situação que leva o Ministério da Educação a ponderar retirar algum do mobiliário das salas de aula. Equaciona-se ainda o aparafusamento de mesas, secretárias e cadeiras ao solo.
Publicado por Francisco Nunes em 12:00 AM | Comentários (4)

novembro 28, 2005

Ah!... estão a ver?!...

   Parece que afinal não há ordem nenhuma para retirar os crucifixos das escolas... Uns exagerados estes portugueses.
Publicado por Francisco Nunes em 10:03 PM | Comentários (2)

O Albardeiro

   O Albardeiro é um dos blogues mais reflectidos da blogosfera lusa. A ler esta posta.
Publicado por Francisco Nunes em 07:03 PM | Comentários (2)

Sala de Aula Modernaça

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   Sempre queríamos ver quem é que levantaria problemas a uma sala destas...
Publicado por Francisco Nunes em 04:52 PM | Comentários (0)

Cristal Vermelho nas Escolas Portuguesas

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Símbolos utilizados pela Cruz Vermelha Internacional

 

   O Ministério da Educação procurou, à sua maneira e na ânsia de se mostrar modernaço e positivista 'cum'ós franciús',  acompanhar as preocupações da Cruz Vermelha Internacional e resolveu suprimir os símbolos religiosos cristãos das escolas portuguesas. -Diga-se que ninguém, em Portugal, se mostrava preocupado com os 37 crucifixos que ainda pontuavam algumas escolas do Portugal mais recondito-.
   Acontece que a Cruz Vermelha suprimiu os símbolos cristãos de algumas das suas  missões para evitar hostilizar populações não cristãs, o Ministério da Educação fê-lo para criar populações cristãs hostis...
É todo um mar de similitudes politicamente correctas...
Publicado por Francisco Nunes em 12:23 AM | Comentários (2)

novembro 27, 2005

"Quando assim é"

   Estamos fartos, fartíssimos da fraseologia intelectualóide-futebolística.
   Quando assim é -e é-o tantas vezes...- apetece-nos mandar estes canários para a gaiola. Sem alpista, nem nada.
Publicado por Francisco Nunes em 07:10 PM | Comentários (1)

Atlântico / Revista de Ideias e Debate

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     Numa muito boa revista -que lamentamos ter descoberto há bem pouco- um excelente artigo de Henrique Raposo: 'A Fraude Ideológica'.
   Partindo das ocorrências francesas dos últimos tempos, Henrique Raposo diz-nos com toda a propriedade o que está mal no nosso tempo, o que está mal nesta hipócrita Europa pós 68, o que está mal no 'multiculturalismo'.
   Um artigo imprescindível para quem se posiciona à direita do espectro político actual.
   P.S. A imprensa portuguesa de hoje está claramente à esquerda -apesar da opinião da esquerda...- Esta é uma revista a apoiar, é uma revista que não faz favores ideológicos à esquerda nem por cobardia, nem por canhestrice ultramontana.
Publicado por Francisco Nunes em 06:45 PM | Comentários (0)

Os Voos da CIA são como as mulheres adúlteras

   Ou, dito de outra forma, a Europa está como os chamados 'cornos mansos'.
   A CIA, por este andar, há-de continuar a troçar da aliada Europa, tal como as mulheres adúlteras hão-de mangar da sabuja estima dos seus maridos 'cornos mansos'.
   Os 'cornos mansos' hão-de continuar a querer saber se são enganados... só para terem a certeza de que são enganados. Também a velha, ainda rica e hipócrita  Europa insiste em querer saber se a América a engana.

   Nem a Europa, nem os maridos sistematicamente enganados, hão-de tomar alguma vez uma atitude firme e coerente, porque não são coerentes... nem firmes.

   Ao fim e ao cabo, é tudo uma questão de feliz masoquismo. É tudo uma questão de dignidade perdida há muito.
Publicado por Francisco Nunes em 09:11 AM | Comentários (4)

novembro 26, 2005

Então e vocês pá? Andavam a dormir?

   Um grupo de políticos, uns reformados e outros em pré-reforma, reuniram-se sob a égide do nosso Sampaio. Falaram de política e consideraram que os políticos actuais não têm dimensão, também não têm visão, são periclitantes e, portanto,  submetem-se aos publicitários e aos especialistas de sondagens. Como não têm ideias próprias, não dominam -segundo a opinião de Felipe Gonzalez- os passos seguintes ao passo imediato.
   Não é novidade...
   O que é mais estranho nesta catarse mais do que suspeita é que estes 'cromos' estavam a falar da geração que prepararam e precederam. Nalgum sítio estes pobre rapazitos aprenderam, alguma há-de ter sido a sua escola!... Ou não!?
   Já nos aborrece a ideia de que na política, por sistema, as criaturas ultrapassam -em horror, bem entendido...- os criadores.
   Uma solução para este 'fado' era acabar já com as juventudes partidárias, outra seria olhar com mais atenção para os bons alunos das universidades e menos para os dirigentes associativos universitários e, já agora, procurar assegurar sistemas de justiça que, verdadeiramente, funcionem.
   Outro critério (já agora, e à laia de resumo): Assegurem que só possa ir para a política gente a quem o cidadão normal não se importasse de convidar para jantar lá em casa. Dizemos nós...
Publicado por Francisco Nunes em 09:31 AM | Comentários (0)

Ideias Soltas

e de que maneira!... Esta é uma posta a ler. Definitivamente, a ler...
Publicado por Francisco Nunes em 01:32 AM | Comentários (0)

novembro 25, 2005

O sr. dr. Mário Soares foi ao Zoomarine

   O sr dr, rodeado de alguns jornalistas, viu os golfinhos. Disse aos jornalistas embevecidos que os golfinhos eram os animais marinhos mais parecidos com o homem. Depois lembrou-se que o Homem andava a pé. Considerou, perante a insistencia dos senhores jornalistas, que os pinguins também são muito parecidos com o Homem e até têm uns bracinhos pequeninos muitos engraçados. Andou na roda gigante. Observou aos reverenciosos jornalistas que do cimo da roda gigante se tem uma perspectiva mais alargada da realidade.
   Nós, sem a presença dos jornalistas, também já andámos naquela roda. garantimos que não se vê nada de jeito naquele buraco geográfico... a não ser uma montanha russa manhosa, cá em baixo, carregada de jovens histéricos aos gritos.
   O candidato ainda teve tempo para mais um lance de alta política a propósito do pedido de mais poderes presidenciais do dono da SIC. O Mário acha que o presidencialismo é perigoso.
   Achamos que a esta hora o senhor candidato já se foi deitar. Ah! é verdade: o Márinho não está senil, está é gasto.
Publicado por Francisco Nunes em 10:46 PM | Comentários (0)

Ötzi: um tipo vingativo

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 Vá lá saber-se porquê, o Fígaro, a BBC, a France 2 e outros meios de comunicação, querem criar uma coisa chamada 'a maldição do Ötzi'.
   Estes cromos acusam o pobre rapaz de ter 'acabado com o sarampo a 6 investigadores, 6!.
   Entendamo-nos: Não é que não possamos admitir que um tipo se zangue por o tirarem do sossego alpino para o atirarem para os escaparates dos jornais, praticamente nú, com um bracito 'meio coiso' e com um nome inventado à pressa mais que manhoso. Não! Para nós, o problema maior é que o rapaz já está morto, gelado, cadáver, seco, esticado. O Ötzi -que raio de nome! ainda por cima...- bateu a bota, baqueou, acabou, kaput, terminus, the end, fine, fim, fin... O Ötzi já não é! O Ötzi nunca foi!
   Bom... não interessa... o que é verdade, o que está escrito e publicado, é que acusam o pobre chaval de homicídio premeditado e repetido, -!! 6 vezes, 6!! repetido- e, pensamos nós, o passo seguinte desta sanha persecutória deverá  ser a constituição deste magrinho como arguido.
   Está mal, pá!
   Revoltamo-nos e damos daqui um conselho:
   Se querem provar a inocência do Ötzi julguem-no em Portugal e adicionem o seu processo a alguns processos tipo 'obras de Santa Engrácia' que abundam por aí.

Ora aqui está uma enorme micro-causa que nos faria correr...

