março 31, 2008
Sorumbático
No Sorumbático, um blogue para reter e a linkar, apareceu um texto (publicado no Público de Domingo) de António Barreto de extrema lucidez. A ler, portanto.
Publicado por Francisco Nunes em
09:14 AM
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março 30, 2008
A Terra é redonda? O Corão como fonte de ciência...
Aqui na Planície situações destas recordam-nos aquela canção de outros tempos:
Vamos fazer amigos entre o animais, amigos destes não são demais na vida...
Publicado por Francisco Nunes em
08:14 PM
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março 29, 2008
Tibete, só agora?!
Já lá vão, pelo menos, sete meses desde que os oprimidos tibetanos se começaram a manifestar nas capitais europeias 'que contam', ante a desatenção de quem passa. Disso demos nós conta no final de Agosto do ano passado.
Ah, e aproveitámos para mostrar que os Jogos Olímpicos têm tudo a ver com política, com liberdade, com justiça social e com, resumidamente, humanismo (pontos 5 e 6 da carta dos Jogos)... mesmo que o 'ingénuo dos Açores' Barroso e a rapaziada do democrático e participativo acordo de Lisboa não queira.
Proteste
Publicado por Francisco Nunes em
03:50 PM
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Deve ser por isso, deve...
Segundo o Público, muitos professores estão pedindo a passagem à reforma antecipada. Aqui na Planície conhecemos muitos dos que o fazem (basicamente, quase todos os que o podem fazer)...
Para os cofres do Estado isto até é óptimo uma vez que vai poder substituí-los por jovens que daqui a 30 anos já ganharão tanto como um servente de pedreiro daqueles mais mal pagos... Não percebemos é como é que uma classe tão poderosa e tão instalada (recordamos o amigo leitor que o honestíssimo Júdice chegou a considerar o 'lobby dos professores' [sic, e na SIC Notícias] um dos mais poderosos de Portugal!) se quer ausentar sem usufruir do magnífico reconhecimento dos governantes e dos milhentos privilégios com que a apaparicam. Calhando, deve ser por excesso de dinheiro no bolso e avidez de uma vida simples e modesta...
Publicado por Francisco Nunes em
03:24 PM
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março 27, 2008
O Pior 'Primeiro' de sempre! Uau!
O pior 'primeiro' de sempre, segundo o JdN é este rapaz.
Publicado por Francisco Nunes em
11:15 PM
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março 21, 2008
Educação: somos um país de especialistas (de bancada...)
A prova de que neste país a rapaziada do regime diz o que for preciso para desculpar o ministério e culpar os professores está aqui.
É uma tristeza o à vontade com que uma série de gente com responsabilidades sociais e políticas fala da educação. A tudo isto têm os professores respondido com um estoicismo que já começa a ser doentio. De facto, pouca gente sabe -ou finge não saber- que os professores do ensino público tiveram, em média, melhores notas do que os professores do ensino privado; pouca gente sabe que a legislação aparece nas escolas em catadupas confusas de há décadas a esta parte; que as políticas educativas têm como meta um conceito abstruso, mas politicamente muito correcto, a que se chamou inclusão; que os processos disciplinares chegam a ser ridículos; que...
Enfim, a política e os políticos meteram-se a fundo na educação. Será preciso dizer mais alguma coisa?
Publicado por Francisco Nunes em
06:16 PM
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A Educação e as víboras do Terreiro do Paço
O desatino começa a forçar os omnipresentes comentadeiros da área do PS (leia-se: dos interessezitos terrenos da área do PS) a cavalgar uma frenética onda de comentários de comentários que nós, púdicos e castos provincianos, nos impedimos de citar. De qualquer forma, e exposto a traços muito largos e por passos, o raciocínio (se assim se pode dizer...) dos cavalheiros vai correndo, mais ou menos, assim:
Até à manifestação dos 100 000
1º - A Reforma da Educação é brilhante, é irreversível.
2º - Os professores não são avaliados como toda a gente, -a Educação está esclerosada e parada no tempo - e é por isso que a educação está como está.
3º - A gestão das escolas deve ser privatizada ou, pelo menos, municipalizada. Reforme-se, pois!