Publicado por Francisco Nunes em 12:13 AM | Comentários (0)

novembro 24, 2005

O 'caso Nestlé' visto pelo Giannelli...

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in: Giannelli; Corriere della Sera, 23/11/2005

   "Do produtor ao consumidor..."

 

Publicado por Francisco Nunes em 11:22 PM | Comentários (0)

Drumond, queres mesmo ganhar o teu referendo?

   É pá! é que se queres mesmo ganhar um referendo destes, aconselhamos-te vivamente a alargá-lo à escala 'colonialista'!. Quem te avisa...
Publicado por Francisco Nunes em 10:05 AM | Comentários (0)

Diamond smile

   Ainda bem que estes rapazes não se lembraram das pérolas... Já imaginou o prezado leitor as fortunas que se arriscavam a 'voar' com as saladas avinagradas?
Publicado por Francisco Nunes em 12:00 AM | Comentários (1)

novembro 23, 2005

Bloganzeando

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   Já nos referimos aqui há uns tempos à expressão, muito cá da Planície, 'canzeando'.
   Dissemos que essa expressão tem que ver com  a atitude de aborrecer alguém, massacrar alguém verbalmente... assim uma espécie de atitude tipo 'senhora nos dias difíceis' mas executada por machos insatisfeitos.
   Acontece que esta é uma atitude de pouca elevação e a única vantagem que lhe imaginamos é a de, eventualmente, poder atenuar a insatisfação de algumas líbidos juvenis ou desfocadas.
   Aqui na Planície -e isto não é um aviso, é antes uma informação à navegação- não 'papamos deste masseiro'*. Quer isto dizer que não hesitamos em fechar a porta a quem quiser aqui entrar mostrando a glote e abrindo as ventas. Nunca!... nunca, entre as refeições! (especialmente entre a ceia e o pequeno-almoço).
   Tá dito.

* Era no masseiro que se amassava o pão de consumo doméstico e, nas escassez de utensílios domésticos, se serviam as sopas dos 'jantares de azeite', as açordas... 

Publicado por Francisco Nunes em 10:47 PM | Comentários (2)

"Incrível e Chocante"? O pior é a acta...

   Parece que agora há uma acta que incrimina o coitado do Valter...
   Temos a sensação que querem arrebentar ca'carreira brilhante do rapaz... cá coisas de provincianos desconfiados.
Publicado por Francisco Nunes em 12:16 AM | Comentários (4)

novembro 22, 2005

Caso Valter Lemos: O Bloco mente!

Só pode ser!...
   Lamentavelmente, o Bloco não se importa de recorrer aos meios mais ínvios para marcar pontos. Neste momento o partido dos desgravatado Louçã, já vence o pobre Valter por

 3  a O.

   Mas, eh pá! falsificar jornais antigos é feio e não vale, pá! Bolas!!!
Mais a mais, os jornalecos citados não se sentem em questão. É por isso que nem querem saber muito desse assunto... para não se chatearem.
Publicado por Francisco Nunes em 11:11 PM | Comentários (0)

novembro 21, 2005

Ota: o que nos assusta é o buraco do bolo

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   O DN arranjou um gráfico 'todo coiso' para provar aos portugueses que a OTA nos vai ficar de borla. Não somos especialistas da coisa e pedimos, desde já, desculpas aos blogueiros que percebem disto à farta e portanto nos vão dar, com toda a certeza, umas opiniões muito mais abalizadas sobre aeroportos e Otas.
   Nós aqui só podemos pronunciar alguns disparatados e provincianos desabafos.

 

Começamos assim:
   PORRA! 3.600.000.000 € ?!?! 720 milhões de contos!?!? (Perdoem-nos os leitores mais sensíveis, mas isto é um desabafo...)
E continuamos:
   Quem é que pode afiançar-nos que as compras de terrenos se ficarão pelos 65 milhões de Euros (13 milhões de contos!!!!)? Han?
Prosseguimos com as nossas bojardas:
   Quem é que vocês conhecem que compre terrenos 10 vezes mais baratos do que as terraplanagens (627 milhões de Euros - 125 milhões de contos)???!!!
E ainda dizemos:
   73 000 000€ (14,6 milhões de contos) em 'outras aplicações'??? Que raio de rigor é este????

 

Espantemo-nos (nós, pelo menos, que somos 'muita brutos' ficamos espantados...):
   472.000.000€ !!! (95 milhões de contos!!!) vêm por 'outros meios'?
   Não se poderá aumentar o aeroporto de Lisboa? Ou aproveitar melhor o de Beja, que já está feito e tudo?... Han?
   Mas acima de tudo, prezado leitor, o que nos acagaça é o buraco que o diagrama manhoso nos apresenta, sim, sim... esse mesmo, ali bem no meio... isso! é esse mesmo....
Publicado por Francisco Nunes em 07:55 PM | Comentários (0)

"Incrível e Chocante"? Ah, pois... pois... Ora, ora!...

 O menino aprendeu uma lição:
 "Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti!"
 Ora toma lá que é pedagógico!
Publicado por Francisco Nunes em 09:53 AM | Comentários (3)

novembro 20, 2005

Júlio César: um brasileiro

   Este brasileiro negro, de feições agradáveis, bondoso e delicado trabalha, com outros três compatriotas, em jardinagem, aqui na Planície.
   Estudou até que o estado brasileiro deixou. Não fez o Vestibular porque era pago mas terminou o Secundário. 'Sonhava com a veterinária em garoto' -disse-nos-, hoje anseia por se valorizar. Acabado o Secundário 'fez-se à vida' e veio cá parar.
   Agora, depois de ter conversado connosco, mostra-se entusiasmado com a possibilidade de poder tirar um curso de vertente agrícola no tão maltratado e tão pouco frequentado Politécnico de Beja. (Como detestamos criar falsas expectativas a quem quer que seja, aconselhámo-lo a, para já, tentar estudar à noite enquanto não se resolve a sua situação burocrática.) De qualquer forma, a situação deste moço deixou-nos a pensar.
   Os cursos agrícolas são desprezados pelos alentejanos e pelos naturais de outra regiões deste país. É muito estranho que se dedique o Alqueva a uma Juventude que não opta pela agricultura. É ridículo que as terras 'cá do sítio' mudem de mãos depois de construído o 'grande lago'. É escandalosa a pretensão de fazer do Alentejo um imenso campo de golfe rodeado por reservas de caça. É ridículo -mas compreensível depois do que se disse- que os nossos jovens continuem a ver a agricultura como um parente desprezível das actividades económicas. É irreversível, por este andar, que todos estes campos acabem a ser tratados por novas mãos.
   Recordamos o nome deste brasileiro de 24 anos: Júlio César.
   Pois é... será a Planície a sua Gália?

 

    (Publicado também na Torre de Menagem)

Publicado por Francisco Nunes em 07:43 PM | Comentários (0)

Letras de Prata

   A Olinda é jovem, escreve muito bem e tem um blogue a que chamou Letras de Prata. Visitamo-lo muita vezes.
Não, nunca o comentámos... para não o estragar.
Publicado por Francisco Nunes em 04:42 PM | Comentários (1)

O Ensino num país que não é sério:

   Este é um país em que se fazem reformas no ensino de dois em dois anos;
   este é um país em que as escolas são encaradas como depósitos de crianças;
   este é um país em que, nos últimos 30 anos, se conseguiu assegurar alguma instrução aos jovens, apesar de uma revolução;
   este é um país onde, apesar da massificação do pós '25 A', alguns jovens de escolas estatais chegaram a ministros;
   este é um país onde, apesar da massificação do ensino, alguns jovens chegaram a catedráticos no estrangeiro (desta já não se riem!...);
   este é um país em que se mente sobre os salários dos professores;
   este é um país em que a maior parte da população (incluindo os 'escribas a soldo', dos jornais) percebe mais de educação do que os professores;
   este é um país onde há uma ministra da educação que denigre os professores;
   este é um país onde há pedagogos que nunca estiveram à frente de uma turma;
   este é um país onde só os professores conseguem pôr a funcionar um sistema de ensino atravessado por capelinhas pedagógicas e políticas educativas de contornos pouco confessáveis;
   este é um país onde, apesar de tudo e de toda a gente, ainda há professores;
   este é um país onde se denigre uma das suas classes profissionais mais abnegadas que, 'fazendo das tripas coração', se substitui à ausência de assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, conselheiros matrimoniais...
   Este é um país a brincar... este é um país mesquinho e canhestro.
Publicado por Francisco Nunes em 10:29 AM | Comentários (6)

novembro 18, 2005

Um ano depois... um outro alvo qualquer.