4º - Os pais devem ter uma palavra (ou mais) a dizer na Escola; sobre o quê? isso... logo se vê.
5º - É o PCP através da CGTP que está a 'agitar as águas' da Educação.
Depois da manif que desceu do Marquês até junto das víboras que as patas iluminadas do cavalo do D. José espezinham (e já as espezinham desesperadamente há mais de 200 anos...):
1º - Os professores foram claramente instrumentalizados. Foi nítido, pá!
2º - Os 100 000 que desceram do Marquês até ao Pombal defendiam interesses corporativos.
3º - A defesa dos interesses corporativos de alguns (uns 100 000 tipos algo ociosos), prova que é o interesse nacional que está em jogo.
4º - Como é o superior interesse nacional que está em jogo, os patrióticos e praeclaros Sócrates e Maria de Lurdes não podem -nem devem!- recuar. Jamais!!! (jamé!!!, como diz o da Ota)
5º - Toda a gente sabe que os professores se estão nas tintas para os miúdos (não há pais professores, há é professores que querem enriquecer à pála do OE, como toda a gente sabe...).
6º - Os professores, pá! nem leram as propostas do Ministério, pá!
7º - Os professores portugueses são maus, têm mau aspecto e, de certa forma, são os únicos culpados do ponto a que isto chegou.
De há 4 ou 5 dias a esta parte:
1º - Recuar? O Governo não pode recuar... seria a sua queda, pá!.
2º - [O que] é preciso é um sinalzito de abertura... (que, basicamente, consiste em que o governo não recue, ou, ainda mais subtil e 'inteligente', que recue, que faça uma badalhoquice qualquer, mas que os confusos eleitores não 'topem'... muito menos os que apareceram no 'académico' da Invicta!).
3º - Ao fim e ao cabo, pá! os professores sempre estiveram contra as reformas.
4º - Se os professores sempre estiveram contra as reformas é porque são uma classe retrógada.
Desde há dois dias a esta parte...:
1º - Afinal, é normal, é mesmo 'quase desejável', que os professores estejam contra a Reforma.
2º - Se os professores estão contra esta Reforma, é porque ela é útil e necessária.
3º - Os professores querem é trabalhar numa Escola desprestigiante para toda a gente que nela se move, sem avaliação, com violência, com deficientes infraestruturas e criadora de uma instabilidade emocional tão grande que eles se transformam em óptimos clientes dos consultórios de psiquiatria. (Afinal, ir ao psiquiatra até é chiquérrimo...)
Passo idílico a dar pelos comentadeiros nos próximos dois ou três dias, na óptica ingénua ( e até mesmo, vá lá... parola) dos provincianos aqui da Planície:
1º - Eh, lá! Pois se já houve uma catrefada de reformas nos últimos 40 anos... isso quer dizer que já houve reformas!
2º - E mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, e mais, reformas... Reformas para todos os gostos!
3º - Mas se houve tantas reformas, se os professores estiveram contra todas elas, se isto ficou tudo como está agora... se calhar é melhor parar, olhar, ouvir e, só depois, decidir.
4º - Eh, pá! Até seria interessante saber o que pensam da Escola e do que é preciso fazer para a melhorar, os professores que são professores, e os professores que são professores e que até são pais, e tudo, e tudo!
Publicado por Francisco Nunes em
12:05 AM
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março 09, 2008
Avaliação do corpo docente: argumento poderoso.
Em conversa de café, num dos poucos dignos desse nome cá pela Planície, ouvimos um poderosíssimo argumento em prol da avaliação do corpo docente:
'Se os professores começarem a ser avaliados -como a senhora ministra quer- a educação vai avançar como avançam as outras áreas de actividade deste país.'
Realmente, e de facto, pá!... até já sentimos a deslocação vertiginosa do ar a fazer-nos frieiras nas orelhas. Porreiro, pá!
Publicado por Francisco Nunes em
09:03 PM
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Marcha da Indignação - Notas breves
Os comentadeiros cá da praça já começaram a tentar fazer o que era de esperar: a condicionar a manifestação de ontem. Há coisas, no entanto, que devem ficar claras.