   No Japão, o presidente Bush fala no dealbar da liberdade para todos os homens e mulheres e refere-se à importância da democratização da China. Entretanto, o Irão e a Coreia do Norte põem-se a jeito para levar uns açoites...
   Bolas! assim não há método de trabalho que se aguente!

 

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Publicado por Francisco Nunes em 09:31 AM | Comentários (1)

No Mundo

universitário (que é como quem diz...).
    Uma imagem do estado a que isto chegou, uma denúncia da 'lógica' das caixinhas que grassam por este país...
Publicado por Francisco Nunes em 12:21 AM | Comentários (0)

novembro 17, 2005

Os 10 trabalhos de Mário Soares

   O Mário prepara-se para lançar dez - desafios - dez 'muita fixes', 'cools' e 'bué da curtidos'  a todos os candidatos à presidência.
   Pretende o tão ilustre quanto humilde, republicano, laico e socialista, com casa de campo em Nafarros e tudo!,  o esclarecimento da juventude e a adesão ao candidato que, segundo as empresas de estudo de opinião, é apresentado como 'o velhote risonho que anda sempre a travar os doces passos da candidata Joana Amaral Dias'.
   O Senhor Fundação, como alguns maledicentes ociosos lhe chamam, vai, neste sentido, a partir da próxima semana, realizar 10 - magníficos trabalhos - 10.
   A Planície, depois de uns copos com o seu motorista, ficou a par dos desafios previstos pelo senhor que é o pai da República (aquela senhora do busto de seios desnudados e da faixa verde e rubra suja das moscas que se põe em cima das televisões de algumas sociedades recreativas de província).
 Ora, de acordo com o rapaz, os desafios serão os seguintes:
   'Os dez trabalhos de Hércu de Soares':
   1.- Atravessar o Canal da Mancha a nado recorrendo ao auxílio apenas de um flutuador mecanizado e motorizado.
   2.- Subir ao Everest de helicóptero
   3.- Descer a 1000 metros no Atlântico em batiscafo.
   4.- Dar 100 saltinhos.
   5.- Fazer 20 flexões em 2 horas.
   6.- Varrer uma parada de um quartel escolhido pela TVI ajudado apenas pelos praças maçaricos lá do sítio.
   7.- Andar com areia no interior dos sapatos durante dois dias
   8.- Usar cuecas pretas de nylon durante os comícios
   9.- Levar o cão do Ferro Rodrigues todas as manhãs, durante uma semana, a fazer um passeio higiénico
   10.- Beijar peixeiras em Matosinhos, em animada peixeirada típica promovida pelo grande Narciso, pela querida Fátinha e pelos PS(s) lá do sítio.

 

   Diz o Márito que 'quem não aderir é dona de casa nananananahh...'

Publicado por Francisco Nunes em 04:30 PM | Comentários (0)

novembro 16, 2005

O Afeganistão é uma questão estritamente humanitária.

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(No carro blindado: Rússia) -Afegãos! Tenho a resposta para os vossos problemas!
(Al Qaeda) -Afegãos! Tenho a resposta para os vossos problemas!
(USA) -Afegãos! Tenho a resposta para os vossos problemas!
(Cidadão afegão esmagado pela prometedora ajuda humanitária) -Resposta correcta...

 

 

Publicado por Francisco Nunes em 09:47 AM | Comentários (0)

novembro 15, 2005

Sistemas de Comentários (dedicado especialmente ao Pedro Sanches, ao Kropotkine e ao Golfinho)

Há blogues de que gostamos muito mas que têm sistemas de comentários impossíveis.

   Isto para dizer que visitamos muitos blogues e, de quando em vez, até gostaríamos de os comentar... Mas por favor!... há sistemas de comentários que, para pessoas limitadas como nós, levam a situações desesperantes: acontece-nos que quando, finalmente, estamos em condições de os comentar, já nos esquecemos do que íamos escrever.
   É triste!
Desculpem lá isso Kropotkine, Pedro Sanches e Golfinho...
Publicado por Francisco Nunes em 04:05 PM | Comentários (7)

O 'Epicurtas' está de volta no 'Manual de Instruções'.

Até que enfim! Já tínhamos saudades da prosa deste nosso companheiro da Torre. Um abraço ao Pedro Sanches.

Publicado por Francisco Nunes em 03:39 PM | Comentários (1)

A menina Joana Amaral Dias promete!... ai promete, promete....

   Entre o algo repugnados e o divertidamente curiosos esperamos para ver o que o futuro reserva a esta novel jogral da política cá do extrímio paíseco. Para já, a moça faz um paralelismo entre o Manuel Alegre e o Cavaco: ambos procuram captar o voto dos descrentes e dos desiludidos, ambos primam pela ausência de idéias quanto à renovação do sistema democrático que, diz esta musa, é o melhor sistema de todos. 
   Quem a lê e lhe olha para o palminho de cara até corre o risco de se esquecer c'a piquena esteve no trotskista BE e apoia o candidato mais velho, mais manipulador, mais elitista e mais comprometido políticamente com os desmandos da partidocracia a que chegámos.
   A nós nada nos espanta, mas ainda apreciamos a honestidade intelectual nas pessoas e até achamos que nos jovens ela deveria ser quase natural. Se calhar não é bem assim...
   Preconceitos provincianos, coisas nossas...
Publicado por Francisco Nunes em 03:30 PM | Comentários (2)

O 'Portugal Profundo' Foi Absolvido

Parece que se fez Justiça!

    Não há-de ficar por dizer que confessamos que nos desagradou a falta de solidariedade de muitos blogues para com o blogueiro em causa...
   São coisas que se não percebem... ou melhor: são coisas que é preferível nem tentar perceber.  Parece que o melhor a fazer, para muitos, ainda é tentar discutir bizantinamente o sexo dos anjos.
  ...Numa hora de azar, até pode ser que os anjinhos tenham uma pilinha e lhes façam xixi para cima... Às vezes acontece!...
Publicado por Francisco Nunes em 12:24 AM | Comentários (1)

novembro 14, 2005

Depois da Infalibilidade do Papa...

   ...só a infalibilidade do Presidente da República sugerida pelo Cavaco há uns momentos... Ah!... e o homem também está a gostar muito do Sócrates!... (Isto não será uma conspiração enorme? parece que alguém está a fazer uma partida para os apanhados ao país...)
   Eh, pá!... a sério... isto bem falado a rapaziada vendia-se por um bom preço e em peso aos espanhóis e deixávamo-nos de maçadas. É que não há eleições democráticas para a presidência sem a existência de, pelo menos, um candidato conservador e de um candidato esquerdista... é nisso que queremos acreditar.
Publicado por Francisco Nunes em 11:14 PM | Comentários (0)

Direito à Educação

     A proibição de telemóveis e de roupas 'indecorosas' numa escola italiana são escândalos, em Itália, quase tão graves como os 12% de analfabetismo declarado no país.
     O facto de haver milhões de jovens que, por esse mundo fora, deixam de estudar por falta de condições económicas não constitui, por estes dias, cacha em nenhum jornal italiano.

 

Em Portugal as coisas são muito mais equilibradas: temos tantos jovens com todos os direitos como jovens que deixam de estudar por questões económicas...

Publicado por Francisco Nunes em 07:33 PM | Comentários (0)

novembro 13, 2005

Caledonian Offshore Ltd.

   Uma fraude à escala mundial anunciada no Correio da Manhã e que desmascarámos há pouco a dois vizinhos (tio e sobrinho) que procuram trabalho.
   Sabemos que nos anúncios não há critérios jornalísticos -nalgumas notícias também não...- mas, para evitar que os seus leitores mais desfavorecidos não caiam no 'conto do vigário' (desembolsando 189 dólares), o jornal não poderia fazer qualquer coisa contra esta empresa licenciada (com letrinhas muito, muito, muito, pequeninas) na Libéria?
Publicado por Francisco Nunes em 09:32 PM | Comentários (1)

Nós é que os parimos, nós é que os educamos!

   Nós é que os parimos, nós é que os educamos!

Palavra de ordem envergada por manifestantes de Madrid

   A nossa RTP, como, aliás, a maioria das cadeias espanholas, não deu o enfoque devido à manifestação de Madrid. Tratou-se de um manifesto da Espanha mais tradicionalista -sem qualquer juízo de valor quanto a isso- contra as derivas pedagógicas de alguma esquerda que, a pretexto de uma laicização do ensino, o pretende como forma de unanimismo massificador.
   É, de facto, bem verdade que não se procura a excelência nos sistemas de ensino actuais; mas não somos ingénuos: sabemos que por trás de toda esta revolta está a educação sexual, nos moldes em que ela chegou a estar prevista aqui em Portugal e em que está agora arquivada em Castela La Mancha.
   São curiosas, de resto, as contradições destes novos 'esquemas ideológicos' pedagógicos: Ao mesmo tempo que crucificam o ensino napoleónico da matemática ou do Inglês -'porque cada criança tem o seu ritmo'- aumentam (em Portugal) o número de alunos por turma e institucionalizam o 'stalinismo' da sexualidade: 'Andas com umas comichões esquisitas? Coça, assim...' Repare o leitor que não estamos a exagerar... a masturbação (note que não dizemos 'auto-masturbação'...) feminina faz parte de algumas das cartilhas desta rapaziada.
   Estranhámos bastante quando, há uns meses, um deputado europeu, educador de infância famoso por deitar a língua de fora aos polícias no Maio de 68, se referiu -sem qualquer arrependimento!- ao facto de miúdos com problemas cognitivos graves, o acariciarem. Espantoso! Quem já teve contacto com miúdos com problemas destes sabe que essas crianças têm atitudes afectivas deslocadas. Duvidamos que as coisas cheguem às carícias de ordem sexual com adultos equilibrados e sem perversões... mas com este rapaz... E sim, prezado leitor, é rapaziada desta que atira bitaites sobre educação...
   Adiante... uma educação sexual equilibrada faz-se sempre do lado das perguntas e não do lado das respostas. Quer dizer: a criança deve contar com o educador (os progenitores ou o professor) sempre que necessita e ela, de acordo com as suas necessidades, fará as perguntas que achar pertinentes. Para isso é necessária a confiança e escusado o choque...
   A informação disponibilizada deve ser clara sem ferir pudores. Analise-se com cuidado o programa de ciências e evitem-se as histórias da cegonha, fale-se com os jovens, disponibilize-se a informação necessária nas bibliotecas escolares...
   Mas deixemo-nos de fantasias. É que  o pudor existe e é natural.
Publicado por Francisco Nunes em 09:15 PM | Comentários (3)

Todos por um, ninguém por todos.

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Tayo Fatunla

(Pairando sobre montanhas de débitos o Grupo dos Oito proclama: 'Todos por um, ninguém por todos)

 

   Resolviam-se -dizemos nós- muitos problemas de emigração na Europa se houvesse uma política de auxílio às populações dos países do 'terceiro mundo'. Infelizmente, são mais apoiados os governantes e as famílias dos governantes desses países do que as populações locais.
   Se se fazem embargos ao Fidel não se podem fazer embargos a quem apoia os dirigentes corruptos destes países?
   Vamos ser políticamente muito incorrectos, mas isto dá-nos que pensar...: o colonialismo talvez não tenha sido pior para as populações de muitos países do que o nepotismo e a cleptocracia instalados.
Não foi? Pois não?

 

 

Publicado por Francisco Nunes em 10:50 AM | Comentários (0)

novembro 12, 2005

Os rapazinhos da Al Qaeda voltaram a brincar com explosivos... Em honra de Alá morreram muçulmanos

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  -'Para   glória de Alá', 'É intenção de Alá', 'Obrigado, Alá', 'Alá é grande', 'Alá agradece-vos', 'Alá seja louvado', 'Alá, abençoai-nos'...

   -Deixem-me fora deste filme! Seus dementes!

Publicado por Francisco Nunes em 11:30 AM | Comentários (2)

Os livros escolares serão tendencialmente gratuitos para as famílias carenciadas...

   ... desta forma evita-se uma acção sobre os livreiros por causa do excesso de livros escolares que, ainda por cima, apresentam baixa qualidade e reduzido período de validade.
   Mais a mais, os livreiros, convem não esquecê-lo nunca, são nossos amigos, não passam por funcionários públicos e são malta de esquerda caviar culta, sempre pronta para apoiar candidatos cá dos nossos fixes...

Viva o PS!

Publicado por Francisco Nunes em 12:06 AM | Comentários (1)

novembro 11, 2005

O Mário tem sempre idéias novas

para insultar a concorrência sem dizer nada de novo.
   Depois de, e enquanto presidente desta paródia, ter insultado um agente da autoridade no exercício das suas funções, depois de, enquanto candidato à presidência do Parlamento Europeu, ter chamado dona de casa a uma concorrente ao cargo, sua par e de méritos confirmados -o que antecipou o regresso humilhante deste grande humanista a casa-; o artista da má-educação continua em acção.
   Agora, depois de ter ingerido umas estranhas super drageias, o super subiu de nível e já ataca fantasmas. O Salazar já lhe está debaixo de olho de há uns tempos a esta parte, os seus seguidores afiançam que prepara, no segredo da sua fundação, ataques ao Estaline, ao De Gaulle, ao Zeca Afonso, ao Trotsky e ao cardeal Cerejeira.
Publicado por Francisco Nunes em 01:10 PM | Comentários (2)

Afeganistão

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-Deixa-me explicar-te novamente: ele diverge deste que se rendeu àquele que está aliado com o outro antes de se  render a este aqui para combater este, mas ele também equacionava render-se-nos...

-É confuso ao princípio... mas daqui por uns séculos apanhas a coisa...

Publicado por Francisco Nunes em 09:48 AM | Comentários (1)

novembro 10, 2005

Questões estafadas

   A questão analisada na "2" por estes dias, "PODERÃO OS BLOGUES SER JORNALISMO?” é das questões menos originais que atravessa muitas discussões blogueiras estejam -ou não- jornalistas no debate. Devemos dizer que desde que este blogue foi criado - já lá vão dois anos e meio- que nos lembramos desta discussão, enunciada assim, ou com outras nuances... As conclusões são sempre polémicas, as respostas são sempre incompletas e, coerentemente, o percurso destas  discussões é sempre o mesmo. Haja, portanto, alguma pachorra!...
   Sobre o que se passou no debate -que obviamente não ouvimos- aqui deixamos uma posta com a notícia, não... notícia não, se não é jornalismo, a análise, não, não, não... análise 'cheira' a jornalismo de referência e isso... a nova... não, nova também não... é muito biblico, a...a opinião, a opinião também não pode ser porque faz lembrar os painéis do jornalismo tipo doidos da bola... a boca, sim, é isso! a boca mais fundamentada, até ao momento, sobre o referido programa da '2'.
Publicado por Francisco Nunes em 11:45 PM | Comentários (1)

Blogologia

   Pois é!... O estudo dos blogues entrou nas academias.
   Os próximos anos devem ser férteis em grandes teorias. A coisa promete, portanto.
   Uma coisa, para já, é certa: ai da fiabilidade dos estudos que não atribuam influência a blogues muito, muito, influentes, ou, pior ainda, que não queiram saber desse tipo de questões para nada...
Publicado por Francisco Nunes em 11:10 PM | Comentários (0)

Perguntas estúpidas

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(No letreiro atrás do balcão:

"Sociedade para as Perguntas Estúpidas")

-Desculpe-me, é aqui a Sociedade para as Perguntas Estúpidas?
Publicado por Francisco Nunes em 09:41 AM | Comentários (2)

Maquiavel - A modernidade atacou-o.