1ª Os professores que se manifestaram ontem não representaram a totalidade dos profissionais descontentes. Aqui na Planície, que saibamos, não há um único professor satisfeito com esta ministra da educação.
2ª Os professores não estão contra os pais. Os professores são pais e avôs que têm os filhos, maioritariamente, no ensino público e apostam na sua eficiência e no seu sucesso.
3ª Ontem, naquela manifestação, haveria 70, 80% de pais: 70, 80 000 pais... Muitos mais do que aqueles que o rapaz da Confap diz representar.
4ª Os professores presentes não estão conotados, na sua maioria, com os partidos políticos. Muito menos com os partidos como os conhecemos por estes dias.
5ª Muitos dos professores presentes não estão sindicalizados.
6ª As manifestações convocadas por SMS não tiveram origem nos sindicatos. Os sindicatos é que foram arrastados pela indignação dos profissionais. Só há 6 ou 7 dias os sindicatos conseguiram enquadrar estas manifestações genuinamente espontâneas nas suas agendas. (Aqui na Planície, em Beja, houve uma manifestação ilegal convocada por SMS. A FENPROF tentou desmobilizá-la; depois, gorada a possibilidade de conseguir abortá-la, aderiu-lhe e tentou -com êxito, diga-se...- enquadrá-la).
7ª A confusão da nota anterior deve-se a má fé ou a profunda distração. Alguém acredita que no caso de os professores identificados pela PSP (como ocorreu no Porto, por exemplo) haver um deles que , mesmo que de forma muito difusa, fosse conotado com um partido político essa situação seria esquecida pela máquina informativa deste democrático PS?
8ª Os movimentos já constituidos de professores surgiram longe dos sindicatos e dos partidos. Esta situação fica a dever-se ao enquistamento evidente da nossa democracia: dos nossos jornais carregados de comentadeiros descobertos sabe-se lá onde, dos nossos partidos reféns de interesses inconfessáveis e de intrigalhadas abstrusas, dos nossos sindicatos demasiado profissionalizados... Como diria o professor de Aveiro: ao enquistamento de nós todos.
Publicado por Francisco Nunes em
02:59 PM
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março 08, 2008
Marcha da Indignação
Menezes comparou a 'Marcha da Indignação' ao 'Buzinão da Ponte 25 de Abril'.
Errou. Errou porque as televisões privadas, no fim do cavaquismo, eram muito mais privadas. (Aos olhos do poder instituído de hoje e dos comentadeiros do regime, até seriam, então, demasiado privadas...)
Publicado por Francisco Nunes em
07:02 PM
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'Pedagogia' é um termo que está mal definido nas enciclopédias.
€n boua verdád€, 'prubal€mas pudagógicu$', pá! Sãu açin sênax d€xtax:



...pudagógicu$ e pa$$iculógicus, pá!
Publicado por Francisco Nunes em
12:53 AM
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As Reformas são fixes, pá! (posta refundada a pedido de algumas famílias)
Este governo PS quer ficar com um mérito nos apaixonantes anais lusitanos: o mérito das reformas.
Esta ideia de que reformar é sempre positivo é uma daquelas taras próprias de um de país velho. É mais do género: 'tenho muitos anos, pá! pois tenho!... mas ainda ainda estou aqui com uma vontade enorme de dar umas curvas!... -com um esgar maroto catrapiscado de rufia de porto de mar, o marmanjo todo gaiteiro ainda lhe acrescenta: - de dar umas reformulações (eh, eh,eh...).'
E pimba:
Reforme-se.
Rerreforme-se.
Birrerreforme-se.
Transforme-se.
Reformule-se.
E, já agora, e a pedido expresso de alguma famílias:
REFUNDE-SE
e
REFUNDA-SE.
Já!
Reformule-se tudo. Reformule-se, nem que para isso se tenha de recorrer a um barroco secretário de estado que, segundo dizem as más línguas aqui da Planície, diz 'interviu' 2, 3, 4 vezes numa qualquer reunião de trabalho (sic) elaborada a partir de convites mais ou menos coercivos e assente nos inevitáveis power points. Uma coisa, uma (vá lá...) atitude, mesmo ao gosto de supimpas faróis éticos de gingeira tipo Júdice, Loureiro ou rapaz que acha que representa todos os pais deste país (mais nada!).