   Ao Maquiavel também aconteceu.
   O grande Nicolau Maquiavel foi molestado em criança pelo seu perceptor e professor de gramática e de latim, Paolo Sasso.
   E sim, também lhe aconteceu, para total 'modernidade' da sua vida, deixar aos vindouros dos séculos XX e XXI a questão da Esquerda e da Direita.
   Sejamos francos:
             1.- Estas questão enjoam-nos.
          2.- Estas questões são, por motivos diferentes, perversas.
   Agora, para que se modernize e nacionalize completamente o Nicolau, já só falta que um colectivo de juízes venha provar-nos que o malandro do tipo seduziu o impoluto mestre. Ai o sacana do puto!...
Publicado por Francisco Nunes em 12:25 AM | Comentários (0)

novembro 09, 2005

SOPRO DA PLANÍCIE

   A posta que aqui vamos afixar é uma 'republicação'. Foi publicada no Café Expresso vai para seis meses.

   Recordámo-nos dela por motivos mais do que óbvios: o conceito de Revolução e os motins ocorridos em França nestes últimos dias.

   O mal-estar desencadeia bastas vezes motins e revoltas e pode, nalguns casos -poucos- originar revoluções. Na maior parte das vezes dá origem a novas realidades que são palcos de oportunismos diversos. No entanto há algo que raramente originam: coerência nas atitudes das pessoas. É que a assertividade (palavra tão em moda nos dias que correm) é das virtudes mais mal distribuídas e mais escassas entre os entes que constituem a Humanidade. É assim...

 

   25 de Abril , sempre!

   Sempre???

 

                                                                                                                       “- E é aí – disse sentenciosamente o Director , à guisa de contribuição ao que estava a ser dito – que está o segredo da felicidade e da virtude: gostar daquilo que se é obrigado a fazer. Tal é o fim de todo o condicionamento: fazer as pessoas apreciar o destino social a que não podem escapar.”

   Huxley, Aldous ; Admirável Mundo Novo, Ed. Livros do Brasil, Col. Dois Mundos, Lisboa, s.d., pág. 31

 

                                                                                                                       “Ser revolucionário hoje é aceitar um Estado do qual não se sabe quase nada ou metermo- -nos numa graça da História da qual se sabe menos ainda (...) Seria então trapaça pedir para verificar os dados?”

   Merleau-Ponty, Maurice (1908-1961); Les Aventures de la Dialectique, Gallimard, Paris, 1977, pág. 340.

 

 

 

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Fotografia de Associações Mutualistas de vários pontos do País que, em 1923, vieram apoiar as lutas laborais dos mineiros de Aljustrel travadas no ano de 1922. (Muita gente teima em esquecer-se da repressão sobre o mundo laboral na 1ª República...) 

 

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Em 1970 Marcelo Caetano foi apoiado e cumprimentado efusivamente por muitos futuros revolucionários de circunstância.

 

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No 1º de Maio de 1974 rapidamente houve quem se anunciasse a todos como apoiante da Revolução. Um ímpeto que já não lhes vale a pena?

   Apercebemo-nos, há uns tempos, da modernidade e da similitude das ideias expressas nas frases citadas no início desta posta.
   Foram escritas com 20 anos de diferença. Entre a primeira citação e a segunda, medeia a devastadora Segunda Guerra Mundial. Medeia-as um Mundo que corria o risco dos totalitarismos fascistas, de um outro que cavalgava as ondas materialistas da sociedade do Bem-Estar que se instaurava na Europa Ocidental.
   O ‘Brave New World’ foi escrito em 1932. Em 1955 surgiram ‘As Aventuras da Dialéctica’. O que há de comum entre estas duas citações? A volubilidade humana. Ponto.
   Dito assim escusamo-nos a entrar por caminhos que nos envergonham como espécie. Dispensamo-nos de banhar-nos no lodo da nossa existência e da nossa fragilidade. Fica dito.
   Face ao que vamos escrever a seguir, um ponto prévio: não temos a pretensão de ser melhores do que ninguém, de estar acima da massa, de estar acima da vida em sociedade. Não queremos (Deus nos livre!) ser moralistas. Queremos, atirar umas pedras ao gigante dormente e obtuso que marca o compasso da aldeia em que nos encontramos. Seguramente muitas destas pedras ir-nos-ão cair em cima. É mau! É que nós não temos capacete e temos telhados de vidro... como toda a gente.
   Adiante. Aqui na Planície canta-se que “quem vai casar em terra alheia, podendo casar na sua, ou vai ficar enganado, ou vai enganar alguém.” (E isso deve ser bem verdade... A ‘patroa’ até já nos atirou com esta máxima para cima várias vezes.)
   Bom, pressentimos que neste momento o leitor já se interroga quanto à qualidade do vinho na Planície no presente ano. Acalme-se! O vinho está a atirar para a ‘pomada’ e não nos esquecemos do título que demos a esta posta. Acontece que quando se fala em revoluções ficamos de pé atrás. Cá coisas... 
   Contaram-nos em casa muitas histórias sobre os abusos nos latifúndios da Planície, do uso, completamente anacrónico na Europa, de um senhorialismo terratenente perfeitamente autocrático, inumano e brutal. Sabemos que ainda vivem muitos dos servos da gleba que, ajoelhados, suplicaram pela sua libertação ao General Humberto Delgado. Recordamos, como se se tratasse de uma imagem extra-planetária, os nossos dois colegas de escola (em 1969 ou 1970!!!) –rotinhos, coitados– que seguiam assustados e a pé uma patrulha da GNR a cavalo –soubemos depois que tinham ido ‘roubar’ um saco de bolotas a um dos muitos montados de uma empresa mineira que não as queria para nada -.
   Há de facto coisas que não esquecem... E não nos esquecemos que, aquando da visita a uma das vilas desta planície do Professor Marcelo Caetano, as pessoas disputavam sôfregas a sua mão, abraçaram-no, aplaudiram-no, deram-lhe vivas... Nos escritórios da empresa mais representativa da vila ficaram apenas dois funcionários, um deles estrangeiro. Não esquecemos que o herói do ‘Cantinho da Ribeira’, cantado por tantos revolucionários (segundo as más-línguas adeptos da ‘via alcoólica’ para o socialismo) não era um revolucionário. Era tão só um homem de honra –expressão perfeitamente em desuso e hoje só utilizada nos filmes do Scorcese com o Niro ou com o Al Pacino- que não queria manchar o nome de uma família onde existiam –outra expressão esquisita- 3 moças ‘casadoiras’.
   Há de facto coisas que não esquecem. Não esquece que o homem foi morto quando pedia água na ‘ramona’ rodeado de polícias, indefeso, ferido e sequioso –Queres água ‘filhadaputa’? Queres? Toma!(PUM)-, não esquece que o homem se viu embrenhado numa ‘intrigalhada’ de meninos ricos que roubavam cereais ao pai para gastar nos antros boémios alfacinhas dos anos 50 e se desculparam com ele.
   Há coisas que não esquecem. Não esquece que perante a vergonha da família, (a sua família restrita –mulher e filhas- teve um final infelicíssimo que nos abstemos de contar) perante o opróbrio, um escritor vendeu livros. É difícil ignorar que, anos mais tarde, um familiar deste 'herói à força' questionou, sobre o sucedido, o Manuel da Fonseca. O escritor falou em ‘bandeira’. O homem era uma bandeira! O Matos passou a ser uma bandeira revolucionária desta planície sofrida, suada, sangrenta, heróica!
   Não esquece que –mesquinhez nossa...- melhor fez pela honra do Matos um dos estróinas que, arrependido, limpou o nome a todos os Matos contando a verdade! Os Matos não eram ladrões: eram rendeiros! Eram seareiros honestos.
   A bandeira! A bandeira revolucionária!
   Mas qual bandeira! Quais cravos vermelhos? Qual carapuça? Faz todo o sentido recuperar parte daquela segunda citação: Ser revolucionário hoje é [...] metermo -nos numa graça da História da qual se sabe menos ainda [do que do Estado].
   Fossamos frequentemente nas palavras vãs de um revolucionarismo oco, populista, manipulador. Embrenhamo-nos até ao tutano de ‘revolucionários caviar’ e de literatura neoqualquercoisa!
   Fartámo-nos de revolucionários ‘porque está na moda’! Porque é ‘giro’!
   Hipócritas da palavra impressa. Coiros secos e improdutivos. Há ainda revolucionários? Sois revolucionários? O que é que já haveis afrontado? A vizinha queque? O polícia de turno? O padre lá da aldeia da avó? Mas consideram-se revolucionários porquê? Quantos sapos engolis pela vossa renda necessária? Pelo vosso salário? Pela necessidade de se sentirem integrados nas vossas confortáveis, socialmente bem aceites e revolucionárias tertúlias? Quantos ‘sins’ já haveis proferido apetecendo-vos gritar não? Ou já nada vos apetece a não ser o sossego. O ‘chato’ sossego de Fernando Pessoa? O sossego, só sossego...
   Falais de Revolução? Qual revolução? Vá, dizei. De que revolução falais?
   Inconsequentes! mil vezes inconsequentes que sois. Dariam vocês a vossa vida por alguma coisa? Envergonhai-vos todos se ides dizer que sim!
   Há coisas que de facto não esquecemos... Veio-nos à memória, a este propósito, um filósofo inglês que disse qualquer coisa como: ‘Estou de bem com a Humanidade, não há nada que os homens façam que me possa já desiludir’. E tem razão.
   No 1º de Maio de 1974 rapidamente houve quem se anunciasse a todos como apoiante da Revolução. Um ímpeto que já não lhes vale a pena? De resto o herói Salgueiro Maia morreu, o dia 25 de Abril de 1974 foi um dia muito bonito, a maioria dos Capitães de Abril foi às suas vidas. ...e a Associação 25 de Abril equacionou, -ainda equaciona?- há bem pouco, juntar-se ao número das Fundações ‘Revolucionárias’ deste país.
   Ah! O funcionário que não foi pegar no Marcelo ao colo já foi apodado, nestes últimos 30 anos, centenas de vezes por fascista, o General Humberto foi assassinado às portas da nossa Planície, um dos meninos rotos está na Alemanha, o outro na construção civil. O Manuel da Fonseca não contou, mas o seu irmão lá disse onde é que ouviu a história do Cantinho da Ribeira: No barbeiro da Praça da República, em Beja! A ‘bandeira Matos’ foi inspirada no poster do Sporting!? (Não é indigno de todo; que grande equipa tinha o Sporting por essa altura...) O Professor Marcelo Caetano também já morreu. A multidão que o levou para a sua última casa era sensivelmente mais pequena do que aquela que, ufana, o transportava festiva e de braços e sorrisos abertos.
    Basicamente continuamos boçais, mesquinhos e invejosos... mas isso também não é preciso vir nenhum filósofo dizer-nos. 25 de Abril sempre? Nem sempre!... Ricos tempos... que é como quem diz: ‘O tempora, o mores...’ Pois.
   Podemos dizer mais alguma coisa? Gostaríamos de dizer mais alguma coisa? Não! É melhor não!
Publicado por Francisco Nunes em 07:55 PM | Comentários (1)

O Pessoal anda triste e desanimado

   Depois de um bom começo com desacatos entre amotinados e forças da ordem, a noite saldou-se por apenas 600 carritos queimados. Uma safra fraquita, muito fraquita...
Publicado por Francisco Nunes em 03:31 PM | Comentários (0)

Reconstruindo o Afeganistão...

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   [Nas cartas podem ler-se os nomes dos vários povos do Afeganistão (Tadjiques, Pashtuns, Turquemanos, Hazaras, Usbeques, Inguches...)]
   Soubesse o cartoonista da 'barraca' que o Iraque viria a ser uns anos mais tarde...
Publicado por Francisco Nunes em 08:50 AM | Comentários (0)

novembro 08, 2005

Sociedade de Consumo

   Uma marca de preservativos publicita-se com várias alusões sexuais, por assim dizer, demasiado implícitas... Vamos lá... quase mesmo, mesmo, mesmo, explícitas. Pronto! 
    O.K... a malta até já está habituada à publicidade às 'camisinhas sem mangas' e a essas modernices que se compram nas farmácias...
   Mas, há uma coisa, aqui na Planície, que nos anda a 'baralhar o juízo': Quem é a alma perversa que consegue associar preservativos de látex perfeitamente normais ao número 69? Han?
   ...Ou há alguma coisa que a gente aqui na 'parvónia' não saiba? Han? Han?!...
Publicado por Francisco Nunes em 11:29 PM | Comentários (0)

Casa Pia

   Num café aqui da Planície um freguês saiu-se com esta:
              "A retirada da acusação de difamação à Catalina Pestana é um bom sinal... Parecia mal se toda a gente fosse absolvida, menos a provedora..."

 

     A nossa opinião sobre este assunto?
    -Só na presença de um advogado...
Publicado por Francisco Nunes em 10:45 PM | Comentários (0)

banlieus music

   Andámos nos blogues da rapaziada dos motins.
   Pouca coisa... pré-marginalidade, marginalidade, revolta, muita revolta, muito fel e música hip hop.
   Hip hop de guerra aqui  e aqui.
   Mais? Ameaçam genericamente a sociedade e são ameaçados pela sociedade... melhor: são ameaçados pelos donos dos automóveis.
   (Achámos melhor não linkar nada... está o leitor a perceber a idéia... que é como quem diz: o cagaço.)
Pronto... já que veio até aqui, damos-lhe um percurso: 'paris+riots' no technorati
Publicado por Francisco Nunes em 12:35 AM | Comentários (1)

novembro 07, 2005

A Educação e os Motins Franceses

   Gostamos de crises. Melhor: gostamos de algumas consequências das crises. Elas obrigam-nos a olhar em volta, a reflectir, a colocar os pés na terra e a assumir responsabilidades.
   Foi a crise social profunda em que a França se abateu que levou a que se descobrisse o óbvio para muitos docentes que, aqui em Portugal, em privado e entre dentes, já o afirmavam; descobriu-se aquilo que muitos responsáveis ministeriais, a coberto de um pensamento pedagógico orientado para o 'ensino para a cidadania', não vêem, nem querem ver: a manutenção de jovens em 'escolas-depósitos' é contraproducente e de efeitos potencialmente perversos.
   Não se justifica que alunos de 13, 14, 15 e 16(!) anos se arrastem nos 5º, 6º e 7º anos a coberto de planos de estudo e de diplomas que claramente manietam a realidade pura e crúa: estes rapazes não estão a fazer nada nas escolas, estes rapazes limitam-se a cumprir horários que detestam, programas que não lhes dizem nada e a 'aturar' professores que, às vezes, toleram. Pior: para além de, por mimetismo, arrastarem alguns mais novitos para comportamentos desviantes, estes jovens estão objectivamente a perder tempo, a tornar-se mais e mais 'inempregáveis'. Como eles dizem 'a tirar o curso de polidor de paredes'.   Esta é a pura das verdades.
   Outra verdade: o Estado empurrando para as escolas estes jovens, desresponsabiliza-se completamente da sua integração social.
   Serve esta introdução para se compreender o alcance das resoluções que Villepin anunciou há alguns momentos.
   Depois das medidas óbvias para conter os motins selvagens que assolam o seu país, e que certamente, farão as parangonas dos jornais de amanhã (o estabelecimento de 'estado de sítio' nalguns bairros, o apoio às associações de bairro, o apoio psicológico e social aos jovens dos bairros de risco...), Villepin tomou medidas de fundo que tememos que neste país passem despercebidas.
   Villepin tomou consciência do logro do ensino obrigatório até aos 16 anos, mesmo para alunos que não podem, ou não querem, aprender.
   Segundo o ' Fígaro' o Primeiro Ministro francês propôs a redução da idade de aprendizagem (ensino obrigatório convencional) dos 16 para os 14 anos, para as crianças com muitas dificuldades de aprendizagem, e estabeleceu a multiplicação por três das bolsas de mérito, para além da criação de 'internatos de excelência'.
   Os seus objectivos são óbvios e muito corajosos:
          1.- Retirar do ócio escolar os alunos que são 'avessos à escola' (integrando-os, provavelmente,  em cursos de aprendizagem profissional);
           2.- estimular os alunos que querem aprender e
          3.- retirar dos bairros mais complicados os jovens que manifestam especiais apetências intelectuais.
   Numa altura em que se fala tanto na Escola como (aparentemente, único) meio de integrar socialmente jovens de zonas de risco, seria bom que quem de direito se acercasse das medidads ministeriais francesas, sem preconceitos e sem reservas de ordem ideológica.
   Certamente, seria útil que se estudasse este 'recuo' pedagógico francês com calma. Enquanto é tempo... é que não há cidadania sem trabalho.