Mas não basta: Viaje-se até aos comentários das páginas electrónicas dos jornais nacionais e logo surgem, alarves, caramelos que aí passam o dia a comentar, a apupar, a opinar, a defender todas as reformas e, convictamente, ribombando o seu peitito flácido, assegurando que são avaliados no seu local de trabalho... (Aqui entre nós: se isso fôr verdade, e como diria o outro: 'tem patrão que é cego!...')
A Educação, essa magnífica ciência ao alcance de todos, uma espécie de futebol dos cidadãos que têm interesses muito para além do futebol, tem padecido desta opinativa avalanche 'rerre-ista' como nenhuma outra área de conhecimento, como nenhuma outra actividade.
De facto, muitos professores aqui da Planície já se perguntam -coitados!- se serão, porventura, gente de bem, se serão bons pais, se serão sérios, se, efectivamente, pagam impostos, se, sem o saberem, não terão por aí uns negócios preferenciais com o Estado, se não trabalharão à pála de uma cunha dada pelo cartãozito do partido, se, vá lá..., se serão gente que possa andar de cabeça levantada.
É que, cogitam desesperados com os seus botões ou confessam aos seus amigos mais chegados, reformas no ensino não têm faltado. Nos últimos 30 anos houve, pelo menos, 10 reformas, 15 ministros e 30 ideias brilhantes para a Educação.
Tipos com uma paixão enorme pelo ensino, bons professores - se, claro! pudessem dar-se a essa menor actividade, (por assim dizer...) profissional - são mais do que as mães. (Pedagogos, só para se ter uma ideia da coisa, no recentemente passado século XX, era dar um pontapé numa pedra que apareciam aos cachos...)
Ora, num mundo destes, ser professor é nada. É zero. É... é coisa nenhuma. Ao fim e ao cabo -conclui-se-, neste país todas as luminárias que dariam óptimos docentes têm um azar, não gostam muito de dar aulas... Uma maçada! Um enorme azar!
De facto, ninguém se questiona da validade nem da universalidade das reformas que se propõem à comunidade. As reformas são boas porque, muito simplesmente, se constituem como um corpo de teorias mal fundamentadas e de práticas avulsas a que se deu o nome sacrossanto de 'Reforma'.
As ideias assim propostas podem ser serôdias, os interesses subjacentes podem ser inconfessáveis mas, beatamente, a elegante e engomada roupagem de uma Reforma transforma o mais supino disparate numa verdade inquestionável, num desígnio, num imperativo. Reforme-se, pois!
A Reforma, neste país, ainda tem outra característica: não há -nunca houve!- nenhuma reforma que seja dogmática, que seja improducente, que seja escusada, que seja, -desculpai leitores a nossa imponderada e arrogante heresia- contraproducente.
Não! neste país todo modernaço, e tal, uma Reforma é sempre um poço de méritos e desta feita, quem, louco! louco! louco!, se lhe opõe incorre sempre em pecado.
É por isso que na área da educação, por exemplo, qualquer ministro que esteja no cargo mais de 6 meses propõe uma Reforma. Uma reformazita... Tem que ser, pá!
Antes de abrir os olhos para a modernidade e para o irreversível progresso que paulatinamente se nos impõe, -recordemo-lo- a própria dona Maria de Lurdes recusava as reformas. Agora, ministra de peito feito, opta pela Reforma, anseia pela lápide na 24 de Julho, galvaniza-se na espectativa da glória futura, compraz-se na definitiva fuga ao olvido dos Homens.
Neste país só um lunático, ou, por disparate, só um ser desprovido de perspectivas de futuro minimamente sãs pode ser contra uma Reforma.
Apenas uma mente mesquinha pode ousar aventar a hipótese de se aperfeiçoar o que existe. Mais: aventar a possibilidade de um bom ministro, ser de facto um bom ministro, apenas por aperfeiçoar, corrigir e implementar o que existe, passa apenas pela cabeça de energúmenos que merecem ser espezinhados por multidões ávidas de futuro e de progresso.
Publicado por Francisco Nunes em
12:00 AM
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