 

  

Publicado por Francisco Nunes em 11:23 PM | Comentários (1)

As 'Negociações Politico-Sociais' e os Processos de Paz

...(re)caiem sempre longe dos gabinetes e das sedes de poder: higgins_peace_process.gif

-Quantos processos de paz  poderemos nós ainda aguentar?

Publicado por Francisco Nunes em 07:05 PM | Comentários (0)

A Sic e o Casino

   A SIC perdeu a face completamente. Não basta a procura de problemas onde não existem. Agora avança para o branqueamento de problemas graves do nosso paiseco.
   Ao que parece os jornalista(zeco)s da SIC acreditaram que uns tipos que apoiam figuras tipos do género 'saltos e urros' e que se intitulam 'aposte e ganhe' não prometem fortunas a ninguém...
   Nunca tínhamos visto limpar-se com tanta sem vergonha um CASINO!
Publicado por Francisco Nunes em 05:21 PM | Comentários (8)

Piratas do Médio Oriente

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   -Obrigado, pá!
Publicado por Francisco Nunes em 12:33 PM | Comentários (0)

Pai Natal

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   -[...] repara, é um velhote de barbas brancas que representam a generosidade e a bondade em todo o lado... Se não é o Pai Natal, então quem é?
Publicado por Francisco Nunes em 10:26 AM | Comentários (0)

Ana Sá Lopes

   Lemos o que esta senhora escreveu sobre o Manuel Alegre no Público de anteontem.
   Impõe-se que voltemos uns anos atrás: devemos dizer que não apreciamos a atitude do Manuel Alegre em Argel. O homem, na rádio argelina, não fez política: o homem desmoralizou -para muitos, criminosamente- os nossos soldados em combate, sob a bandeira de Portugal.
   Agora, o Manuel Alegre -muito bem!- assume-se como um patriota. Pouco depois, no Público, uma 'isenta' jornalista troca os pés pelas mãos e, baralhando maldosa ou imbecilmente todos os conceitos, acusa-o de nacionalista.
   À rasca, o Manuel!... Para uns, traidor; para outros, nacionalista.
Publicado por Francisco Nunes em 08:46 AM | Comentários (1)

novembro 06, 2005

Intelectuais 'chunga'.

   Para a filha caçula:
   - Oh, filhoca, o pai está farto desses '50 Cents' e 'Eminem's... Só palavrões, só asneiras, só mother isto e aquilo!...
    - (...)
   - Olha!... Olha lá para esta postura: pés na mesa, cerveja, tatoos!...
   - O que é que têm? São 'intelectuais chunga'!
   'Recolhemos o estojo'. Ao fim e ao cabo o que há mais são 'chungas'...  Aqueles, ao menos, ainda são intelectuais...
Publicado por Francisco Nunes em 11:41 PM | Comentários (0)

Fanatismo, fanatismo... mas nem tanto!

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   -Se é suposto dar a nossa vida em combate para ir para o céu... porque é que estamos a ir na direcção contrária?

 

Publicado por Francisco Nunes em 06:50 PM | Comentários (1)

O Waldo já era...

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Vá, toca a procurar o Osama!

 

Publicado por Francisco Nunes em 06:22 PM | Comentários (0)

O Islão é que não!

   Os jornais franceses, na desesperada vontade de desculpabilizar o Islão do que se passa no seu país, ainda hão-de concluir que são os stands de venda de automóveis que estão por trás destes desacatos.
Publicado por Francisco Nunes em 05:13 PM | Comentários (0)

Blogues Franceses

   Detectamos situações muito esquisitas nos últimos dias: Porque será que grande parte dos blogues franceses mal falam da guerra civil que alastra no seu país? Será que só teriam opinião caso estes acontecimentos se passassem no Iraque? Será por quererem ver as coisas com distanciamento, de um ponto de vista mais sociológico? Será por cobardia? Ou será que o combate com manuais de sociologia e a cobardia são uma e a mesma realidade?
Publicado por Francisco Nunes em 12:45 AM | Comentários (1)

novembro 05, 2005

Posta PMI*

   A propósito do que se passa em França oferece-se-nos dizer que: Quem pôs gente a trabalhar, mal paga, mal tratada e desprezada nos batiments das grande urbes; quem  pôs gente em bairros sociais e se escondeu em condomínios; quem teorizou à volta de livros, de autores, e de correntes filosóficas na moda e não se preocupou com as famílias normais; quem chamou fascistas, retrógados e repressivos a todos os que se afirmavam com medo e exigiam mais justiça; quem falou, nos estúdios de televisão e na segurança dos palanques comicieiros em democracia e liberdade a quem tinha medo de falar e de sair à rua; quem tudo fez para negar e ignorar o horror em que, nas suas cidades, milhões vivem... quem fez tudo isso é que deveria aturar os gangsters de pacotilha que infestam os subúrbios de França.
  Infelizmente, as vítimas lá -por estes dias- e cá -muito em breve-, serão sempre as mesmas: as pessoas que trabalham, as pessoas que querem paz para criar condignamente os seus filhos.
   "Quem lhes comeu a carne, que lhes roa os ossos!" (Seria bom que os roesse, não seria?...)

 

*Posta politicamente muito incorrecta
Publicado por Francisco Nunes em 12:00 PM | Comentários (2)

SiC Television

   É!... a SIC é mesmo uma televisão doente. Ontem, à hora do jantar, atiraram-se de uma forma 'cusca', mesquinha e invejosa contra o homem que, enquanto presidente da TAP, lutou contra os comissários politiqueiros que a sugavam e debilitavam, colocou a empresa a dar lucros e se prepara agora para a fazer entrar no Brasil, via Varig. Antes, patrocinado por um casino 'on line', falara um senhor que dá coices e urros e que também é presidente da Câmara de Gondomar. Falou-se ainda da festarola que os estrangeiros da MTV vieram aqui fazer... E pronto!...
   Não há, para os rapazes de Carnaxide, mais problemas neste país... a não ser, talvez, o problema, digamos assim, de fazerem um jornalismo, um, vá lá, jornalismozinho televisivo cada vez mais encomendado e, se calhar, um, vamos lá... enfadonho. Mas isso, os moços, em calhando, não têm culpa!
   Também... ninguém lhes faz encomendas de jeito. Isso é que está mal!
Publicado por Francisco Nunes em 09:25 AM | Comentários (0)

Região de Turismo do Alentejo

   A propósito de uma entrevista a Jorge Rebelo de Almeida, administrador do Vila Galé.
Publicado por Francisco Nunes em 07:50 AM | Comentários (0)

Uncle Osama said: 'JOIN US'

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"O tio Osama quer que morras. Junta-te aos mártires!"
Publicado por Francisco Nunes em 02:41 AM | Comentários (0)

novembro 04, 2005

E foi para isto que o 'Uncle Sam' conquistou aqueles pedregulhos?

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- Invadi o Afeganistão e tudo o que consegui foi esta videocassete marada! (Na cassete: "Os Grandes Êxitos de Osama").

 

Publicado por Francisco Nunes em 10:11 AM | Comentários (2)

novembro 03, 2005

Andam, andam, ainda nos obrigam a votar no Manuel Alegre.

   Fartos, fartinhos! É!... Até ao tutano! Cáspite!
   Cavaco p'ráqui, Soares p'ráli, senhor professor, senhor fundação, convite ao ex-primeiro, representação ao ex-presidente, entrevista ao apoiante do velhadas, artigo de fundo do adepto do tipo de Boliqueime, muito competente, muito culto, muito direito, muito velho, blá, blá, blá, blá...
   Eh, pá! das duas uma: ou convidam todos os candidatos p'rós rissóis e croquetes, ou não convidam nenhum. É qu'assim a coisa cheira a bafio... e a vida está difícil para todos.
   É como espetámos aí em cima: Andam, andam, ainda nos obrigam a votar no Manuel Alegre... nem que seja para chatear.

   Pois... (mesmo que cá na casa se escreva c'a dextra...)

Publicado por Francisco Nunes em 10:56 PM | Comentários (5)

Mude-se a barragem de Alqueva para o Parque Eduardo Sétimo

   No sítio do Diário do Alentejo, hoje, duas notícias distam 3 minutos entre si:  

   "Hoteleiros criticam “low cost” no aeroporto de Beja"

    "Projecto de Roquette vai avançar em Alqueva"

   Os empresários da indústria hoteleira de Lisboa têm medo da eventual construção de um aeroporto no país que não se situe na área de Lisboa. 'É mau para o turismo local e nacional'- afiançam.
   Pelo seu lado, e quanto aos transportes relevantes para o futuro mega empreendimento do 'Parque Alqueva', Roquette tem fé em duas componentes: a abertura do aeroporto de Beja ao tráfego civil e a passagem do TGV por Évora.
   Para não desagradar a ninguém a Planície propõe uma '3ª via': que se mude a barragem de Alqueva para o Parque Eduardo Sétimo.
Publicado por Francisco Nunes em 10:18 PM | Comentários (1)

Impoluto e Incorruptível

O Carlos fez-nos o favor de ir ver...

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'Homenagem ao político impoluto'; Tendências    
Publicado por Francisco Nunes em 04:45 PM | Comentários (0)

As coisas vistas do outro lado...

   ...para que não pensem que fomos comprar uns 'óculos de Penafiel' à feira de Alvito:

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- Para que é que, no mundo em que vive, o Irão quererá ter um dissuasor nuclear?

 

Publicado por Francisco Nunes em 03:58 PM | Comentários (1)

Há sempre um candeeirozito que dá jeito...

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-A sério... é para usos domésticos pacíficos.
Publicado por Francisco Nunes em 01:34 PM | Comentários (0)

Brincando com a energia nuclear...

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Sem mais comentários...
Publicado por Francisco Nunes em 08:42 AM | Comentários (0)

Os sonhos de Bush

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(Pois... a tradução é um bocado fantasiosa... mas é a que se arranja.)
Publicado por Francisco Nunes em 12:49 AM | Comentários (0)

novembro 02, 2005

Este rapaz procura maçadas

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   O novo presidente de Teerão anda a procurar problemas. Não lhe basta a questão nuclear; não lhe basta achar que o Irão não fez uma revolução para criar uma democracia; não lhe basta o desafio constante aos países europeus (França, Alemanha e R.U.) que negoceiam consigo a questão do já referido programa nuclear; não lhe basta as manifestações em que participa de forma arrogante e belicista; não lhe basta afrontar a ONU negando Israel; não lhe basta a remodelação do corpo diplomático do seu país encostando os diplomatas mais moderados...
   Não lhe bastando nada disto, tem o desplante, ainda por cima, de ter os olhos pequeninos, como o... como o outro doido.

  

Publicado por Francisco Nunes em 07:35 PM | Comentários (1)

A educação sexual nas escolas pelos pedagogos 'ad hoc' de Castilla La Mancha

   Lá, como cá, qualquer um se pode arvorar em pedagogo e ansiar por mudar decisivamente as mentalidades.

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Se não houver, e passe a prosápia de gosto duvidoso, algum problema com o excesso de consumo de 'queso manchego', então fica-nos a desconfiança que a mania de uns 'fulanos que até já leram 23 livros' quererem impor cegamente a sua pedagogia a milhões, já chegou às terras do Quixote. Pois é... é quixotesco.
Publicado por Francisco Nunes em 06:40 PM | Comentários (0)

Contra os States, o Brasil; contra a Europa, a Turquia.

   É assim que o Pravda encara as relações da Rússia com a Europa e com os States: isolá-los.
   O Pravda saliva ante um escritor turco de sucesso (100 000 exemplares vendidos na Turquia). O Burak Turna -é assim que o senhor se chama- propõe uma aliança anti-europeia do seu país com a Rússia. (Convém dizer que aparentemente os maiores aliados desta ideia são os próprios nacionalistas europeus...)
   Com a ascensão do Brasil, por que nós, enquanto portugueses, também exultamos, o Pravda rejubila. O Pravda acha que o Brasil pode ajudar a Rússia a asfixiar o 'Uncle Sam'. Afinal, segundo este jornal, o Brasil é mais ou menos uma Rússia da América do Sul.
   A dúvida que nos fica é a seguinte: Se desconfiamos dos Turcos que atitude é que deveremos ter face aos Russos? Han?
Publicado por Francisco Nunes em 08:48 AM | Comentários (0)

1755 - O Terramoto

O Rua da Judiaria não é um blogue de referência. O Rua da judiaria é um blogue de reverência.
   Se há quem  duvide do que afirmamos, que veja a forma como aqui foi tratado o Terramoto de 1 de Novembro de 1755 .
   Para o Nuno Guerreiro os nossos mais sinceros parabéns.
Publicado por Francisco Nunes em 12:23 AM | Comentários (0)

Geração Battisti - Eles não querem saber

A ler esta posta do Manuel Azinhal que tem muito a ver com aquilo que postámos aí abaixo.
Publicado por Francisco Nunes em 12:09 AM | Comentários (0)

novembro 01, 2005

A educação ou a selvajaria?

'A Educação ou a Selvajaria?'

   O Fígaro intitula assim o seu artigo em que nos dá conta dos graves problemas que assolam os arredores das grandes cidades francesas. Por estranho que possa parecer-nos, a atitude destes jovens, mais que denunciada e criticada, é explicada e compreendida.
   Um título como o supra citado não é uma porta aberta para ninguém, não é uma saída para uma crise. O título acima é chantagem social da mais pura. Afinal, porque não o título 'O cumprimento da Lei ou o tolerantismo'. Por que não a questão: 'Como é que a sociedade premeia quem cumpre as suas obrigações?'
   Esta moda cansa-nos mais, muito mais, do que assusta... Começa a ser 'fatal como o destino' atirar para as escolas a dupla responsabilidade de estar na origem dos problemas sociais e, simultaneamente, de ser a tábua de salvação que os evitará. Não se percebe já se a cegueira é bem-intencionada ou uma 'velhacaria' feita aos docentes -por um lado- e a toda a Sociedade -por outro- para quem é fácil acreditar que basta uma acção mais eficiente das escolas para o problema se resolver.
   De qualquer forma, e a ser assim, estamos perante uma sociedade que transforma em 'bodes expiatórios' de todos os seus problemas alguns dos seus elementos mais activos e mais sacrificados no combate à exclusão social. A sociedade esquece-se com demasiada frequência dos problemas sociais gravíssimos que são detectados nas escolas, e não falamos só de abusos e violência sobre jovens, falamos de casos de pobreza envergonhada que passam despercebidos e escondidos à assistência social, falamos de professores e professoras que se sacrificam para dar o melhor de si a muitos miúdos com imensas dificuldades em termos económicos, afectivos e psicológicos.
   Em Portugal, como paga desta actuação, a mentira tão propalada, de que a avaliação dos professores se fazia sempre pelo 'muito bom' passou sem que ninguém a desmentisse. Para os visados essa era mais uma das muitas injustiças de que são alvo. Ao fim e ao cabo neste país não há quem não seja um pedagogo experimentado e sabedor. Não há ninguém que não se julgue capaz de dar lições aos docentes. Fala-se de Educação? Então qualquer um dá palpites.   E porque não?!
   Falta-nos muito para que vivamos numa sociedade -e escolhemos bem o termo- decente. Falta-nos a honestidade intelectual de chamarmos os bois pelos nomes.
   Já agora e para que conste: A avaliação dos professores faz-se quase sempre pela mediania, pelo 'suficiente', por muito esforçada que tenha sido a sua actividade.
Publicado por Francisco Nunes em 07:40 PM | Comentários (2)

Um cravo no cravo.

   O que é que acontece a um pobre cravo face a terríveis papagaios-sintetizadores? 

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   Ao cravo, basicamente, não acontece nada. Mas, observando a caçula cá da casa, a vontade de o aprender vacila muito... Muito mesmo!    
Publicado por Francisco Nunes em 12:40 AM | Comentários (2)